O tamanho do seu plantio, não muda o tamanho da nossa dedicação.
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19 fev 2015

Arvores plantadas: o outro lado da moeda em 2015

Em 2013 a agroindústria alcançou receita bruta de R$ 56 bilhões, representando 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB) Indústria

floresta_plantadaOs ajustes que começaram a ser anunciados pela equipe econômica neste segundo mandato da presidente Dilma Rousseff apontam para um ano desafiador a todos os setores produtivos brasileiros. Prováveis elevações de impostos e tarifas públicas, cortes de gastos e baixo crescimento devem, pelo menos temporariamente, fragilizar a economia interna, deixando-a mais exposta a oscilações globais, que incluem o dólar forte e a queda nos preços das commodities. Até que os ajustes surtam o efeito desejado, o país perde competitividade, o que reduz o ímpeto dos investidores.

Nesse quadro de incertezas, torna-se fundamental o papel de setores que reúnem condições para atravessar esse período, enfrentar as dificuldades e continuar produzindo resultados satisfatórios e impactos positivos para o país. Entre os setores que surgem como os mais preparados para debelar esse cenário, com base sólida e perspectivas positivas tanto domésticas quanto globais, está a indústria brasileira de árvores plantadas.

Para se ter ideia da representatividade dessa agroindústria, em 2013, o setor alcançou receita bruta de R$ 56 bilhões, representando 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB) Industrial. As exportações somaram US$ 7,3 bilhões, o que equivale a 3% das vendas brasileiras ao estrangeiro. Além disso, o setor gera 4,5 milhões de empregos no país, cerca de 4,5% da população economicamente ativa.

Investimentos programados até 2020, para consolidar a presença do setor nos principais mercados mundiais, estão estimados em R$ 53 bilhões. Para que esses projetos aconteçam e viabilizem a necessária expansão da oferta dos diversos produtos da indústria – celulose, papel, painéis de madeira, pisos laminados e biomassa energética, entre outros -, a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), que representa as 70 empresas e associações estaduais do setor de árvores plantadas, estabeleceu três focos prioritários de atuação em 2015: competitividade, segurança jurídica e incentivos para a economia verde.

A desoneração tributária dos investimentos é o principal pleito do setor visando incrementar a competitividade. Ao contrário do que ocorre em muitos países que são concorrentes diretos por recursos externos, o Brasil ainda tributa investimentos. No caso de nova fábrica de celulose, as alíquotas chegam a 18% do valor do projeto, percentual elevado e capaz de empurrar o investimento para outra parte do mundo, o que torna o debate sobre a desoneração questão prioritária e imediata.

Faz parte dessa discussão a continuidade da desoneração das exportações, que recebeu impulso significativo com o estabelecimento, em caráter permanente, do Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra). Considerando-se a forte contribuição da indústria de árvores plantadas para a geração de divisas, nesse momento em que a balança comercial brasileira deixou de ser superavitária, esse detalhe é de especial importância.

Incrementar a competitividade também demanda o combate permanente à concorrência desleal e a eliminação de gargalos de Infraestrutura e Logística, que encarecem custos e operações. O setor atua permanentemente nessas duas áreas, trocando informações e apresentado propostas que buscam ganhos de eficiência e produtividade.

A retomada do debate sobre a aquisição de terras por empresas de capital estrangeiro é outra questão que vem gerando insegurança jurídica e exige atenção imediata. Desde 2010, restrições impostas pelo governo federal têm inviabilizado importantes investimentos no país.

A regulamentação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), especialmente quanto aos resíduos pós-consumo de produtos de base florestal, como embalagens de papel e painéis de madeira, também está na agenda prioritária do setor, pois impacta diretamente as operações das empresas. Nessa área, a primazia é a valorização do elevado potencial de absorção de dióxido de carbono (CO2) pelas árvores plantadas, que já é de conhecimento do governo brasileiro. O próximo passo será buscar o reconhecimento dos créditos de carbono na Política Nacional de Mudanças Climáticas (PNMC) e nas negociações internacionais.

O setor vê com otimismo a oportunidade de debater essa agenda com o governo ao longo deste ano, reforçando o potencial das árvores plantadas não só no tocante à economia brasileira, mas também como peça essencial para que o Brasil cumpra o papel como protagonista e referência mundial de desenvolvimento sustentável, no contexto da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP-21, que, em 2015, será realizada em novembro, em Paris, devendo definir um novo acordo internacional para mitigar os efeitos do aquecimento global.

