O tamanho do seu plantio, não muda o tamanho da nossa dedicação.
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29 maio 2015

Cresce 31% o comércio de madeira ilegal

Novo estudo mapeou áreas de exploração madeireira e descobriu que metade delas têm atividades ilegais no Mato Grosso.

exploracao-madeireiraO comércio de madeira é uma atividade importante no estado do Mato Grosso. Gera cerca de 100 mil empregos diretos e indiretos e é o quarto maior setor na economia do estado. Isso faz dos mato-grossenses os segundos maiores fornecedores de madeira nativa do Brasil, com uma produção anual de 3 milhões de metros cúbicos de toras, parte disso enviado para outros países. A maior parte dos municípios com a atividade está na porção do estado com floresta amazônica.

Entre agosto de 2012 e julho de 2013 (último período com dados disponíveis), a área do Mato Grosso usada para a exploração madeireira cresceu 53% em relação a agosto de 2011 e julho de 2012. Isso mostra que o setor está em alta no estado. O que não está em alta por ali é a madeira legalizada, aquela que é retirada seguindo um plano de manejo que respeita o tempo de crescimento da floresta, evita espécies em extinção e não acontece em áreas proibidas. Em termos de área, a exploração ilegal aumentou 31% entre os dois períodos analisados.

Os dados são do estudo Transparência Florestal: Mapeamento da ilegalidade na exploração madeireira, do Instituto Centro de Vida (ICV). Os pesquisadores mapearam as áreas de exploração de madeira no estado do Mato Grosso e, em seguida, detectaram se a atividade estava dentro das normas da lei ou não. Os números descobertos são alarmantes. Havia corte ilegal em 46% dos territórios – quase 140 mil hectares de florestas. São terras sem autorização para o corte, e territórios onde a atividade é proibida, como Unidades de Conservação e Terras Indígenas. Ou seja, a atividade está impulsionando o desmatamento ilegal florestas que deveriam estar preservadas.

O índice de madeira vinda de Terras Indígenas foi de 26% do total, ou 36.899 hectares. Em comparação com o período anterior, houve um aumento de 1.194%. Nessas áreas, a lei permite que os índios cortem as árvores para aproveitamento próprio, nunca que as venda. Esse aumento de casos de toras que foram parar no mercado consumidor aponta três possibilidades: os índios estão vendendo para ganhar dinheiro, ou as terras estão sendo invadidas e a madeira roubada, ou os índios estão autorizando que não índios entrem as levem embora. “Esses dados são preocupantes e mostram que as Terras Indígenas estão desprotegidas e sem monitoramento”, diz Alice Thuault, diretora adjunta do ICV.

A maior parte da exploração ilegal estava em zonas consideradas “sem categoria fundiária definida” (34%). O termo é usado para áreas sem registro em bases oficiais. Pode ser, por exemplo, um imóvel rural fora do sistema do Cadastro Ambiental Rural, um assentamento do Incra ou uma aldeia indígena não demarcada. Ou seja, são áreas de onde o governo não tem informação, por isso, não tem qualquer controle de atividades que lá aconteçam.

Parte da madeira ilegal é obtida por vendedores que conseguem lavar os produtos. Para a exploração, um proprietário de terra precisa apresentar ao governo um plano de manejo, se comprometendo a fazer derrubadas que não devastem a floresta de uma só vez. E calcula a quantidade de toras que irá comercializar por um determinado período. Ao obter a licença para a atividade, essa pessoa ganha guias florestais que irão provar que a madeira vem de uma área autorizada. “Essas guias são documentos-chave do comércio da madeira. E a ilegalidade acontece por meio delas, que são vendidas no mercado ilegal”, diz Alice.

Outra forma de burlar a fiscalização é mentir no plano de manejo, inflacionando a produtividade ou o tamanho da terra. Assim, o proprietário consegue mais guias do que o necessário. Como não tem tantas árvores quanto declarou, ele tira parte da madeira de áreas autorizadas e outra parte de áreas ilegais e transporta tudo junto, no mesmo caminhão. Com os mesmos papeis, é impossível distinguirmos qual tora podia ser derrubada e qual não.

“O grande problema do Mato Grosso é que a madeira ilegal se perde no meio da madeira dentro dos conformes e isso desvaloriza quem quer fazer tudo dentro da lei porque o preço fica nivelado por baixo”, afirma Alice.

Sobre certificações como o FSC, em que os donos de terra são auditados para que seja provada a origem legal da madeira, Alice diz que mesmo sendo uma iniciativa importante, não serve aos produtores do Mato Grosso. “Obter esse selo é muito trabalhoso e caro. O FSC só consegue agregar valor à negócios em um patamar avançado, grandes donos de terras e empresas. No Mato Grosso, vemos um nível bem baixo de organização”, diz.

