O tamanho do seu plantio, não muda o tamanho da nossa dedicação.
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19 jun 2018

A tendência do preço de eucalipto nos principais estados produtores

Hoje, com a continuidade da recuperação econômica do setor siderúrgico nacional, onde Minas Gerais tem expressiva participação, a previsão feita pela F2M do Brasil em 2017 está mais real que nunca sobre a tendência do preço de eucalipto.

O preço do carvão subiu 60% em dez meses, atingindo o valor de R$ 200/mdc no fim do mês de maio.READ MORE

19 fev 2015

Uberlândia vai sediar o próximo simpósio sobre eucalipto em Minas Gerais

O evento está marcado para os dias 20, 21 e 22 de outubro

Plantio de eucalipto em Minas Gerais
Plantio de eucalipto em Minas Gerais

A cidade de Uberlândia, no Estado de Minas Gerais, será sede do Eucalipto 2015 – Simpósio sobre Tecnologias de Produção Florestal. O evento será promovido pela Sociedade de Investigações Florestais (SIF), nos dias 20, 21 e 22 de outubro deste ano.

O objetivo do simpósio é estimular o desenvolvimento e gestão da cadeia produtiva de florestas plantadas, incentivando a busca por novos conceitos e tecnologias. O simpósio terá como tema central a política, a gestão e as tecnologias.

Além disso, por representar a principal fonte de suprimento de madeira das cadeias produtivas de importantes segmentos industriais como os de celulose e papel, painéis reconstituídos, móveis, siderurgia a carvão vegetal, energia e produtos sólidos de madeira, o simpósio visa também ser um fórum de discussão entre os elementos da cadeia produtiva de florestas plantadas.

O Brasil conta com mais de sete milhões de hectares de florestas plantadas, principalmente de eucalipto e pinus, sendo a sexta maior área reflorestada do mundo. A indústria de celulose e papel consome 70% da produção de eucalipto e 76% da de pinus. A siderurgia consome 21% e 9% da madeira de eucalipto e pinus, respectivamente.

O ponto de equilíbrio entre o econômico e o ambiental no setor florestal ocorrerá como caminho seguro para enfrentar os desafios econômicos atuais. Isso ocorrerá através do uso das melhores tecnologias e de processos de gestão que tornem o setor mais competitivo e contribuam para a manutenção dos ecossistemas.

São parceiros na promoção do evento a Associação Mineira de Silvicultura, Painel Florestal, Revista Campo & Negócios Florestas e Revista da Madeira.

Fonte: Painel Florestal

10 fev 2015

Portugal planta mais de dois mil hectares de eucalipto

Novos eucaliptos foram plantados em território português no primeiro ano do RJAAR.

eucaliptoQuase dois mil hectares de eucaliptos novos foram plantados em território português no primeiro ano do Regime Jurídico de Arborização e Rearborização (RJAAR), o polêmico ‘simplex’ para a floresta que entrou em vigor em 2013. Os dados do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) avançados ao SOL dão conta de mais 1.744 hectares de novas arborizações com eucalipto no período de um ano (Outubro de 2013 a Outubro de 2014).

Se as novas arborizações com esta árvore originária da Austrália somarmos as rearborizações (ou seja, plantações com a mesma espécie), totalizam-se cerca de 16.086 hectares de eucalipto plantado no país num ano – uma área quase idêntica à da ilha do Faial, nos Açores, ou a 16 mil estádios de futebol.

Neste primeiro ano, acrescenta o mesmo organismo, tanto o sobreiro como o pinheiro-manso ficaram bastante abaixo em termos de área, com um total, entre as duas espécies, de 6.100 hectares (3.900 de arborizações e rearborizações de sobreiro e 2.200 de pinheiro-manso) – ou seja, menos de metade da área plantada foi ocupada por espécies diferentes do exótico eucalipto que já é a espécie que ocupa mais área em Portugal.

Neste número, incluem-se, explica o ICNF, “as (re)arborizações realizadas com fundos dos proprietários e gestores florestais, as (re)arborizações efetuadas com apoios financeiros públicos e as realizadas no âmbito do ICNF”. Traduzindo em percentagens, as ações “envolvendo espécies do género eucalyptus representam 52% da superfície total de arborizações e rearborizações efetuadas no âmbito do regime das arborizações”.