Presidente executiva da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá)

Fonte: Correio Braziliense

05 dez 2013

Engenheiro florestal diz que demanda e oferta por produtos florestais são crescentes

Pelo menos esta é a visão de João Mancini, da Valor Florestal, ao revelar que o setor da madeira está investindo em novas tecnologias para ganhar produtividade e qualidade

A demanda por madeira cresce rapidamente
A demanda por madeira cresce rapidamente

A preocupação com o meio ambiente tem se tornado uma discussão constante ao redor do mundo. A consciência das pessoas a respeito do assunto vem mudando e a nova geração procura formas para fazer a sua parte e salvar o planeta. Nesse contexto, o engenheiro florestal João Mancini, sócio da Valor Florestal, diz que as empresas devem se preparar para uma demanda maior no setor florestal. Mancini participou do Simpósio Madeira & Construção, em Curitiba, com a palestra “Oferta de Produtos Florestais”.

“Muitas empresas estão preocupadas com a questão da madeira estrutural com mais qualidade. Cada vez mais o setor florestal tem investido em mecanização florestal e, com isso, ganhamos em produtividade e diminuímos custos. As indústrias estão fazendo manejo florestal para proporcionar ao mercado produtos de maior valor agregado, que possam ser utilizados na construção civil”, comenta o engenheiro.

Para Mancini, as florestas plantadas estão sendo cultivadas de acordo com princípios e critérios que garantem a sustentabilidade das unidades de manejo. As ações são planejadas para serem ambientalmente corretas, socialmente responsáveis e economicamente viáveis. Hoje, existe uma preocupação muito grande com a manutenção da biodiversidade, da fauna e da flora. Os produtos ofertados pelas empresas do setor florestal, segundo o engenheiro, estão adaptadas à demanda de mercado e a cadeia produtiva da construção civil é um importante mercado para o setor de floretas plantadas.

Outro ponto abordado por Mancini durante a palestra foi a questão de como a madeira é tratada fora do Brasil. A construção em wood frame, por exemplo, está consagrada na América do Norte há mais de 90 anos e ele acredita que o Brasil também tem potencial para o crescimento de construções sustentáveis. A tendência para a madeira, conforme ele diz, é de ganhar mercado ao longo dos anos, à medida que os consumidores finais passem a confiar no produto como material construtivo.

“É importante ressaltar que quanto mais utilizarmos a madeira de floresta plantada, evitaremos os desmatamentos e as afrontas em relação às matas nativas. Precisamos promover o uso sustentável da madeira na construção civil. O setor florestal conta com muitas empresas que são consideradas modelos na preservação e conservação dos recursos naturais, na qualidade dos serviços, nas pesquisas, na produtividade, bem como no trabalho responsável junto aos trabalhadores do campo e comunidades regionais. A evolução da normatização dos produtos poderá aumentar a demanda pela construção civil. Dessa forma, o segmento da floresta plantada estará pronto para atender às demandas da construção civil, além das outras cadeias produtivas da madeira”, completa João Mancici.

Evento

A Expo Madeira & Construção e o Simpósio são promovidos pela Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal, Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), com patrocínio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Arauco, Guararapes, Triângulo Pisos de Madeira e Tree Florestal.

Apoiam a realização dos eventos: Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Paraná (CAU/PR), Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento do Paraná, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (CREA-PR), Senai, Sinduscon PR, Companhia de Habitação do Paraná (Coahapar), Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (ABRAF), Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), Associação Catarinense de Empresas Florestais (ACR), Associação Gaúcha de Empresas Florestais (Ageflor), Instituto Brasileiro da Madeira e das Estruturas de Madeira (Ibramem) e Embrapa Florestas.

Fonte: Painel Florestal
17 dez 2012

Uma era de oportunidades e desafios para os agricultores

Para os agricultores, este é o melhor e o pior dos tempos

agricultura-na-africa-2Eles estão diante de uma enorme oportunidade: a população mundial cresce de forma mais acelerada que todos os segmentos setoriais isolados, e cada um de seus componentes precisará comer e beber. E, segundo estimativas, mais de 2 bilhões de pessoas dependem da agricultura para garantir seu sustento.