Fonte: Época

11 set 2014

Saiba os critérios para obter o selo de certificação da madeira

Hoje, as principais madeiras certificadas em reflorestamento são das espécies do gênero Pinus e os lenhos provenientes de eucalipto e teca

Fabíola Zerbini é a secretária executiva do FSC Brasil
Fabíola Zerbini é a secretária executiva do FSC Brasil

Quando o consumidor se depara com um móvel de madeira, anunciado e vendido sob um selo de certificação, provavelmente imagina que o item passa por um rigoroso controle na produção. Mas não fica claro o que exatamente significa este “lenho certificado” e quais são os critérios seguidos para que esta certificação seja obtida.

O selo de certificação

Em lojas de decoração e de materiais para construção e reforma, não é difícil encontrar o selo FSC Brasil em peças de mobiliário ou madeiramento estrutural. Reconhecido internacionalmente, o FSC é um sistema de certificação florestal que identifica, através de sua logomarca, produtos oriundos do bom manejo florestal.

Conforme explica a secretária executiva do FSC Brasil, Fabíola Zerbini, o FSC (Forest Stewardship Council – em português, Conselho de Manejo Florestal), é uma organização não governamental e sem fins lucrativos, criada para contribuir com a promoção do manejo cuidadoso e não-predatório. “O selo oferece um link confiável entre a produção e o consumo responsáveis de produtos florestais, permitindo que consumidores e empresas tomem decisões em prol do bem das pessoas e do ambiente”, diz Zerbini.

Assim como o FSC Brasil, o Certflor (Programa Brasileiro de Certificação Florestal) atua nesta área, seguindo critérios e indicadores nacionais prescritos nas normas elaboradas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e integradas ao Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade e ao Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia).

O quê e como se certifica?

O madeiramento estrutural usado nas construções e certos móveis são conhecidos exemplos de produtos fabricados com madeira certificada. Entretanto, a coordenadora de certificação do Instituto de Manejo de Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), de Piracicaba (SP), Evelin Fagundes dos Santos, explica que o selo pode ser aplicado a qualquer matéria-prima de origem florestal.

Desta forma, além da madeira que deriva os itens citados, podem ser certificados assoalhos, batentes, papel, embalagens, celulose, cosméticos e até alimentícios que tenham como base produtos de extração florestal, por exemplo, castanhas. “A madeira certificada pode tanto vir de plantações florestais (reflorestamento) ou de florestas naturais, como da Amazônia”, completa a coordenadora do Imaflora. Ainda segundo Santos, as principais madeiras certificadas em reflorestamento são das espécies do gênero Pinus e os lenhos provenientes de eucalipto e teca. Enquanto, na Amazônia, o ipê e o cedro são exemplos de espécies nativas que recebem o selo.

Mas afinal como estes artigos ganham esta certificação? Zerbini esclarece que a FSC Brasil é responsável pela habilitação das certificadoras especializadas. Por sua vez, estas, para realizarem o processo de certificação, devem exigir do empreendimento a obter o selo, a adoção de uma série de procedimentos e regras de conduta. “Com o direito do uso da logomarca, em um segundo momento, uma auditoria é realizada pela certificadora credenciada para atestar o cumprimento dos princípios e critérios do FSC”, diz.

Estes princípios e critérios tratam das questões ambientais, sociais e econômicas da atividade florestal para garantir o bom uso dos recursos naturais, saúde e segurança no trabalho e bem-estar das comunidades do entorno e das partes interessadas.

Fonte: UOL
04 set 2014

Confira dicas para comprar madeira certificada para sua obra

Apesar da fiscalização, a maioria dos consumidores não sabe ao certo como ter certeza de que está comprando um produto extraído de forma criminosa

madeira-certificadaCom as constantes denúncias de desmatamento clandestino das florestas brasileiras, cresce a cada dia a preocupação com o consumo de madeira ilegal em obras e reformas. Apesar da fiscalização, a maioria dos consumidores não sabe ao certo como ter certeza de que está comprando um produto extraído de forma criminosa. Por isso, vale a pena prestar atenção em algumas dicas que ajudam a saber se a mercadoria é legal ou não.

A primeira coisa que a pessoa deve fazer ao comprar uma madeira é olhar os documentos que atestam sua origem. “O consumidor deve se interessar pela forma como a madeira foi obtida. Ela deve ter uma certificação, porque não se trata apenas da extração, mas de uma série de outras regras”, afirma o engenheiro Helio Olga Junior, de São Paulo.

