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15 fev 2012

Brasil adota práticas sustentáveis no setor agropecuário

Afirmação foi feita pelo presidente da FARSUL, Carlos Sperotto, na abertura do 4º seminário de Agricultura de Baixo Carbono

O presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (FARSUL), Carlos Sperotto, afirmou nesta terça-feira (14-02), em Porto Alegre (RS), que o Brasil tem adotado práticas sustentáveis no setor agropecuário, o que não tem ocorrido em outros países, inclusive entre grandes produtores mundiais de grãos e carnes. “Não vejo em outros países movimentos como o que estamos vendo no Brasil”, afirmou na abertura do quarto seminário de capacitação em Agricultura de Baixo Carbono.

Sperotto lembrou que 61% do território brasileiro estão preservados com florestas nativas, condição que não é vista em nenhum outro país, e, mesmo assim, o Brasil tem debatido o tema sustentabilidade, investindo em novas tecnologias. O seminário, iniciativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com a Embaixada Britânica, já foi realizado em Brasília (DF), Belo Horizonte (MG) e Salvador (BA), com o objetivo de difundir informações sobre o Programa de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), do Governo federal, que disponibiliza recursos para práticas sustentáveis.

No seminário, o pesquisador José Pereira da Silva Júnior, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Trigo, também destacou a posição do Brasil nesse debate e ressaltou que o País tem avançado nas discussões sobre sustentabilidade e preservação ambiental, apesar do “retrocesso mundial”. Segundo ele, “outros países estão abandonando seus compromissos, o que é um retrocesso”. Afirmou, ainda, que “o Brasil não abandonou o debate e tem avançado nesse tema”, referindo-se à decisão de alguns países de anunciarem que não cumpriram as metas estabelecidas anteriormente por meio do Protocolo de Kyoto.

O pesquisador citou o compromisso assumido pelo Brasil durante a Conferência das Partes (COP) 15, de Copenhague, na Dinamarca, de redução das emissões até 2020, entre 36,1% e 38,9%, deixando de emitir 1 bilhão de CO2 equivalente. Para atingir essa meta, foi definida uma série de ações voluntárias, entre elas a redução do desmatamento (de 80% na Amazônia e 40% no Cerrado). Também foram estabelecidas como prioridades a recuperação de pastagens degradadas e a ampliação da eficácia energética.

Seminários – A proposta de realizar os seminários de capacitação surgiu da demanda dos produtores rurais, que relatavam dificuldades em acessar as linhas de créditos do programa ABC. OS principais impasses citados pelos produtores eram a falta de assistência técnica e o desconhecimento sobre o programa. A proposta da Embaixada Britânica era capacitar 300 pessoas, número que foi ultrapassado com folga, segundo Camila Nogueira Sande, da CNA.

Fonte: CNA
01 fev 2012

Pesquisa da SNA mostra agronegócio otimista apesar da crise

O agronegócio brasileiro mostra-se otimista em um horizonte de longo prazo, mesmo com ameaça de crise internacional e quebra de safra no Sul este ano. Em sondagem feita pela Sociedade Nacional de Agricultura (SNA) com 100 pessoas ligadas ao setor, 67% dos pesquisados confiam que 2013 será melhor para os negócios que 2012. A pesquisa levou em conta que a safra deste ano já está formada e que os empresários planejam a produção que será colhida no ano que vem.

No universo total da sondagem, 55% são produtores; 25% consultores; e 20% representantes da cadeia de agronegócios. A maioria dos entrevistados (56%) também considera que a economia em 2013 estará melhor do que a projetada para 2012. Para este ano, os empresários apostam em um crescimento pouco acima de 3% para a economia brasileira, com inflação entre 5% e 6% ao ano.

A esmagadora maioria (97%) alertou, no entanto, que infraestrutura, logística e transporte ainda são os principais entraves para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro em um período mais longo. Na análise do ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues os preços das commodities continuarão em alta em 2012, puxados pela demanda chinesa. Isso, na prática, vai conferir ganhos aos empresários do setor, principalmente entre companhias de grãos voltadas para exportação.

