O tamanho do seu plantio, não muda o tamanho da nossa dedicação.
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13 out 2014

Para enfrentar aquecimento global, será preciso plantar mais florestas

Artigo no New York Times contesta evidências científicas sobre benefícios do reflorestamento e da redução do desmatamento e causa reação na comunidade científica

floresta-eucaliptoEm um artigo publicado na seção de opinião do jornal norte-americano The New York Times, em 19 de setembro, Nadine Unger, professora da Yale University, afirmou serem fracas as evidências científicas sobre os benefícios proporcionados pelo reflorestamento e pela redução do desmatamento na mitigação das mudanças climáticas.

O texto causou forte reação na comunidade científica. No dia 22 de setembro, um grupo formado por 31 pesquisadores – vários deles membros do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) da Organização das Nações Unidas (ONU) – divulgou uma carta aberta na qual discordam veementemente das declarações feitas por Unger.

Uma versão resumida do texto foi publicada na seção de opinião do The New York Times no dia 23 de setembro, mesma data em que começou em Nova York a Cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o Clima.

Na carta resposta, o grupo de cientistas contesta a afirmação de Unger, de que estaria incorreta a “sabedoria convencional” segundo a qual o plantio de árvores auxilia no combate ao aquecimento global. Na avaliação dela, a medida poderia até mesmo agravar o problema climático.

De acordo com os cientistas, as florestas promovem um efeito de resfriamento do clima porque armazenam vastas quantidades de carbono em troncos, galhos, folhas e são capazes de manter esse elemento químico fora da atmosfera enquanto permanecerem intactas e saudáveis.

Segundo o grupo, as florestas também resfriam a atmosfera porque convertem a energia solar em vapor d’água, o que aumenta a refletividade da radiação solar por meio da formação de nuvens, fato negligenciado no trabalho de Unger. Concordam, em parte, com a afirmação da professora de Química Atmosférica em Yale, de que “as cores escuras das árvores absorvem maior quantidade de energia solar e aumentam a temperatura da superfície terrestre”.

Unger afirmou que plantar árvores nos trópicos poderia promover o resfriamento, mas em regiões mais frias causaria aquecimento.

“Ela (Unger) aponta corretamente que florestas refletem menos energia solar do que a neve, as pedras, as pastagens ou o solo, mas ignora o efeito das florestas de aumentar a refletividade do céu acima da terra, por meio das nuvens. Esse efeito é maior nos trópicos”, afirmaram os cientistas.

Unger disse não haver consenso científico em relação aos impactos da mudança de uso da terra promovida pela expansão da agricultura e se o desmatamento resultante teria contribuído para esfriar ou aquecer o planeta.

“Não podemos prever com certeza que o reflorestamento em larga escala ajudaria a controlar as temperaturas em elevação”, disse ela. Argumentos semelhantes já haviam sido apresentados pela cientista em artigo publicado em agosto na Nature Climate Change.

Ainda segundo Unger, os compostos orgânicos voláteis (VOCs, na sigla em inglês) emitidos pelas árvores em resposta a estressores ambientais interagem com poluentes oriundos da queima de combustíveis fósseis aumentando a produção de gases-estufa como metano e ozônio.

Por último, a cientista de Yale afirmou que o carbono sequestrado pelas árvores durante seu crescimento retorna à atmosfera quando elas morrem e que o oxigênio produzido durante a fotossíntese é consumido pela vegetação durante a respiração noturna. “A Amazônia é um sistema fechado que consome seu próprio carbono e oxigênio”, argumentou.

Benefícios indiscutíveis

A carta resposta divulgada pelos cientistas ressalta que os próprios estudos de Unger mostraram que qualquer potencial efeito de resfriamento promovido pela redução das emissões de compostos orgânicos voláteis resultante do corte de árvores seria superado pelo efeito de aquecimento promovido pelas emissões de carbono causadas pelo desmatamento.

“Esta semana, as negociações das Nações Unidas sobre o clima abordam a importância de dar continuidade aos esforços para frear a degradação das florestas tropicais, que são uma contribuição essencial e barata para a mitigação das mudanças climáticas. A base científica para essa importante peça da solução do problema climático é sólida. Nós discordamos fortemente da mensagem central da professora Unger. Concordamos, no entanto, com a afirmação feita por ela de que as florestas oferecem benefícios indiscutíveis para a biodiversidade”, concluem os cientistas.