João Pinho, do ICNF, explica estes resultados pelo fato de os eucaliptos serem “espécies cujos povoamentos florestais são regenerados por métodos artificiais, o que implica sempre a necessidade de autorização ou comunicação prévias”. Em segundo lugar, diz o vice-presidente daquele organismo, “os eucaliptos são espécies cuja utilização em muitas situações necessitava de autorização ou comunicação prévia, estando os gestores florestais já habituados a cumprir este procedimento administrativo”. Finalmente, assevera, a cultura dos eucaliptos, “para manter a sua rentabilidade, implica uma renovação periódica mais frequente dos povoamentos instalados”.

Por isso, acrescenta João Pinho, “estas ações com eucalipto correspondem sobretudo a reflorestações em locais já ocupados com eucalipto”. E nota que a área agora plantada representa apenas 0,21% da área total de eucaliptal já existente no país – 812 mil hectares, segundo os dados preliminares do 6.º Inventário Florestal nacional, de 2010.

Empresas em risco

Domingos Patacho, da Quercus, sublinha, porém, que os dados do Inventário estão “desatualizados, pois foram reunidos há já cinco anos”. Por isso, alerta, é “provável que a área de eucalipto seja agora bastante superior”.

O especialista em florestas lamenta que, tendo em conta os dados disponíveis, “o Governo esteja a autorizar conversões de culturas para eucaliptos, o que aumenta as monoculturas e os riscos associados às mesmas e representa uma diminuição de área dedicada a outras árvores autóctones”. Há, recorda, “imensas pequenas e médias empresas no país, como as serrações, que vivem da madeira de pinho”.

Para João Pinho, do ICNF, a “aplicação da legislação de arborização vem exatamente na linha do que se verificava anteriormente, uma vez que eram sobretudo as ações de florestação com espécies de rápido crescimento (eucalipto) que exigiam a autorização”.

Este responsável considera que o atual regime “até é mais rigoroso neste aspecto, uma vez que sujeita a autorização muitas ações com estas espécies que antes não estavam”.

Domingos Patacho salienta, por seu lado, que “há uma tendência de aumento” do eucaliptal plantado. Se nos dados for incluído o eucaliptal ilegal plantado no país, “a situação é preocupante, pois a área plantada subiria bastante”.

Segundo os dados do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR, entre 2013 e 2014 foram detectados 381 eucaliptos ilegais. A área em causa, porém, é desconhecida: questionado pelo SOL, o ICNF, que também emite autos, diz que “é impossível apurar essa informação, uma vez que existiam vários regimes distintos para aprovação, autorização ou licenciamento de ações de (re)arborização”.

Fonte: Sol.PT / Sonia Balasteiro

03 fev 2015

Estiagem prolongada destrói 100 mil hectares de florestas plantadas no norte de Minas Gerais

A estimativa é do empresário Ricardo Vilela, que tem acompanhado o fechamento de inúmeros viveiros de mudas e a parada no ritmo de novos plantios

eucalipto-estiagemO prolongamento da estiagem começa a mostrar o tamanho dos estragos que vem proporcionando na região Norte do Estado de Minas Gerais. O diretor comercial da Bela Vista Florestal, empresário Ricardo Vilela, estima que cerca de 100 mil hectares de florestas já foram perdidos por conta do excessivo déficit hídrico – no popular, falta de chuva.

A avaliação de Ricardo Vilela aponta ainda para uma perda de 15 milhões de metros cúbicos de madeira por ano. O empresário explica que muitos plantios vêm sendo abandonados, assim como planejamentos que haviam sido feitos. Ano passado, por exemplo, era para ter sido plantados 70 mil hectares de eucalipto no norte de Minas Gerais – número que será revisto para menos.

Sem esconder a preocupação, Ricardo Vilela diz que a situação é calamitosa porque muitas empresas diminuíram os investimentos e todas elas já estão no prejuízo. “O Estado de Minas Gerais precisa de um diagnóstico para ver o tamanho real do prejuízo. São três anos sem chuvas e os novos clones – sem água – produzem 20% a menos e ainda atraem todos os tipos de pragas e doenças”, esmiuçou Vilela.

Boa parte da cadeia produtiva florestal quebrou. De acordo com Ricardo Vilela, a Bela Vista Florestal corre por fora por ser uma empresa voltada para o setor de madeira nobre – no caso, cedro australiano – e este ano só vai produzir 15% de sua capacidade. “Vamos diminuir de 10 milhões de mudas de cedro australiano, para 1,5 milhões. Os preços das mudas ainda são de 2003, mas os custos já aumentaram três vezes o que era antes. Muitos viveiros não existem mais”, demonstrou Vilela.

