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17 jul 2013

Projetos prejudicam exportações brasileiras

As manifestações e protestos de rua contribuíram para uma queda nas exportações brasileiras e para o registro de um déficit comercial de US$ 619 milhões na segunda semana de julho, segundo o governo federal

exportacoes-do-agronegocioAs manifestações e protestos de rua contribuíram para uma queda nas exportações brasileiras e para o registro de um déficit comercial de US$ 619 milhões na segunda semana de julho, segundo o governo federal. Dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior moâtram que as vendas externas somaram US$ 4,240 bilhões e as importações, US$ 4,859 bilhões.

A média diária de exportação do Portos de Santos, em São Paulo, teve redução de 29,5% em relação à semana anterior, Além do problema logístico nas vias de acesso aos portos, o governo aponta que o feriado de 9 de julho no Estado de São Paulo também impactou as atividades de comércio exterior.

Na segunda semana deste mês, a média das exportações do País, que foi de US$ 848 milhões, ficou 11,6% abaixo da média dà primeira semana, que registrou US$ 958,8 milhões. Segundo o ministério, houve queixas de três categorias de produtos: manufaturados, semimanufaturados e básicos.

Já a média das importações cresceu 5,7% na comparação com a primeira semana do mês.

A explicação, segundo o ministério, está no crescimento nos gastos com combustíveis e lubrificantes, veículos automotiveis , Adubos e fertilizantes, plásticos e cereais e produtos de demoagem.

Segundo o MDIC, as manifestações não prejudicaram o regístro de importações, pois este é feito tão logo a mercadoria é “desembaraçada”, no jargão técnico. Grosso modo, quando o Lontêiner deixa o navio* Por outro lado, as exportações são contabilizadas quando chegam ao Porto, o que manifestantes impediram de acontecer na semana passada.

No acumulado do ano, as exportações somam US$ 123,457 bilhões e as importações totalizaram US$ 126,970 bilhões, o que sulta em saldo negativo de U$ 3,513 bilhões. A média das exportações brasileiras até a segunda semana deste mês ficou ; 5,4% abaixo do registrado em julho do ano passado. Já as importações, na mesma base de comparação, subiram 14,7%

Fonte: O Estado de S. Paulo
24 abr 2013

Mais uma empresa chinesa desiste da soja brasileira

Preocupado com apagão logístico, senador Blairo Maggi negocia na China com importadores, que ameaçam suspender compra do produto

soja-chinaMais uma empresa chinesa cancelou a compra de soja do Brasil por atrasos na entrega do produto, afirmou ontem em Pequim o senador Blairo Maggi (PPS-MT), que se reuniu com vários importadores para avaliar o impacto do apagão logístico nacional sobre o humor de seu principal cliente agrícola.

Maggi não revelou o nome da companhia chinesa nem o tamanho da carga, mas disse que são “vários navios” destinados a uma esmagadora de soja que importa o produto por meio de uma trading do Japão.

Esse é o segundo caso em um mês de cancelamento causado por atrasos dos embarques no Brasil, onde navios estão esperando em média 65 dias para ser carregados nos portos – cada dia parado custa US$ 25 mil.

“É o fim do mundo”, disse Maggi, que está entre os maiores produtores de soja do Brasil. Segundo ele, “é muito ruim” a percepção dos importadores chineses em relação aos problemas logísticos brasileiros.

Concorrência. O setor teme que os atrasos nos embarques levem os clientes chineses a optar pelo produto americano quando houver excesso de oferta no mercado – neste ano, os estoques mundiais estão em níveis historicamente baixos em razão da quebra da safra de soja nos Estados Unidos. “Estamos perdendo a credibilidade”, disse Glauber Silveira, presidente da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja), que acompanhou Maggi na visita à China.

Segundo o senador, eles ouviram a mesma mensagem de todos os importadores com quem se reuniram: “Eles nos disseram que darão preferência à soja americana em detrimento da brasileira, por causa da previsibilidade no embarque”.

Neste ano, essa opção é limitada pela restrição da oferta nos EUA. Mas, se não houver problema na próxima safra, Silveira prevê mais 15 milhões a 20 milhões de toneladas no chamado “estoque de passagem”. Em sua opinião, a maior parte dessa “sobra” poderá ficar encalhada no Brasil.

Há um mês, a maior importadora chinesa de soja, Sunrise, cancelou a compra de quase 2 milhões de toneladas do produto por causa de atrasos nos embarques em portos brasileiros.

Na época, o gerente de grãos e óleos da empresa, Shao Guorui, disse ao Estado que a Sunrise analisava a possibilidade de com pensar o cancelamento dos contratos com a aquisição de soja na Argentina a partir de abril.

Segundo ele, a companhia deveria ter recebido seis navios em fevereiro e seis em março, mas a chegada dos carregamentos foi adiada para abril, em razão do apagão logístico que atinge os portos nacionais. A China é o principal consumidor da soja brasileira e adquiriu quase 70% dos US$ 17,5 bilhões exportados no ano passado.

Maggi ressaltou que a demora nos embarques gera prejuízos às processadoras de soja chinesas, que enfrentam dificuldades para cumprir os contratos com os clientes. O senador deu o exemplo da esmagadora Cofco, que paralisou a operação de uma fábrica por não ter recebido o produto comprado do Brasil no prazo previsto. “O navio está há 65 dias parado no Porto de Santos. Depois que for carregado, vai demorar mais 30 dias para chegar à China”, observou.

Fonte: Estado de S. Paulo

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