Rodrigues admitiu que não há garantias de que a China continue a mostrar taxas de crescimento em elevado patamar, de magnitude equivalente à dos últimos dois anos, e considerou que há a possibilidade de retração na procura mundial por commodities, caso o crescimento chinês desacelere de forma mais intensa. “É possível. Mas não é a hipótese de que está se delineando”, afirmou.

Ele minimizou o impacto dos recentes problemas de seca no Sul no desempenho da produção nacional de grãos. A quebra da safra, disse, é localizada. Rodrigues participa de cerimônia em homenagem aos 115 anos da SNA, no Rio. Também presente ao evento, a presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Kátia Abreu, afirmou que, no curto prazo, a maior ameaça ao agronegócio brasileiro seria uma piora do cenário europeu.

O mesmo alerta partiu do presidente da SNA, Antonio Alvarenga. “Não podemos nos esquecer de que 25% das exportações do agronegócio brasileiro têm como destino a Comunidade Europeia. Mas creio que, com boa dose de sacrifícios, eles superarão seus problemas”, afirmou Alvarenga.

 

26 jan 2012

Produtividade agrícola do Brasil cresce mais do que a mundial

Incentivo à pesquisa, aumento das exportações e ampliação do crédito rural contribuem para os bons resultados

O Brasil lidera a produtividade agrícola na América Latina e Caribe e apresenta índices de crescimento acima da média mundial, segundo estudo da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) de 2011. Os dados da OCDE mostram também que junto com o Brasil, China, África do Sul e países do Leste Europeu são os que apresentam as maiores taxas de crescimento da produtividade.

O movimento é contrário ao verificado no resto do mundo, especialmente entre os países desenvolvidos que apresentam decréscimo nas taxas de produtividade. Enquanto países como França, Inglaterra e Estados Unidos crescem abaixo da média histórica de 1,48% ao ano, verificada no período que compreende os anos de 1961 e 2007, o Brasil pressiona o crescimento produtivo agrícola na América Latina. O crescimento anual da produtividade do Brasil é de 3,6 % ao ano, comparativamente aos 2,6% da América Latina, 0,86 % dos países desenvolvidos e 1,98% para o conjunto de países em desenvolvimento.

Pelo menos três fatores contribuem para esses resultados, na avaliação do coordenador geral de Planejamento Estratégico do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Garcia Gasques. O avanço na área da pesquisa, liderada pela Embrapa, é considerado preponderante no aumento da produtividade da agricultura brasileira. Aliado a isso, o aumento das exportações também contribuiu, assim como a variação positiva dos preços internos e ampliação do crédito rural. O Ministério da Agricultura está atento a esse cenário positivo e vem trabalhando na implementação de políticas para a área.

Resultados ainda preliminares sobre as projeções mostram que, até 2022, a produção de grãos deverá aumentar 22%. A soja é a cultura que vai puxar esse crescimento, com média de 2,3% ao ano, seguida do trigo (1,9%) e do milho (1,8%). O segmento de carnes também terá desempenho positivo, com incremento na produção de 40% nos próximos 10 anos. A carne de frango deverá liderar o ranking com estimativa de crescimento de 4,2% ao ano, seguida da carne bovina e suína, com 2% ao ano, cada segmento. “Esses dados são importantes porque exigem um conjunto de ações e medidas que o governo deverá adotar para que as projeções se concretizem, especialmente no aprimoramento da política agrícola e no direcionamento dos instrumentos para a concessão de crédito”, salienta.

O técnico destaca também o fato de o crescimento da produtividade agrícola ocorrer sem a ampliação, nas mesmas proporções, da área cultivada, reforçando a importância do incentivo à inovação e pesquisa que o Mapa vem dando à área. Um exemplo disso é o Plano de Emissão de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que incentiva a produção de várias culturas numa mesma área. Hoje, o país detém 65,3 milhões de hectares de áreas plantadas, sendo 50 milhões em grãos e o restante em hortaliças.

Fonte: Ministéria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
24 jan 2012

Brasil e Canadá discutem comércio agropecuário

Os principais temas do comércio agropecuário entre o Brasil e o Canadá serão discutidos hoje (24) e amanhã na 5ª Reunião do Comitê Consultivo Agrícola

Os principais temas do comércio agropecuário entre o Brasil e o Canadá serão discutidos hoje (24) e amanhã na 5ª Reunião do Comitê Consultivo Agrícola (CCA) Brasil-Canadá. O encontro ocorre no térreo do Ministério da Agricultura, a partir das 9h.

