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22 abr 2016

Pesquisa da CNA sobre produtos não madeireiros traz destaque para borracha natural

O estudo está sendo elaborado em parceria com o Centro de Inteligência em Mercados da Universidade Federal de Lavras (CIM/Ufla)

O látex foi considerado, na pesquisa preliminar, o principal produto não madeireiro
O látex foi considerado, na pesquisa preliminar, o principal produto não madeireiro

A pesquisa da Comissão Nacional de Silvicultura e Agrossilvicultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)sobre a produção não madeireira apresenta os primeiros resultados. O látex e a borracha natural, produtos extraídos das seringueiras, aparecem como principais itens do setor florestal não madeireiro brasileiro, correspondendo a 70% das respostas. O questionário foi elaborado pela CNA, em parceria com o Centro de Inteligência em Mercados da Universidade Federal de Lavras (CIM/UFLA), com o objetivo de conhecer a realidade do segmento de produtos florestais não madeireiros, como a borracha, resina e tanino.

A pesquisa vai contribuir com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para a formulação do Plano Nacional de Desenvolvimento de Florestas Plantadas (PNDFP), que será o instrumento norteador da Política Agrícola para Florestas Plantadas, definida no Decreto Nº 8.375/2014. “Assim como para os produtos madeireiros, o conhecimento sobre indicadores estratégicos das cadeias representativas dos produtos florestais não madeireiros é extremamente importante para que esses setores estejam representados nas políticas públicas, para melhorias nas condições de acesso a mercado, crédito, seguro rural, preço, dentre outros”, explica o presidente da Comissão de Silvicultura da CNA, Walter Rezende.

O questionário foi dividido em duas partes. A primeira traz perguntas sobre o destino dos plantios e a organização dos produtores em associações, sindicatos e cooperativas. Já a segunda busca demonstrar a importância e a satisfação dos participantes sobre temas relevantes para o setor. “Apesar do látex e a borracha estarem se destacando na pesquisa, é importante que as organizações que representam a produção de resina, tanino e outros produtos também se manifestem, para que suas demandas sejam contempladas no Plano”, afirmou o presidente da Comissão.

Planejamento em longo prazo – O Plano Nacional de Desenvolvimento de Florestas Plantadas (PNDFP) tem a função de atuar como um planejamento setorial das cadeias dos produtos florestais madeireiros e não madeireiros. Ele deve ter um prazo de 10 anos, tendo como conteúdo mínimo: diagnóstico da situação do setor de florestas plantadas, incluindo seu inventário florestal; proposição de cenários, incluindo tendências internacionais e macroeconômicas, e metas de produção florestal e ações para seu alcance. A Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) ficou responsável por coletar os dados dos produtos madeireiros e a CNA pelos não madeireiros.

Neste ano, a Comissão Nacional de Silvicultura e Agrossilvicultura da CNA tem discutido diversos temas relevantes para a melhoria do setor. E o Projeto de Lei Nº 3.529, de 2012, que institui a política nacional de geração de energia elétrica a partir da biomassa, é um dos temas prioritários. O PL, de autoria do deputado Irajá Abreu (PSD/TO), estabelece obrigatoriedade de contratação dessa energia e dá outras providências. “Nesse sentido, é fundamental que haja uma iniciativa ordenada de formulação de ações públicas específicas que fomentem a utilização de matéria-prima florestal para fins energéticos no Brasil, de forma sustentável, tanto para atender as demandas crescentes do mercado interno, quanto para aumentar a nossa participação no comércio internacional desses produtos”, destacou Walter Rezende.

Para contribuir com a pesquisa da CNA, acesse ao site da CNA e preencha o formulário. Após o preenchimento, as respostas devem ser encaminhadas para o e-mail camila.braga@cna.org.br A Comissão de Silvicultura está recebendo as respostas até o dia 19 de abril.

Fonte: CNA

14 abr 2015

Borracha do sudeste asiático provoca queda de 25% do preço no mercado brasileiro em um ano

CNA defende política de preço mínimo para o produto e maior taxação de importação

ativos-silviculturaO preço médio da borracha natural no mercado interno caiu, em média, 25% em um ano, por conta da superoferta do produto importado do sudeste asiático. O Brasil importa desta região 2/3 do que é consumido no país, e o subsídio oferecido por estes países a seus produtores faz com que a borracha importada tenha preços extremamente competitivos com a produção local.

A análise está no boletim Ativos da Silvicultura, elaborado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Universidade Federal de Viçosa (UFV) e pela empresa Dendrus Projetos Florestais e Ambientais Ltda. A publicação traça um mapa dos principais produtos da silvicultura, com base em levantamentos de custos de produção e preços de venda da atividade.

