O tamanho do seu plantio, não muda o tamanho da nossa dedicação.
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04 maio 2017

ILPF já atingiu a marca de 11,5 milhões de hectares do agronegócio brasileiro

Pesquisa feita pela Rede de Fomento a ILPF revela que sistema aumentou em quase dez milhões de hectares em dez anos e já sequestrou 21,8 milhões de toneladas de CO2

ILPF: tendência mais que comprovada para o agronegócio e que o meio ambiente agradece

O agronegócio brasileiro possuía, em 2015 uma área de 11,5 milhões de hectares onde a produção agropecuária se deu por meio de sistemas integrados, envolvendo pecuária, agricultura e também o plantio de floresta. A constatação foi feita em recente pesquisa realizada pelo Kleffmann Group, por encomenda da Rede de Fomento ILPF-Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, uma parceria público-privada formada por empresas, cooperativas e da qual também participa a Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. A Rede de Fomento faz parte de um esforço conjunto para intensificar a adoção dos sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta por produtores rurais.READ MORE

19 set 2016

Floresta e carne: sustentabilidade chega ao prato do consumidor

Modelo silvipastoril anula emissões de gases com floresta eficiente

Sistema silvipastoril eficiente é a chave do projeto pecuária neutra
Sistema silvipastoril eficiente é a chave do projeto pecuária neutra

A Carne Neutra acaba de chegar ao mercado com o conceito da criação de gado em áreas de pastagem consorciadas com árvores, o sistema silvipastoril. As árvores plantadas no sistema são capazes de neutralizar uma das principais fontes de emissões do agronégocio, ou seja, a emissão do gás metano proveniente do processo de digestão do gado, também conhecido como “ruminação”.

Ao realizarem o resgate de CO2 da atmosfera, as árvores do sistema ajudam a diminuir o aquecimento glogal e seus impactos, com os extremos climáticos. Por outro lado, o sombreamento das árvores melhora o conforto térmico e bem estar do gado, tendo consequencia direta no aumento da produtividade dos animais.

A iniciativa esta sendo estimulada pelo Projeto Pecuária Neutra, criado para facilitar a troca de conhecimentos e a multiplicação dessa iniciativa para outros produtores de carne ou de leite. Para isso o, projeto já nasceu com uma uma rede de apoio de empresas, instituições, comitês ou associações que atuem no contexto do desenvolvimento sustentável.

“A Associação Brasileira de Brangus é parceira do Projeto Pecuária Neutra pois entende que a sustentabilidade se tornou um tema central na agenda da sociedade, nesse contexto, estimulamos a busca pelo desenvolvimento de uma pecuária mais sustentável para nosso quadro de associados”, disse Raul Victor Torrent, presidente da Associação Brasileira de Brangus.

“O Comitê de Bacias do Rio Caratinga, sub bacia do Rio Doce, foi atingido no desastre ambiental da barragem da Samarco, na cidade de Mariana-MG. Apoiamos o Sistema Silvipastoril como uma das estratégias para recuperar a bacia hidrográfica, pois ele concilia aumento da renda com vários serviços ambientais”, informou Ronevon Huebra, presidente do CBH-Caratinga/MG.

Fonte: Painel Florestal

15 jun 2016

Cultivo de florestas plantadas alia produtividade e sustentabilidade na agricultura

O exemplo do Mato Grosso do Sul é observado por Estados que querem aumentar a vocação florestal com o uso de áreas degradadas

Plantio de mudas de espécies florestais no Mato Grosso do Sul
Plantio de mudas de espécies florestais no Mato Grosso do Sul

Uma atividade que há pouco mais de duas décadas demonstrava resultados cautelosos colocou Mato Grosso do Sul em posição de destaque nacional, ocupando o segundo lugar nacional em área plantada com espécies florestais comerciais. A informação divulgada em 2014 pelo levantamento da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura, do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa aponta ainda que a produção local ultrapassa oito milhões de metros cúbicos e ocupa mais de 880 mil hectares.

O investimento na cultura de Florestas Plantadas é uma das estratégias de trabalho do projeto ABC Cerrado, idealizado pela parceria do Senar – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, Ministério da Agricultura, Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e o Banco Mundial. Com foco na redução da emissão dos gases de efeito estufa, a iniciativa oferece capacitação e assistência técnica aos produtores rurais participantes que demonstrem interesse em implantar mais três tecnologias produtivas: Sistema de Plantio Direto, ILPF – Integração Lavoura, Pecuária e Floresta e Recuperação de Pastagens.

