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16 ago 2012

Ambiência para boa produtividade de leite

Disponibilidade de água, leite e sal mineral é uma das medidas que garantem a qualidade de vida dos animais

Para alcançar altas produtividades na produção intensiva de leite a pasto, existem algumas práticas de manejo que devem ser tomadas. Entre aspectos como adubação correta do pasto e utilização de pastejo rotacionado, o produtor rural deve atentar para a ambiência dos animais, ou seja, aspectos voltados para a qualidade de vida que incluem a disponibilidade de sombra, água e sal mineral. Segundo Marco Aurélio Bergamaschi, médico veterinário e supervisor de manejo animal da Embrapa Pecuária Sudeste, a atual condição climática do país é extremamente favorável para a produção de volumoso de alta qualidade a baixo custo, já que há disponibilidade de água, luz e temperaturas adequadas. Por isso, o produtor deve fazer sempre um manejo adequado, respeitando o ciclo de cada planta e realizando análises de solo antes da adubação.

— Hoje, dentro do custo de produção, o componente “terra” é importante em relação à rentabilidade de toda a atividade. Então, quando conseguimos fazer uma produção maior, considerando uma mesma área, teremos grandes vantagens. Primeiro, pelo aspecto do custo “terra”. Segundo, por trabalhar com o mesmo volume ou superior ao que já vinha sido trabalhado utilizando um espaço menor. Com isso, é possível disponibilizar essa área para outras culturas — afirma o médico veterinário.

De acordo com ele, ainda existe, no Brasil, um sério problema: a falta de alimento para os animais. Então, nas propriedades onde não existe especialização, gestão ou controle, a produtividade pode dobrar em relação ao que se produz durante o inverno.

— Todo processo de adubação deve passar por um rígido controle e gerenciamento. O primeiro passo fundamental é que, durante o inverno, sejam colhidas amostras de solo e mandadas para análise. Após esse processo, é feita a interpretação e a recomendação dos nutrientes necessários. Ainda durante o inverno, é importante que seja feita a aplicação do calcário e, depois do início das chuvas, a suplementação com outros nutrientes — orienta.

Já em relação ao pastejo rotacionado, Bergamaschi diz que o primeiro passo que o produtor precisa tomar é fazer a divisão da área em piquetes, de acordo com cada variedade de pastagem. Após essa divisão, os animais irão pastar em períodos regulares, um piquete após o outro. O número de piquetes depende da variedade implantada.

— Para que os animais permaneçam em condições adequadas e respondam ao manejo, eles precisam ter a chamada ambiência, ou seja, qualidade de vida dentro da propriedade. Uma delas é a sombra, pois é durante o dia que ocorre o processo de ruminação. A mesma questão ocorre com a água. Esses animais, quando produzem entre 40 e 50 litros por dia, necessitam de grande quantidade de água, podendo chegar a 150 litros por dia. Normalmente em sistemas rotacionados, cada área de descanso deve ser composta por áreas de sombra, água e sal mineral — conta.

Além disso, o médico veterinário diz que é necessário realizar um controle leiteiro e, a partir desse controle, fazer o balanceamento da dieta, fornecendo os concentrados necessários para que a dieta seja balanceada. Entre esses concentrados, ele cita o milho, a soja, o caroço e o farelo de algodão, por exemplo. Segundo ele, a alimentação pode representar até 70% dos custos de produção.

Fonte: Portal Dia de Campo
13 fev 2012

Confinamento estratégico no período das águas

Caminhando junto ao desenvolvimento da atividade de pecuária de corte no Brasil, o manejo de confinamento há tempos deixou de ser apenas uma opção para o período da seca, tornando-se uma das mais importantes estratégias nutricionais para os pecuaristas

Confinar hoje significa muito mais do que apenas produzir animais no período da entressafra, ou seja, é uma estratégia que permite produzir carne de qualidade, com valor agregado, para diferentes mercados consumidores, e, sobretudo, em qualquer época do ano.

A antiga visão de oportunidade como era encarado o confinamento, hoje se traduz em uma necessidade, e o pecuarista não pode mais se dar o luxo de esperar a natureza para tomar suas decisões.

Nesse contexto, a atividade de confinamento no período das águas passou a ser uma realidade, semelhante à de outras épocas do ano, em que o alicerce primordial é o bom planejamento, ou seja, priorizando antecipadamente a reposição de animais, compra de insumos, e principalmente os manejos, ponto que mais difere este sistema daquele dos confinamentos convencionais.

Considerando a parte de manejos e instalações, a área dos piquetes pode apresentar as mesmas dimensões utilizadas em confinamentos no período seco, desde que apresente declividade mínima (maior que 2%), sendo recomendado neste período o manejo com lotações menores, disponibilizando assim, maior espaço por animal (acima de 20 m2/animal). Na prática, o mais comum é reduzir pela metade a capacidade total de animais por piquete.

