O tamanho do seu plantio, não muda o tamanho da nossa dedicação.
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27 dez 2011

Pasto agroecológico aumenta produtividade do gado

Produtores do sertão sergipano estão aprendendo a inovar com sustentabilidade

Produtores do sertão sergipano estão aprendendo a inovar com sustentabilidade. A tecnologia do pasto agroecológico tem aumentado a produção e preservado o meio ambiente na região. Ela é disseminada pelos consultores dos Frutos da Floresta, projeto desenvolvido pelo Instituto de Cooperação para o Desenvolvimento Sustentável (Icoderus), que conta com apoio do Programa Petrobras Ambiental e tem como parceiro o Sebrae em Sergipe.

O pasto agroecológico é formado por árvores nativas, que além de gerarem sombra servem para alimentar os animais. Um bom exemplo é o caso do mata pasto, que nasce com a chuva. Na maioria das vezes, o produtor utiliza herbicidas para matá-lo. Indiretamente o consumidor acaba ingerindo no leite resquícios desses agrotóxicos. Mas se o mata pasto for cortado pela raiz, triturado e colocado no silo por um período mínimo de três semanas, ele se transforma num alimento nutritivo e saboroso para os animais.

Outro ponto positivo é que eles servem de corredores ecológicos, principalmente para os pássaros. “Além de preservar o ecossistema, reduzir gastos com ração e evitar o uso de venenos, o pasto agroecológico tem melhorado a produtividade do leite”, explica o engenheiro florestal Ronaldo Fernandes, coordenador técnico do projeto.  “Já capacitamos 15 produtores com essa nova tecnologia. Os bons resultados que eles chamam a atenção dos outros empreendedores rurais. Mais 20 pessoas já demonstraram interesse em conhecer a tecnologia”, explica.

Economia

Um bom exemplo é o caso do criador Manuel Soares Cardoso, que conseguiu aumento de aproximadamente 20% na produtividade leiteira do seu rebanho bovino. Manuel Soares é integrante da Associação Comunitária dos Produtores Rurais da Lagoa do Rancho, em Porto da Folha, e há seis meses adota a tecnologia do pasto agroecológico. “Utilizo vegetações nativas para alimentar o gado e outros animais. Economizo com a compra de milho e soja para ração. O mais interessante é que os animais preferem o pasto”, comenta Manuel.

No início, os vizinhos de Manuel até criticaram a opção dele pela novidade.  O produtor lembra que eles diziam que o uso da vegetação nativa para alimentar os animais era “coisa de produtor preguiçoso” e que os animais poderiam até morrer. “Depois que viram que dava certo, que aumentei a produtividade e reduzi custos, ficaram interessados em aprender a nova técnica”, relata. Além do leite bovino, Manuel trabalha com apicultura e cria porco e galinha.

Quem também aderiu à tecnologia do pasto agroecológico foi o produtor Edinildo Rodrigues de Medeiros, dono de pequena propriedade rural no povoado Lagoa da Entrada, em Porto da Folha. Junto com o gado de leite, Edinildo trabalha com apicultura e planta palma. Ele integra a Associação dos Apicultores de Porto da Folha e somente há 30 dias utiliza a catingueira e outras vegetações nativas para alimentar os animais. “Estou satisfeito. A economia com a compra de ração é ótima. Os animais estão se alimentando bem, mas ainda não deu para perceber o aumento da produtividade de leite, pois faz pouco tempo que aderi ao pasto agroecológico”, diz o produtor.

Fonte: Agência Sebrae
22 dez 2011

Manejo biológico para preservação do solo

Técnica usada contra doenças do milho e da soja apresenta maior durabilidade no controle e menor custo

Algumas doenças, como o mofo branco, o nematóide e fungos de solo, podem dizimar toda a cultura da soja e do milho se não tratadas. Para isso, existem métodos como o controle químico, que tem como característica o imediatismo. No entanto, existe ainda outra técnica: o manejo biológico, que tem como princípio a sustentabilidade do combate. A técnica consiste na utilização de microorganismos benéficos como forma de diminuir gradativamente os problemas que afetam a lavoura. Suas principais vantagens são a preservação do solo e a durabilidade do controle, além do menor custo.

— A ideia da técnica é incrementar a produção usando microorganismos benéficos do solo que contem patógenos. Esses organismos benéficos têm a capacidade de parasitar, predar ou competir por alimentos — explica Eduardo Bernardo, pesquisador na área de pesquisa e desenvolvimento da Agrivalle.

