O tamanho do seu plantio, não muda o tamanho da nossa dedicação.
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03 nov 2014

Uma Visão Geral da Gestão Integrada de Formigas Cortadeiras (Hymenoptera: Formicidae) em Plantações Florestais Brasileiras

Pesquisa realizada pelo Professor Ronald Zanetti e colaboradores, da Universidade Federal de Lavras, avaliou os danos causados por formigas cortadeiras, monitoramento dos ninhos, estratégias e táticas para gestão destas formigas.

O Manejo Integrado de Pragas (MIP) visa utilizar vários métodos de controle baseados em parâmetros econômicos, ecológicos e sociais para manter a população de pragas abaixo do nível de dano econômico.

Formigas dos gêneros Atta e Acromyrmex são as principais pragas encontradas em plantações de Pinus e Eucalyptus. Estas formigas cortadeiras, cortam folhas, flores, brotos e galhos que posteriormente são transportados para o interior de seus ninhos. Tais fatos causam perdas diretas e indiretas à produção, como a morte de plântulas e redução do crescimento das árvores, e diminuição da resistência da árvore para insetos e patógenos.

A pesquisa realizada pelo Professor Ronald Zanetti e colaboradores, da Universidade Federal de Lavras, avaliou os danos causados por formigas cortadeiras, monitoramento dos ninhos, estratégias e táticas para gestão destas formigas.

Para a avaliação dos danos, foram simulados desfolhamentos em diferentes níveis e observados como a quantidade de colônias por hectare pode influenciar na redução do crescimento anual da planta. Com isto, os autores concluíram que as formigas cortadeiras causam danos significativos para povoamentos de Pinus e Eucalyptus, e portanto, torna-se necessários medidas para controla-las.

Quanto ao monitoramento dos ninhos, os produtores florestais têm implementado sistemas de monitoramento para reduzir os impactos causados pelo uso indiscriminado de inseticidas e os custos envolvidos no controle das formigas cortadeiras. O monitoramento permite estimar o número e tamanho dos ninhos, bem como as espécies particulares por hectare. Desta forma, o monitoramento reduz os custos e os impactos ambientais, por propiciar tomadas de decisões mais cedo e sábias.

Avaliou-se também as estratégias e táticas para gestão das formigas cortadeiras. Dentre eles, estão o controle por meio de produtos químicos, resistência de plantas, controle mecânico, controle cultural e controle biológico.  Segundo os autores, o controle acontece principalmente com produtos químicos. No entanto, métodos alternativos estão sendo estudados, como o controle biológico por fungos e bactérias e aumento de seus inimigos naturais, uso de extrato de plantas, controle mecânico e métodos silviculturais. Selecionar um método de controle ótimo e identificar as espécies de formigas que causaram o dano é importante, bem como localizar e monitorar as áreas com densidade critica de ninhos.
O trabalho que apresenta estas bases para manejo integrado de formigas cortadeiras em plantios florestais brasileiros está disponível no link abaixo:

http://www.mdpi.com/1999-4907/5/3/439

Fonte: CI Florestas
30 out 2014

Aplicação bem feita significa melhor controle

especie-formigaIdentifique a espécies de formiga

São dois gêneros de importância econômica.

Saúva (Atta)
Formigas maiores, com 3 pares de espinhos.

Quenquém (Acromyrmex)
Formigas menores, com 4 a 5 pares de espinhos.

Calcule o tamanho do formigueiro

Saúvas
Calcule o tamanho em m², medindo sua área de terra solta (murundum).

Para a espécie Capiguara (saúva parda), o cálculo deve incluir também as rosetas e discos existentes ao redor.

dosagem

Acerte a dose

No caso de saúvas, a dose deve ser calculada em função do tamanho do formigueiro. No caso de quenquéns, a dose é fixa por quenquenzeiro. Utilize sempre as doses recomendadas no rótulo ou bula de cada produto.

 

aplicacao-corretaAplique corretamente

Distribua as iscas ao lado dos carreiros com maior movimentação de formigas e próximos aos olheiros ativos. Aplique de uma só vez toda a quantidade necessária para o formigueiro, diretamente da embalagem, sem contato com o produto.

cuidados-aplicacaoCuidados na aplicação

Não aplique em dias chuvosos, com ameaça de chuva ou em solos úmidos.

Armazene bem

Guarde o produto em local seco, ventilado e coberto, evitando o contato direto com o piso e paredes.

Não transporte ou armazene as iscas junto com outros produtos químicos (inseticidas, combustíveis, etc.).

Mantenha o produto em sua embalagem original, fechada.