Currais totalmente concretados ou que apresentem pelo menos o piso de concreto na beira do cocho (“pé-deboi”) podem reduzir significativamente a umidade em períodos chuvosos.

Concomitantemente às adequações propostas no ajuste de lotação dos piquetes, a utilização de canais de drenagem, frequência na retirada de exterco dos currais e a construção de “murunduns” podem trazer benefícios consideráveis ao bem-estar animal.

Os “murunduns” são estruturas normalmente de terra compactada e cascalhada, localizados no fundo dos piquetes, estabelecendo um ambiente seco e elevado para que os animais evitem o contato direto com o barro. Como parâmetro de espaço, estima-se uma área em torno de 2 m2 a 3 m2 por animal.

Nutricionalmente, os ajustes nos horários e na frequência de abastecimento dos cochos, em conjunto com o adensamento das dietas, primando pela elevação dos níveis de energia, ingestão de matéria seca e adequada mineralização dos animais, também consistem em estratégias fundamentais em condições ambientais adversas.

Quando destacamos as dificuldades ocasionadas em decorrência da formação de barro nos currais, podemos dividi-las em duas partes. A primeira que interfere no desempenho zootécnico dos animais, pautado na influência negativa exercida sobre a ingestão de matéria seca e ganhos de peso diário dos animais, como relatados nos estudos de Fox (1988) e Sweeten (1996).

E a segunda, considerando a ocorrência de doenças em função do excesso de umidade dos piquetes, que torna os animais mais susceptíveis ao acometimento por enfermidades, destacando-se entre elas: as pneumonias e os problemas de cascos.

De maneira geral, embora requeira adequações e os erros possam comprometer os resultados, a realização de confinamentos no período das águas consiste em uma estratégia fundamental e indispensável para o aumento da produtividade, gerando receitas com maior frequência durante o ano, além de elevar a rentabilidade do ciclo de produção de bovinos de corte.

Fonte: Dia de Campo
27 dez 2011

Pasto agroecológico aumenta produtividade do gado

Produtores do sertão sergipano estão aprendendo a inovar com sustentabilidade

Produtores do sertão sergipano estão aprendendo a inovar com sustentabilidade. A tecnologia do pasto agroecológico tem aumentado a produção e preservado o meio ambiente na região. Ela é disseminada pelos consultores dos Frutos da Floresta, projeto desenvolvido pelo Instituto de Cooperação para o Desenvolvimento Sustentável (Icoderus), que conta com apoio do Programa Petrobras Ambiental e tem como parceiro o Sebrae em Sergipe.

O pasto agroecológico é formado por árvores nativas, que além de gerarem sombra servem para alimentar os animais. Um bom exemplo é o caso do mata pasto, que nasce com a chuva. Na maioria das vezes, o produtor utiliza herbicidas para matá-lo. Indiretamente o consumidor acaba ingerindo no leite resquícios desses agrotóxicos. Mas se o mata pasto for cortado pela raiz, triturado e colocado no silo por um período mínimo de três semanas, ele se transforma num alimento nutritivo e saboroso para os animais.

Outro ponto positivo é que eles servem de corredores ecológicos, principalmente para os pássaros. “Além de preservar o ecossistema, reduzir gastos com ração e evitar o uso de venenos, o pasto agroecológico tem melhorado a produtividade do leite”, explica o engenheiro florestal Ronaldo Fernandes, coordenador técnico do projeto.  “Já capacitamos 15 produtores com essa nova tecnologia. Os bons resultados que eles chamam a atenção dos outros empreendedores rurais. Mais 20 pessoas já demonstraram interesse em conhecer a tecnologia”, explica.

Economia

Um bom exemplo é o caso do criador Manuel Soares Cardoso, que conseguiu aumento de aproximadamente 20% na produtividade leiteira do seu rebanho bovino. Manuel Soares é integrante da Associação Comunitária dos Produtores Rurais da Lagoa do Rancho, em Porto da Folha, e há seis meses adota a tecnologia do pasto agroecológico. “Utilizo vegetações nativas para alimentar o gado e outros animais. Economizo com a compra de milho e soja para ração. O mais interessante é que os animais preferem o pasto”, comenta Manuel.

No início, os vizinhos de Manuel até criticaram a opção dele pela novidade.  O produtor lembra que eles diziam que o uso da vegetação nativa para alimentar os animais era “coisa de produtor preguiçoso” e que os animais poderiam até morrer. “Depois que viram que dava certo, que aumentei a produtividade e reduzi custos, ficaram interessados em aprender a nova técnica”, relata. Além do leite bovino, Manuel trabalha com apicultura e cria porco e galinha.