Para manter os organismos benéficos próximos ao solo, Bernardo diz que é importante que o produtor saiba realizar a rotação de culturas e o incremento de matéria orgânica. Além disso, o preparo e a análise do solo são importantes para saber que tipo de cultura pode ser usada na rotação. 

— A principal vantagem do manejo biológico é a preservação do maior patrimônio do produtor rural: o solo. Existe ainda a vantagem da durabilidade desse tipo de opção de controle. Quando realizamos esse processo de manejo, ele perdura por muitos anos. Ano a ano, o produtor consegue ver uma diminuição da incidência de patógenos — garante.

O entrevistado afirma, porém, que a maior limitação na adoção do sistema é relativa ao imediatismo. Segundo ele, quando se fala em manejo, não significa resolver o problema em uma ou duas safras. Esse é um processo contínuo.

— Em termos de custo, essa técnica é muito mais barata, já que perdura por muito mais tempo. Em geral, o início do trabalho com o manejo biológico exige medidas mais radicais. Com isso, os custos são mais altos nesse período. No entanto, no decorrer de 4 ou 5 anos, a técnica se torna muito mais barata, já que é sustentável — conta.

De acordo com ele, geralmente, é preciso entrar com doses mais altas de produtos biológicos no primeiro ano para estimular a biota de solo. No decorrer dos anos, essa dose diminui. Bernardo conta ainda que existem produtores que começaram esse trabalho há aproximadamente 2 anos com doses altas. Hoje, utilizam apenas uma dose de manutenção.

— Isso porque o controle biológico é acumulativo. Conforme o produtor ativa os microorganismos do solo, os problemas reduzem até o ponto de não existirem mais. Com isso, é possível conviver com as doenças a um custo muito baixo — explica.

Precauções

A primeira precaução antes de aderir à técnica, segundo o entrevistado, é saber exatamente qual o verdadeiro problema que existe na lavoura. Muitas vezes, o que a planta demonstra não é exatamente a causa do problema, mas sim o sintoma, como explica Bernardo.

— Para isso, é preciso a presença de um agrônomo responsável para fazer a identificação. Entendido o problema, o produtor toma as medidas necessárias. Essas medidas podem ser mais brandas ou mais radicais, dependendo do tamanho do problema. No caso dos nematóides, por exemplo, se a população for muito alta, será necessário mais tempo para reverter o quadro — conclui.

Fonte: www.diadecampo.com.br
08 dez 2011

A lucratividade da integração lavoura-pecuária-floresta

Tecnologia permite a produção, na mesma área, de grãos, carne, leite, fibras e madeira. Fazenda Santa Brígida, em Ipameri (GO), é modelo de integração no Brasil

A pecuária nacional explora 170 milhões de hectares de pastagens. Todavia, as áreas pastoris experimentam rápido e acentuado declínio na capacidade produtiva, em decorrência de processos de degradação que se instalam, limitando a criação. Cerca de 100 milhões de hectares, 60% das pastagens do país, encontram-se com algum grau de degradação. No Centro-Oeste, o cálculo é superior a 45 milhões de hectares, 80%. Adicionalmente, além da ausência de alimento de qualidade para o gado durante o inverno, os índices zootécnicos estão aquém do potencial genético animal disponível.

No tocante à agricultura, dos 55 milhões de hectares ocupados por lavouras temporárias, aproximadamente 67%, ou seja, 37 milhões de hectares são cultivados com soja, milho e alimentos prioritários para a população, como arroz, batata, feijão, mandioca e trigo. Porém, a produtividade média dessas culturas é inferior ao potencial produtivo.

Não por acaso, sugere-se que as áreas de pastagens degradadas sejam recuperadas e usadas tanto para a produção de forragens, cujo destino é a produção bovina, quanto para a produção de alimentos. Entende-se que, além de eliminar os problemas causados pela degradação, o uso da terra deve prover à população alimentos, emprego e qualidade ambiental. Uma alternativa sustentável e rentável é a iLPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta).

iLPF

A crescente demanda mundial por alimentos e energia, e a necessidade de desenvolvimento sustentável das atividades humanas, por meio da preservação do meio ambiente e da utilização racional dos recursos naturais, reforçam os objetivos da iLPF e a colocam como uma poderosa ferramenta à disposição do agronegócio e interesses nacionais, por possibilitar ganhos em competitividade e sustentabilidade do setor produtivo e cooperar para a segurança alimentar e energética do Brasil.

