O tamanho do seu projeto, não muda o tamanho da nossa dedicação.
34 9.9147-9310
Seg - Sex: 08:00 - 18:00
12 jun 2013

Canola busca caminhos para chegar ao Centro-Oeste

Pesquisa avalia viabilidade de cultivo em regiões tropicais como uma segunda safra na rotação com milho e soja, uma oportunidade para aumentar a produção de óleos e energia

A canola é uma cultura típica de clima temperado, cultivada na América do Norte, Europa, Ásia e Austrália. No Brasil, o cultivo está concentrado na Região Sul, onde as temperaturas amenas favorecem o desenvolvimento das plantas. Agora a pesquisa está avaliando a viabilidade cultivo da canola em regiões tropicais do país, como uma segunda safra na rotação com milho e soja, uma oportunidade para aumentar a produção de óleos e energia, otimizando área e equipamentos.

Os primeiros experimentos da pesquisa com o cultivo da canola em regiões tropicais foram implantados no início dos anos 2000, nos estados de GO, MT e PB, contrapondo os conhecimentos da cultura até então estabelecidos para indicar o plantio limitado às regiões de clima temperado e latitude entre 35 e 55 graus. A latitude está relacionada à distância da Linha do Equador (que cruza o Norte do Brasil), assim, quanto mais próximo ao Equador, maior a temperatura e maior a incidência de luz solar. A luminosidade é benéfica para a canola, mas as altas temperaturas não. Por isso, os experimentos com canola em baixas latitudes (entre 6 e 13 graus) têm priorizado regiões mais altas (acima 600m) e com regime de chuvas suficientes para garantir umidade no desenvolvimento da cultura.

Pesquisador Alberto Luiz Marsaro Júnior avalia danos por lagarta na canola
Pesquisador Alberto Luiz Marsaro Júnior avalia danos por lagarta na canola

No Mato Grosso, diversas iniciativas têm sido desenvolvidas na identificação de híbridos de canola com maior adaptação ao ambiente tropical através de parcerias envolvendo Embrapa Trigo, indústria de óleos, assistência técnica privada, instituições de ensino e produtores particulares. Os rendimentos têm variado de 1.280 e 2.500 quilos por hectare (kg/ha). As dificuldades enfrentadas estão, principalmente, no manejo que depende do ajuste fitotécnico da cultura na região. Para garantir o avanço da tropicalização da canola, um grupo de pesquisadores esteve na região prospectando demandas para detalhamento das inovações necessárias à viabilização do cultivo. Foram visitados experimentos na Universidade Estadual do Mato Grosso (UNEMAT – campus Tangará da Serra) e no município de Campo Novo do Parecis, localizados na região centro-oeste do Estado.

Demandas para a pesquisa
Na avaliação da equipe de pesquisa da Embrapa Trigo, as principais dificuldades no cultivo estão relacionadas ao manejo da cultura, com o controle eficiente de pragas e doenças.

Para definir a época de semeadura, foram instalados experimentos de canola pela UNEMAT em três épocas: 11/02, 21/02 e 04/03. “Dentro da questão econômica, para potencializar o rendimento, é importante a inserção da canola na primeira quinzena de fevereiro, aproveitando o regime de chuvas, que vai de outubro a março, e reduzindo o risco de estresse hídrico durante o fim da floração e enchimento de grãos”, avalia o pesquisador Gilberto Omar Tomm. Contudo, ele admite que a prática utilizada na região tem sido implantar a canola a partir do mês de março devido ao melhor retorno financeiro com o plantio do milho e girassol em safrinha. Agora, devem conduzidos experimentos com épocas de semeadura de 15 de janeiro a 15 de abril, combinados com híbridos precoces e de ciclo médio, repetidos durante três anos, em diferentes espaçamentos para definir o melhor calendário.

Na identificação de pragas, o pesquisador Alberto Luiz Marsaro Júnior observou que desfolhadoras como as lagartas são o maior problema, além da ocorrência de mosca branca e diabrótica. “Vamos colaborar com a UNEMAT no trabalho com professores e estudantes para um levantamento sistemático, ao longo de todo o ciclo da cultura, dos principais insetos-praga, seus inimigos naturais e polinizadores. A correta identificação das espécies vai permitir o uso de inseticidas mais específicos, seletivos e eficientes no controle das pragas”, explica o pesquisador.

