O tamanho do seu plantio, não muda o tamanho da nossa dedicação.
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23 out 2015

Desvendado mistério das árvores que resistem a incêndios florestais

Os cientistas espanhóis Bernabé e José Moya não podiam acreditar no que estavam vendo quando se depararam com ciprestes de pé e intactos após um incêndio que devastou 20 mil hectares de floresta.

Dos mais de 940 ciprestes mediterrâneos da plantação do projeto CypFire em Valência, só 1,27% foi queimado no incêndio que aconteceu ali em 2012. Todas as outras espécies foram devastadas
Dos mais de 940 ciprestes mediterrâneos da plantação do projeto CypFire em Valência, só 1,27% foi queimado no incêndio que aconteceu ali em 2012. Todas as outras espécies foram devastadas

Quando o fogo destruiu uma plantação experimental em Andilla, na província de Valência, em 2012, os pesquisadores se propuseram a desvendar o “mistério” dos ciprestes.

“Quando nós vimos aquela cena dantesca do verão trágico de 2012, uma grande tristeza tomou conta de nós. Estávamos comovidos com as dimensões da devastação”, disse à BBC o botânico Bernabé Moya, que chegou ao local do incidente com seu irmão José, licenciado em ciências ambientais – ambos são do Departamento de Árvores Monumentais do Conselho Provincial de Valência.

“As observações acumuladas ao longo dos anos nos faziam alimentar a esperança de que alguns ciprestes teriam sobrevivido”, conta ele.

“Assim que chegamos, percebemos que toda a vegetação ao redor, formada por carvalhos e vários tipos de pinheiros, estava completamente queimada. Mas apenas 1,27% dos ciprestes mediterrâneos havia queimado”, disse.

E agora, após três anos de pesquisa na Espanha e na Itália, Bernabé e José Moya estão entre os autores de um novo estudo que finalmente desvenda o mistério dos ciprestes que sobrevivem aos incêndios.

Ele acaba de ser publicado na edição deste mês da revista científica Journal of Environmental Management.

Testes de inflamabilidade

O novo estudo demonstra a resistência do cipreste-mediterrânico (Cupressus sempervirens) ao fogo e sugere o uso potencial dele como barreira para os incêndios devastadores que afetam a região mediterrânea.

Mais de 269 mil incêndios, a maioria causados por ação humana, foram reportados entre 2006 e 2010 na região, resultando em mais de dois milhões de hectares de florestas destruídas, segundo a FAO (Organização da ONU para Alimentação e Agricultura).

O novo estudo se baseou no cipreste mediterrâneo do tipo horizontalis, em que os ramos são ficam presos ao tronco em um ângulo de 45 ou 90 graus
O novo estudo se baseou no cipreste mediterrâneo do tipo horizontalis, em que os ramos são ficam presos ao tronco em um ângulo de 45 ou 90 graus

A pesquisa internacional é a primeira a utilizar testes de laboratório e uma variedade de técnicas não só com a vegetação morta ou seca, mas também com folhas verdes e galhos finos.

Os testes foram realizados em dois laboratórios considerados centros de referência em incêndio e estudo do cipreste: o do Departamento de Florestas e Gestão de Sistemas Florestais de INIA-CIFOR na Espanha, e o do Instituto para a Proteção Sustentável das Plantas, em Florença, na Itália (CNR-IPSP).

“No passado, essa espécie não havia sido estudada com profundidade ou foram utilizados poucos parâmetros”, disse Gianni Della Rocca, pesquisador do IPSP e que também fez parte do estudo.

Umidade

Os testes em folhas e ramos de ciprestes vivos revelaram um elemento-chave: seu alto teor de umidade (que variou de 84% a 96%) durante o período de verão, o que faz com que eles resistam mais a uma queimada.

“O fato de essas plantas terem mais água faz com que elas apresentem uma resistência maior às chamas”, explicou Bernabé Moya.

 

Os testes de inflamabilidade foram realizados em laboratórios na Espanha e na Itália
Os testes de inflamabilidade foram realizados em laboratórios na Espanha e na Itália

O cientista constatou também que o “tempo de queimada das partes vivas do cipreste mediterrâneo foi entre 1,5 e 7 vezes superior nos testes de laboratório em comparação com outras espécies de florestas mediterrâneas, como carvalho, zimbro e pinheiro”.

Além disso, por causa das dimensões reduzidas, as folhas de cipreste caídas no chão são muito compactas. A circulação de ar em seu interior é menor que em outras espécies.