As vantagens em âmbito nacional são comprovadas pela viabilidade técnica, econômica, social e, principalmente, ambiental, da aplicação da iLPF nos biomas – Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica ou Pampas – e pelas possibilidades de combinações entre agricultura, pecuária e floresta, sejam elas integrações agropastoris (lavoura e pecuária), silviagrícolas (floresta e lavoura), silvipastoris (pecuária e floresta), ou agrossilvipastoris (lavoura, pecuária e floresta). Fatores que conferem grande versatilidade ao sistema, possibilitando que componentes culturais, econômicos e ambientais sejam considerados para a sua perfeita adequação à realidade da região.

Sistema Santa Brígida

No Brasil, os primeiros sistemas de iLPF originam-se da necessidade de diversificação da atividade agropecuária nacional no Cerrado nas décadas de 1960 e 1970, lançando mão do cultivo de arroz como forma de preparo do solo para o plantio de pastagens. Hoje, o maior centro de referência nacional em Integração Lavoura-Pecuária-Floresta é a Fazenda Santa Brígida, no município de Ipameri (GO), a 196 km ao sul de Goiânia (GO).
No ano de 2002, a odontóloga goiana Marize Porto Costa ficou viúva e não sabia o que fazer com a propriedade de 920 hectares deixada pelo marido, em Ipameri. Após dois anos, a fim de encontrar uma alternativa inteligente para recuperar as pastagens degradadas, procurou a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Em visita à Fazenda Santa Brígida, o pesquisador João Klutchcouski sugeriu instalar lá uma unidade regional de tecnologia da Embrapa.

Em 2006, deu-se a parceria entre a Fazenda Santa Brígida, a Embrapa Arroz e Feijão e a empresa de máquinas e implementos agrícolas John Deere, inicialmente, com o propósito de validar e transferir tecnologias relacionadas à Integração Lavoura-Pecuária. A Fazenda, apesar de dispor de solos com ótimas propriedades físicas e topografia plana a suave ondulada, apresentava, até 2006, um cenário de pastagens degradadas, tendo, porém, recuperado cerca de 80% até a safra de 2006/2007.

Na propriedade, desenvolveu-se o sistema de consorciação de milho com adubos verdes, no caso as espécies guandu-anão (Cajanus cajan) ou crotalária (Crotalaria spectabilis), denominado Sistema Santa Brígida. De fato, essa modalidade de consorciação não é inédita na área científica. Contudo, segundo João Klutchcouski, a aplicação prática do Sistema Santa Brígida é inovadora. Sua finalidade é inserir os adubos verdes no sistema de produção, de modo a permitir um aumento do aporte de nitrogênio no solo, via fixação biológica do nitrogênio atmosférico. O consórcio não deve afetar a produção de grãos de milho. A cultura subsequente pode beneficiar-se do nitrogênio proveniente das leguminosas, permitindo a redução no fornecimento de nitrogênio mineral. Pode-se citar, ainda, como vantagens desse sistema, a melhoria na qualidade das pastagens, quando no consórcio também se cultiva braquiárias, e a diversificação das palhadas para o Sistema Plantio Direto.

Adicionalmente, o Sistema Santa Brígida representa uma alternativa para o produtor implementar a fixação biológica de nitrogênio no sistema de produção, que consiste em uma das metas do Programa ABC (Programa de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono), lançado pelo governo federal, em 2010, por meio do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Esse programa visa financiar a recuperação de pastagens degradadas (15 milhões de hectares); a implantação do Sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (4 milhões de hectares); o Sistema Plantio Direto na palha (8 milhões de hectares); florestas plantadas (3 milhões de hectares); e fixação biológica de nitrogênio (5,5 milhões de hectares), no período de 2010 a 2020.

Modelo de integração

O modelo de integração de tecnologias para produção de grãos, carnes e madeira, desenvolvido na Fazenda Santa Brígida, pode servir de receita para produtores rurais do Brasil inteiro. Um grande entusiasta é o presidente da Cocamar Cooperativa Agroindustrial, Luiz Lourenço, que visitou a propriedade recentemente na companhia de produtores do noroeste do Paraná. “Quem vê esse modelo de integração fica maravilhado, não tem como!”. Segundo o presidente, é certa a adoção imediata do Sistema Santa Brígida em pelo menos duas propriedades agropecuárias paranaenses.

