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29 nov 2012

Estoque em queda no Brasil dá impulso ao milho dos EUA

A seca que dizimou a safra americana do milho no meio do ano levou a cotação do grão às alturas e fez compradores correrem para países como Brasil, Argentina e Ucrânia em busca de preços menores

A seca que dizimou a safra americana do milho no meio do ano levou a cotação do grão às alturas e fez compradores correrem para países como Brasil, Argentina e Ucrânia em busca de preços menores.

Mas, agora, o preço do milho nos Estados Unidos caiu. Já em outros países, os estoques do grão estão encolhendo, o que leva parte do mercado a apostar que o milho americano em breve estará de novo em demanda.

Tom Crouch, gerente da TKC Investments, uma consultoria para operações com commodities da Flórida, está apostando nessa volta por cima. Seu raciocínio: quem quer comprar “acabará tendo que procurar os EUA”.

Importadores de grãos do Japão e de Taiwan, entre outros, ficaram de fora do mercado americano nos últimos meses, quando a feroz estiagem nos EUA devastou lavouras e fez os preços baterem em mais de US$ 8,30 por bushel em agosto. Entre setembro e meados de novembro, os EUA exportaram 470,1 milhões de bushels de milho, a menor marca em mais de 30 anos, disse Dave Marshall, da corretora TCFG LLC.

A queda na demanda reverteu a alta nos preços, embora a cotação em contratos futuros tenha tido leve recuperação depois das mínimas registradas recentemente. O contrato do milho para entrega em dezembro fechou ontem em US$ 7,60 o bushel, 5,8% acima do mínimo de 12 de novembro. Crouch, que administra US$ 2,1 milhões em ativos, prevê agora que a cotação passe de US$ 8 por bushel no começo do ano que vem, pois a redução dos estoques de outros países traria compradores de volta.

Investidoes e operadores de commodities dizem ter notado sinais de aumento da demanda pelo milho americano. Na semana passada, um boletim do governo revelou que exportadores tinham registrado mais pedidos recentemente do que os operadores esperavam.

Muitos dos compradores que fugiram dos EUA migraram para o Brasil. Com o aumento da demanda, as exportações brasileiras terão mais do que dobrado no período de um ano a ser encerrado em 30 de junho de 2013, segundo a organização intergovernamental Conselho Internacional de Grãos. Mas o Brasil também estaria enfrentando problemas. Operadores do mercado dizem que certos produtores estão ficando sem milho para vender. Congestionamento nos portos estariam atrasando embarques. E a cotação do milho no Brasil está subindo.

Em geral, o milho brasileiro custa menos do que o americano. Mas, ultimamente, a diferença – que pode chegar a US$ 1 por bushel – vem caindo, pois o apetite pelo milho do Brasil sobe com a queda na oferta. No mercado dirigido a compradores asiáticos, a diferença de preço entre o grão brasileiro e o americano caiu 50% desde agosto, para cerca de US$ 0,51 por bushel.

A trading japonesa Continental Rice Corp., especializada em commodities agrícolas, já está considerando comprar milho dos EUA ao invés do Brasil. O presidente da firma, Nobuyuki Chino, disse que a lentidão em portos brasileiros atrasou a entrega de 900.000 toneladas de milho para o Japão. O executivo espera que mais compradores procurem os EUA, o que elevaria a cotação do grão em pelo menos US$ 0,50 por bushel nas próximas semanas.

Adel Yusupov, diretor regional do Conselho de Grãos dos EUA para o Sudeste Asiático, disse que compradores de Taiwan também aumentaram a compra de milho nos EUA devido à queda da oferta no Brasil.

Ainda assim, dizem analistas, muitos compradores estariam dispostos a aguardar a próxima safra da América do Sul, em fevereiro, em vez de comprar o milho americano, mais caro.

Rich Nelson, diretor de pesquisa da corretora e consultoria Allendale Inc., é menos otimista sobre as exportações de milho americanas para o ano-safra corrente, iniciado em 1o de setembro. Segundo ele, o Departamento de Agricultura dos EUA poderia estar superestimando em até 22% as prováveis exportações. “Nossos preços vão continuar altos demais comparados com os da América do Sul”, diz Nelson.

