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12 maio 2015

Madeira e papel tiveram os melhores resultados das exportações brasileiras em abril

Desvalorização do real contribuiu para crescimento das vendas do setor

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Levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostrou que as exportações brasileiras somaram US$ 15,2 bilhões no mês de abril. Se comparadas com o mesmo mês do ano passado, houve queda de 23,2% no valor das exportações e redução de 23,7% no valor das importações. Assim, a balança comercial brasileira fechou abril com saldo positivo de US$ 491 milhões. O superávit comercial, em março e abril, contribuiu para diminuir o déficit acumulado de US$ 5,1 bilhões nos quatro primeiros meses de 2015. Esse valor é 10% inferior ao déficit apresentado no mesmo período de 2014. A desvalorização do real tem contribuído para o saldo positivo da balança comercial nos últimos dois meses.

Os dados mostram também que o agronegócio foi responsável por US$ 7,1 bilhões das exportações brasileiras no mês de abril, enquanto o saldo do setor registrou o valor de US$ 6,0 bilhões. O que mostra que o agronegócio foi fundamental para a recuperação do saldo da balança comercial geral. Já no acumulado de janeiro a abril, o setor do agronegócio exportou US$ 57,9 bilhões. Constatou-se que o incêndio no porto de Santos no mês passado, combinado a greve dos caminhoneiros, impactou na possibilidade de um melhor desempenho.

Dentre os principais setores exportadores do país, constata-se que alguns segmentos do agronegócio continuam apresentando excelente desempenho. No mês de abril, por exemplo, o valor das exportações dos setores de madeira e papel foi o que mais aumentou dentre os produtos do agronegócio. Na comparação com abril de 2014, houve crescimento de 18,5% para a madeira serrada, cujas vendas externas atingiram US$ 40 milhões. Foram exportados US$ 93 milhões em laminados planos, crescimento de 11,6%, além de US$ 100 milhões em papel e cartão, uma variação positiva de 5,2%. Com a normalização das atividades do porto e a expectativa de colheitas recordes para soja e milho, espera-se que o quantum importado do agronegócio aumente significativamente no decorrer dos anos. As negociações para a abertura de mercados para os diversos tipos de carne brasileira poderão, também, gerar grandes resultados para o agronegócio brasileiro em 2015.

Na análise por setores, os dados mostram que o de papel e celulose foi o oitavo principal exportador no mês, com US$ 29,8 milhões vendidos na média diária. Já o setor de madeiras foi décimo quarto, com US$ 10,5 milhões exportados e um crescimento de 15,7%, em comparação com os valores alcançados em abril do ano passado. Entre os 17 setores exportadores apresentados na balança comercial do MDIC, apenas três apresentaram crescimento em abril de 2015, em relação ao mesmo período de 2014.

Mas o agronegócio manteve sua importância na pauta dos principais produtos exportados. Em abril deste ano, o principal produto exportado pelo Brasil foi a soja em grão. As vendas desse setor foram de US$ 2,5 bilhões. As carnes de frango ficaram na quarta posição (US$ 483 milhões), seguidas pelo café em grão (US$ 469 milhões), farelo de soja (US$ 469 milhões), celulose (US$ 420 milhões) e a carne bovina (US$ 347 milhões). Os dados revelam que entre os dez principais produtos exportados em abril pelo país, nove são oriundos do agronegócio.

Mesmo com uma queda de 23,7% nos preços do algodão, foram exportadas 54,5 toneladas desse produto em abril de 2015, crescimento de 165,2% no volume exportado, comparado com o mesmo mês do ano passado. Nos primeiros quatro meses do ano, o algodão em bruto acumulou crescimento, em valor exportado, de 90,7%. Outros produtos que apresentaram variações positivas entre janeiro e abril de 2015, em relação a igual período de 2014, foram as vendas de trigo em grão (+3595,6%), fumo em folhas (+30,8%) e café em grão (+25%).

Fonte: Canal do Produtor

14 jul 2014

Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) divulga desempenho do setor

Entidade, recém criada, vai divulgar estatísticas mensalmente através do Cenários Ibá

industria-arvoresA Indústria Brasileira de Árvore (Ibá), associação que representa os produtos originários do cultivo de árvores plantadas no País: painéis e pisos de madeira, celulose, papel, florestas energéticas e biomassa, além dos produtores independentes de árvores plantadas, divulgou a primeira edição do Cenários Ibá.

Todos os meses, o boletim trará dados de desempenho dos segmentos de celulose, painéis de madeira e papel – produção, vendas domésticas, exportações e importações –, mostrando variações em relação ao mesmo mês do ano anterior e o resultado no acumulado do ano, entre outras informações. O Cenários Ibá pode ser baixado em PDF através do site Iba.org.

Os principais resultados do setor de árvores plantadas de janeiro a maio deste ano são:

Produção – De janeiro a maio de 2014, a produção de painéis de madeira totalizou 3,2 milhões m3, o que representa crescimento de 1,1% em relação ao mesmo período de 2013. A produção de celulose, nos cinco primeiros meses deste ano, somou 6,5 milhões de toneladas, registrando aumento de 5,6% em relação ao acumulado correspondente em 2013, quando foram produzidas 6,2 milhões de toneladas. Em relação ao segmento de papel, a produção de janeiro a maio totalizou 4,3 milhões de toneladas, com variação de 0,7% em relação ao mesmo período de 2013.

Balança Comercial – Nos cinco primeiros meses de 2014, a receita de exportações de celulose, painéis de madeira e papel somou US$ 3,1 bilhões, o que representa um crescimento de 4,3% na comparação com o mesmo período de 2013, quando o total foi de US$ 2,9 bilhões. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2014, o saldo da balança comercial é de US$ 2,3 bilhões, o que mostra crescimento de 7,7% em relação ao mesmo período de 2013.

Volumes comercializados – De janeiro a maio, o volume de celulose exportado teve alta de 10,5%, totalizando 4,2 milhões de toneladas. No mesmo período do ano passado, foram 3,8 milhões de toneladas exportadas.

Em relação às importações destaca-se a queda no volume de painéis de madeira que chegaram ao País. Foram 413 mil m3, o que corresponde a -30,5% em relação ao volume importado mesmo período de 2013, ou seja, 594 mil m3.

Também foi registrada queda de 4,6% nas importações de papel nos cinco primeiros meses deste ano. No total, foram importadas 520 mil toneladas, enquanto no mesmo período de 2013 foram 545 mil toneladas. Somente em relação ao papel de imprimir e escrever, a queda foi de 13,5%.

Fonte: Painel Florestal

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