E essa camada densa e compacta de folhas caídas também atua como “uma esponja que retém a umidade”, segundo Della Rocca.

Pesquisa

Os cientistas usaram genótipos selecionados de um tipo de cipreste-mediterrânico, o Cupressus sempervirens var. horizontalis, que é resistente a uma doença conhecida como “cancro dos ciprestes”, causada pelo fungo Seiridium cardinale.

Bernabé e José Moya foram os autores da pesquisa
Bernabé e José Moya foram os autores da pesquisa

“Essa pandemia é uma ameaça muito perigosa ao cipreste. Eles morrem em grandes proporções por causa dela e há liberação de resina pelo tronco e pelos ramos”, explicou Della Rocca.

A diferença de outros tipos de cipreste-mediterrânico é que, no horizontalis, “os ramos ficam inseridos no tronco com ângulos entre 45 e 90 graus”, disse Bernabé Moya.

Isso significa que a vegetação morta normalmente não fica presa no tronco, ou seja, ela logo cai.

Além disso, a “forma da copa do cipreste é densa e homogênea, o que dificulta a circulação de ar, como fica comprovado na reconhecida função de ‘corta-vento’ do cipreste-mediterrânicoo na agricultura”.

Resinas

“A composição química das folhas tem, além de celulose e lignina como elementos estruturais, uma mescla orgânica de resinas, terpenos, etc., que, ao serem liberadas na atmosfera, passam a ser parte dos compostos voláteis orgânicos”, explicou Bernabé Moya.

Em espécies altamente resinosas, como os pinhos, essas substâncias são cruciais para acelerar a combustão.

“A partir de testes preliminares observamos que, em condições experimentais, o processo de gasificação e volatização desses compostos inflamáveis acontece rapidamente nos pinhos. A queima começa por esses gases e logo se transfere para os ramos e para as folhas”, disse Della Rocca.

“No caso dos ciprestes, talvez os compostos inflamáveis sejam gaseificados gradualmente durante a fase de aumento de temperatura que precede a queima e, por isso, não participam do processo de combustão.”

Da Patagônia à Califórnia

O cipreste-mediterrânico poderia ajudar a combater incêndios em outras partes do mundo, como na Patagônia, no Chile e na Argentina, ou na Califórnia?

De acordo com Bernabé Moya, a espécie “tem uma grande plasticidade”.

Plantação de tipos selecionados de cipreste mediterrâneo do tipo horizontalis no Instituto em Florência
Plantação de tipos selecionados de cipreste mediterrâneo do tipo horizontalis no Instituto em Florência

“O cipreste pode viver em todo tipo de solo, exceto os mais encharcados, ou solos pobres e degradados. Ele cresce desde o nível do mar até mais de 2 mil metros de altura.”

Moya lembra que a espécie foi introduzida há séculos na América Latina, onde conseguiu se adaptar em muitas regiões.

“É uma espécie que não tem dificuldades para crescer em zonas de clima mediterrâneo ou temperado, como na Califórnia, no Chile ou na Argentina.”

“A primeira coisa que seria preciso fazer era terminar os estudos para determinar o grau de adaptação e de adequação dos diferentes tipos de cipreste-mediterrânico às condições locais, e depois disso, prosseguir estabelecendo parcelas experimentais.”

Primeiras plantações

O estudo europeu conclui que plantações com tipos selecionados de ciprestes poderiam ser uma ferramenta nova e uma alternativa para combater o risco de incêndios florestais em locais de maior risco, como as áreas de contato entre florestas e zonas agrícolas ou zonas habitadas, onde acontecem incêndios com uma frequência maior.

Como resultado do trabalho internacional, a região de Toscana, na Itália, incluiu o cipreste-mediterrânico na lista de espécies de árvores adequadas para o uso na luta contra incêndios florestais.

A natureza tem a resposta para muitos dos problemas que enfrentamos, disse Bernabé Moya.
A natureza tem a resposta para muitos dos problemas que enfrentamos, disse Bernabé Moya.

E na Espanha, “do Departamento de Árvores Monumentais, junto com o Departamento de Brigadas Florestais de Prevenção de Incêndios Florestais de Valência, IMELSA, tiraremos as primeiras plantações de barreiras contra fogo do Sistema Cipreste no país durante o outono”, afirmou Moya.

Outra aplicação importante do estudo, segundo o cientista, é que os cidadãos podem contribuir para aumentar a proteção de suas propriedades diante do fogo.