Os negócios só não pararam de vez porque grandes empresas estão comprando florestas em Minas Gerais. No entanto, como muitas áreas estão queimadas pela falta de chuva, Ricardo Vilela acredita que este ano e em 2016 haverá uma sobre oferta de madeira que derrubará os preços, para evitar o apodrecimento do produto. Os municípios mais afetados pela falta de chuva são Jequitaí, Buritizeiro, Santa Fé de Minas, Brasilândia de Minas, João Pinheiro, Lagoa Grande, Lagoa dos Patos, Unaí e Paracatu.

Fonte: Painel Florestal

29 jan 2015

Portugueses dão nova vida à casca do eucalipto

Depois de 12 anos de trabalho, um grupo de investigadores da Universidade de Aveiro (UA) desenvolveu um método “simples, rápido e eficaz” para aproveitar a casca de eucalipto.

investigadores-aveiroUm resíduo vegetal da indústria da pasta de papel que pode ter grande utilidade para as áreas farmacêutica e alimentar e gerar até milhares de euros por ano.

Foi em 2002 que a equipa do Departamento de Química da UA descobriu que a casca do eucalipto é muito rica numa classe específica de compostos – os ácidos triterpénicos – conhecida por ter uma ampla gama de propriedades biológicas, mas só agora os cientistas portugueses conseguiram criar uma técnica para os extrair e purificar.

De acordo com um comunicado da UA, o método de extração e purificação dos ácidos triterpénicos obtidos a partir da casca de eucalipto, que já foi patenteado, baseia-se em processos de separação típicos e bem conhecidos da engenharia química, não requerendo solventes nem condições de operação especiais ou estranhos à realidade industrial.

“[O método] é comprovadamente simples, rápido e eficaz”, afirma Carlos Manuel Silva, um dos responsáveis pelo projeto, que adianta que “para além do conhecimento científico que o suporta, existem garantias tecnológicas para uma implementação futura”, esperando-se que o início da implementação industrial do processo arranque já em 2015.

Segundo Armando Silvestre, coautor da investigação, as aplicações dos ácidos triterpénicos podem ser muito variadas, tendo estes utilidade em áreas como a cosmética, a nutrição humana e animal e a indústria farmacêutica.

Neste último caso, “os compostos pretendem-se geralmente puros, mas em cosmética e nutrição, o próprio extrato, não purificado ou com níveis variáveis de purificação, poderá ser utilizado desde que os restantes componentes não levantem entraves”, esclarece o cientista português.

Compostos têm propriedades anti-malária e anti-HIV

Vários estudos publicados na literatura científica mostram, também, que, a nível farmacológico, estes ácidos da casca do eucalipto possuem importantes propriedades bioativas, em especial os ácidos ursólico, oleanólico e betulínico.

Os dois primeiros, revela Armando Silvestre, “podem ser aplicados como antimicrobianos, antitumorais e hepatoprotetores [protegem as células hepáticas de agentes tóxicos]”, ao passo que ao ácido betulínico é já conhecida uma “ação como agente anti-malária e anti-HIV”.

Até agora, a indústria da celulose tem destinado a casca de eucalipto à queima como biomassa para produção de energia, mas o novo processo patenteado pela UA vai passar a permitir extrair, em cada 100 quilos de biomassa, cerca de um quilo de extrato bioativo.

Depois de purificado, e dependendo das concentrações de ácidos triterpénicos, pode ser possível alcançar valores de comercialização deste extrato “entre as centenas e os milhares de euros por quilo”, estima a universidade portuguesa.

A UA adianta que já existe, até, uma empresa espanhola, que se dedica à produção e comercialização de extratos vegetais, interessada na extração industrial dos ácidos triterpénicos derivados da biomassa de eucalipto.

“Estamos presentemente em negociações e testes mais avançados, tendo em vista uma adaptação industrial do nosso processo e o uso dos nossos extratos como nutracêuticos [produtos nutricionais com valor terapêutico] em alimentação animal para que 2015 possa ser um ano conclusivo” com vista à implementação industrial deste processo, desvenda Carlos Manuel Silva.

Fonte: Boas Notícias

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