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23 jun 2014

Setor cafeeiro terá R$ 900 mi do CMN para financiamento

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a alocação de R$ 900 milhões para financiamento de capital de giro à indústria de café solúvel e de torrefação do grão para o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé)

estoque de cafeO Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a alocação de R$ 900 milhões para financiamento de capital de giro à indústria de café solúvel e de torrefação do grão para o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé).

A linha para o fundo de apoio ao setor terá taxa de juros de 7,5% ao ano e entra em vigor a partir de 1º de julho.

O Conselho detalhou que a distribuição será de R$ 200 milhões para as indústrias de café solúvel, R$ 300 milhões para as indústrias de torrefação de café e R$ 400 milhões para as cooperativas de produção.

No final de abril, o governo havia elevado o preço mínimo do café (valor utilizado nas operações de apoio à comercialização do produto), mas sem incluir, na ocasião, a proposta do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC) para uma linha de financiamento do capital de giro.

Incertezas quanto ao volume e à qualidade do café que será colhido na safra brasileira 2014/2015 têm deixado o mercado interno bastante volátil.

Em termos globais, relatórios divulgados no final de maio pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam que a produção deve se reduzir no Brasil e na Indonésia, mas pode aumentar na Colômbia e no Vietnã, números superiores aos de institutos nacionais.

Fonte: DCI
07 abr 2014

Novo selo incentiva a produção de café no Cerrado mineiro

O novo selo também poderá “potencializar” os negócios com o produto da região, sobretudo no mercado doméstico

novo-selo-cafeVolume de café certificado no Cerrado mineiro ainda é pequeno, mas potencial, a depender da demanda, é grande

 Depois de obter a primeira Denominação de Origem para café no país, a Federação dos Cafeicultores do Cerrado, entidade mineira formada por nove cooperativas, sete associações de produtores e uma fundação de desenvolvimento, planeja aumentar o volume de grãos certificados na região. O novo selo também poderá “potencializar” os negócios com o produto da região, sobretudo no mercado doméstico.

 Para atestar que a produção da região tem características “únicas e exclusivas”, a federação emite um selo de origem. E, para ser certificado, o produto precisa conquistar uma nota acima de 80 pontos na escala da Associação Americana de Cafés Especiais (SCA), conforme Juliano Tarabal, superintendente da federação.

 O grão também tem de ser rastreado. Por meio de um código de barras, é possível acessar informações como a variedade, tipo de solo, geolocalização e pontuação do café. Um software na internet alimenta as informações dos lotes das fazendas. Assim, a Denominação de Origem serve para atestar que o produto em questão tem elevada qualidade.

 Apenas cerca de 110 mil sacas de uma produção total estimada em 5 milhões de sacas têm atualmente o selo que atesta a Denominação de Origem. A expectativa é chegar a 150 mil sacas neste ano, afirma Tarabal. A quantidade é pequena, mas esse não é um projeto para grande escala. “No mundo, não tem ninguém fazendo esse controle com selo, com esse rigor”.

 O Cerrado Mineiro engloba 55 municípios, com 4,5 mil cafeicultores em uma área de 170 mil hectares. São dez polos de produção espalhados por Patrocínio, Araguari, Monte Carmelo, Serra do Salitre, entre outros municípios. Do total produzido (5 milhões de sacas), de 20% a 40% têm potencial para receber o certificado de denominação de origem.

 Apesar de alguns cafés terem qualidade e atingirem a pontuação necessária para receberem o selo, fatores como a falta da rastreabilidade do lote ainda evitam que isso aconteça. O custo do selo representa R$ 1,80 por saca e é o produtor quem paga. Sobre os prêmios obtidos pelo produto certificado, Tarabal afirma que a negociação é individual, mas que eles chegam a ficar de 20% a 30% acima das cotações da commodity.

 O selo também é disponibilizado para o café torrado e moído, além do verde. Atualmente, Tarabal diz que diversas marcas de café utilizam em suas embalagens o nome Cerrado Mineiro, mas não têm o selo de certificação. Um serviço de inteligência da federação fará uma fiscalização e a marca que estiver usando o nome irregularmente será “convidada” a se adequar ao processo para adquirir o café com o devido selo de origem.

 A região, reconhecida como a primeira Indicação de Procedência para o café no Brasil desde 2005, obteve no fim do ano passado a Denominação de Origem. No mundo todo, além do Brasil, apenas México, Colômbia e Guatemala têm regiões com essa denominação, aponta Tarabal.