O grupo de autores é liderado por Daniel Nepstad, diretor executivo do Earth Innovation Institute, dos Estados Unidos, um dos fundadores do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e um dos autores do quinto relatório divulgado pelo IPCC.

Também fazem parte do grupo Reynaldo Victoria, professor da Universidade de São Paulo (USP) e membro da coordenação do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais, e Paulo Artaxo, professor da USP e um dos autores do quinto relatório do IPCC.

“O artigo divulgado por Unger na revista Nature Climate Change tem erros elementares e não leva em conta aspectos fundamentais, como a importância das florestas tropicais na formação de nuvens, que altera a refletividade da superfície e também atua no controle do ciclo hidrológico”, disse Artaxo.

“Esse episódio mostra como a ciência, quando negligencia aspectos importantes, pode ser muito prejudicial do ponto de vista de políticas públicas. Reflorestamento e redução do desmatamento são umas das melhores estratégias de redução dos efeitos do aquecimento global”, afirmou.

Fonte: Agência Fapesp
03 fev 2014

Planejamento florestal promove avanços na economia de Mato Grosso

O fortalecimento da atividade é acompanhado pelo aumento das áreas de preservação e conservação florestal por meio dos projetos de manejo

Participação do setor florestal no PIB do MT deve saltar de R$ 3,2 bilhões para R$ 7,2 bilhões até 2030
Participação do setor florestal no PIB do MT deve saltar de R$ 3,2 bilhões para R$ 7,2 bilhões até 2030

Dados do Programa de Desenvolvimento Florestal Sustentável de Mato Grosso (PDFS-MT), apresentado na manhã desta quinta-feira, 30, ao segmento de base florestal e membros da classe governamental e da sociedade civil, organizado pela empresa STCP Engenharia e conduzido pelo Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem), juntamente com a Secretaria de Estado de Indústria, Minas e Energia (Sicme), indicam que o setor de base florestal poderá elevar a participação no Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso do atual índice de 5,4% para 6,5% até 2030, saltando de R$ 3,256 bilhões para R$ 7,234 bilhões ao ano.

O fortalecimento da atividade é acompanhado pelo aumento das áreas de preservação e conservação florestal por meio dos projetos de manejo florestal sustentável, atualmente ocupando 2,3 milhões de hectares no Estado, mas com possibilidade de envolver 8 milhões de hectares nos próximos 20 anos. Outro ponto é que, com o incremento nas áreas de manejo florestal, a produção madeireira originária da floresta nativa pode crescer entre 7% (lenha) a 74% (serrados) até 2030.

Contudo, para obter esses resultados, será preciso estabelecer ações estratégicas, como a simplificação de processos de licenciamento ambiental, melhoria da regularização fundiária, adequações e incentivos fiscais e tributários, apoio a planos de manejo, acesso a financiamento, desenvolvimento de matéria-prima e produtos, promoção de mercado e melhoria de infraestrutura e logística, conforme conclusão do estudo que vem sendo feito desde maio de 2013.

A apresentação foi feita para validar o documento que, a partir de agora, vai nortear as ações em busca do desenvolvimento do segmento madeireiro no Estado. A apresentação, feita pelo consultor Ivan Tomaselli, ocorreu na Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt) e contou com a participação de 110 pessoas. Entre os presentes, estava o deputado estadual, José Riva (PSD), que representou os demais parlamentares da Assembleia Legislativa. Ele afirmou que a Casa apoia totalmente o estudo e a implementação do Programa, uma vez que a madeira é um produto muito nobre, mas que vem sendo desmerecida continuamente pela sociedade brasileira.

Como exemplo ele citou o fato de ter ouvido o ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), cujo Estado é o principal mercado consumidor de madeira da Amazônia, dizer que comprar este produto (madeira amazônica) era um ‘crime’. Isso, explicou Riva, se deu pelo desconhecimento do que é o trabalho de Manejo Florestal. “Quem faz manejo deveria receber um prêmio e não ser discriminado por trabalhar com o corte de madeira, já que, na verdade, está contribuindo não só para a economia estadual, mas também para a conservação ambiental”, explicou.