Mas os desafios são igualmente grandes. Muitos dos 500 milhões de pequenos proprietários rurais, que respondem pela produção de até 80% dos alimentos do mundo, mal conseguem tirar seu sustento com a atividade. Com o crédito muitas vezes negado, eles não conseguem expandir ou investir em técnicas agrícolas modernas.

Na Europa, a mudança da regulamentação deverá eliminar subsídios e aumentar custos. Os agricultores americanos acabam de sair da pior seca de décadas. Em decorrência disso, muitos deles estão sacrificando cabeças de gado por não ter mais condições financeiras de alimentá-las. Seus congêneres europeus estão fazendo o mesmo.

Em todo lugar, talvez até sem causar surpresa, as pessoas estão deixando as fazendas em massa. Os jovens estão indo para as cidades e as pessoas que ficam se aproximam da aposentadoria. No Japão a média dos agricultores tem mais de 65 anos, no Reino Unido passa dos 60 e nos EUA, 55 anos.

As partes interessadas – em tese todos nós que comemos, mas na prática governos, sociedade civil e fabricantes que processam a produção – combatem os desafios com a associação de agricultores até o aprimoramento dos insumos e métodos agrícolas básicos.

Como observa o governo britânico, as cooperativas voltaram à moda, duas ou três décadas após aquelas que eram subvencionadas pelo governo terem sido desfeitas.

Esse processo levou ao surgimento de um grande número de organizações de produtores, que se multiplicaram nos últimos 30 anos, a ponto de que um número estimado em 250 milhões de pequenos produtores rurais dos países em desenvolvimento pertencer a algum tipo de agremiação.

Essas associações possibilitam que os pequenos agricultores consigam insumos a preços melhores, reduzam custos das transações, pulverizem os riscos e obtenham crédito bancário com mais facilidade, além de dar maior poder de barganha com os compradores.

Jim Paice, ex-ministro da Agricultura do Reino Unido, disse que o clamor britânico contra os preços do leite – que recentemente atraiu milhares de produtores para Westminster e fez com que os compradores recuassem em relação aos pretendidos cortes de pagamentos a pecuaristas – foi um exemplo do poder da voz coletiva.

“Os produtores demonstraram que têm capacidade de se unir na adversidade”, disse ele a um grupo de 300 pecuaristas em Cumbria.

Para Chris Brett, diretor de sustentabilidade da trading asiática Olam, a resposta é “os produtores rurais se conectarem cada vez mais” e, a exemplo do que ocorre numa empresa, prestarem mais serviços e orientação de prática agrícola, muitas vezes por celular.

A outra arma vista como essencial para os agricultores, sobretudo para os pequenos, é a ciência. Sementes de qualidade superior, resistentes a pragas, a doenças e até a condições climáticas adversas, tanto aumentam a produtividade quanto melhoram a agricultura como atividade econômica.

“Com o passar do tempo, o desafio será verificar se conseguiremos juntar um monte maior de grãos numa propriedade agrícola menor”, diz Michael Mack, principal executivo do grupo suíço Syngenta. “Pode-se colher dez vezes mais tomate em um décimo da terra na Índia, mas precisa-se de estufas, e isso exige mais investimento”.

A empresa, como outras concorrentes do setor privado e do setor público, já deu passos largos no caso do arroz, sujeito ao ataque de todos os tipos de fungos, insetos e ervas daninhas poderosos. A produção do cereal exige um trabalho intensivo: a cada sete ou 14 dias o agricultor tem de ir a campo, descalço e transportando um pulverizador nas costas. Atualmente melhores produtos químicos, pulverizados por um aparelho semelhante a uma máquina de cortar grama, diminui o trabalho, o desperdício e aumenta a produtividade.

Os métodos naturais de aumento de produtividade não são menos polêmicos. A fazenda modelo do grupo FAI em Oxfordshire, Reino Unido, que produz carne e ovos para o McDonalds, além de testar novos métodos de produção agrícola, abrigou várias ideias desse tipo. As galinhas ficam aparentemente mais satisfeitas se puderem ciscar sob a sombra de árvores. A mesma sombra atrai as libélulas, que são devoradas pelas galinhas. Em sua bucólica felicidade, as aves se esquecem de brigar entre si e botam mais ovos.

