O tamanho do seu plantio, não muda o tamanho da nossa dedicação.
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12 jan 2012

Primeira Bolsa Verde do Brasil começa a operar em abril

Objetivo é ser referência no País para a comercialização de ativos ambientais

O Rio de Janeiro terá, a partir de abril de 2012, a primeira Bolsa Verde do Brasil, um mercado específico para negociar ativos ambientais no Estado. O acordo de cooperação, assinado recentemente pelas secretarias de Estado do Ambiente (SEA) e Municipal da Fazenda, além da associação sem fins lucrativos BVRio, prevê o desenvolvimento da Economia Verde na região e constitui uma iniciativa que servirá de exemplo para demais municípios e Estados brasileiros.

O objetivo da Bolsa Verde é implantar uma plataforma de negociação destinada a se tornar referência no País para a comercialização de ativos ambientais. Esses ativos vão abranger os bens existentes, como energia renovável ou biomassa, mas também os direitos de natureza regulatória relacionados ao cumprimento de obrigações ambientais, como recuperação de áreas florestais, tratamento de resíduos, entre outras ações.

Segundo a SEA, inicialmente, a BVRio concentrará suas atividades no desenvolvimento de ativos como créditos de carbono; créditos de efluentes industriais da Baía da Guanabara; créditos de reposição florestal relativos à Reserva Legal; créditos de reposição de supressão de vegetação; créditos de logística reversa; e reciclagem.

De acordo com a secretária Municipal de Fazenda, Eduarda La Rocque, a ação garantirá benefícios para o meio ambiente e para a economia carioca em geral. A secretaria entrará no processo para agregar valores. “O Rio tem tudo para ser a capital verde do mundo. Essa parceria será de muito sucesso, pois seremos referência internacional econômica e ambiental”, diz.

Revitalização

A secretária destaca que a Bolsa Verde é fruto do trabalho de revitalização do mercado financeiro do Rio, que a Secretaria vem implementando há três anos. Esse projeto, segundo ela, ganhou fôlego em 2010, com a criação do Grupo Financeiro Carioca. Ela enumera, ainda, como conquistas desse trabalho a vinda da Direct Edge, terceira bolsa de valores dos Estados Unidos, e a realização do Rio Investors Day (RID), conferência que reuniu na cidade presidentes de empresas, autoridades públicas e grandes investidores do País e do mundo, em maio de 2011.

A subsecretária de Economia Verde da Secretaria de Estado do Ambiente, Suzana Kahn, afirma que a iniciativa coloca o Rio de Janeiro na vanguarda da economia ambiental. “Temos como um dos objetivos da Subsecretaria de Economia Verde a criação de novos mecanismos de mercado que deem celeridade ao alcance de políticas ambientais e aproximem o mercado financeiro dessa nova economia”, explica.

A BVRio terá, em sua estrutura, o envolvimento de diversos setores da sociedade. Com três categorias de associados, contará com representantes do setor empresarial, de ONGs e acadêmico, além de cidadãos que se destaquem pelo seu envolvimento na promoção do desenvolvimento econômico sustentável do Rio de Janeiro. O Conselho Deliberativo contará com representantes das três esferas de governo.

Fazem parte do Conselho a Secretaria do Estado de Ambiente, a Secretaria Municipal de Fazenda, o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), a Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), o Conselho Empresarial Brasileiro para Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), a E2 Sócio Ambiental, o economista Sergio Besserman e o empresário Pedro Moura Costa, presidente da BVRio. “Essa cooperação será fundamental para a realização deste projeto inovador. Estamos animados com o envolvimento do Estado e Prefeitura, por meio dos convênios de cooperação e pela participação efetiva de seus representantes no Conselho Deliberativo da BVRio”, conclui Pedro Moura Costa.

Distrito Verde

A Bolsa Verde será incluída no projeto do governo do Estado chamado Distrito Verde, que pretende reunir empresas de tecnologia e infraestrutura verde em terrenos na Ilha de Bom Jesus, Ilha do Fundão. “A bolsa de ativos verdes comercializará créditos de carbono, de reposição florestal. E, com isso, empresas serão obrigadas a refazer a floresta, e outras que têm áreas reflorestadas poderão vender seus créditos”, explicou o secretário de Estado do Ambiente, Carlos Minc. “Na verdade, você introduzirá um elemento de mercado que valoriza as empresas que conseguem cumprir além das metas de redução ou de reflorestamento”, completa.

