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14 jul 2014

FAO defende uso racional das florestas pelo mundo

A indústria mundial da madeira representa um negócio de US$ 600 bilhões

O agrônomo José Graziano da Silva é diretor geral da FAO
O agrônomo José Graziano da Silva é diretor geral da FAO

A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) defendeu, nesta semana, uma exploração “responsável dos recursos florestais”, dos quais “depende uma parte importante da população mundial”.

“Uma parte importante da população mundial depende, sob certos aspectos, de produtos florestais para satisfazer suas necessidades fundamentais de energia, moradia e certos aspectos de cuidados com a saúde”, indicou a FAO em seu informe, publicado a cada dois anos sobre a Situação das Florestas no Mundo, e apresentado na abertura do 22º Comitê de Florestas (COFO), em Roma.

O informe destaca, entretanto, que “as políticas florestais (…) não prestam atenção suficiente nas vantagens socioeconômicas, apesar de seu enorme potencial de contribuição para a redução da pobreza, o desenvolvimento rural e as economias mais verdes”.

“Serei claro: não podemos garantir a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável sem preservar e explorar os recursos florestais de forma responsável”, advertiu o diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva.

De acordo com a FAO, a energia proveniente da floresta “constitui mais da metade da energia consumida em 29 países, sendo 22 na África”.

“Na Tanzânia, a madeira usada como combustível representa cerca de 90% do consumo total de energia”, destacou a agência especializada da ONU.

“Os países são convocados a mudar de direção, tanto na questão da coleta de dados quanto na elaboração de políticas, da produção ao lucro obtido com as florestas; dito de outra forma, passar das árvores aos indivíduos”, destacou Eduardo Rojas-Briales, vice-diretor-geral da FAO, encarregado das florestas.

Este apelo não se limita aos países subdesenvolvidos ou em vias de desenvolvimento. Na Europa e na América do Norte, 90 milhões de pessoas usam a madeira para se aquecer, uma solução cada vez mais apreciada para reduzir a dependência em energias fósseis.

A FAO lembrou ainda que o volume de negócios da indústria madeireira “oficial” representa “mais de 600 bilhões de dólares”.

Fonte: Painel Florestal
21 nov 2012

Os desafios do agronegócio

Diversos estudos da FAO e de outros organismos internacionais apontam como grande preocupação em relação aos próximos anos a dificuldade de produzir alimentos em quantidade suficiente para atender à população mundial crescente

Esse desafio se torna ainda mais complexo porque, em alguns países, as áreas antes destinadas à produção de alimentos vêm sendo utilizadas para produzir energia renovável, provocando não apenas a elevação dos preços dos alimentos, como o temor de que a quantidade disponível não seja suficiente para atender à demanda.

Neste cenário, o Brasil desponta como um dos países com maior potencial para atender às necessidades da demanda mundial de alimentos, sem prejuízo de sua capacidade de produzir energia renovável ou da conservação do meio ambiente. Na medida em que a agropecuária brasileira começou a se destacar como um grande competidor no mercado internacional de grãos e carnes, o País passou a enfrentar o protecionismo de muitas nações desenvolvidas e também agressões internas de grupos ideológicos, sob diversos pretextos.

Ações como as do MST, de invasões de propriedades rurais e atos de vandalismo injustificáveis, foram absurdamente toleradas por muitos anos pelos governos, como normais num regime democrático. A aparente retração desse movimento parece decorrer de certo esvaziamento do seu “exército”, formado muito mais por trabalhadores urbanos desempregados, que foram em grande parte absorvidos pelo mercado de trabalho em expansão e pelas transferências governamentais.

Não por coincidência, enquanto diminui a atuação dos “sem-terra”, ganha corpo o movimento indigenista exatamente nas regiões de maior expansão da agropecuária, com invasões de propriedades por grupos de índios, incentivados por organizações nacionais e estrangeiras. Assim como o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) se omitia, ou até apoiava as ações do MST, a Fundação Nacional do Índio (Funai) se coloca na linha de frente do movimento pela ampliação das áreas indígenas, em vez de melhorar as condições de vida dos índios, que, no geral, vivem precariamente não por falta de terras, mas de assistência governamental.