Certos analistas sustentam que a alta dos preços do trigo, alternativa comum ao milho na ração animal, também vai turbinar a demanda do milho americano entre compradores estrangeiros. A estiagem nos EUA e na Austrália poderia manter a cotação do trigo alta o suficiente para desincentivar seu uso.

Damien Courvalin, analista da Goldman Sachs Group, disse em nota recente que “a janela para as exportações de milho dos EUA poderia abrir em breve” à medida que o estoque cai e os preços sobem no Brasil, Argentina e Ucrânia.

Fonte: Valor Online
26 nov 2012

Apagão na infraestrutura

É consenso geral que um dos maiores problemas de nosso agronegócio são os gargalos da infraestrutura de armazenagem e transporte do país

Ao mesmo tempo em que nossa produção, principalmente de grãos, tem evoluído muito rapidamente nos últimos anos, nossa infraestrutura logística, que já não era boa, entrou em quase colapso.

A fila de espera de navios nos portos, em função da falta de capacidade dos terminais, tem sido grande. São dezenas de navios aguardando para atracar. Também há centenas de caminhões em filas para descarregar os produtos nos terminais.

É triste constatar que parte de nossa safra permanece um bom tempo “armazenada” em caminhões. As perdas são incalculáveis, principalmente para os produtores, que tem sua renda reduzida. Também perde o Brasil com esse grave obstáculo ao crescimento das futuras safras.

O governo acordou para o problema e lançou um programa que prevê investimentos de R$ 133 bilhões em rodovias e ferrovias nos próximos 25 anos, sendo R$ 42 bilhões para as rodovias e R$ 91 bilhões para as ferrovias. Há previsão de uma concentração dos investimentos nos próximos cinco anos, no valor de R$ 80 bilhões.

Esperamos que esse programa, fundamentado em um novo modelo de concessões, saia do papel e resolva nosso déficit na área de transportes, tornando o país mais competitivo no mercado internacional e, ao mesmo tempo, proporcione melhores condições de trabalho e remuneração para nossos produtores.

Agora, falta equacionar o problema da armazenagem. Neste caso, foi constituído um grupo de trabalho governamental encarregado de elaborar um plano, que deverá ser apresentado até o final de 2012.

Nossa expectativa em relação à solução dos graves problemas de logística do país é grande. No entanto, preocupa-nos a morosidade típica de nossa burocracia. Uma coisa é o discurso. A implementação tem outra velocidade. Vamos aguardar.

Fonte: Avicultura Industrial
28 set 2012

Logística no agronegócio

O agronegócio brasileiro parece ter chegado a uma encruzilhada

Com os investimentos em tecnologia, a produtividade vem aumentando e gerando crescimento constante da produção de alimentos no País. Mas o gargalo da logística está ficando cada vez mais estreito. Um estudo da Bunge divulgado nesta semana pelo DCI dá conta de que a agricultura brasileira perde nada menos do que US$ 5 bilhões todos os anos com a deficiência de estocagem e transporte.

O problema ficou ainda mais claro em 2012, quando produtores de suínos e aves de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além dos estados do nordeste, precisaram dos estoques de milho da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) localizados no centro-oeste. Até o momento, o mais de 1 milhão de toneladas do cereal não se moveu. Não existe estratégia para deslocar o produto, centralizado nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Produtores estão estocando o milho a céu aberto, pois não há armazéns suficientes para atender ao aumento da segunda safra do grão. Aliás, não há locais para estocar a produção de grãos em lugar algum do Brasil. Tanto que todo ano, no período de colheita da soja, vemos repetirem-se as tradicionais longas filas de caminhões próximas ao Porto de Paranaguá, no Paraná, e ao de Santos, em São Paulo.

Apelidadas de “armazéns sobre rodas”, essas filas ocorrem porque o produtor prefere colocar sua produção em cima dos caminhões e mandá-la para os portos, mesmo não tendo as guias de embarque necessárias para que os veículos sejam descarregados. E o problema tende a aumentar na mesma proporção do crescimento de nossas safras.

Fonte: DCI

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