Na avaliação do profissional responsável pela capacitação da equipe técnica do Senar/MS, o engenheiro agrônomo Moacir Sales Medrado, o setor florestal consolida a aptidão agropecuária do Estado, porém é importante observar fatores que serão fundamentais para começar o negócio. “Montar uma empresa exige do empreendedor a certeza de que o futuro é o presente lá na frente. É hoje, na hora de pensar a empresa florestal, que se desenha o futuro dela. Por isso, o planejamento deve vir antes das funções de organização, direção e controle”, aconselha.

Um levantamento divulgado pelo Projeto Campo Futuro, em 2014, estima que o custo operacional para iniciar o plantio é de R$ 8 mil, sendo que deste total 47% representam os gastos do primeiro ano com implantação da floresta, preparo da terra, plantio e aplicação de insumos. “No entanto, é importante observar que os valores podem variar de acordo com as condições do solo, clima e manejo. Definir a área para instalar uma empresa florestal não é uma tarefa simples, pois se devem considerar os fatores locais, a logística, as dificuldades de exploração e o valor da madeira”, argumenta Medrado.

Sustentabilidade X Rentabilidade – Assim como as demais tecnologias preconizadas no ABC Cerrado, a Floresta Plantada comprova sua viabilidade comercial e possibilitará que o país se destaque por desenvolver uma agricultura imbatível do ponto de vista econômico, ambiental e social, visto que ampliará a geração de empregos, divisas e impostos tão importantes para o fortalecimento da economia nacional.

O agrônomo revela qual abordagem apresentará aos técnicos de campo do Senar/MS, que ficarão responsáveis por prestar serviço de assistência técnica para 400 produtores rurais durante 18 meses. “Os principais pontos que irei tratar na capacitação dizem respeito à importância da análise de mercado no empreendimento florestal, manejo adequado às condições edafoclimáticas do Cerrado, além de demonstrar as possibilidades de cultivo”, argumenta.

Medrado enfatiza ainda que o modelo adotado pelo ABC Cerrado é revolucionário, já que não dissocia a gestão das tecnológicas agropecuárias e florestais, pelo contrário tem objetivo de integrá-las. “Sou um agrônomo que começou a vida profissional no serviço de assistência técnica e migrou para a pesquisa agropecuária, trabalhando por 33 anos na Embrapa. Sou, portanto, uma pessoa ligada ao mundo da tecnologia. Gosto de reforçar que a gestão das atividades rurais é fundamental e cresce em importância quando o empreendedor se propõe a trabalhar com sistemas de integração como os preconizados pela estratégia de integração lavoura, pecuária e floresta denominada de Estratégia ILPF”, conclui.

Fonte: Sistema Famasul, editado por Painel Florestal

09 mar 2016

Integração Lavoura, Pecuária e Floresta reduz impacto nas mudanças climáticas

Os dados do estudo mostram os possíveis riscos do aquecimento global se a temperatura subir entre 3°C e 4°C

ILPF é um modelo eficiente de combate ao efeito estufa
ILPF é um modelo eficiente de combate ao efeito estufa

Plantio direto, Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) e Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) para recuperação de pastagens degradadas. Esses são alguns exemplos de técnicas sustentáveis, utilizadas no Brasil, que têm minimizado a emissão dos Gases de Efeito Estufa (GEE) na atmosfera. O estudo “Riscos de Mudanças Climáticas no Brasil e Limites à Adaptação”, divulgado nessa quarta-feira, 2, pelo Centro de Monitoramento de Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), em parceria com a Embaixada do Reino Unido no Brasil, revela que, no ano de 2100, o aquecimento global pode chegar ao limite de 4° Celsius em relação à era pré-industrial e trará riscos significativos à agricultura, saúde e biodiversidade.

Os impactos das mudanças climáticas são estimados para um cenário futuro em que os países não cumpriram as meta para reduzir a emissão de gases e amenizar o aquecimento global. Entretanto, de acordo com o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Eduardo Assad, o Brasil utiliza técnicas sustentáveis, como produção de sementes mais resistentes à seca e sistemas de conservação e restauração, reconhecidos pelo Programa Agricultura de Baixo de Carbono (ABC), que vão ajudar o país a sofrer menos as consequências das mudanças climáticas. “O cenário preocupa, mas o país tem condições de continuar como grande produtor mundial de alimentos”.