 A intenção com a certificação é “construir a percepção do consumidor final de que o Cerrado Mineiro é produtor de café de qualidade, assim como os vinhos na Europa”, diz o superintendente da federação.

 Além da divulgação no exterior – a federação vai participar da maior feira de cafés especiais do mundo, em Seattle (EUA) no fim deste mês, quando lançará internacionalmente a Denominação de Origem Região do Cerrado Mineiro (DOC) -, a entidade pretende “trabalhar mais fortemente” o mercado interno para incentivar o consumo de cafés de melhor qualidade.

 Na avaliação de Tarabal, o Brasil precisa aumentar o nível de qualidade do consumo do grão, já que é o segundo maior consumidor global do produto, perdendo apenas para os EUA. De acordo com ele, ainda é difícil encontrar nas gôndolas dos supermercados cafés de qualidade. “Tem um espaço gigante a ser explorado no Brasil”.

Fonte: Valor Online
08 abr 2013

Cafeicultores têm novo prazo para pagamento de financiamento de estocagem de café

Os produtores de café terão até junho para pagar a primeira parcela do financiamento de estocagem do produto referente a operações de crédito contratadas no período de 1º de janeiro de 2012 a 28 de março deste ano, com recursos do Funcafé

estoque de cafe

Os produtores de café terão até junho para pagar a primeira parcela do financiamento de estocagem do produto referente a operações de crédito contratadas no período de 1º de janeiro de 2012 a 28 de março deste ano, com recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). A medida, aprovada na última reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), é considerada paliativa e atende parcialmente ao pleito da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

A expectativa era de que a medida viesse acompanhada do anúncio da revisão do preço mínimo do grão, de R$ 261,69/saca, para estimular a reação das cotações do produto e evitar mais prejuízos ao produtor rural diante do cenário de baixa dos preços do grão. Em 12 meses, as cotações do café arábica na bolsa de Nova York tiveram desvalorização média de US$ 81/saca. No mercado físico, a perda por saca superou R$ 78,00, no mesmo período, sendo que, em algumas regiões, o valor de venda tem sido inferior ao custo de produção.

Com a decisão do CMN, os produtores de café terão até junho para pagar a primeira parcela do financiamento de estocagem do produto referente a operações de crédito contratadas com recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). A decisão também alterou o cronograma de pagamento das prestações, que passa a ser mensal, podendo ser quitado em 12 parcelas. Desta forma, os cafeicultores terão até 31 de maio para procurar as instituições financeiras e reprogramar o reembolso do crédito. Esta foi a único voto do CMN destinado à cafeicultura.

Para a CNA, a medida pode ajudar a controlar a entrada do produto estocado para comercialização, diante dos baixos preços do grão, pois evitaria a utilização da produção física para quitação dos débitos e perda ainda maior de renda ao produtor. Entretanto, na avaliação da entidade, esta medida deveria ser acompanhada de outras ações, como a definição de preços mínimos regionalizados, para assegurar ao cafeicultor um preço de venda superior ao custo de produção. Esta medida levaria em conta as peculiaridades das principais regiões produtoras, com o objetivo de dar mais competitividade à cafeicultura brasileira.

Fonte: Canal do Produtor
16 mar 2013

Mão-de-obra eficiente pode garantir qualidade de café

Movimentação constante dos grãos durante a secagem, tulha de qualidade e transporte rápido são responsáveis pela boa lucratividade do produtor

area-cafeAlém do solo de qualidade e de boas cultivares, técnicas de manejo são responsáveis pela boa qualidade do café, como a secagem e a armazenagem. Segundo Alcides Segatelli, gerente de departamento de café da Cooperativa Casul, para fazer a secagem dos grãos, primeiramente, o produtor deve verificar a época certa onde tenha uma porcentagem pequena de grãos verdes. O café estar mais aproximado do tamanho cereja para que a colheita possa ser iniciada. Esse café deve ser colhido e transportado para os terreirões o mais rápido possível.

— O café não deve ficar armazenado em sacarias. Ele deve ser esparramado rapidamente em camadas de 1cm ou, no máximo, 2cm. Isso deve ser trabalhado no terreirão praticamente 10 ou 12 vezes, mexendo o café até que ele atinja uma pré-secagem e que não contenha mais grãos em cereja para não causar fermentação — afirma o gerente.