Quem também aderiu à tecnologia do pasto agroecológico foi o produtor Edinildo Rodrigues de Medeiros, dono de pequena propriedade rural no povoado Lagoa da Entrada, em Porto da Folha. Junto com o gado de leite, Edinildo trabalha com apicultura e planta palma. Ele integra a Associação dos Apicultores de Porto da Folha e somente há 30 dias utiliza a catingueira e outras vegetações nativas para alimentar os animais. “Estou satisfeito. A economia com a compra de ração é ótima. Os animais estão se alimentando bem, mas ainda não deu para perceber o aumento da produtividade de leite, pois faz pouco tempo que aderi ao pasto agroecológico”, diz o produtor.

Fonte: Agência Sebrae
20 dez 2011

Carbono despenca e empresas apelam por intervenção

A € 6,30, permissões têm o menor preço já registrado pelo mercado desde que entrou em funcionamento, em 2005

As permissões do Esquema de Comércio de Carbono Europeu (EU ETS) para esta semana estão sendo negociadas por apenas € 6,30, o menor preço já registrado pelo mercado desde que entrou em funcionamento, em 2005.

Parece que as decisões da Conferência das Partes das Nações Unidas de Durban (COP17) de estender o Protocolo de Quioto até 2017 e estabelecer um novo acordo climático em 2020 não foram o suficiente para minimizar os impactos da crise econômica no mercado de carbono europeu.

Os créditos estão em queda de mais de 60% desde junho e os contratos para entrega nesta segunda-feira (19) de permissões de emissão da União Europeia (EUAs, em inglês) estavam sendo negociados na quarta-feira (14) no nível mais baixo já registrado, € 6,30.

Os problemas recorrentes de falta de demanda, quedas no euro e equities desencadeadas pela retomada das preocupações sobre a crise econômica na Europa, combinados ainda com o preço do petróleo, empurraram o carbono para o precipício.

As Reduções Certificadas de Emissão (RCEs) despencaram 11% para € 3,92. Investidores em projetos sob o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) já começam a contabilizar as perdas.

Neste contexto, empresas integrantes do Grupo de Líderes Corporativos sobre Mudanças Climáticas entregaram uma carta ao presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, pedindo que o programa de comércio de emissões do bloco seja fortalecido para auxiliar a recuperação do preço do carbono e incentivar investimentos em tecnologias limpas.

A carta descreve que a forma mais simples para melhorar o cenário seria retirar do mercado algumas permissões de emissão da próxima fase do esquema de ‘cap and trade’ (2013-2020) ou a introdução de um preço reserva para os leilões a partir de 2020.

“Um preço robusto sinalizaria a retomada na confiança nos investimentos em tecnologias limpas, reafirmaria a posição de liderança do EU ETS e melhoraria a credibilidade internacional do mercado”, afirma o documento.

Sandrine Dixson-Declève, diretora do grupo, que representa corporações como Alston, Shell e Philips, disse ao EurActivque um preço saudável para o carbono seria algo próximo aos € 30.

Os prejuízos para os atores do mercado são preocupantes, mas nem todos estão sofrendo da mesma maneira. “A extensão dos danos dependerá da natureza dos investimentos feitos (…) investidores em projetos com múltiplas correntes de retorno financeiro, como usinas de energias renováveis, não serão tão impactados”, comentou Vishwajit Dahanukar, diretor de emissões da empresa indiana SBI, ao The Economic Times.

Fonte: institutocarbonobrasil.org.br/CI Florestas
02 dez 2011

Mercado de tourinhos com boa movimentação

Apesar do volume de leilões ter diminuído quando comparado aos meses anteriores, o mercado de tourinhos segue com boa movimentação.

À medida que as chuvas vão ganhando regularidade em algumas regiões, os negócios tem fluido.

A retenção de fêmeas nos últimos anos colabora com a demanda por reprodutores, considerando o volume de vacas nos pastos.

Por outro lado, o atraso do período chuvoso foi um fator que gerou apreensão dos pecuaristas.

Os preços do boi gordo e reposição em patamar firme colaboraram com o investimento na atividade ao longo do ano. No entanto, as valorizações menores geraram menos otimismo que o observado em 2010. Observe a figura 1.

De maneira geral, em termos de volume, 2011 tem sido um ano bom, tanto no mercado de tourinhos, como nos demais mercados relacionados à reprodução.

Ainda devem ocorrer negócios, principalmente de pecuaristas mais cautelosos, que aguardaram a retomada da chuva.

Fonte: www.scotconsultoria.com.br