O tamanho do seu plantio, não muda o tamanho da nossa dedicação.
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21 jan 2013

Campo dá tudo que a indústria precisa

A agricultura e a pecuária brasileiras produzem a preços e custos menores tudo o que a indústria e os outros setores da economia precisam

campo-industriaA agricultura e a pecuária brasileiras produzem a preços e custos menores tudo o que a indústria e os outros setores da economia precisam. Se estendermos para o conceito de commodities, incluindo o minério usado nas siderúrgicas que produzem aço, a cobertura é praticamente total. Que a agricultura brasileira salvou a economia no ano passado e está salvando este também, não é novidade. Demos na última coluna, com detalhes.

Demos também, não é este fato único, que os agricultores investiram no ano passado e estão reinvestindo este ano, R$ 200 bilhões, nada menos que 22% do PIB total do agronegócios, que foi de R$ 940 bilhões. Pode ser mais porque aumentaram a área plantada e compraram equipamentos. São recursos que eles geraram e trouxeram de volta para o campo.

Graças ao aumento do plantio e, principalmente, agora, ao clima favorável, a atual safra agrícola deve crescer 8,6%, de acordo com previsão da Conab, tendo como base o que já está sendo cultivado e a intenção dos agricultores de plantio. Boa parte da safra já está sendo colhida.

O que não é novidade, mas poucos sabem ou os que sabem, não comentam, é que o setor agrícola brasileiro atende plenamente à demanda industrial por matéria-prima a custo menor e melhor qualidade. Milho, soja, algodão, café, cana, couro. Tudo. Não falta praticamente nada. Isso deveria desonerar a produção industrial que tem seus custos elevados por outros fatores distorcivos, sim, mas sobre os quais poderia, na medida do possível, agir.

Números impressionam. Esse é um ângulo com o qual encerramos o tema iniciado na coluna anterior, agricultura investe R$ 200 bilhões. Para que os leitores tenham a visão de uma realidade escondida no campo, para que não venham a público choramingar e pedir favores, dizendo que “os chineses chegaram, os chineses chegaram… Vamos brigar com eles? Não, vamos comprar deles, montar e vender aqui…” E sem riscos. Eles perdem porque não produzem, mas compensam com o que ganham, com o que vedem no mercado interno.

30 milhões para 194 milhões. São 30 milhões de agricultores no campo que abastecem uma população de quase 194 milhões – e outros milhões que estão entrando no mercado de consumo graças ao aumento da renda. A agricultura atende a tudo que a indústria precisa para produzir, gerou uma renda de R$ 917 bilhões e ainda exportou no ano passado US$ 95,8 bilhões e permitiu a formação de estoques reguladores suficientes para qualquer emergência e sustentação dos preços mínimos.

O que temos aí, em meio a um clima turbulento, incerto, dominado em Brasília por indefinições quase existenciais, não é só uma agricultura alimentando o País, mas oferecendo a muitos setores de atividade, tudo o que precisam. Só que ela cresce porque investe e os outros recuam porque… Ora sabe-se lá porquê! Hesitam?

O que a indústria mais usa. Soja, milho, tudo. A safra brasileira de soja da temporada que está começando a ser colhida deve alcançar um recorde de 84 milhões de toneladas, com o clima favorável ajudando na produtividade das lavouras. E o Brasil vai ocupando rapidamente espaço e liderando cada vez mais setores no mercado mundial, sem limites hoje previsíveis porque há milhares de hectares ainda por ser plantados, espírito empreendedor e apoio não apenas financeiro do governo, do Ministério da Agricultura.

Se tudo isso não é novidade, se a coluna já deu – os 22% de investimento do PIB agrícola impressionaram muito os leitores ( e nós também…) -, o que há de novo? Há um fato que muitos ignoram e os que sabem, não comentam: é que agricultura e a pecuária brasileiras produzem tudo que a indústria precisa a custos menores e melhor qualidade. Tudo. Pouquíssimos países, talvez os Estados Unidos, têm condições tão favoráveis.