A partir do 4º ou 5º dia, de acordo com ele, a mão-de-obra do cafezal deve começar a engrossar mais esse café, passando para camadas de 5cm a 10cm, obtendo assim uma secagem uniforme. Segatelli fala que esse é um passo importantíssimo para obter a boa qualidade do produto.

— O produtor deve ter uma mão-de-obra eficiente que possa movimentar o café o dia inteiro e obter uma secagem uniforme. Esse café não pode estar muito espesso no começo da colheita, pois assim, com os raios solares, ele causa uma fermentação. Portanto, ele deve mexer bastante o café para que ele possa respirar e não fermentar. Com esses cuidados, o produtor terá um café de qualidade, conseguindo assim melhores preços — explica.

O gerente conta ainda que, quando o café tiver umidade de 11%, já está seco o bastante para ser armazenado. Segundo ele, o produtor deve ter também uma tulha de primeira qualidade. Além disso, os produtores que não tiverem uma estrutura boa na propriedade, devem transportar o café o mais rápido possível no seco para cooperativas. Assim, ele evita prejuízos com vendavais, já deixando o café pronto para a comercialização.

— O café vem sofrendo muitos preços baixos nesses últimos anos. Com isso, o produtor não tem capital necessário para reformar sua estrutura na fazenda. O que ele faz então é colher o café, vendê-lo e pagar as contas bancárias. Com a melhora do café no último ano, é possível que o produtor consiga acumular capital para investir na lavoura — diz.

Fonte: Portal Dia de Campo
12 dez 2012

Governo pode barrar crédito para abertura de área de café

O governo pode cortar o financiamento para abertura de novas áreas de café com o objetivo de limitar a expansão da oferta e os potenciais efeitos baixistas sobre os preços da commodity

area-cafeA informação é do presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro, que participou na semana passada do encontro com representantes do Ministério da Agricultura e com o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, João Rabelo.

O presidente do CNC afirmou que novas medidas de apoio ao setor cafeeiro devem ser anunciadas no próximo dia 20, durante reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN).

De acordo com Brasileiro, o Ministério da Agricultura deve soltar um aviso recomendando a expansão da produção de café apenas em áreas existentes, com a substituição de cafezais por variedades mais produtivas.

Uma das possibilidades é determinar que agentes financeiros oficiais, como o Banco do Nordeste, BNDES e Banco do Brasil, não liberem financiamentos para novas plantações, mas apenas para reforma das lavouras.

“O governo não vai mais assumir isso – um volume maior ofertado – pois a atividade fica antieconômica”, salienta Brasileiro. De acordo com ele, o aumento da área plantada significará excesso de oferta e preços baixos. “Nós não podemos proibir de plantar, mas podemos barrar os financiamentos”.

Armando Matieli, diretor do Sindicato Nacional dos Produtores de Café (Sincal), acredita que a medida é correta, ao menos enquanto o setor não tiver um “planejamento estratégico à altura”.

Como política pontual, a medida também é vista como positiva por Eduardo Carvalhaes, sócio-diretor do Escritório Carvalhaes, de Santos. Mas ele ressalta que a política tem reflexos apenas no médio prazo. Na sua avaliação, se o Brasil quiser continuar como o grande player mundial, “sempre haverá que pensar em novas áreas”.

O governo também estuda redistribuir os recursos de financiamento do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), de modo a contemplar os produtores e agentes mais carentes. E há sinalização por parte da equipe econômica de prorrogação do prazo de pagamento das linhas de crédito de comercialização que vencem em dezembro e janeiro de 2013. A intenção é evitar uma pressão de oferta, segundo Brasileiro.

O mercado aguarda o posicionamento do governo sobre as medidas de apoio ao setor. Ontem, a commodity negociada na bolsa de Nova York atingiu o menor patamar desde junho de 2010.

Brasileiro ressalta que os importadores vão buscar café brasileiro a partir do início do próximo ano, já que neste momento existe ainda oferta de outros países produtores. “A partir de janeiro, a indústria europeia vai precisar buscar café do Brasil e aí o cenário muda. Nós não queremos preços elevados, estamos buscando preços de R$ 400 [a saca], que seriam remuneradores”, afirma.

Fonte: Valor Online

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