Fonte: Formicidas Mirex-s

29 set 2014

Manejo de formigas cortadeiras em reflorestamento

Veja a importância em manejar corretamente formigas cortadeiras em reflorestamento com formicida de ação rápida

Pré-plantio

  • Combate inicial: 40 a 120 dias antes do plantio;
  • Repasse: 20 a 40 dias antes do plantio.

Plantio e pós-plantio

  • 0 a 7 dias tratamento de plantio: no dia do plantio e até 7 dias após;
  • 60 a 90 dias repasse pós-plantio: apenas nos formigueiros ativos, pode-se fazer de 1 a 3 repasses.

Controle e manutenção (Vistorias trimestrais e monitoramento)

  • 1º e 2º ano: controle anual realizado de abril a setembro, dependendo do regime de chuvas;
  • 3º e 4º ano: controle sobre o conceito de MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS. Recomenda-se o tratamento anual, mas somente após o monitoramento do grau de infestação das áreas. As amostragens são feitas por talhão e as análises por computador.

Controle pré-corte

  • 7º ano: para deixar a área livre das formigas, ou com mínimos índices de infestação, no próximo plantio (20 a 120 dias antes do corte).

A Mirex-s traz uma novidade, o MIPIS Evolution, que é um micro porta isca que aumenta a proteção das iscas preservando sua qualidade, garantindo sua atratividade e preservando a eficiência de controle as formigas cortadeiras, mesmo em épocas chuvosas.

Veja também o infográfico abaixo:

 

20 jun 2012

Seminário discute riscos de introdução de pragas quarentenárias florestais

O risco da introdução dessas pragas não é apenas de danos diretos nas plantas

A Embrapa Florestas (Colombo/PR) realiza, de 20 a 22/06, em Curitiba/PR, o “Seminário Internacional sobre Pragas Quarentenárias Florestais”. O evento, que tem apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e CNPq, tem como objetivo discutir os riscos de introdução de pragas florestias e medidas para sua contenção, com a possibilidade de troca de experiências sobre o que é feito em diversos países. Cerca de cem pessoas entre pesquisadores, profissionais do setor florestal, fiscais do departamento de defesa fitossanitária, professores e estudantes participam do evento. Entre os palestrantes, participam pesquisadores da Argentina, Brasil, Chile, Itália, Portugal e Uruguai.

A abertura econômica brasileira para as importações, no início da década de 1990, aliada à globalização, causaram um aumento substancial na movimentação de mercadorias, inclusive de produtos de origem vegetal, em especial em portos e aeroportos. Com isso, aumentou o risco de introdução de novas pragas florestais no país, pois uma boa parte deste tipo de comércio depende de embalagens e peças de suporte de mercadorias, geralmente fabricadas em madeira de baixa qualidade, que podem trazer larvas ou mesmo insetos adultos
e patógenos que não existem no Brasil.

Além disso, a estabilidade financeira também aumentou o turismo internacional e, mesmo sem perceber, turistas podem introduzir novas pragas no país por meio de bagagens e até mesmo no bolso, como por exemplo o
transporte de mudas e sementes de espécies florestais.

Isto não é privilégio brasileiro. Com o aumento deste risco de introdução de pragas florestais exóticas por meio do comércio internacional, o assunto passou a ser uma grande preocupação mundial. Vários registros de introdução de pragas tem sido realizados em plantios florestais, áreas urbanas e mesmo em florestas nativas, causando impactos econômicos, sociais e ambientais negativos ao redor do mundo.

Estabelecida a praga em um novo ambiente, ela pode causar danos e perdas em cultivos, perda de mercados de exportação, aumento de custos de produção, impactos sobre os programas de manejo integrado de pragas, além de danos ambientais e sociais, com a eliminação de postos de trabalho, entre outros.

Considerando a importância econômica das espécies florestais mais plantadas no Brasil (pínus e eucalipto), existe a necessidade constante de se estabelecer análises de risco de pragas. Estas análises devem contemplar prioritariamente as pragas potencialmente perigosas aos plantios comerciais, cujos danos podem acarretar sérios prejuízos. O risco da introdução dessas pragas não é apenas de danos diretos nos plantas florestais, mas sim de efeitos cumulativos, como perda de clientes ou mesmo fechamento do comércio internacional do produto, custos para desenvolvimento de pesquisas, implantação e execução de medidas quarentenárias (barreiras, vigilância) e controle.

Serviço:
Data: 20 a 22/06/2012
Local: Hotel Nikko Curitiba – Rua Barão do Rio Branco, 546 – Centro –
Curitiba/PR
Programação:
http://www.cnpf.embrapa.br/evento/seminario_pragas2012_programa.html

Fonte: Embrapa

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