Temas como a cooperação técnica entre os dois países e a continuidade das negociações no âmbito da Organização Mundial do Comércio estarão na pauta do encontro.

A delegação brasileira defenderá a abertura do mercado de carne bovina in natura da Zona Livre de Febre Aftosa e de carne suína de Santa Catarina. Do lado canadense, o interesse é pela venda de produtos de pesca e aquicultura e de sêmen e embrião de ovinos e caprinos.

Fonte: Tribuna da Bahia
19 jan 2012

É preparar-se para o pior

O Banco Mundial, instituição gêmea do Fundo Monetário Internacional e presidida pelo economista Robert Zoellick, advertiu ontem que os governos devem estar preparados para enfrentar turbulências tão sérias quanto as de 2008

O Banco Mundial, instituição gêmea do Fundo Monetário Internacional e presidida pelo economista Robert Zoellick, advertiu ontem que os governos devem estar preparados para enfrentar turbulências tão sérias quanto as que sacudiram a economia mundial depois da quebra do Lehman Brothers, em 2008. E, por isso, reviu para baixo as projeções de crescimento da economia mundial em 2012.

Para o Brasil, está projetando um avanço do PIB de 3,4% – mais próximo do apontado pelo Banco Central no último Relatório de Inflação (3,5%) do que da aposta do Ministério da Fazenda (entre 4,5% e 5,0%).

Aparentemente, o governo Dilma não está contando com esse novo derretimento da economia mundial. Independentemente disso, a força da economia para este ano e as opções de política econômica a se fazer ainda são temas de discussão em Brasília. O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa – que durante as férias (até ontem) do ministro Guido Mantega respondeu pela pasta -, deixou transparecer certa insatisfação com a baixa velocidade de crescimento do PIB do Brasil.

Há sinais de que, se dependesse somente dele, o governo federal deixaria de observar à risca o superávit primário (sobra de arrecadação para pagamento da dívida) de 3,1% do PIB (quase R$ 120 bilhões) para impulsionar os investimentos do setor público.

Caso isso acontecesse, a probabilidade de aceleração da inflação no segundo semestre deste ano ficaria bem mais alta – fato que obrigaria o Banco Central a apertar a política monetária, ou seja, a elevar os juros ou a reduzir seu corte. Assim, estaria prejudicado o cumprimento da outra meta do governo Dilma: derrubar os juros básicos (Selic) – agora nos 10,5% (veja no Confira) – para perto de 9,0% ao ano.

Para o Banco Mundial, uma expansão do PIB do Brasil, de 3,4% em 2012, estaria de bom tamanho, “tendo em vista seu atual potencial” – como está no documento divulgado ontem.

Até mesmo os iniciantes em Macroeconomia sabem que não é possível atender a todos os objetivos da atual política econômica do governo brasileiro: juros e inflação mais baixos, avanço do PIB de 5,0% e inflação sob controle – e na meta.

Em 2011, foi dada prioridade à redução dos juros. E, para isso, a política fiscal (obtenção do superávit primário de 3,1% do PIB) foi calibrada de forma que o Banco Central pudesse iniciar a derrubada dos juros a partir de agosto (então em 12,5% ao ano) e, desse modo, o crescimento econômico, de 7,5% em 2010, acabou sendo contido com as chamadas medidas prudenciais, para o nível dos 2,7% – número que ainda depende dos cálculos do IBGE.

O governo Dilma terá agora de definir o que pretende neste ano de eleições municipais. Se tudo caminhar na atual toada, o ritmo da atividade econômica será mesmo esse, de um salto do PIB pouco superior a 3,0%. Além disso, a inflação terminará ao redor dos 6,0% e os juros alguma coisa mais altos que 9,5% ao ano a partir do segundo semestre de 2012.

Mas haverá um problema novo se a crise do bloco do euro sair do controle e tomar a trajetória do aprofundamento da desconfiança, como está advertindo o Banco Mundial.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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