O algodão autossuficiente. Levantamento do Ministério da Agricultura, nesta semana, dá um destaque especial ao algodão. Ele mostra que “a indústria têxtil brasileira usa por ano, quase um milhão de toneladas da fibra produzida no País”. Considerando a safra de 1,8 milhão de toneladas na temporada 2011/12, o excedente é exportado para o mercado internacional colocando o Brasil em terceiro lugar entre os maiores exportadores mundiais. Isso é o Brasil. É autossuficiente na produção de algodão que abastece completamente a importante indústria têxtil nacional.

Carnes, açúcar, milho. Outro setor industrial que tem dependência direta e é atendido pela agropecuária brasileira é o da indústria de carnes com o milho. Em 2012, cerca de 70% das 53 milhões de toneladas do grão consumidas no Brasil foram destinadas à ração animal. Poderíamos alongar a lista de produtos agrícolas que são industrializados: açúcar, cana-de-açúcar, agora com o uso do bagaço para geração de energia, álcool…

Máquinas e caminhões. Além do fornecimento de matéria-prima, o setor agropecuário também influencia a indústria com a aquisição de máquinas, equipamentos agrícolas, caminhões, num processo de modernização que ano a ano se acentua, refletindo no aumento da produtividade.

Menos juros, mais vendas. No ano passado, com os juros caindo de 5,5% para 2,5%, as vendas de máquinas agrícolas aumentaram 6,2% em relação a 2011. Ao todo, foram vendidas  70 mil unidades, número que não era alcançando desde a década de 70, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A expectativa para 2013 é de novas altas, entre 4% e 5%.

É a mecanização que avança trazendo o aumento da produção agrícola em mais 8,6% e o índice crescente de produtividade. São informações que, pelos inúmeros e-mails que recebeu, a coluna acredita não tinham chegado ainda aos leitores. Em um desses e-mails, um leitor pergunta se não estou sendo otimista demais, “quase ufanista”, diz ele. Mas os fatos, os números, as exportações, as safras crescentes abastecendo o mercado não justificam isso?

Ufanista, não. Longe disso porque o agricultor brasileiro enfrenta ainda sérios desafios, incluindo logísticos. Apenas reconheço e realço uma realidade que está aí, inteira, quase exuberante (perdão…), que precisa ser conhecida. Uma realidade que repasso para vocês.

Fonte: O Estado de S. Paulo
09 ago 2012

Commodities agropecuárias ficam 10,4% mais caras

O preço médio das commodities relevantes para a inflação brasileira, medido pelo Índice de Commodities Brasil (IC-Br), subiu 7,81% em julho

O preço médio das commodities relevantes para a inflação brasileira, medido pelo Índice de Commodities Brasil (IC-Br), subiu 7,81% em julho. O aumento foi puxado pelas commodities agropecuárias, que ficaram 10,37% mais caras, revertendo o resultado acumulado do ano, que era de uma queda de 0,31% até maio.

O Banco Central, que apura e divulga o índice, inclui nesse grupo carne de boi, carne de porco, óleo de soja, algodão, trigo, açúcar, milho, arroz e café. O que mais pressionou foram os grãos, diz o economista Antônio Madeira, da equipe da LCA Consultores. Ele lembra que problemas climáticos prejudicaram a safra dos Estados Unidos, o que se refletiu nas cotações internacionais.

Madeira afirma que influência direta dos preços dos grãos no IPCA, índice de preços ao consumidor que baliza as metas oficiais de inflação no Brasil, “é pequena”. O risco de repasse de elevação de preços está nos produtos que os utilizam como insumo, em especial a carne de frango. Ainda assim, o economista não vê motivo para o BC desistir de fazer mais um corte da taxa básica de juros agora no fim de agosto, de 8% para 7,5% ao ano, como espera o mercado. Ele acredita que o impacto inflacionário dos aumentos detectados pelo IC-BR será compensado ou pelo menos amenizado pela queda de preço de outros itens do IPCA, como os hortifrutigranjeiros.