Os dados do estudo mostram os possíveis riscos do aquecimento global se a temperatura subir entre 3°C e 4°C. Na agricultura, por exemplo, o risco aumenta substancialmente em função das altas temperaturas e deficiência hídrica. Haveria uma redução das áreas de baixo risco para as plantações de milho, feijão e arroz. A cultura do feijão seria afetada com perda de 57% das áreas de baixo risco. Segundo o estudo, “em termos nacionais, a tendência é que as lavouras afetadas migrem para o norte do Estado de Mato Grosso. Entretanto, cultivares com alta tolerância a seca e deficiência hídrica serão lançadas no mercado e sistemas de produção mais sustentáveis serão adotados. Isso poderá minimizar os efeitos do aquecimento global”.

O climatologista e presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Carlos Nobre, defendeu que a análise das consequências atuais e futuras de elevação da temperatura em 4°C é um aspecto crucial para a agricultura brasileira, já que ela é afetada pelo aumento da concentração de Dióxido de Carbono (CO2). “O estudo é um alerta para o nosso país e para o mundo. A notícia boa é que além das técnicas utilizadas na agricultura, o Brasil é protagonista quando o assunto é negociação climática”, afirmou o presidente da Capes.

Para o coordenador de Sustentabilidade da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Nelson Ananias Filho, o país sentirá os efeitos do clima, mas se comprometeu, na 21ª Conferência do Clima (COP 21), em Paris, a desenvolver políticas públicas de reflorestamento, reduzir os custos de financiamento às atividades sustentáveis de produção e mais investimentos em ciência e tecnologia. “Minimizar os riscos significa formular políticas públicas que priorizem a mitigação”, concluiu Nelson.

Fonte: CNA

20 maio 2015

Árvore incrementa renda do sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta

A versatilidade do componente florestal dos sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) pode trazer mais renda para o produtor e aumentar a eficiência do sistema de produção

Árvores em sistema ILPF
Árvores em sistema ILPF

A versatilidade do componente florestal dos sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) pode trazer mais renda para o produtor e aumentar a eficiência do sistema de produção. Além de reduzir a pressão sobre as matas nativas, o cultivo de árvores no sistema é uma poupança para uso no médio prazo, com o fornecimento de madeira, celulose ou carvão vegetal, além de outras finalidades não-madeireiras como frutos, resinas e sementes.

Os sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) são uma estratégia de produção sustentável que integra atividades agrícolas, pecuárias e florestais na mesma área em cultivo consorciado, em sucessão ou rotação. Além de respeitarem o meio ambiente, valorizam o produtor e são economicamente rentáveis, podendo ser utilizados em propriedades de qualquer porte e região do País. As combinações podem ser as seguintes: integração agropastoril (lavoura e pecuária), silviagrícola (floresta e lavoura), silvipastoril (pecuária e floresta), ou agrossilvipastoril (lavoura, pecuária e floresta).

Em geral, as árvores são implantadas logo na introdução dos sistemas de integração silvipastoril, silviagrícola e agrossilvipastoril ou ILPF. Na região Centro-Norte do País, elas devem ser plantadas preferencialmente no sentido Leste-Oeste, mas sempre respeitando a conservação da água e do solo. O espaçamento das árvores varia de acordo com as condições locais e a finalidade desejada pelo produtor. “No caso da produção de madeira para serraria, os espaçamentos entre as árvores são maiores. O plantio mais adensado é indicado para o produtor que deseja utilizar as árvores como fonte energética e celulose”, explica a pesquisadora Karina Pulrolnik, da Embrapa Cerrados (Planaltina, DF).

O espaçamento entre os renques vai depender do tamanho dos implementos utilizados na fazenda, mas não deve ser menor que 20 metros. Já o número de linhas de árvores vai depender da espécie arbórea utilizada. “Se a espécie escolhida tiver a finalidade de produzir madeira, o ideal será utilizar renques de linha simples ou de múltiplas linhas (três ou mais)”, diz Karina.

No sistema ILPF completo ou apenas na modalidade silvipastoril, as árvores trazem conforto térmico aos animais graças ao sombreamento da pastagem, e as folhas e galhos que caem no solo contribuem para o aumento da matéria orgânica.

A desrama e o desbaste são duas importantes medidas de manejo das árvores, sendo realizadas principalmente para aumentar a luminosidade para as culturas que estão intercaladas – seja pastagem ou lavoura. O desbaste é a retirada de árvores suprimidas ou defeituosas para favorecer o crescimento das demais e obter toras de maiores diâmetros. A desrama (ou poda dos ramos) também é feita para evitar a formação de nós nos troncos, o que compromete a qualidade da madeira caso o propósito seja a utilização por serrarias.