O parlamentar lembrou ainda que a Assembleia tem dado todo o apoio ao segmento florestal, que é um dos mais tributados e que tem muitos entraves burocráticos que a gestão legislativa tem tentado resolver paulatinamente. Um deles, conforme explicou Riva, foi a questão da liberação do Manejo somente com o Cadastro Ambiental Rural (CAR), cuja lei foi aprovada há um mês faltando apenas agora a sanção do governador Silval Barbosa (PMDB). Para ele, há também que se levar em consideração a questão tributária que é uma das mais altas do País.

O presidente do Cipem, Geraldo Bento, disse que o setor está muito satisfeito com o resultado do PDFS. E que, nessa uma década de existência do Cipem, o setor pode se orgulhar por estar ainda mais forte. Diferente do que ocorria antes com cada um correndo atrás de seu espaço sem conseguir quase nada. “O potencial é imenso. Levantamento do Fórum Nacional de Atividades de Base Florestal (FNBF) indica que atualmente existem 214 bilhões de ativo florestal na Amazônia e 28% desse montante está em Mato Grosso. Podemos explorar uma área de até 9 milhões de metros quadrados de madeira, proveniente do manejo, contudo, hoje só utilizamos 3 milhões. Isso significa que estamos muito aquém do que temos em potencial e este programa vai dar um Norte para o setor”, destacou.

Na avaliação dos presentes agora, com o PDFS, o cenário pode mudar radicalmente para melhor, uma vez que há um mapeamento dos potenciais e indicação de gargalos e mercados cabendo somente a cada um dos envolvidos fazer a sua parte para que toda a sociedade ganhe. O secretário de Estado de Meio Ambiente, José Lacerda, elogiou a iniciativa do Cipem em idealizar o PDFS, bem como a proposta de criar uma agência implementadora, promovendo estudos no âmbito da cadeia produtiva estadual de florestas e ações para a base de produção, com agregação de valor e competitividade nos mercados nacional e internacional.

“A Sema, nesse contexto, terá o papel fundamental de integrar os trabalhos de revisão dos instrumentos legais e institucionais para a simplificação dos processos de licenciamento e, também, pelo fomento à assistência técnica no apoio aos planos de manejo da floresta”, garantiu Lacerda.

Fonte: Painel Florestal
28 jan 2014

Investimento em floresta se torna mais atraente que o ouro

O ouro é tradicionalmente considerado o investimento de melhor retorno e a poupança, de menor risco

floresta-vale-ouroO ouro é tradicionalmente considerado o investimento de melhor retorno e a poupança, de menor risco. No entanto, levando-se em conta os dois fatores ao mesmo tempo, o cultivo de florestas sai na frente, de acordo com estudo desenvolvido pela Consufor.

A empresa analisou seis diferentes alternativas de investimento num intervalo de cinco anos (2008-2012): ouro, dólar, título público, ações (IBovespa), poupança e floresta. De acordo com os dados, em relação ao risco, a floresta fica em segundo lugar, perdendo para a caderneta de poupança, e é também o investimento com segundo maior retorno, atrás do ouro.

Porém, ouro é sexto mais seguro e a poupança é o quarto mais rentável. Para definir o possível retorno de florestas, a consultoria considerou custos da silvicultura, remuneração da terra, preços e produtividade, observando florestas de eucalipto em Minas Gerais.

3 produtos disputam a liderança entre as opções de investimento. Ouro perde para as florestas quando a questão é a segurança. Poupança fica atrás da silvicultura em rentabilidade, conforme pesquisa que abrange cinco anos.