De fato, a produção na Fazenda Santa Brígida impressiona. Segundo Marize, mais de 600 hectares da propriedade já foram recuperados e são mantidos com agricultura e pastagens entremeadas de florestas de eucaliptos – o próximo experimento é expandir a área florestal com espécies do bioma Cerrado. E, na colheita findada em meados de março, a produtividade média foi de 55 sacas de soja por hectare e 150 de milho.

Para o professor da UEG (Universidade Estadual de Goiás) – instituição que aderiu à parceria –, Roberto José de Freitas, “quando se fala de médias originadas de uma propriedade que há cinco anos era dominada por pastagens degradadas, e algumas dessas áreas cultivadas há apenas três anos, as médias são excepcionais”. E tendem a melhorar. Para 2011, a expectativa é alcançar média de 164 sacas por hectare para o milho e 58 para a soja. Em apologia à frase “em terra de cego, quem tem um olho é rei”, Roberto declara que o produtor rural que adere ao modelo de integração irá usufruir de alta produtividade desde que assessorado adequadamente.

O gerente da Santa Brígida, Anádio Ribeiro, conta que por meio da iLPF o Cerrado vai virando um admirável canteiro verdejante. Na pecuária, a propriedade já consegue a média de 2,5 unidades animais (UA) por hectare, lembrando que na região não se vai além de 0,3 a 0,4 UA. O gado Nelore entra em maio, com peso ao redor de 420 quilos, e sai em julho, indo direto para o confinamento. No pasto, engorda um quilo em média por cabeça/dia. Depois, mais 30 a 40 dias de confinamento e sai com 520 a 530 quilos por cabeça.

Já o eucalipto é mais uma opção de renda para os produtores. No sexto ano após plantado, pode ser abatido e garantir uma receita líquida de R$ 1 mil por hectare. Sobre a árvore, o consultor Vanderley José de Oliveira explica que o grande dilema recai na crença de que sua introdução pode gerar o desgaste do solo. Para que isso não aconteça, cabe ao produtor rural avaliar minuciosamente a introdução da silvicultura em sua área produtiva.

Outra colocação esclarecedora de Vanderley é quanto ao espaçamento: “Na minha concepção, não existe um engessamento do espaçamento. Isso porque quando se trabalha com uma topografia plana é uma coisa, já com uma topografia irregular é outra. É preciso estudar o espaçamento, caso contrário, não se conseguirá manter a faixa necessária de incidência de luz sobre a forrageira e a cultura a serem plantadas. É preciso ainda ver qual a finalidade da floresta, biomassa para energia, papel, serraria… um conjunto de ações técnicas para que a iLPF funcione. Não é só chegar e plantar eucalipto. No Sistema Santa Brígida, por exemplo, o espaçamento se dá em função dos equipamentos que a propriedade possui”.

Cabe lembrar que o ganho na introdução do eucalipto recai ainda na produção de carne, afinal, colocar o gado em um local agradável é mais rentável para o pecuarista. Os animais poderão pastar à sombra, protegidos do sol escaldante. Agora, em relação à concessão de recursos, a boa nova vem do Banco do Brasil.

Crédito garantido

O Banco do Brasil anunciou em 31 de maio a abertura de carteira de crédito agrícola exclusiva para os interessados em investir na iLPF. Segundo o vice-presidente de Agronegócios do BB, Osmar Dias, a instituição assim se posicionou por perceber na integração a oportunidade de cumprir as metas do governo federal para investimentos no Programa ABC. “Nós estamos disponibilizando, para começar o programa, R$ 3 bilhões, que, se não forem suficientes, vamos alocar mais recursos”, esclarece. Para o vice-presidente, esta é uma “nova onda” da agricultura, que levará o Brasil não apenas a aumentar a produção de grãos e de carne, mas também “fazer aquilo que foi assinado pela presidente Dilma, que é cuidar da preservação ambiental”, completou.

A linha de crédito que está disponível terá juros de 5,5% ao ano. Os prazos para pagamento, no caso de recuperação de pastagens degradadas, são de oito anos, com três anos de carência. No caso de florestas, o prazo é de 12 anos, e a carência é de seis meses, a partir do primeiro corte, ou seja, se o corte ocorre aos seis anos, a carência será de seis anos e meio; caso a destinação da madeira seja a produção de móveis e outras finalidades que exijam o tempo mínimo de 12 anos para extração, o prazo será também estendido para esse mesmo período.