Fonte: Diário do Nordeste
02 jan 2012

Macaco-prego ataca florestas de pinus

Pesquisadores tentam encontrar formas de deter invasões, consequência da falta de alimentos para o primata em florestas nativas

O macaco-prego, um bichinho ágil e inteligente, descobriu no pinus uma fonte de alimento no inverno. O hábito, que teve os primeiros registros nos anos 50 no Brasil, se intensificou na última década e tem provocado dor de cabeça entre os silvicultores. O ataque chega a causar a morte da árvore e, para um setor que depende da produtividade das florestas plantadas, o primata, que pesa menos de 4,5 quilos, virou um inimigo.

Mas, nem por isso, o controle pode ser feito sem critérios. O abate, por exemplo, é crime ambiental. “O macaco-prego é natural da Mata Atlântica e não pode ser chamado de praga para a silvicultura”, afirma o biólogo e supervisor de Gestão Sócio-Ambiental da Remasa, em Bituruna, Dieter Liebsch.

O Paraná tem 12% de mata nativa, segundo o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), e é nessa faixa que as famílias de macaco-prego vivem. Entre os meses de maio e novembro, como lembra Liebsch, falta alimento na floresta nativa e os bichos saem em busca de comida. Para não correr o risco de ser caçado por uma jaguatirica, o primata evita atravessar a floresta pelo chão. Eles pulam de galho em galho até alcançar o terço superior dos pinus.

A casca do pinus é arrancada com os dentes pelo macaco-prego. Seu objetivo é degustar a seiva, que circula pelo caule para levar alimento à planta. “A retirada da casca pode ser parcial, onde ele retira apenas uma lasca, comumente chamada de janela, ou total, quando o descascamento se dá ao longo de toda a circunferência do caule, causando um anelamento”, acrescenta Liebsch. O biólogo explica que o anelamento é o mais prejudicial ao pinus, pois mata a copa da árvore ou fragiliza a planta, que se torna porta de entrada para pragas florestais, como a vespa da madeira.

Árvores com mais de 4 anos são as preferidas dos primatas. Como o corte florestal pode ocorrer entre 6 e 14 anos, conforme o uso da matéria-prima, o ataque compromete a qualidade e o desenvolvimento da planta. Os danos podem ser vistos claramente em florestas já formadas. Árvores secas entre e fileiras irregulares denunciam as perdas de produtividade causadas pela invasão do primata.

Especialistas tentam entender bandos e medir prejuízos 

A série de motivos que leva o macaco-prego a invadir as florestas de pinus ainda está sendo decifrada pelos pesquisadores, bem como os prejuízos causados pelos bandos. O trabalho tem sido mais difícil do que se imaginava.

No caso do projeto Desenvolvimento de Propostas de Manejo para Minimizar os Danos Causados pelo Macaco-Prego a Plantios Florestais, coordenado pela pesquisadora Sandra Bosmikich (Embrapa Florestas), os esforços começaram há nove anos. O estudo, relata Sandra, começou a partir de uma demanda do setor produtivo e hoje engloba não somente o Paraná, mas Santa Catarina e, futuramente, o Rio Grande do Sul e São Paulo, que também registram ataques.

“Nós vemos o macaco-prego com muita preocupação”, afirma o presidente do Conselho Deliberativo da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (Apre), Gilson Geronasso. Ele é administrador da Remasa Reflorestadora, em Bituruna, na região Sul do estado.

“Já fizemos uma pré-análise na empresa e notamos que as árvores, em sua grande maioria, não chegam a morrer, mas perdem a capacidade de produzir mais. Esse estresse gerado na planta é propício para o ataque da vespa da madeira”, aponta.

Em Santa Catarina, a situação é semelhante. “Estamos fazendo o balanço e não temos dados concretos sobre isso (os prejuízos)”, lembra o presidente da Associação Catarinense de Empresas Florestais, Epitágoras Oliveira Costa.