Com relação a plantas daninhas, o pesquisador Leandro Vargas informou que os problemas identificados são semelhantes aos encontrados na Região Sul, com grande incidência de invasoras de folhas largas.

Para o pesquisador Fabiano Daniel De Bona, existem poucas limitações para expansão da canola na região: “Vimos importantes culturas em pleno desenvolvimento na região, como soja, milho, girassol. Isto mostra que a acidez, comum em solos do Cerrado, está controlada e não vai causar problemas. Precisamos apenas definir a adubação adequada para corrigir a deficiência de nutrientes e estimular a prática de análise de solos entre os produtores”.

Oportunidades da canola no Centro-Oeste
· Por ser uma crucífera, da família da couve e do repolho, a canola reduz a ocorrência de pragas e doenças nas gramíneas (trigo, milho) e nas leguminosas (soja, feijão);

· Os híbridos de canola também apresentam maior tolerância à seca e à geada do que o milho;

· A canola é uma alternativa na produção de óleo que pode ser cultivada após a soja, reduzindo a ociosidade do parque industrial de extração, ofertando matéria-prima numa período de sazonalidade da soja.

Perspectivas
Num esforço da pesquisa e parceiros, em 2014 deverão ser avaliados mais de 30 genótipos de canola na região, permitindo a identificação de materiais com maior potencial de cultivo com base em avaliações de ciclo, desenvolvimento de plantas e produtividade. O ajuste tecnológico da canola tropical também deverá ser aprimorado no próximo ano.

De acordo com o analista Paulo Ernani Ferreira, o trabalho no Centro-Oeste vai contar com o suporte do projeto “Canola para o Brasil – Pesquisa, transferência de tecnologia e desenvolvimento organizacional para expansão da canola no Brasil”, onde uma equipe multidisciplinar, de diversas instituições, passará a desenvolver atividades voltadas a elevação do rendimento e da qualidade da cultura, incluindo a expansão do cultivo para as regiões tropicais do país.

A expansão da canola no Mato Grosso conta o trabalho da Embrapa Trigo, Celena Alimentos, UNEMAT, Parecis Alimentos, Agrodinâmica, Grupo Agropecuário Água Azul, Agrícola Ferrari e Poder Público de Campo Novo do Parecis.

Fonte: Portal Dia de Campo
17 set 2012

Canola, uma variação genética mundialmente apreciada

A canola é a terceira oleaginosa mais importante no agronegócio mundial. Utilizada em vários segmentos do mercado, a canola ganha cada vez mais espaço no segmento alimentício, impulsionada tanto pela qualidade nutricional quanto pelos benefícios comprovados à saúde.

Origem e História

As origens da canola estão ligadas ao cultivo das sementes oleaginosas conhecidas como sementes de colza. A história conta que as civilizações antigas da Ásia e Europa usavam o azeite de colza em suas lâmpadas. Mais tarde, ele foi também usado em alimentos, como azeite para cozinhar.

Cultivo da canola

O cultivo da canola requer estações frescas, com mais umidade do que o trigo, e temperaturas frias para a noite para poder se recompor do calor excessivo ou do clima seco.

Ainda que a canola cresça bem na maioria dos solos, se adapta melhor em solos limosos que não endurecem demasiadamente na superfície, impedindo, com isso, o surgimento da planta. Também pode-se obter uma boa produção em solos argilosos.

A canola pode ser cultivada em pousios de verão, ou incorporada a um sistema de cultivo contínuo com cereais, leguminosas ou outro tipo de cultivo rotativo. Um solo firme e úmido é imprescindível para as pequenas sementes desse cultivo. O rendimento da canola pode ser reduzido severamente por motivos de doença, como a “pata negra”, esclerotinia e pela putrefação das raízes, como rizoctonia. O nome brasileiro para “pata negra” é canela preta.

Um bom manejo dos cultivos, incluindo uma boa rotação entre os plantios, pode reduzir substancialmente o impacto dessas e outras enfermidades. A canola também deve ser cultivada em terras relativamente livres de ervas daninhas. Nos últimos anos, foram realizados avanços para controlar algumas ervas daninhas que tinham os mesmos padrões de crescimento da canola. A integração de um controle de pragas reduziu os riscos de perdas de folhas e deterioração devido a enfermidades, insetos e aumento de ervas daninhas.

