O tamanho do seu plantio, não muda o tamanho da nossa dedicação.
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15 jan 2015

Poyry alerta desafios da produção florestal em estudo

O estudo analisou as três principais forças que impactam a economia das florestas plantadas, a produtividade, custo de serviços e insumos e custo de oportunidade da terra.

poyryUm estudo realizado pela multinacional finlandesa Poyry, criou um alerta: é preciso desenvolver novas estratégias e ferramentas para “reinventar” a produção florestal, garantindo assim a competitividade florestal, que tem apresentado uma estabilização nos ganhos.

O estudo analisou as três principais forças que impactam a economia das florestas plantadas, a produtividade, custo de serviços e insumos e custo de oportunidade da terra.

Apesar da maior produtividade ter sido um fator chave para a vantagem competitiva das florestas plantadas em relação ao manejo de florestas nativas, o estudo prevê uma redução na taxa de aumento desta produtividade para cerca de 1,5% ao ano – metade do que se observou no passado.

“A estabilização dos ganhos de produtividade também pode ser acompanhada, em algumas regiões, por queda da produtividade, a despeito de investimentos crescentes em tecnologia florestal. Isto pode ser um indicativo de que as produtividades potenciais máximas, associadas aos modelos de produção e regimes de manejo atuais, e aos impactos das mudanças climáticas, já foram atingidas”, explica o Head da Poyry Consultoria em Gestão e Negócios para a América Latina, Jefferson Mendes.

Já a mecanização das operações florestais, em especial da silvicultura, é de vital importância, uma vez que os custos de mão de obra estão aumentando acima da inflação em economias emergentes que estão passando por modernizações sociais fundamentais como China, Brasil, Indonésia, Vietnã e Uruguai. Atualmente, a madeira plantada não pode mais contar com o fator “mão de obra barata” como base para sua competitividade.

Da mesma forma, a localização das plantações em relação à indústria e aos mercados consumidores é fator determinante para o sucesso econômico dos empreendimentos florestais. Na maioria das economias emergentes, as terras adequadas para o plantio estão se tornando mais caras à medida que se intensifica a concorrência pelas mesmas.

No início dos anos 2000, por exemplo, um hectare de terra adequada ao plantio florestal no Brasil custava entre US$ 500 a US$ 1000, sendo que cerca de 70% da área adquirida seria efetivamente utilizada para o plantio. O Capex de terra e floresta para uma planta de celulose de um milhão de toneladas por ano atingia valores entre US$ 100 e US$ 150 milhões.

Atualmente, o preço do hectare para silvicultura oscila entre US$ 1.500 e US$ 2.500, porém com um menor percentual de uso para plantio florestal em função de requisitos ambientais mais rígidos ou por questões ligadas ao relevo e à infraestrutura. Em consequência, para uma planta industrial moderna de mesma capacidade, o Capex total em terras e florestas aumentou para cerca de US$ 300 milhões.

Neste cenário, o estudo elaborado pela Poyry propõe uma nova onda de inovação para assegurar a competitividade dos plantios florestais, baseada em duas grandes áreas – excelência em gestão operacional e inovações disruptivas. “As empresas precisam identificar oportunidades de melhoria nos processos e práticas de manejo florestal, tanto no que diz respeito à silvicultura quanto à colheita da madeira e à logística”, alerta Mendes.

Ele ressalta ainda que um diagnóstico sólido das operações é uma ferramenta essencial para reduzir o custo da madeira entregue na indústria, sem aumento significativo do Capex, pois ele é o primeiro e fundamental passo para aumentar a produtividade operacional, por meio da melhoria de processos e/ou adoção de novas práticas de gestão.

Por fim, o executivo da Poyry diz que embora a excelência nas operações tradicionalmente executadas traz economia de custos, sem o peso de grandes investimentos, um novo paradigma em florestas plantadas somente será criado pela promoção e adoção de tecnologias disruptivas – maneiras totalmente novas de se produzir madeira plantada.

“Novas tecnologias começam a surgir entre as principais empresas silvicultoras, no entanto, elas exigem tempo de maturação e investimentos significativos em ciências aplicadas, pesquisa e desenvolvimento”, conta.