Novos hábitos 

O supervisor de Gestão Sócio-Ambiental da Remasa em Bituruna, Dieter Liebsch, lembra que o preocupante é que os hábitos desenvolvidos pelos primatas são repassados de geração em geração. Os macacos-pregos são considerados os mais inteligentes entre os primatas. Eles até utilizam pedras como ferramentas. Para o biólogo, o novo comportamento se explica mais pela inteligência do animal, que busca as áreas com alimentação farta, do que com o desmatamento das florestas originais. Os bandos podem ter descoberto que é mais fácil encontrar alimentação nas florestas de pinus do que nas matas nativas.

Fonte: www.portaldoagronegocio.com.br
28 dez 2011

Florestas brasileiras têm enorme potencial de produção, aponta estudo

A saída é aproveitar as florestas em áreas públicas

O Brasil é o segundo país com maior área de floresta no mundo e tem a maior área de floresta tropical contínua. Isso significa uma enorme responsabilidade na manutenção do clima global, afinal estoca uma grande quantidade de carbono em suas florestas, e um potencial considerável para exploração econômica de produtos das florestas, sejam elas plantadas ou nativas, tais como energia, papel e madeira.

Um estudo lançado pelo Serviço Florestal Brasileiro e o Instituto de Pesquisa Ambiental (Ipam) indica que o investimento em produção madeireira sustentável em florestas públicas pode ser a solução tanto para o crescimento econômico como para a conservação das florestas.

O estudo Florestas Nativas de Produção Brasileiras indica que a média da demanda por madeira proveniente de florestas nativas existente hoje exigiria uma área de 36 milhões de hectares em um ciclo de 30 anos. O estudo ainda ressalta que a produção em áreas particulares – cada vez menor resultante de ações de fiscalização e controle – e em unidades de conservação de uso sustentável – não é suficiente para suprir essa demanda.

Para os autores da pesquisa, a saída é aproveitar as florestas em áreas públicas tanto federais como estaduais que não tem destinação, ou seja, não tem um uso especifico definido, e transformá-las em florestas nacionais e estaduais, categorias de unidades de conservação onde é possível utilizar os recursos de maneira sustentável e com grande produtividade.

De acordo com o estudo, a Amazônia brasileira conta com cerca de 64 milhões de hectares de terras públicas não destinadas. Em uma análise de quanto dessa área poderia ser destinada à criação de florestas públicas – excluindo áreas muito povoadas, menores de 15 hectares, proximidade de estradas e de áreas desmatadas – chegou-se à conclusão que aproximadamente 40 milhões de hectares poderiam ser transformados em florestas públicas federais e estaduais com capacidade de produção madeireira a partir de manejo.

“Propiciar o acesso a fontes legais e sustentáveis de madeira é fundamental para o desenvolvimento de uma economia florestal forte, com escala de mercado, benefícios sociais e esforços de conservação”, afirma Paulo Moutinho, diretor executivo do Ipam.

Para o coordenador do programa Amazônia do WWF-Brasil, Mauro Armelin, que participou da mesa de discussão do lançamento do estudo, esse trabalho é muito importante para trazer à tona a discussão do ptencial de produção madeireira em florestas públicas. “O Brasil tem uma enorme capacidade que não está sendo aproveitada. Além de destinar áreas para florestas públicas, é preciso permitir que as florestas que já existem cumpram seu papel. E para isso o país tem que ser mais efetivo em muitos aspectos, como por exemplo, nos processos de concessões para exploração da madeira nessas áreas”, afirma Armelin.

Fonte: WWF
20 dez 2011

Carbono despenca e empresas apelam por intervenção

A € 6,30, permissões têm o menor preço já registrado pelo mercado desde que entrou em funcionamento, em 2005

As permissões do Esquema de Comércio de Carbono Europeu (EU ETS) para esta semana estão sendo negociadas por apenas € 6,30, o menor preço já registrado pelo mercado desde que entrou em funcionamento, em 2005.

Parece que as decisões da Conferência das Partes das Nações Unidas de Durban (COP17) de estender o Protocolo de Quioto até 2017 e estabelecer um novo acordo climático em 2020 não foram o suficiente para minimizar os impactos da crise econômica no mercado de carbono europeu.

Os créditos estão em queda de mais de 60% desde junho e os contratos para entrega nesta segunda-feira (19) de permissões de emissão da União Europeia (EUAs, em inglês) estavam sendo negociados na quarta-feira (14) no nível mais baixo já registrado, € 6,30.