Fonte: Gazeta do Povo Online
27 ago 2013

Começam os preparativos da Expoforest 2014

O evento que acontece entre os dias 21 e 23 de maio de 2014 faz parte da programação da III Semana Florestal Brasileira

A Expoforest faz parte do calendário oficial da ABRAF
A Expoforest faz parte do calendário oficial da ABRAF

Durante o mês de agosto, a comissão organizadora da Expoforest 2014 – Feira Florestal Brasileira, esteve novamente na área de 130 hectares de Eucalipto clonal da IP (International Paper), em Mogi Guaçu (SP). A comissão acompanhou o início da preparação das áreas de estacionamento, estática e dinâmica de silvicultura, além da abertura da trilha na área de dinâmica de colheita, transporte e biomassa. Até o momento, as árvores já estão cortadas e em breve será iniciada a regularização com terraplanagem. Algumas empresas expositoras (ATX Pneus, Basf, CBI do Brasil, Husqvarna, Komatsu Forest, Ponsse, Stihl) foram até o local para conhecer suas áreas e também planejar os espaços e atividades para a feira. Nove meses antes da feira, 122 empresas já estão confirmadas para a Expoforest 2014, na primeira edição foram 128.

O evento que acontece entre os dias 21 e 23 de maio de 2014 faz parte da programação da III Semana Florestal Brasileira. De acordo com a organização da Feira, os visitantes terão acesso a novas tecnologias, equipamentos, máquinas e serviços para a produção de florestas plantadas.

A Expoforest faz parte do calendário oficial da ABRAF (Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas) e também se tornou membro da FDF (Forestry Demo Fairs), rede internacional de feiras dinâmicas que garante segurança nos eventos e nível de qualidade para visitantes e expositores. As maiores feiras florestais mundiais, como a Elmia (Suécia), KWF Tagung (Alemanha), Euroforest (França), Eko-Las (Polônia) também fazem parte da mesma rede.

Visita em destaque

O prefeito de Mogi Guaçu, Walter Caveanha, e secretários do município receberam a comissão organizadora da Expoforest e representantes da IP, na sede da prefeitura. O prefeito parabenizou a equipe pela realização da feira e também confirmou seu apoio para a edição de 2014.

Expoforest 2014

Data: de 21 a 23 de maio de 2014

Local: Rodovia Gov. Almino Monteiro Álvares Afonso, São Paulo, Brasil III Semana Florestal Brasileira

XVII Seminário de Atualização sobre Sistemas de Colheita de Madeira e Transporte Florestal

III Encontro Brasileiro de Silvicultura

Data: 19 e 20 de maio

Local: Royal Palm Campinas – Av. Royal Palm Plaza, nº 277 – Jd Nova Califórnia Campinas, São Paulo, Brasil

27 ago 2013

Encontro em SP aborda perspectivas para mercado florestal

São Paulo sediará, no próximo dia 1° de outubro, o Encontro Painel Florestal – Mercado e Tendências 2014

João Cordeiro, da Pöyry, será um dos palestrantes
João Cordeiro, da Pöyry, será um dos palestrantes

Quais são as perspectivas do mercado florestal para 2014? Para responder essa e outras perguntas, a Painel Florestal vai reunir especialistas como João Cordeiro, da Pöyry, em um encontro no próximo dia 1° de outubro, terça-feira, em São Paulo (SP).

Das 09 às 11h, três palestrantes vão abordar aspectos econômicos e políticos buscando projetar os desafios e oportunidades para o mercado florestal no próximo ano.

Os participantes poderão interagir com os convidados durante a hora final do encontro previsto para terminar ao meio dia.

Temas

O especialista em estratégia, M&A e mercados nas áreas de celulose, papel e bio-energia João Cordeiro abordará o tema “Desafios de Competitividade – A dinâmica da cadeia floresta-indústria-consumidor”.

Cordeiro trabalha na sede finlandesa da Pöyry e possui vasta experiência e conhecimento das cadeias produtivas de base florestal, analisando as dinâmicas do setor com visão integrada e global do mercado, produto, indústria e matéria prima.

Representando a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Fernando Castanheira Neto, diretor da Subsecretaria de Desenvolvimento Sustentável, retorna a São Paulo para atualizar o público sobre a proposta finalizada da Política Nacional de Florestas Plantadas.

O encontro terá também uma abordagem sobre mercado de madeiras tropicais.

Serviço:

Convites limitados (50 vagas) (por adesão) podem ser solicitados pelo e-mail eventos@painelflorestal.com.br.

Encontro Painel Florestal – Mercado e Tendências 201

1° de outubro – 09h às 12h – Rua Padre João Manuel, 165 (Auditório Employer), Jardim Paulista, São Paulo, SP

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