Além disso, há expectativa de recuo ou, pelo menos, de acomodação de preços das próprias commodities agropecuárias. Isso tende a ocorrer, avalia o economista da LCA, na medida em que forem colhidas as safras do Brasil e da Argentina, ainda este ano. Para 2013, a previsão é favorável porque não se esperam novos problemas com a safra americana, diz.

A relativa estabilidade do câmbio, que faz parte do cenário, deve ajudar. As desvalorizações cambiais aumentam o IC-BR, que mede os preços em reais. Em julho, considerada a taxa média de cada mês, não houve queda do real. O câmbio, portanto, não contribuiu para a subida do índice. Os preços aumentaram em dólar mesmo.

O IC-BR de julho apontou ainda encarecimento das commodities energéticas. Em média, os preços do petróleo do tipo brent, do gás natural e do carvão subiram 6,06%, basicamente por causa do petróleo. Já o preço das commodities metálicas, que incluem alumínio, minério de ferro, cobre, estanho, zinco, chumbo e níquel, recuou 1,76% no mês.

O economista da LCA diz que o comportamento desse último grupo vai depender sobretudo da economia da China, que é um grande comprador. A desaceleração econômica naquele país tende a comprimir ou a não deixar subir o preço dessas commodities. Com a economia mundial crescendo muito pouco, Madeira tampouco vê pressão de alta no caso das energéticas.

No acumulado do ano, o IC-Br aumentou 8,71%, principalmente por causa das commodities agropecuárias, que subiram 10,92%. As metálicas e as energéticas subiram, respectivamente, 6,06% e 0,86% nesses mesmos sete meses.

Fonte: Valor Online
09 jul 2012

Mercado de commodities

O feriado de 4 de julho, nos Estados Unidos, não interrompeu a tendência de alta das commodities agrícolas na Bolsa de Chicago. Ao contrário, os mercados operaram em limite de alta, haja vista a situação comprometedora que se encontram as lavouras norte-americanas, com as elevadas temperaturas, no entorno de 42º e a estiagem, sem perspectivas de chuvas para os dias mais próximos.

No mercado da soja, os preços bateram o patamar de US$ 16,00 por bushel (US$ 35,27 por saca). Os contratos para o primeiro vencimento, julho/12 foram negociados a US$ 35,85 por saca, equivalente ao dólar vigente, a R$ 72,57 por saca, marcando um recorde histórico e elevação diária de US$ 1,19 por saca. Para agosto/12, os futuros fecharam a US$ 34,90 por saca. È importante ficar de olho, porque qualquer alteração climática, com a vinda das chuvas, as cotações deverão cair.

No próximo dia 11, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos – USDA divulgará o relatório mensal de oferta e demanda mundial de grãos, quando se espera que já constem as consequências da estiagem prolongada.

Já o milho, em situação mais precária, onde ¼ da produção se encontra na fase de polinização e necessita de volume de água, os preços tangenciaram US$ 7,00 dólares/bushel (US$ 16,53 por saca). Com isso, os contratos para julho/12 fecharam a US$ 18,14 por saca, em limite de alta superior a 50 pontos. Para setembro o preço indicado foi de US$ 16,74 por saca.

O mercado do trigo acompanha os demais mercados e os contratos para julho/12 foram negociados a US$ 18,11 por saca, equivalente a R$ 36,67 por saca.

No mercado doméstico, os preços acompanham a escalada de alta da Bolsa de Chicago, com a média diária da SEAB para a soja de R$ 63,53 por saca. No Porto de Paranaguá, referencial de R$ 75,00 por saca, no mercado disponível. Para o milho, preços sinalizam reação, com média diária de R$ 21,07 por saca. Para o trigo, preços reagem e média diária Paraná e R$ 27,02 por saca.

Fonte: Agrolink