A canola no Brasil

Terceiro grão de maior importância econômica no mundo, a canola teve seu cultivo consolidado no Brasil há pouco mais de cinco anos.  Assim como outros óleos vegetais, como o de soja, milho e girassol, o óleo da canola é usado na alimentação humana. Além disso, o farelo da canola, assim como o farelo de soja, é usado como fonte de proteína na composição de ração animal. No Brasil, a canola é conhecida como “soja de inverno”. A comparação se fundamenta porque a canola também produz óleo, tem grande liquidez no mercado e preço de venda equiparado à soja.

A canola no Brasil constitui uma excelente opção de cultivo com a destinação à alimentação humana, bem como para fins agroenergéticos, especialmente para a exportação à Europa e outros países com invernos rigorosos. Outra vantagem interessante que se apresenta ao agricultor brasileiro é a possibilidade de rotação de cultivos, com semeadura da canola no outono-inverno (semeadura entre 15 de abril a 30 de junho no Rio Grande do Sul) ou na safrinha (semeadura em fevereiro a março) na região Centro-Oeste. Com estas características positivas, o cultivo da canola tende a aumentar no Brasil, tanto pela elevada disputa pelo produto no mercado brasileiro e europeu, como por ser uma ótima opção econômica para o agricultor brasileiro.

Diante deste cenário positivo, a IBSS Agronomy, dirigida pelo Executivo Gilberto Grando, inovou com as canolas tropicalizadas que apresentam crescimento vigoroso, maior volume de massa seca por hectare, excelente produção de grãos e ciclos curtos. Veja abaixo o resultado do melhoramento vegetal operado pela IBSS.

TEROLA 10A40

PONTO FORTE: Esta cultivar é bastante tropicalizada, admitindo plantios desde fevereiro. Sua exigência para frio é menor que outras cultivares, e mostra seu potencial produtivo mesmo em regimes de temperaturas mais altas, por isto pode ser plantada desde início de fevereiro.

Ciclo: A TEROLA 10A40 tem um ciclo de 115 a 125 dias, de acordo a temperatura do ambiente.

Características: Planta de crescimento vigoroso podendo facilmente ultrapassar 2m de altura. Em virtude de seu forte crescimento vegetativo, ela substitui com vantagens o nabo forrageiro quando este é usado para melhorar o solo. A TEROLA 10A40 fornece um grande volume de massa seca por hectare, além de uma excelente produção de grãos.

Densidade: Como esta cultivar tem crescimento vigoroso, recomendamos utilizar uma população de 200.000 plantas por hectare (20 pl/m²) . Como seu peso de 1.000 sementes fica ao redor de 2,8 a 3,0 gramas, teremos um baixo consumo de sementes por há – menos de 1,0 kg/ha. EXCELENTE PRODUTIVIDADE.

TEROLA 25A85

PONTO FORTE: Esta cultivar caracteriza-se pelo ciclo muito curto – super precoce – iniciando seu florescimento a partir do 25º dia. Também, a TEROLA 25A85 é indeiscente – NÃO DEBULHA- facilitando e dando segurança para colheita, que deverá ocorrer ao entre 80º e 100º dia após o plantio.

Características: Graças ao seu ciclo extremamente curto, pode ser plantada mais tarde, sem atrasar o plantio de verão (soja ou milho).  A TEROLA 25A85 tem crescimento moderado e grande ramificação inicial junto as colo da planta. Isto facilita a rápida ocupação do solo. Floração e maturação bastante uniforme.

Densidade: A TEROLA 25A85 prefere densidade de 400.000 plantas por hectare (40 pl/m²). Como seu peso de 1.000 sementes fica ao redor de 4,0 gramas, teremos um consumo médio de 2,0 kg de sementes por hectare. EXCELENTE PRODUTIVIDADE, COM O MENOR CICLO.

Na última sexta-feira (14/09/2012), a InvestAgro foi conferir o Dia de Campo realizado pela IBSS Agronomy sobre o plantio de canola na região do Triangulo Mineiro que contou com a participação de investidores estrangeiros. Confira abaixo as fotos do evento:

Para maiores informações, entre em contato com a IBSS Agronomy pelos telefones: (34) 9194-4594 e (34) 9141-0304 ou se preferir envie e-mail para grando@ibssagronomy.com.

24 jul 2012

Já pensou em plantar canola?