Toda madeira extraída em território nacional precisa ter o Documento de Origem Florestal (DOF). Emitido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), esse certificado atesta que a madeira foi extraída legalmente e indica se é de reflorestamento ou de mata nativa. Segundo o arquiteto Enzo Grenovier, editor do site Instituto da Madeira (www.institutodamadeira.com.br), o documento dá um mapa de onde e como essa madeira foi retirada, o que garante ao consumidor que ele está comprando um produto legal.

Além do DOF, existem as certificações não-obrigatórias, emitidas por auditorias independentes. Algumas são conhecidas mundialmente, como a do Forest Stewardship Council (FSC) – que analisa também o impacto social e as iniciativas econômicas das empresas nas áreas de exploração –, e a do Program for the Endorsement of Forest Certification Schemes (PECF), mais comum na Europa. No Brasil, temos o selo do Programa Brasileiro de Certificação Florestal (Cerflor). Essas certificações, apesar de facultativas, mostram se a empresa tem uma preocupação maior com a economia local e com a forma de extração, entre outras questões. Há uma grande diferença entre os preços da madeira que é retirada seguindo todas as regras e daquela que é extraída clandestinamente. “Quando o consumidor vai pesquisar e comparar, muitas vezes é seduzido pelo preço da madeira ilegal”, conta Grenovier.

O arquiteto e editor do site Instituto da Madeira explica que, em termos de impacto ambiental, não há diferença entre usar produtos de floresta nativa ou de reflorestamento. Normalmente, as diferenças entre os dois tipos estão na densidade do material e no preço. “Se a madeira foi extraída de maneira correta, não há problema em usar uma de mata nativa. A questão é se certificar da procedência”, explica Grenovier. A exceção são as árvores que não podem ser comercializadas por estarem sob risco de extinção, como o pau brasil. Simplesmente não há madeiras legais dessas espécies no mercado. Por fim, além das certificações, é importante usar esse tipo de material com responsabilidade. “Se você usa a madeira de maneira correta, ela dura a vida inteira, e isso é muito positivo para o meio ambiente”, afirma Grenovier.

Fonte: Terra
31 out 2013

Certificação Florestal

Conheça os Certificados CERFLOR e FSC

Certificação é um processo voluntário ao qual se submetem algumas empresas para atestar que seus produtos e sua produção seguem determinados padrões de qualidade e sustentabilidade. A Certificação Florestal baseia-se nos três pilares da sustentabilidade: ecologicamente correto, socialmente justo e economicamente viável. São passíveis de certificação o manejo florestal e a cadeia de custódia, que são os estágios da produção, distribuição e venda de um produto de origem florestal; nesse caso a madeira é rastreada de uma floresta certificada até o produto final.

Os sistemas de certificação mais difundidos em todo o mundo são o FSC (Forest Stewardship Council) e o PEFC (Program for the Endorsement of Forest Certification Schemes).

No Brasil, as primeiras ações ocorreram em 1994 e a primeira área certificada pelo FSC foi em 1995. Além da certificação FSC existe desde 2002 o CERFLOR (Programa Brasileiro de Certificação Florestal) reconhecido internacionalmente pelo Program for the Endorsement of Forest Certification – PEFC.

Veja s seguir maiores informações sobre os dois principais selos de certificação florestal utilizados no Brasil.

Certificação FSC

fsc-logoO FSC é uma organização independente, não governamental e sem fins lucrativos, estabelecida para promover o manejo responsável das florestas no mundo. Possui representações nacionais como o FSC Brasil. O FSC Brasil – Conselho Brasileiro de Manejo Florestal tem como objetivo principal difundir e facilitar o bom manejo das florestas brasileiras através de Princípios e Critérios estabelecidos.

Maiores detalhes sobre certificação FSC podem ser obtidos em: http://www.fsc.org.br ou nos sites das empresas certificadoras.

Até o final de novembro de 2012, havia, no Brasil, 919 certificações de cadeia de custódia para produtos de origem florestal e 93 certificações combinadas de manejo florestal com cadeia de custódia pelo FSC, o que abrange 7,2 milhões de hectares de florestas, sendo que são 3,9 milhões de hectares de florestas plantadas, 3 milhões de hectares de florestas nativas e 300 mil de hectares de manejo florestal misto.

Certificação FSC por tipo de floresta e por estado

Fonte: FSC (2012).