Segundo o boletim, outro agravante para a heveicultura (produção de borracha) foi o aumento dos preços dos insumos nas principais regiões produtoras, de 10%, em média desde o ano passado, o que afetou a relação de troca do produto por insumos. Na prática, os seringueiros precisaram desembolsar mais quilos de borracha na compra de defensivos e adubo.

“Este aumento dos custos com insumos, associado à queda contínua nos preços da borracha, tem reduzido a rentabilidade da heveicultura e desestimulado os produtores”, afirma o boletim. Uma das alternativas para frear a queda contínua dos preços pagos ao produtor seria a definição de um preço mínimo, de pelo menos R$ 2,10/quilo.

Outra medida necessária, de acordo com o estudo, seria a criação de uma taxa de equalização sobre o produto importado, “para garantir o preço mínimo e ainda um aumento na alíquota do imposto de importação, fortalecendo comercialmente o produto nacional frente ao importado”.

Clique aqui para ler o boletim na íntegra.

Fonte: Canal do Produtor

23 jun 2014

Falta de chuva e preço baixo preocupam produtores de seringueira

De janeiro a maio, choveu 40% menos que o registrado em 2013

De janeiro a maio, choveu cerca de 390 milímetros na região, 40% a menos do que o registrado no mesmo período de 2013.
De janeiro a maio, choveu cerca de 390 milímetros na região, 40% a menos do que o registrado no mesmo período de 2013.

A falta de chuva do começo do ano está mexendo com a produção de borracha, em São Paulo. A safra deve terminar antes do previsto e em muitas propriedades houve queda na quantidade de látex extraído dos seringais.

A estiagem diminuiu a quantidade de látex extraído. Em 2013, cada árvore produzia em média oito quilos de coágulo, enquanto hoje esse número não passa de sete. De janeiro a maio, choveu cerca de 390 milímetros na região, 40% a menos do que o registrado no mesmo período de 2013.

A falta de chuva influenciou também no desfolhamento das árvores. Geralmente as folhas da seringueira começam a cair em julho, um mês antes do fim da safra, mas este ano, por causa da estiagem, o processo foi antecipado. Quanto menos verde a planta está, menor é a quantidade de látex durante a sangria.

São Paulo responde por 55% da safra de borracha brasileira. A Associação dos Produtores de Borracha do Noroeste Paulista está negociando o quilo do coágulo por R$1,86, valor quase 25% menor do que em junho do ano passado. Os preços são ditados pelo mercado internacional e vêm caindo a cada ano, reflexo do aumento de oferta em países como Vietnã, Malásia e Indonésia, grandes produtores mundiais.

Entre 1990 e 1996, os agricultores brasileiros tiveram até que receber subsídio do governo por causa dos preços. O presidente da Associação, Osvaldo Rodolfo, vê uma situação parecida agora e cobra medidas de auxílio.

Fonte: Painel Florestal
08 out 2013

Fábricas de pneus doam mudas de seringueira

As indústrias pneumáticas Continental e Michelin anunciaram que pretendem doar 180 mil mudas de seringueira para ajudar agricultores da Bahia

muda-seringueiraAs indústrias pneumáticas Continental e Michelin anunciaram que pretendem doar 180 mil mudas de seringueira para ajudar agricultores familiares da Bahia.

De acordo com a Secretaria da Agricultura, o compromisso faz parte do Programa de Desenvolvimento do Setor da Borracha Natural do Estado da Bahia (Prodebon), que prevê o plantio de 100 mil hectares de seringueiras. Para o secretário da Agricultura da Bahia, Eduardo Salles, a decisão representa “conquistas importantes para as regiões do baixo sul, sul da Bahia e extremo sul”. A Continental anunciou a doação de 125 mil mudas até o ano de 2015 durante um encontro entre o secretário e executivos da empresa. Em outro anúncio, a Michelin se comprometeu a doar 55 mil mudas, sendo 20 mil ainda este ano e 35 mil em 2014.

Metas do programa

Organizado pela Câmara Estadual Setorial da Borracha, o Prodebon apresenta como metas a ampliação da produção de borracha na Bahia de 17,2 toneladas por ano, para 146 mil toneladas nas próximas duas décadas. A longo prazo, a expectativa é eliminar a importação da borracha seca. Hoje o produto importado representa 70% do total que é utilizado na Bahia, que é o segundo estado produtor no Brasil.

Em relação à área plantada, o objetivo é passar de 32 mil hectares para 100 mil hectares, com variedades melhoradas de seringueiras. Com isso, a expectativa é que o volume de empregos gerados pela atividade passe dos atuais 6,5 mil para 34 mil empregos.

Fonte: Painel Florestal

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