Instituto iLPF

Para o presidente da John Deere Brasil e vicepresidente de Marketing e Vendas América Latina, Aaron Wetzel, “o Brasil realmente está em uma posição especial. Tem terras disponíveis, recursos naturais e, agora, tecnologia para melhorar significativamente a produtividade agropecuária e suprir a demanda do homem por alimento”. Aaron explica que o principal foco da John Deere em integrar a parceria foi habilitar produtores para lidar melhor com os seus problemas em relação à produtividade, sem abrir novas áreas produtivas no país e preservando o meio ambiente.

Cabe lembrar que esse projeto de cooperação entre entidades e setores interessados no desenvolvimento da iLPF poderá vir a se tornar o Instituto iLPF. Sobre o assunto, o presidente da Embrapa, Pedro Arraes, argumenta a existência de questões ainda não muito bem definidas e que são extremamente relevantes para sua criação. Entre elas, os indicadores de fixação de carbono na introdução do elemento floresta na integração, que ainda não são consensuais em nível mundial. “Existe uma necessidade de pesquisa que será feita por meio desse projeto de cooperação”, afirma. Falando acerca dos participantes desse início de trabalho, em especial das empresas privadas, Pedro Arraes diz que a dedicação de apoio de cada uma a um núcleo específico de implantação dos trabalhos pode ser uma maneira eficaz de atingir resultados. “Assim como a John Deere adotou junto com a UEG a área de treinamento aqui da Santa Brígida, cada um dos parceiros poderia adotar, da mesma forma, um centro de treinamento e divulgação. Se pudéssemos criar uns seis ou sete núcleos como esse pelo Brasil seria muito bom”, diz.

A ideia básica, como explica Pedro Arraes, é unir as empresas públicas ligadas à pesquisa às da iniciativa privada, fazendo com que estas financiem os trabalhos daquelas. O momento agora, segundo ele, é de análise das sugestões da Embrapa, para que os possíveis integrantes do projeto decidam quanto às suas participações, como e onde cada um irá atuar. “Nós apresentamos uma proposta de como fazer esse arranjo. Daqui para frente, vamos implementar o convênio entre as empresas e definir como vai ser escolhido o comitê gestor”, completa.

E, enquanto se aguarda o parecer sobre o assunto, a iLPF vai mostrando, dia após dia, que a ‘solução’ da agricultura está nela mesma: não é preciso inventar, a exemplo da Fazenda Santa Brígida, que de terra de cupins virou modelo de integração no país.

Fonte: Revista Produz
07 dez 2011

Resíduos orgânicos barateiam adubação

Nutrientes derivados da produção de suínos e aves têm preços que variam entre R$60 e R$90 por tonelada

Por ser eficiente e mais barato, o uso de resíduos e fertilizantes orgânicos no sistema soja-milho safrinha tem sido uma opção para diversos agricultores, responsáveis até mesmo por atrair indústrias de carne para suas regiões. Com preços de comercialização que variam entre R$60 e R$90 por tonelada, os resíduos contêm nutrientes importantes, como fósforo e potássio, essenciais para a boa nutrição das plantas. Segundo Vinicius de Melo Benites, pesquisador da Embrapa Solos, vários resíduos podem ser utilizados no sistema soja-milho safrinha, mas devido ao custo, os mais promissores são os originados da produção de suínos e aves.

— Isso porque, no Brasil, existe certa proximidade entre as áreas que produzem milho e as que produzem suínos e aves. As indústrias de carne se aproximam das áreas produtoras de grãos por uma questão de logística — afirma o pesquisador.

De acordo com ele, é possível pensar na utilização do resíduo in natura ou em produtos gerados a partir dele. No caso do resíduo in natura, a quantidade a ser aplicada depende de análises que devem ser feitas no resíduo e no solo.

— Quando falamos em camas de aviário, por exemplo, falamos em uma média de 2t a 4t. Os resíduos contêm todos os nutrientes da tabela periódica, principalmente os macronutrientes, mas também micronutrientes. No caso da cama de frango, ela é tem grande importância na parte de fósforo e potássio, nutrientes contidos no resíduo que rapidamente entram no sistema. O fósforo, mesmo existente nessa cama, demora um pouco mais para entrar no sistema — conta Benites.

Ele diz que, quando o assunto é dejetos de suínos, o principal componente é o potássio. Portanto, quando o produtor aplica esses dejetos, ele deve considerar o teor de potássio contido para saber qual a quantidade a ser aplicada.