Fonte: Celulose Online

28 ago 2012

Nova braquiária vem aí e foco é Integração Lavoura-Pecuária

Material chega ao mercado só no ano que vem trazendo bom rendimento e produtividade, além de características interessantes ao sistema de integração

Ainda em fase de testes a campo, nova variedade de braquiária gerou 2,5 vezes mais ganho cabeça/dia e dobrou a taxa de lotação na seca comparada à BRS Piatã, que por sua vez, já é melhor do que Marandu e Xaraés na seca. No cômputo anual, a B6 (como é chamado o material que ainda não possui nome comercial) deu 20% a mais de ganho médio diário (kg/animal/dia) comparado a Piatã na média de três anos.

A forrageira que só chega ao mercado ano que vem, apresenta características muito propícias ao emprego no sistema Integração Lavoura-Pecuária (ILP). Dentre elas, pouca competitividade com outras culturas, um bom comportamento com sombreamento e ampla cobertura de solo em função da ausência de perfilhamento aéreo. Os testes em áreas com floresta ainda estão sendo feitos.

De acordo com a pesquisadora e melhorista da Embrapa Gado de Corte, Cacilda Borges, responsável pela coordenação dos trabalhos que conduziram à B6 (ouça a entrevista com todos os detalhes da nova braquiária), o manejo é parecido com a Marandu, portanto mais fácil do que Xaraés.

“A B6 é plástica, adaptando-se a diferentes alturas de pastejo entre 15 e 30 cm (altura recomendada é os 30 cm para pastejo contínuo, como para Marandu e Piatã) e cobrindo muito bem o solo pelo forte perfilhamento que exibe; o que chama mais atenção é o desempenho na seca: maior disponibilidade de matéria verde, maior capacidade de suporte e maior ganho de peso do que a Piatã (média de 3 anos de avaliação)”, destaca a pesquisadora.

Diversificação
A B6 foi testada com sucesso nos Cerrados. Apesar de produtiva, como ela não é resistente a cigarrinhas, no ambiente amazônico deverá sofrer mais com essa praga, portanto a recomendação de uso vai abranger os solos de média fertilidade nos cerrados com chuva acima de 800 mm por ano. A recomendação de uso é semelhante à Marandu e BRS Piatã.

Ainda segundo a pesquisadora, a Marandu, variedade lançada em 1984 e mais usada hoje, já teve seu auge e necessita de substituição apesar de ainda responder por cerca de 40% das sementes comercializadas de todas as forrageiras tropicais no Brasil.

“Liberamos a Xaraés e a BRS Piatã e ambas ainda têm muito a contribuir para a pecuária nacional. A nova brizantha entrará no contexto de recuperação de pastagens degradadas via agricultura (programa ABC, por exemplo) por se mostrar uma excelente forrageira para consórcio com milho ou sorgo safrinha”.

Cacilda explica ainda que sob pastejo contínuo em condições de Cerrado ela também mostrou-se “mais interessante na seca do que a própria BRS Piatã que já havia sido liberada com essa característica e sabemos quão crítica é a situação de pastagens no período seco. Três cultivares de B. brizantha ainda é uma diversidade restrita se considerarmos os 100 milhões de hectares de pastagens cultivadas no Brasil. Portanto temos que ter um portfólio de opções forrageiras para os produtores de todo o Brasil, com já e realidade para grandes culturas como milho e soja”.

B6: 2,5 vezes mais ganho cabeça/dia e taxa de lotação dobrada na seca quando comparada à BRS Piatã

Meados de 2013
Segundo a pesquisadora, o que faz o sucesso de uma cultivar é sua adoção em larga escala sob diferentes condições ambientais e isso só se tem após alguns anos após o lançamento.

“O que podemos oferecer é mais uma boa alternativa de diversificação de pastagens para uso por bovinos, mais uma alternativa para sistemas integrados com lavoura, ainda vamos testar na integração com florestas e aguardar a resposta dos produtores para então dar por aceita”.