Estranhamente, o governo, que deveria ser o maior defensor do agronegócio por sua importância para o abastecimento interno e para a balança comercial, não sai em defesa do setor. Pelo contrário. Após a polêmica demarcação da Reserva Raposa-Serra do Sol, o relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Menezes Direito, estabeleceu claros limites para as futuras demarcações de terras indígenas, para impedir a expansão desordenada das reservas. A Advocacia-Geral da União (AGU) ratificou esses limites com uma portaria. E, como a Funai parece não concordar com a portaria da AGU – que simplesmente reproduz as condicionantes estabelecidas pelo STF -, o ministro Luís Inácio Adams recentemente suspendeu a vigência da norma, levando intranquilidade e insegurança ao campo.

As pressões para a suspensão e para a posterior revogação da Portaria n.º 303/12 da AGU, praticadas por ONGs nacionais e estrangeiras, que desencadearam campanhas nesse sentido no Brasil e no exterior, pretendem submeter a decisão do STF ao crivo das comunidades indígenas e da “sociedade civil”, da qual se intitulam representantes sem ter nenhuma legitimidade para isso.

O agronegócio brasileiro enfrenta as graves deficiências da infraestrutura para competir no mercado mundial. Em vez de receber estímulos para continuar ajudando a balança comercial do Brasil, o setor tem de enfrentar as constantes agressões que visam a enfraquecer o direito de propriedade, elemento fundamental da economia de mercado.

Fonte: O Estado de S. Paulo

05 out 2012

Para FAO, preço global dos alimentos já está perto de nível da crise

Os preços globais dos alimentos registraram alta em setembro e são considerados próximos dos níveis atingidos durante a crise alimentar de 2008, disse a Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), ao reduzir as previsões de produção global de cereais

A pior seca em mais de 50 anos nos Estados Unidos levou os preços do milho e da soja a máximas recordes no verão e, junto com a seca na Rússia e em outros países exportadores do Mar Negro, elevou os temores de uma renovada crise. Os preços dos grãos recuaram nas últimas semanas, devido ao rápido progresso da colheita nos EUA e a preocupações sobre a fraca demanda em uma economia global em desaceleração.

Porém, o índice de preço dos alimentos da FAO, que mede as alterações mensais dos preços de uma série de cereais, oleaginosas, laticínios, carne e açúcar, subiu para média de 216 pontos em setembro, depois de ficar estável em 213 pontos em agosto, disse a FAO em seu relatório mensal.

“Os preços estão se mantendo altos… os preços estão sustentados, é altamente improvável ver uma normalização dos preços em qualquer momento no curto prazo”, disse o economista sênior da FAO, Abdolreza Abbassian.

“O aumento refletiu principalmente os preços mais altos dos laticínios e da carne, com aumentos mais contidos para os cereais”, analisou Abbassian. Ele acrescentou, no entanto, que não está claro se o pequeno aumento de setembro significa que os preços estão agora em tendência de alta, mas espera que a volatilidade se intensifique nos mercados nos próximos meses.

O índice da FAO está abaixo do pico de 238 pontos atingidos em fevereiro de 2011, quando os altos preços dos alimentos ajudaram a estimular as revoltas da Primavera Árabe no Oriente Médio e no norte da África, mas os níveis atuais estão próximos aos vistos em 2008, que levaram a conflitos nos países pobres.

A agência sediada em Roma disse que reduziu a produção global de cereais em 2011 em 0,4 por cento, para 2,286 bilhões de toneladas, contra a previsão anterior de 2,295 bilhões de toneladas, principalmente devido à menor safra de milho nas regiões central e sul da Europa, onde a produtividade foi afetada por prolongadas condições de tempo seco.

Apesar do aumento dos preços dos alimentos, a Missão dos Estados Unidos para a agência da ONU em Roma divulgou comunicado nesta quinta-feira no qual diz concordar com outros países em que uma reunião do Fórum de Resposta Rápida, dos países do G-20, não é necessária no momento. Abbassian disse que uma reunião ministerial que vai além do G-20 para discutir o preço dos alimentos está planejada para 16 de outubro.

Fonte: DCI