— Para aplicar os resíduos adequadamente, a primeira questão é se certificar sobre a sua origem. Tratando-se de um resíduo de boa qualidade, a primeira preocupação do produtor deve ser a forma de aplicação. No caso da cama de frango, é importante que o produtor tenha o equipamento adequado para a aplicação. Já no caso do dejeto líquido de suínos, o produtor deve ficar atento aos custos de aplicação, que podem exceder o próprio custo do produto — orienta.

A terceira preocupação, como explica o pesquisador, está ligada ao solo. Da mesma forma que o produtor usa fertilizantes, ele deve também fazer um acompanhamento constante da nutrição das plantas. Ele recomenda uma associação dos resíduos com alguma fonte mineral. O mais comum é a associação dos resíduos orgânicos com uma fonte mineral de fósforo para que eles se tornem mais balanceados.

— O grande mérito dessa tecnologia é a redução de custos. Considerando o teor de 3% de nitrogênio, 3% de fósforo e 3% de potássio da cama, seu valor gira em torno de R$150 a R$180 por tonelada, dependendo de cada região. Já a cama, é normalmente comercializada com preços que variam entre R$60 e R$90 por tonelada — afirma.

Ainda segundo Benites, a aplicação é feita normalmente antes do verão. Para ele, essa é uma questão de logística, pois nessa época, o produtor tem seus equipamentos parados, o que gera ociosidade da mão-de-obra.

— No entanto, tecnicamente falando, se o produtor aplicar os resíduos logo após a colheita da cultura de verão e antes do plantio da cultura da safra seguinte, a tecnologia se torna mais interessante. Isso porque a segunda safra é muito mais responsiva a esses resíduos do que a safra de verão — conta ele.

Fonte: www.diadecampo.com.br
25 nov 2011
Futuro da Europa

Futuro da Europa: opinião de um economista chinês sobre suas causas e tendências

Futuro da EuropaMuito importante para os planejamentos estratégicos empresariais e pessoais em 2012 e adiante

Vejam as causas desta atual crise Europeia, sem soluções, que ainda muito demorará e que ainda contaminará boa parte do Mundo. Precisamos nos voltar, imediata e intensivamente para os BRICs, para a América Latina e até para a Africa.

Opinião de um professor chinês de economia, sobre a Europa – o Prof. Kuing Yamang, que viveu em França.

1. A sociedade europeia está em vias de se auto-destruir. O seu modelo social é muito exigente em meios financeiros. Mas , ao mesmo tempo, os europeus não querem trabalhar. Só três coisas lhes interessam: lazer/entretenimento, ecologia e futebol na TV! Vivem, portanto, bem acima dos seus meios, porque é preciso pagar estes sonhos de miúdos…

2. Os seus industriais deslocalizam-se porque não estão disponíveis para suportar o custo de trabalho na Europa, os seus impostos e taxas para financiar a sua assistência generalizada.

3. Portanto endividam-se, vivem a crédito. Mas os seus filhos não poderão pagar ‘a conta’.

4. Os europeus destruíram, assim, a sua qualidade de vida empobrecendo. Votam orçamentos sempre deficitários. Estão asfixiados pela dívida e não poderão honrá-la.

5. Mas, para além de se endividar, têm outro vício: os seus governos ‘sangram’ os contribuintes. A Europa detém o recorde mundial da pressão fiscal. É um verdadeiro ‘inferno fiscal’ para aqueles que criam riqueza.

6. Não compreenderam que não se produz riqueza dividindo e partilhando mas sim trabalhando. Porque quanto mais se reparte esta riqueza limitada menos há para cada um. Aqueles que produzem e criam empregos são punidos por impostos e taxas e aqueles que não trabalham são encorajados por ajudas. É uma inversão de valores.

7. Portanto o seu sistema é perverso e vai implodir por esgotamento e sufocação. A deslocalização da sua capacidade produtiva provoca o abaixamento do seu nível de vida e o aumento do… da China!

8. Dentro de uma ou duas gerações, ‘nós’ (chineses) iremos ultrapassá-los. Eles tornar-se-ão os nossos pobres. Dar-lhes-emos sacos de arroz…

9. Existe um outro cancro na Europa: existem funcionários a mais, um emprego em cada cinco. Estes funcionários são sedentos de dinheiro público, são de uma grande ineficácia, querem trabalhar o menos possível e apesar das inúmeras vantagens e direitos sociais, estão muitas vezes em greve. Mas os decisores acham que vale mais um funcionário ineficaz do que um
desempregado…

10. (Os europeus) vão direto a um muro e em alta velocidade…

Fonte: www.agrolink.com.br