Os problemas recorrentes de falta de demanda, quedas no euro e equities desencadeadas pela retomada das preocupações sobre a crise econômica na Europa, combinados ainda com o preço do petróleo, empurraram o carbono para o precipício.

As Reduções Certificadas de Emissão (RCEs) despencaram 11% para € 3,92. Investidores em projetos sob o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) já começam a contabilizar as perdas.

Neste contexto, empresas integrantes do Grupo de Líderes Corporativos sobre Mudanças Climáticas entregaram uma carta ao presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, pedindo que o programa de comércio de emissões do bloco seja fortalecido para auxiliar a recuperação do preço do carbono e incentivar investimentos em tecnologias limpas.

A carta descreve que a forma mais simples para melhorar o cenário seria retirar do mercado algumas permissões de emissão da próxima fase do esquema de ‘cap and trade’ (2013-2020) ou a introdução de um preço reserva para os leilões a partir de 2020.

“Um preço robusto sinalizaria a retomada na confiança nos investimentos em tecnologias limpas, reafirmaria a posição de liderança do EU ETS e melhoraria a credibilidade internacional do mercado”, afirma o documento.

Sandrine Dixson-Declève, diretora do grupo, que representa corporações como Alston, Shell e Philips, disse ao EurActivque um preço saudável para o carbono seria algo próximo aos € 30.

Os prejuízos para os atores do mercado são preocupantes, mas nem todos estão sofrendo da mesma maneira. “A extensão dos danos dependerá da natureza dos investimentos feitos (…) investidores em projetos com múltiplas correntes de retorno financeiro, como usinas de energias renováveis, não serão tão impactados”, comentou Vishwajit Dahanukar, diretor de emissões da empresa indiana SBI, ao The Economic Times.

Fonte: institutocarbonobrasil.org.br/CI Florestas
14 dez 2011

Governo dá novo prazo para averbação de reserva legal nas propriedades rurais

O Diário Oficial da União publicou nesta segunda-feira (12/12) o Decreto 7640, que prorroga para 11 de abril de 2012 o prazo para que os produtores averbem as áreas de reserva legal em suas propriedades rurais

O Diário Oficial da União publicou nesta segunda-feira (12/12) o Decreto 7640, que prorroga para 11 de abril de 2012 o prazo para que os produtores averbem as áreas de reserva legal em suas propriedades rurais. A decisão altera, pela quarta vez, a data para o registro, prevista no artigo 152 do Decreto 6514, de 22 de julho de 2008, que prevê penalidades administrativas para infrações causadas ao meio ambiente. Na época, a norma foi publicada sob pretexto de regulamentação da Lei 9.605/98, conhecida como Lei de Crimes Ambientais. O prazo anterior expirou ontem (11/12).  A prorrogação acontece no momento em que o texto do novo Código Florestal está em fase final de discussão no Congresso Nacional. Depois de aprovado em quatro comissões e no plenário do Senado, a proposta retornou à Câmara dos Deputados para a última fase de análise no Congresso Nacional, antes de seguir para sanção presidencial. Na avaliação do presidente da Comissão Nacional de Meio Ambiente e vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Assuero Doca Veronez, a prorrogação foi “uma medida preventiva” por parte do Governo para ganhar tempo na discussão. No entanto, ressalta, a expectativa é votar o texto ainda em 2011.

Assuero Doca Veronez, Presidente da Comissão de Meio Ambiente da CNA e vice-presidente da entidade, afirma que Código Florestal poderá ser votado ainda em 2011  “Foi uma medida preventiva caso o novo Código Florestal não seja aprovado neste ano. O Governo quis se antecipar ao problema. Acreditamos que, nos próximos dias, será votado”, afirma o vice-presidente da CNA. Segundo ele, o novo Código Florestal dará a segurança jurídica necessária à atividade rural no Brasil, evitando a “criminalização” de mais de 90% dos produtores rurais brasileiros. Assuero explica também que, com um novo Código Florestal, o decreto perderá o efeito, pois uma de suas exigências é a averbação em cartório das áreas de reserva legal das propriedades rurais, que deixará de ser obrigatória segundo a proposta em análise no Legislativo. De qualquer maneira, o novo decreto concede aos produtores rurais mais quatro meses de prazo para a averbação da reserva legal nas propriedades.       
Veja o Decreto na íntegra

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Fonte: Assessoria de Comunicação CNA