Certificação CERFLOR

cerflorO CERFLOR – Programa Brasileiro de Certificação Florestal, criado em 22 de agosto de 2002, na estrutura do SINMETRO (Sistema Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial), através da Comissão Técnica de Certificação Ambiental e da Subcomissão Técnica de Certificação Florestal, o CERFLOR tem como desafio principal sensibilizar empresários do setor florestal da importância da certificação. Além disso, busca fomentar e criar mecanismos para que pequenos e médios produtores florestais possam se certificar e disseminar a certificação de cadeia de custódia.

Maiores detalhes sobre certificação CERFLOR podem ser obtidos em: http://www.inmetro.gov.br/qualidade/cerflor ou nos sites das empresas certificadoras.

Até o final de novembro de 2012, havia, no Brasil, 34 certificações de cadeia de custódia para produtos de origem florestal e 16 certificações de manejo florestal pelo Cerflor, que totalizavam 1.463.308,35 hectares de florestas, sendo 65.078,37 ha de florestas nativas e 1.398.229,98 ha de florestas plantadas.
Certificação CERFLOR por estado.

Fonte: Cerflor (2012).

Fonte: Serviço Florestal Brasileiro
31 out 2013

Vale Florestar conquista certificação de manejo florestal sustentável

A empresa vem investindo no reflorestamento de áreas degradadas na Amazônia

Reflorestamento é prioridade para a Vale Florestar
Reflorestamento é prioridade para a Vale Florestar

A Vale Florestar S.A, empresa que atua no reflorestamento de áreas degradadas na Amazônia, conquistou os certificados de Manejo Florestal Sustentável, após ser aprovada em auditorias de certificações florestais por organismos nacionais e internacionais, reconhecendo que a empresa utiliza práticas de manejo florestal ambientalmente adequadas, socialmente justas e economicamente viáveis.

As certificações foram realizadas pelo sistema internacional Forest Stewardship Council (FSC) e pelo Programa Brasileiro de Certificação Florestal (Cerflor). Este último é gerido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), com base em padrões desenvolvidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e integra o Programme for the Endorsement of Forest Certification (PEFC).

Nesta primeira etapa, foram certificados cerca de 66,5 mil hectares (ha) de florestas da Vale Florestar, sendo 22 mil ha de área plantada entre 2007 e 2009, distribuída em 37 fazendas arrendadas pela empresa no Estado. Para 2014 a empresa vai se preparar para a certificação dos plantios que foram realizados entre 2010 a 2013 e que totalizam outros 23,7 mil ha com florestas de eucalipto e aproximadamente 49 mil ha de reserva legal.

Além da certificação em Manejo Florestal Sustentável, a Vale Florestar integra o seleto grupo de empreendimentos florestais do Brasil, que conquistou a aprovação do Projeto de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), denominado “Vale Florestar Reforestation of degraded tropical land in Brazilian Amazon”( Reflorestamento de Áreas Tropicais Degradadas na Amazônia Brasileira) pela United Nations Framework Convention on Climate Change (UNFCCC).

O MDL é um instrumento que permite que países desenvolvidos financiem projetos de redução ou comprem os volumes de redução de emissões, resultantes de iniciativas desenvolvidas em países emergentes. Isso significa dizer que a redução voluntária de uma unidade de gases de efeito estufa por uma empresa situada em um país em desenvolvimento pode ser negociada no mercado mundial com países desenvolvidos (ou com empresas neles situadas) que precisam desses créditos para cumprir suas metas junto ao Protocolo de Quioto.

A área da Vale Florestar aprovada para o sequestro de carbono é de 26,1 mil ha de reservas e 13,9 mil hectares de plantios de eucalipto distribuídos em 29 fazendas dos municípios de Dom Eliseu, Ulianópolis e Paragominas.

Sobre a Vale Florestar

A Vale Florestar S.A nasceu como um projeto da Vale em 2007. Em 2010, foi transformado em Fundo de Investimento Participativo. Atualmente conta com a participação do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), dos fundos de Pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal (Funcef) e da Petrobras (Petros). Sua atuação abrange os municípios de Dom Eliseu, Ulianópolis, Paragominas, Rondon do Pará, Abel Figueiredo e Bom Jesus do Tocantins.

Segundo o Macrozoneamento Ecológico-Econônico (MZEE) do Estado do Pará, esses municípios estão localizados em uma zona de consolidação e expansão das atividades produtivas, sendo permitido, portanto, o uso de até 50% das áreas para reflorestamento.

Em seis anos de operação, o Vale Florestar conseguiu plantar, proteger e recuperar cerca de 140 mil hectares de florestas nativas e áreas degradadas nos municípios onde atua. A área total reflorestada com eucalipto alcançará 45,7 mil ha até dezembro de 2013.

Fonte: Painel Florestal

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