Bem cotada no mercado, oleaginosa é opção de safrinha em algumas regiões e oferece vantagens agronômicas e financeiras

“Recebemos um único pedido da Europa que, para atender, precisaríamos de uma área de produção equivalente a 1,2 milhão de hectares. Atualmente, o Brasil planta 200 vezes menos que isso. Temos apenas 60 mil hectares”.
A afirmação é do pesquisador da Gilberto Tomm, da Embrapa Trigo, e revela apenas em parte a dimensão do potencial que a cultura da canola vislumbra hoje pela frente. Cotada pelo mesmo valor da soja no mercado, a oleaginosa é a principal fonte de matéria-prima para o biodiesel na Europa, onde 70% de sua produção destinam-se a essa finalidade e onde também não há mais muitas áreas para expansão das lavouras. Além disso, o óleo de canola é um dos melhores e mais saudáveis para a alimentação humana por diminuir os riscos de problemas cardíacos e ajudar a reduzir o colesterol. Some-se a isso o crescimento da preocupação com a qualidade alimentar da população e o fato de o poder aquisitivo do brasileiro estar aumentando. Ou seja, dentro e fora do país, há mercado consumidor constituído e a rentabilidade é alta.
Já sob o ponto de vista agronômico, a canola como opção de safrinha ou safra de inverno tem se mostrado benefícios diretos e indiretos para as culturas subsequentes. Por ser uma planta das famílias das brassicaceae — como o repolho e a mostarda —, plantada em sucessão ajuda a diminuir a pressão de doenças em gramíneas como o milho plantado na safra de verão ou o trigo na safra de inverno do ano seguinte. Produtores de soja que utilizam a canola como safrinha têm registrado aumento de 400 a 500 quilos de soja a mais por hectare no verão, um resultado obtido também pelo resíduo do fertilizante aplicado no cultivo da canola, que não sendo totalmente utilizado pela cultura fica para lavoura seguinte.

Para o pesquisador Gilberto Tomm, a comercialização é facilitada pela concorrência entre as várias empresas interessadas no produto.

Ociosidade
Tomm explica que no Sul do Brasil, ao entrar após a cultura de verão, a canola tem permitido o aproveitamento toda a infraestrutura já existente e que muitas vezes fica ociosa, como a terra, máquinas, pessoas, estrutura de armazenamento, recebimento de grãos e transporte.
“Não só para os produtores, mas também os parques industriais regionais podem se beneficiar. Muitos deles, durante alguns períodos do ano têm ociosidade, pois são feitos para a extração de óleo de soja e há períodos no ano com pouca matéria prima. A indústria de biodiesel, que possui uma capacidade instalada bastante superior à utilizada para a sua finalidade, também é beneficiada” — afirma.

Incentivos
Há apoio governamental ao cultivo da canola. Através do zoneamento agrícola, os produtores interessados tem acesso ao seguro agrícola para a cultura, com isso, diminui ou praticamente elimina os riscos de prejuízo com a lavoura.
“Mesmo que ele perdesse toda a lavoura por causa, por exemplo, de uma chuva de granizo às vésperas da colheita, ainda assim ficaria a cobertura de solo, e muitos agricultores no Sul cultivam aveia ou nabo forrageiro apenas para cobrir o solo e desta forma têm despesas com semente, a semeadura e depois com a dessecação. Em plantando canola, mesmo que não tivesse a oportunidade de lucro por conta de uma eventual intempérie, ele, ainda assim, teria todos os benefícios indiretos que ela proporciona. Assim a canola hoje constitui uma oportunidade fantástica porque os preços da soja estão entre os maiores já vistos e consequentemente para a canola”.