No mesmo sentido, o gado é alimentado com uma mistura de forragem de grama. Esse alimento é mais barato que o milho e a soja, inflacionados pela seca, e, pelo fato de as vacas terem de caminhar para cima e para baixo para obter grama, a prática é vista como mais saudável, sob todos os aspectos.

No entanto, há argumentam contrários de que a qualidade do leite e da carne é afetada – o que põe em destaque o fato, indiscutível entre agricultores e economistas, de que consenso é coisa rara até no campo.

Tradução de Rachel Warszawski

Fonte: Valor Online
28 ago 2012

A perda de alimentos amplia o “Custo Brasil”

O Brasil está há pelo menos meia década em franca expansão econômica

O Brasil está há pelo menos meia década em franca expansão econômica. Mas uma questão que ainda emperra o desenvolvimento e o crescimento é o chamado custo Brasil. Entre as questões colocadas por um investidor antes de aplicar o seu capital no país estão: os impostos são reduzidos? A mão de obra é barata? Os juros são baixos? Existe uma boa infraestrutura de transportes? A energia é abundante? Há informação científica robusta disponível? Há suporte técnico-científico para as atividades planejadas?

Porém, há um aspecto que também afeta a conta final do custo Brasil mas que é pouco abordado. É a questão da fome e do desperdício de alimentos. O Brasil está entre os dez países que mais desperdiçam comida no mundo. Se reduzisse essas perdas, o país poderia oferecer mais produtos para o mercado interno, barateando os preços, e também exportar mais. Ou seja, o mercado consumidor se beneficiaria de preços mais baixos, entrariam divisas e o gasto governamental com todo o sistema seria menor, podendo-se investir em outros setores, como educação, ciência, tecnologia, inovação e infraestrutura. Boa parcela do chamado custo Brasil poderia ser equacionada.

Todos os alimentos não aproveitados ao longo da cadeia produtiva representam 1,4% do PIB brasileiro

Órgãos governamentais e pesquisadores de entidades públicas e privadas se debruçam sobre o problema diariamente, com o intuito de encontrar soluções para os diversos gargalos que o circuito dos alimentos enfrenta no Brasil. E o esforço para vencê-los precisará ser grande. Cerca de 35% de toda a produção agrícola vai para o lixo. Pesquisas apontam que é na fase de colheita que ocorrem as maiores perdas e os motivos são diversos. Um exemplo é a falta de regulação, operação e manutenção adequadas das colheitadeiras ou equívocos na identificação do grau de maturação do produto. As dificuldades se repetem na pós-colheita. Falta infraestrutura na rede de armazenagem e no transporte da produção brasileira. Nessa fase, os estragos podem ocorrer tanto do ponto de vista físico como da qualidade do produto.

Na prática, isso significa que mais de 10 milhões de toneladas de alimentos poderiam estar na mesa de milhões de brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza. Do total de desperdício no país, 10% ocorrem durante a colheita, 50% no manuseio e no transporte dos alimentos, 30% nas centrais de abastecimento e os últimos 10% ficam diluídos entre supermercados e consumidores. Por exemplo, segundo o IBGE, a estimativa é de que 67% das cargas brasileiras sejam deslocadas pelo modal rodoviário, o menos vantajoso para longas distâncias.

Entre os consumidores, os números também são alarmantes. Uma família brasileira desperdiça, em média, 20% dos alimentos que compra no período de uma semana. Em valores, isso representa US$ 1 bilhão, dinheiro suficiente para alimentar 500 mil famílias. Na mesa do consumidor, a situação não é melhor. A Embrapa Agroindústria de Alimentos realizou uma pesquisa em que demonstra que o brasileiro joga fora mais alimentos do que efetivamente leva à mesa. Nas 10 principais capitais do país, o consumo anual de vegetais é de 35 quilos por habitante. No entanto, o desperdício chega a 37 quilos por habitante ao ano, parte do qual relacionado à qualidade inicial do produto e parte relacionada a armazenamento inadequado.

Levantamento da Secretaria de Abastecimento e Agricultura do Estado de São Paulo, no final da década passada, mostra que todos os alimentos não aproveitados ao longo da cadeia produtiva representam 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, um rombo de R$ 17,25 bilhões no faturamento do setor agropecuário. De acordo com a FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação), o Brasil deverá atingir a meta da Organização das Nações Unidas (ONU) de reduzir pela metade o número de famintos no país até 2015, de 13 milhões para 7 milhões. Sem dúvida, a redução do desperdício com uso otimizado dos produtos pode contribuir para que se atinja efetivamente essa meta.