Fonte: Portal Dia de Campo
16 ago 2012

Ambiência para boa produtividade de leite

Disponibilidade de água, leite e sal mineral é uma das medidas que garantem a qualidade de vida dos animais

Para alcançar altas produtividades na produção intensiva de leite a pasto, existem algumas práticas de manejo que devem ser tomadas. Entre aspectos como adubação correta do pasto e utilização de pastejo rotacionado, o produtor rural deve atentar para a ambiência dos animais, ou seja, aspectos voltados para a qualidade de vida que incluem a disponibilidade de sombra, água e sal mineral. Segundo Marco Aurélio Bergamaschi, médico veterinário e supervisor de manejo animal da Embrapa Pecuária Sudeste, a atual condição climática do país é extremamente favorável para a produção de volumoso de alta qualidade a baixo custo, já que há disponibilidade de água, luz e temperaturas adequadas. Por isso, o produtor deve fazer sempre um manejo adequado, respeitando o ciclo de cada planta e realizando análises de solo antes da adubação.

— Hoje, dentro do custo de produção, o componente “terra” é importante em relação à rentabilidade de toda a atividade. Então, quando conseguimos fazer uma produção maior, considerando uma mesma área, teremos grandes vantagens. Primeiro, pelo aspecto do custo “terra”. Segundo, por trabalhar com o mesmo volume ou superior ao que já vinha sido trabalhado utilizando um espaço menor. Com isso, é possível disponibilizar essa área para outras culturas — afirma o médico veterinário.

De acordo com ele, ainda existe, no Brasil, um sério problema: a falta de alimento para os animais. Então, nas propriedades onde não existe especialização, gestão ou controle, a produtividade pode dobrar em relação ao que se produz durante o inverno.

— Todo processo de adubação deve passar por um rígido controle e gerenciamento. O primeiro passo fundamental é que, durante o inverno, sejam colhidas amostras de solo e mandadas para análise. Após esse processo, é feita a interpretação e a recomendação dos nutrientes necessários. Ainda durante o inverno, é importante que seja feita a aplicação do calcário e, depois do início das chuvas, a suplementação com outros nutrientes — orienta.

Já em relação ao pastejo rotacionado, Bergamaschi diz que o primeiro passo que o produtor precisa tomar é fazer a divisão da área em piquetes, de acordo com cada variedade de pastagem. Após essa divisão, os animais irão pastar em períodos regulares, um piquete após o outro. O número de piquetes depende da variedade implantada.

— Para que os animais permaneçam em condições adequadas e respondam ao manejo, eles precisam ter a chamada ambiência, ou seja, qualidade de vida dentro da propriedade. Uma delas é a sombra, pois é durante o dia que ocorre o processo de ruminação. A mesma questão ocorre com a água. Esses animais, quando produzem entre 40 e 50 litros por dia, necessitam de grande quantidade de água, podendo chegar a 150 litros por dia. Normalmente em sistemas rotacionados, cada área de descanso deve ser composta por áreas de sombra, água e sal mineral — conta.

Além disso, o médico veterinário diz que é necessário realizar um controle leiteiro e, a partir desse controle, fazer o balanceamento da dieta, fornecendo os concentrados necessários para que a dieta seja balanceada. Entre esses concentrados, ele cita o milho, a soja, o caroço e o farelo de algodão, por exemplo. Segundo ele, a alimentação pode representar até 70% dos custos de produção.

Fonte: Portal Dia de Campo
16 ago 2012

Fertirrigação aumenta em até 10,8% receita do produtor

Estudo, que tem milho como referência, quantifica diferença do retorno econômico entre diferentes sistemas de adubação

Segundo estudos recentemente concluídos pelo Departamento de Irrigação e Hidráulica da Unesp, de Ilha Solteira, SP, há vantagens econômicas importantes para o agricultor que opta pela fertirrigação quando comparado com o sistema de adubação com trator.

