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05 maio 2015

Proteção da floresta vale prêmio mundial a português

David Lopes tem desenvolvido um trabalho para a proteção das matas portuguesas

Entre os projetos está a recuperação do perímetro florestal da Penoita.
Entre os projetos está a recuperação do perímetro florestal da Penoita.

O português David Lopes, coordenador-geral da organização nacional sem fins lucrativos Floresta Unida, foi distinguido, pelo Lions Club International – uma das maiores entidades de voluntariado e trabalho humanitário do mundo – pelo trabalho que tem desenvolvido ao nível da proteção das florestas.

A distinção foi entregue ao responsável da Floresta Unida, em Portugal, durante a convenção anual pela mão de Joseph Preston de Dewey, presidente da organização, e Anabela Caldevilla, Governadora do Distrito 115 Centro Norte da Lions Club International.

Em comunicado, a Floresta Unida explica que a distinção “está relacionada com o trabalho desenvolvido” por Pedro Lopes “nos últimos anos da sua organização e pela sua colaboração com os ‘Lions’ no último ano para que diversos projetos de proteção ao patrimônio florestal fossem desenvolvidos em território nacional”.

Entre os projetos salientados está a recuperação do Perímetro Florestal da Penoita, em Vouzela, em Portugal, que foi, em 2013, atingido pelos grandes incêndios do Caramulo e, no ano seguinte, recebeu, por intermédio da associação, mais de 1.200 pessoas e cerca de 50 empresas que ali plantaram mais de 20.000 árvores para “iniciar uma ação” de reflorestação “prolongada no tempo”.

Para os responsáveis da organização portuguesa, esta é “uma distinção internacional que reforça a importância da Floresta Unida na recuperação dos ecossistemas florestais e que só é possível com o apoio de toda a equipa da associação e de entidades como os ‘Lions'”.

Fonte: Boas Notícias

19 fev 2015

Arvores plantadas: o outro lado da moeda em 2015

Em 2013 a agroindústria alcançou receita bruta de R$ 56 bilhões, representando 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB) Indústria

floresta_plantadaOs ajustes que começaram a ser anunciados pela equipe econômica neste segundo mandato da presidente Dilma Rousseff apontam para um ano desafiador a todos os setores produtivos brasileiros. Prováveis elevações de impostos e tarifas públicas, cortes de gastos e baixo crescimento devem, pelo menos temporariamente, fragilizar a economia interna, deixando-a mais exposta a oscilações globais, que incluem o dólar forte e a queda nos preços das commodities. Até que os ajustes surtam o efeito desejado, o país perde competitividade, o que reduz o ímpeto dos investidores.

Nesse quadro de incertezas, torna-se fundamental o papel de setores que reúnem condições para atravessar esse período, enfrentar as dificuldades e continuar produzindo resultados satisfatórios e impactos positivos para o país. Entre os setores que surgem como os mais preparados para debelar esse cenário, com base sólida e perspectivas positivas tanto domésticas quanto globais, está a indústria brasileira de árvores plantadas.

Para se ter ideia da representatividade dessa agroindústria, em 2013, o setor alcançou receita bruta de R$ 56 bilhões, representando 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB) Industrial. As exportações somaram US$ 7,3 bilhões, o que equivale a 3% das vendas brasileiras ao estrangeiro. Além disso, o setor gera 4,5 milhões de empregos no país, cerca de 4,5% da população economicamente ativa.

Investimentos programados até 2020, para consolidar a presença do setor nos principais mercados mundiais, estão estimados em R$ 53 bilhões. Para que esses projetos aconteçam e viabilizem a necessária expansão da oferta dos diversos produtos da indústria – celulose, papel, painéis de madeira, pisos laminados e biomassa energética, entre outros -, a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), que representa as 70 empresas e associações estaduais do setor de árvores plantadas, estabeleceu três focos prioritários de atuação em 2015: competitividade, segurança jurídica e incentivos para a economia verde.

A desoneração tributária dos investimentos é o principal pleito do setor visando incrementar a competitividade. Ao contrário do que ocorre em muitos países que são concorrentes diretos por recursos externos, o Brasil ainda tributa investimentos. No caso de nova fábrica de celulose, as alíquotas chegam a 18% do valor do projeto, percentual elevado e capaz de empurrar o investimento para outra parte do mundo, o que torna o debate sobre a desoneração questão prioritária e imediata.

Faz parte dessa discussão a continuidade da desoneração das exportações, que recebeu impulso significativo com o estabelecimento, em caráter permanente, do Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra). Considerando-se a forte contribuição da indústria de árvores plantadas para a geração de divisas, nesse momento em que a balança comercial brasileira deixou de ser superavitária, esse detalhe é de especial importância.

Incrementar a competitividade também demanda o combate permanente à concorrência desleal e a eliminação de gargalos de Infraestrutura e Logística, que encarecem custos e operações. O setor atua permanentemente nessas duas áreas, trocando informações e apresentado propostas que buscam ganhos de eficiência e produtividade.

A retomada do debate sobre a aquisição de terras por empresas de capital estrangeiro é outra questão que vem gerando insegurança jurídica e exige atenção imediata. Desde 2010, restrições impostas pelo governo federal têm inviabilizado importantes investimentos no país.

A regulamentação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), especialmente quanto aos resíduos pós-consumo de produtos de base florestal, como embalagens de papel e painéis de madeira, também está na agenda prioritária do setor, pois impacta diretamente as operações das empresas. Nessa área, a primazia é a valorização do elevado potencial de absorção de dióxido de carbono (CO2) pelas árvores plantadas, que já é de conhecimento do governo brasileiro. O próximo passo será buscar o reconhecimento dos créditos de carbono na Política Nacional de Mudanças Climáticas (PNMC) e nas negociações internacionais.