Por outro lado, o país está ciente de que “ampliar a produção agrícola” não é o único fator da equação, e que segurança alimentar e nutricional é uma meta transversal, que envolve esforços múltiplos no campo da economia (enfrentar crises financeiras e flutuação de preços dos alimentos, por exemplo), da saúde (disseminar conhecimento sobre produção e consumo saudável), dos transportes e infraestrutura (melhorar a logística de distribuição) e da política (reduzir desequilíbrios sociais e regionais), entre outros. Cabe a todos nós fazermos a nossa parte.

Um esforço louvável no campo institucional é a criação, nos estados, de Observatórios Socioambientais em Segurança Alimentar e Nutricional. No Piauí, por exemplo, a Universidade Estadual, com apoio do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea-PI), deverá criar nos próximos meses este instrumento. Mas o projeto, no âmbito nacional, conta com a participação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) e Universidade Federal de Pelotas (UFPEL). Os observatórios socioambientais realizarão um monitoramento das políticas públicas e avaliarão a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN) em todo o país.

A ideia é que todos os estados tenham um polo para gerir cada observatório de forma autônoma. A coordenação geral do projeto de implantação dos observatórios está a cargo Universidade Federal do Rio Grande do Sul, estado cuja experiência de implantação servirá de base para a implantação da Rede de Observatórios nos demais estados.

Esse monitoramento vai gerar uma coleta de dados dos municípios que informam indicadores de produção e disponibilidade de alimentos; renda e condições de vida; acesso à alimentação adequada e saudável; saúde, nutrição e acesso a serviços relacionados; educação, programas e ações relacionadas a segurança alimentar e nutricional.

Adalberto Luis Val é diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA/MCTI) e membro do Conselho de Administração da Fundação Bunge.

Fonte: Valor Online
24 ago 2012

Para empresários, redução dos juros sustenta retomada

Executivos das maiores empresas do país estão confiantes na retomada da economia em 2013

O longo ciclo de redução da taxa básica de juros é considerado pela maior parte deles como a medida mais importante e emblemática tomada pelo governo federal. Seu impacto sustentará a recuperação, seja como indutor da demanda ou como fator de redução do custo de capital, afirmaram empresários que participaram ontem da cerimônia de premiação do anuário “Valor 1000”.

“A queda dos juros seguramente vai estimular o consumo e a taxa de câmbio estabilizada permite maior previsibilidade no negócio”, diz Paulo Cesar Teixeira, diretor-geral da Telefônica/Vivo. “Ela favorece a Ouro Verde, que é intensiva em capital, dando maior competitividade para nossas operações”, diz Karlis Kruklis, que comanda a empresa de locação de veículos, equipamentos e serviços.

A maioria das grandes empresas vai manter seus investimentos para 2013 e os executivos apontam o que lhes dá perspectivas otimistas, além da redução dos juros: as medidas tributárias que reduziram o custo do investimento, o plano de concessões de rodovias e ferrovias e a abertura, pelo governo, de maior espaço para o setor privado em outros segmentos da infraestrutura.

A expansão da rede de fibra óptica e implantação da quarta geração de telefonia celular (4G) não só garantem os investimentos da Telefônica/Vivo como o de seus fornecedores, como a Furukawa, que para atender a demanda de novas redes, afirma Foad Shaikhzadeh, presidente da companhia, vai ampliar a capacidade de produção. A infraestrutura sustenta também projetos de empresas como State Grid, de energia, Petrobras e Sabesp.

Ricardo Mendes da Silva, presidente-executivo da farmacêutica Aché, diz que a desaceleração foi muito suave para o setor em 2012. Por isso, a companhia não mudou os planos para 2013. “Mantivemos os investimentos programados em pesquisa e desenvolvimento e em ampliação da capacidade de produção, com aquisição de novos equipamentos”.

Após a desaceleração de 2012, a empresa de propriedades comerciais BR Properties espera um 2013 positivo e avalia investimentos de R$ 3 bilhões em novos negócios. Para Claudio Bruni, presidente, empecilhos como a limitação de crédito para pessoas físicas “são coisas do passado”. O mercado imobiliário, diz, tem espaço para crescer.

Fonte: Valor Online

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