Começando a plantar
Em função de algumas diferenças na tecnologia de produção da canola. Que requer uma regulagem diferenciada das semeadeiras para o plantio e, para a colheita é necessário treinamento para identificar o momento correto. Por motivos como esses e também pelo fato de a canola apresentar resultado melhores em solos de boa fertilidade e com boa adubação, seu cultivo é feito pelos produtores mais tecnificados, ou seja, os que mais seguem as recomendações agronômicas, independentemente do tamanho da propriedade.
No noroeste do Rio Grande do Sul há produtores de 10 hectares e produtores com áreas de 500 ou mais hectares com canola. Em geral, produtores de soja que estejam com produtividades acima de 3 mil quilos por hectare, têm o perfil de solo já adequado a receber a canola. Tomm explica que produtores nesse patamar demonstram também possuir meios de produção e capacidade gerencial para manejar adequadamente a canola para obter bons resultados.
Em Arapoti, PR, produtores já na primeira safra tiveram o resultado de 2.400 quilos por hectare. Levando-se em conta que o custo de produção equivale a 900 quilos (15 sacas), o exemplo mostra o quão lucrativo pode ser a lavoura. O pesquisador aponta que com um custo de produção 900 quilos por hectare e colhendo, por exemplo, 1.800 quilos, o produtor já está dobrando o dinheiro investido nos quatro meses no período de inverno, quando normalmente a área é pouco explorada.

Altitude
No Brasil Central, em função das baixas latitudes e também pela canola ser uma cultura de temperaturas mais amenas, o recomendado são as áreas com altitude acima de 600 metros, quando a latitude é menor que 17°. Nessas regiões, há favorecimento do enchimento de grãos e também evita-se o abortamento de flores.
Com relação às condições edafoclimáticas, a canola é uma cultura extremamente flexível a tipos diferentes de solo. Exemplo disso são lavouras bem-sucedidas no Estado da Paraíba, mais precisamente no município de Areias, onde são plantados os mesmo híbridos usados no Sul do País. A exigência é a altitude, que deve ser superior a 600 metros.
“Trata-se de uma das culturas mais adequadas em termos mundiais para regiões de clima frio e desafiador como esses locais de maior altitude e baixas temperaturas. Por outro lado é muito cultivada no Canadá e na Austrália, em locais de pouca chuva. Há casos de sucesso em regiões no Mato Grosso do Sul com menos de 100 milímetros de chuva. Temos ótimas experiências também no sudoeste de Goiás, Minas Gerais e São Paulo”.

As sementes de canola não estão disponíveis em revendas agropecuárias, pois devem se adquiridas junto com o pacote de recomendações técnicas.

Vantagens ambientais
Segundo o pesquisador, a canola tem vantagens ambientais importantes. Em função da introdução de materiais resistentes às principais doenças, não se tem feito aplicação de fungicidas. “Empregamos muito pouco na cultura e há lavouras em que efetivamente não se usa qualquer tipo de defensivo. Isso baixa o custo de produção, reduz os riscos para o produtor e o impacto ambiental é muito pequeno”.

Recado
O grande desafio hoje é divulgar essas tecnologias para que produtores e empresas percebam esse grande potencial e plantem canola. Oportunidade que o Brasil possui para a produção de alimentos. Atualmente, a produtividade média no Brasil gira em torno dos 1.500 a 1.600 por hectare, mas a tendência natural é de elevação, conforme o domínio das técnicas de manejo da lavoura for crescendo entre os produtores. Para o pesquisador, a tendência é que se caminhe para chegar a níveis semelhantes aos já obtidos em campos experimentais, onde a produção com esses mesmo materiais pode chegar a 4.500 quilos por hectare.
As sementes de canola não estão disponíveis em revendas agropecuárias. Tomm revela que a razão para isso é para que sejam sempre disponibilizadas ao produtor junto com a tecnologia. “Existem empresas (como cooperativas) nos estados que fazem o fomento à produção e essas sementes são oferecidas junto com treinamentos, assistência técnica e palestras. A primeira vez que o agricultor vai semear canola a regulagem do maquinário é feita com o apoio dessas empresas e também. Além disso, essas empresas garantem a compra e o recebimento do produto. Desde modo, temos um conjunto de tecnologias que são disponibilizados com vistas a aumentar as chances de sucesso com a cultura” — destaca.
A principal recomendação do pesquisador é que, independentemente da região brasileira, antes de começar a plantar, é importante que o produtor estabeleça um vínculo com uma dessas empresas. Se houver dificuldade em identificar uma delas, pode entrar em contato com a Embrapa Trigo, que indicará a empresa mais próxima que está atendendo a sua região. Isso evita problemas elementares como o escoamento da produção. Pelo fato de a canola ainda ser uma cultura de pouca tradição no Brasil, em algumas regiões não há empresas que façam o fomento, mas reunindo um grupo de produtores interessados, as empresas podem se deslocar à nova região.

Fonte: Portal Dia de Campo
Atendimento Online
Em que podemos ajudar?