O setor vê com otimismo a oportunidade de debater essa agenda com o governo ao longo deste ano, reforçando o potencial das árvores plantadas não só no tocante à economia brasileira, mas também como peça essencial para que o Brasil cumpra o papel como protagonista e referência mundial de desenvolvimento sustentável, no contexto da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP-21, que, em 2015, será realizada em novembro, em Paris, devendo definir um novo acordo internacional para mitigar os efeitos do aquecimento global.

Presidente executiva da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá)

Fonte: Correio Braziliense

10 fev 2015

Governo de Portugal quer criar estatuto fiscal próprio para a floresta

A criação é de um estatuto fiscal e financeiro adequado ao investimento e gestão florestal.

Este é um dos objetivos estratégicos da revisão da Estratégia Nacional para as Floresta. (Foto: Paulo Novais).
Este é um dos objetivos estratégicos da revisão da Estratégia Nacional para as Floresta. (Foto: Paulo Novais).

O governo português quer criar um estatuto fiscal e financeiro adequado ao investimento e gestão florestal, com benefícios fiscais e instrumentos financeiros, que deve estar definido este ano, para entrar em vigor em 2016 e 2017. Este é um dos objetivos estratégicos da revisão da Estratégia Nacional para as Florestas, que entra esta quinta-feira em vigor, de acordo com uma resolução do Conselho de Ministros publicada no Diário da República.

O documento prevê uma série de apoios públicos através do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) 2020 e outros instrumentos comunitários, mas também medidas fiscais e instrumentos financeiros baseados em operações de garantia mútua, capital de risco e fundos de investimento.

Com a criação do Estatuto Fiscal e Financeiro no Investimento e na Gestão Florestal (EFFIGF), pretende-se que o IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) e o IMT (Imposto Municipal sobre as Transmissões de Imóveis) sejam “instrumentos potenciadores da gestão florestal, penalizando o abandono dos espaços silvestres e premiando a gestão florestal”.

O Governo quer rever o IMT até 2017 para “agilizar o mercado fundiário e promover a gestão florestal efetiva”, propondo uma discriminação positiva deste imposto, bem como do imposto de selo, quando a transação dos terrenos se destine a aumentar a área florestal dos produtores e nos casos em que os terrenos estão inseridos em Zonas de Intervenção Florestal (ZIF).

Pretende-se também rever o IMI de forma a penalizar o abandono e beneficiar quem gere ou disponibiliza terrenos na Bolsa de Terras, medidas que o Governo quer definir este ano, para entrarem em vigor em 2016/2017. O documento salienta que “atualmente, os montantes cobrados de IMI são extremamente reduzidos” e considera de “elevada relevância” a atualização das matrizes e a avaliação dos terrenos em função do seu potencial produtivo.

Quanto aos apoios públicos visam estimular “eficiências de escala na gestão, majorando os apoios aos investimentos em áreas agrupadas”, nomeadamente ZIF. “Será igualmente importante que o movimento associativo existente possa evoluir no sentido da concentração da oferta e do aumento do valor dos produtos dos associados, à semelhança do que aconteceu no setor agrícola, com importantes reflexos no rendimento dos produtores e por isso motivador de uma gestão mais profissional dos espaços florestais, estando previsto no PDR 2020 os apoios necessários”, destaca-se no diploma.

Outro dos objetivos é responder às exigências do mercado e preparar as indústrias do setor florestal para fornecer produtos certificados, o que passará pelo apoio à implementação de sistemas de gestão florestal sustentável que possibilitem a certificação, também previsto no PDR 2020.

Fonte: Agência Lusa / Observador

20 ago 2014

Florestas plantadas são destaques no centro-oeste paulista

O reflorestamento comercial representa uma nova tendência

floresta_plantadaPara o presidente do sindicato, o arrendamento de terra se tornou um bom negócio para o agricultor.

As plantações de florestas comerciais já tomam conta de grandes extensões em direção a São Paulo, Marília e Ipaussu, comenta o presidente do Sindicato Rural de Bauru e Região, Maurício Lima Verde.

“Eles estão entrando em todo lugar. A madeira tinha uma limitação que era estar plantada a 150 quilômetros da indústria, caso contrário, ela ficava onerosa. Mas isso mudou. Eles estão buscando madeira onde tiver. A muda de eucalipto não existe para comprar.”

Lima Verde ressalta que o produtor rural da região não tem outro tipo de agricultura que ofereça o retorno pelos valores da terra, pelo capital empenhado. “Hoje, o alqueire (24.200 metros quadrados) sem nada vale de R$ 35 mil a R$ 40 mil. Quando ele arrenda ou vende para o pessoal da floresta, obtém uma renda razoável.”

Para o presidente do sindicato, o arrendamento de terra se tornou um bom negócio para o agricultor. “A madeira hoje está dando de R$ 2 mil a R$ 3 mil por alqueire/ano. Você não tem que fazer nada, só recebe o valor do arrendamento em casa. Um pecuarista que conheço arrendou, para uma empresa de Lençóis Paulista, 500 alqueires. Tem agricultor arrendando de 10 a 15 alqueires. Outro que tinha plantação de cana arrendou cerca de 25 alqueires para a empresa de Agudos.”

Fonte: Portal do Agronegócio
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