Quando as árvores são cortadas, os tocos são deixados na área para que possam se decompor junto com as raízes e ambos se transformarem em matéria orgânica para o solo. A condução da rebrota não é recomendada nos sistemas de ILPF. Novas mudas poderão ser plantadas nos espaços entre os tocos. Uma alternativa é retirar os tocos com uma máquina de destoca e utilizá-los como fonte energética. “Mas a destoca, além de ter alto custo, promove um revolvimento significativo do solo e medidas devem ser tomadas para evitar a erosão após a operação, especialmente em áreas declivosas”, explica Karina.

Eucalipto

No Brasil, as espécies mais utilizadas nos sistemas ILPF são as de eucalipto, oriundas principalmente da Austrália. Segundo a pesquisadora, o eucalipto é estudado há mais de 50 anos no País, e existem clones adaptados para as diferentes regiões brasileiras. Muito já se sabe sobre o manejo das pragas e doenças que acometem as espécies de eucalipto, que por sinal não se comportam como invasoras. As mudas oferecidas pelo mercado são de boa qualidade, de baixo custo, de fácil transporte (são acondicionadas em tubetes) e plantio, e têm rápido crescimento – o primeiro desbaste geralmente é feito aos quatro anos, dependendo do desenvolvimento da planta.

“O eucalipto é multiproduto e tem alta eficiência de uso da água. Ele pode absorver de 900 a 1.200 mm por ano”, diz Karina. Estudos mostram que o eucalipto pode produzir 1 kg de madeira com 350 litros de água, enquanto algumas espécies nativas podem utilizar em torno de 2.500 litros. “A questão é onde ele será plantado e como será manejado”, pontua a pesquisadora.

Karina lembra ainda que espécies nativas do Brasil, como o paricá, a seringueira, a macaúba e o pau-de-balsa, e outras árvores exóticas como o mogno africano e a teca também podem ser usadas nos sistemas ILPF. No entanto, o desenvolvimento dessas espécies é mais lento se comparado ao eucalipto.

Os pesquisadores apontam, ainda, a necessidade de estudar quais espécies arbóreas podem fornecer produtos economicamente promissores para cada região. “Há um enorme potencial regional para espécies nativas frutíferas, por exemplo, mas ainda faltam estudos para adaptação dessas espécies aos sistemas de produção”, acrescenta Karina.

Agricultura de baixa emissão de carbono

Estudos apontam que o arranjo normalmente adotado pelas empresas florestais – com o espaçamento 3×2 metros, que corresponde a 1.666 plantas por hectare – é capaz de estocar, em média, 190 toneladas de carbono por hectare considerando o carbono do solo até 1 metro de profundidade do solo e das plantas (parte aérea e raízes) num ciclo de cultivo de seis anos.

Nos experimentos de longa duração realizados pela Embrapa Cerrados, são avaliados não apenas o crescimento anual das plantas como também toda a dinâmica do carbono e as emissões de gases de efeito estufa (GEE)* nos diferentes sistemas.

“A ideia é conciliar todas essas medidas para fazer o balanço de carbono nos diferentes sistemas visando identificar quais são os mais sustentáveis do ponto de vista das emissões”, afirma Karina.

Congresso Mundial

A Embrapa vai promover, de 12 a 17 de julho, o Congresso Mundial sobre os Sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (www.wcclf2015.com.br), que será realizado em Brasília (DF). O evento vai reunir os principais especialistas do mundo em agricultura sustentável para mostrar os avanços nas pesquisas em preservação, impactos, resultados econômicos e inovações tecnológicas, tendo como eixos temáticos Tecnologia, Meio Ambiente e Socioeconomia.

* As emissões de gases do efeito estufa (GEEs) são expressas em toneladas de CO2equivalente (tCO2eq), medida padronizada pela ONU para quantificar as emissões globais, usando como parâmetro o gás carbônico (CO2). Os seis gases considerados causadores do efeito estufa (gás carbônico, gás metano, óxido nitroso, perfluorcarbonetos, hexafluoreto de enxofre e hidrofluorcarbonetos) têm potenciais de poluição diferentes. O cálculo do CO2 leva em conta essa diferença e é resultado da multiplicação das emissões de um determinado GEE pelo seu potencial de aquecimento global.

Fonte: Embrapa

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