De acordo com o professor Fernando Braz Tangerino Hernandez, que coordenou o estudo “Análise econômica da fertirrigação e adubação tratorizada em pivôs centrais considerando a cultura do milho”, a razão imediata é o retorno econômico, ou seja, maior lucro ao produtor, conseguido pela diminuição do custo de produção e ainda se pode aumentar a produtividade da cultura se aplicado um programa de adubação que leve em consideração a marcha de absorção de nutrientes pelas plantas. Outra vantagem se refere à menor compactação do solo, uma vez que teríamos tratores passando menos vezes sobre o solo.

Segundo Fernando Tangerino, em ambos os sistemas, tratorizado ou em fertirrigação, o total de nutrientes é o mesmo, o que muda é forma como é aplicado

O levantamento revelou um aumento da receita líquida variando entre 5,7% e 10,8% em função da área irrigada pelo pivô central. “Quanto maior a área, maior a lucratividade e menor o tempo para se pagar o investimento no equipamento que faz a injeção de fertilizantes e outros químicos, que tem preço fixo, independe da área irrigada. A diferença na receita líquida é obtida pela diminuição dos custos da operação de adubação de cobertura tratorizada que é substituída pela fertirrigação que não demanda o uso do trator e os custos associados”, explica o professor.

Fonte: Portal Dia de Campo
14 mar 2012

Patos de Minas recebe o primeiro AgroEx de 2012

Ministério da Agricultura leva informações estratégicas para estimular as exportações do agronegócio à região do Alto Paranaíba

Estão abertas as inscrições para o 45º Seminário do Agronegócio para Exportação (Agroex), que acontece em Patos de Minas (MG), no próximo dia 27 de março de 2012, a partir das 8h. Os interessados devem se inscrever, gratuitamente, pelo site http://mapas.agricultura.gov.br/agroeventos/sistema/apresentacaoEventos.asp?evento=2.

Esta é a primeira edição do seminário realizada em 2012. O objetivo é despertar e estimular produtores rurais, entidades ligadas ao agronegócio, empresas agrícolas, exportadores, indústrias, entre outros, a discutir as ferramentas de acesso ao mercado internacional por meio da integração contratual. A integração contratual, um dos temas tratados no AgroEx, reforça a necessidade de união do produtor rural e/ou das demais entidades ligadas ao agronegócio para exportação, com padrões de qualidade e quantidade.

Ao longo dos anos, o Cerrado Mineiro se consolida e comprova sua produtividade e diversidade de produtos agropecuários. O ex-ministro da Agricultura e produtor rural, Alysson Paulinelli, abre o encontro com informações sobre o desenvolvimento do agronegócio para exportação na região.

A programação do evento aborda temas importantes como as oportunidades e os desafios para a exportação do agronegócio brasileiro; a importância das indicações geográficas como estratégia de valorização dos produtos; as principais exigências sanitárias e fitossanitárias do mercado internacional. Também será apresentado um passo a passo da exportação do agronegócio, apresentado por especialistas do Ministério da Agricultura. Técnicos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; e do Ministério do Desenvolvimento Agrário também são palestrantes do AgroEx.

O seminário finaliza com exemplos práticos de exportação do agronegócio, os chamados casos de sucesso. Os casos de sucesso, da região do Alto Paranaíba, apresentam os tramites e as vantagens do processo exportador. O primeiro caso de sucesso que será apresentado é o da Associação dos Pequenos Produtores do Cerrado (APPCER), exportadora de café com certificação Fairtrade. A empresa do município está no mercado interno a alguns anos com a produção de farinha de carne, ossos e sebo. Habilitada para a exportação, a empresa alcançou os mercado do Vietnã, África do Sul e Moçambique. Já o município de Aguinaldo Alves Ribeiro inicia nesse mês a exportação de pamonha para os Estados Unidos, confirmando que todos os produtos do agronegócio têm potencial para a exportação.

O AgroEx é promovido desde 2006 nas principais cidades brasileiras pela Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Mais de 14 mil pessoas já participaram desde a sua primeira edição.

Serviço:

45º Agroex – Seminário do Agronegócio para Exportação
Data: 27 de março de 2012, às 8h
Local: Sindicato Rural de Patos de Minas
Endereço: Rua: Major Gote, 1158 – Bairro Alto Caiçaras – Patos de Minas – MG

Fonte: MAPA