“Trata-se de uma manutenção e limpeza adequadas de portões e da cerca viva, independente da espécie utilizada.”

“É imprescindível eliminar todos os ramos secos e mortos que se acumulam no interior da cerca viva depois de podá-la.”

Gerações futuras

A resiliência do cipreste-mediterrânico mostra para Moya que “a natureza tem a resposta para muitos dos problemas que enfrentamos”.

Mas o estudo também aponta a necessidade de tomar medidas urgentes.

Para o botânico espanhol, “a vulnerabilidade da vegetação diante dos incêndios está relacionada com a falta de informação da população, da falta de apoio e do abandono do mundo rural, uma situação que tende a se agravar com as mudanças climáticas”.

Segundo Moya, a desertificação, os incêndios florestais, a perda da biodiversidade e o abandono do meio rural são questões que podem ser abordadas com o plantio e o cuidado das florestas. “É urgente que a humanidade comece a levar a sério esses problemas.”

“A luta contra os incêndios é um esforço de todos. Devemos isso às florestas e às gerações futuras.”

Fonte: BCC

 

23 jul 2015

Proteção Civil emite aviso à população devido ao perigo de incêndio florestal

Para quem efetua trabalhos florestais, um dos cuidados é com a possibilidade de ocorrência de faíscas, durante a utilização das máquinas e equipamentos.

incendiosA Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) de Lisboa, em Portugal, emitiu um aviso à população, devido à permanência de condições favoráveis à ocorrência e propagação de incêndios florestais.

Segundo o comunicado da ANPC, as temperaturas máximas vão variar entre os 23 e os 35 graus Celsius para as regiões do litoral e do interior de Portugal, respetivamente, até ao dia 24 de julho, quando se prevê uma pequena diminuição da temperatura.

O vento será fraco a moderado, do quadrante noroeste, em especial durante o período da tarde. Nas terras altas é expectável que o vento aumente de intensidade, podendo atingir os 60 quilômetros por hora.

A ANPC recorda que onde o risco de incêndio é elevado não são permitidas queimadas nem fogueiras, utilização de equipamentos de queima e de combustão, queima de matos cortados e amontoados, lançamento de balões com mecha acesa ou qualquer outro tipo de foguetes, fumar ou fazer lume de qualquer tipo nos espaços florestais, e fumigação ou desinfestação em apiários com fumigadores que não estejam equipados com dispositivos de retenção de faúlhas.

Para quem efetua trabalhos agrícolas e florestais, é recomendado que mantenha as máquinas e equipamentos limpos de óleos e poeiras, abasteça as máquinas a frio em local com pouca vegetação e tenha cuidado com a possibilidade de ocorrência de faíscas, durante a sua utilização.

No seguimento dos avisos do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a ANPC recomenda ainda a adequação dos comportamentos face à situação de perigo de incêndio florestal, nomeadamente com a adoção das necessárias medidas de prevenção e precaução, observando as proibições em vigor e tomando especial atenção à evolução do perigo de incêndio para os próximos dias, disponível junto dos sítios da internet da ANPC e do IPMA, dos Gabinetes Técnicos Florestais das Câmaras Municipais e dos Corpos de Bombeiros.

Para os grupos populacionais mais vulneráveis (crianças, idosos e doentes crônicos), é recomendado que observem as principais medidas de autoproteção para estas situações de calor, divulgadas pela Direção-Geral de Saúde e que passam pelo aumento de ingestão de água ou sumos de fruta natural sem adição de açúcar, por evitar o consumo de bebidas alcoólicas, esforços físicos e a exposição direta ao sol entre as 11:00 e as 17:00.

Nos períodos de calor a DGS aconselha ainda quem tenha de andar na rua a utilizar roupa solta, opaca e que cubra a maior parte do corpo, chapéu de abas largas, óculos com proteção contra radiação UVA e UVB e protetor solar com fator igual ou superior a 30.

Fonte: Impala

29 maio 2015

Incêndios florestais obrigam moradores a deixarem suas residências

Devido a vários incêndios, a província canadense de Alberta está em estado de alerta e fogos ameaçam destruir casas, lojas e refinarias da região.

Muitas pessoas fugiram de suas casas em Slave Lake.
Muitas pessoas fugiram de suas casas em Slave Lake.

Ao menos 7 mil pessoas deixaram as suas casas na província canadense de Alberta devido a uma série de incêndios que ameaçam destruir casas, lojas e refinarias da região, informaram nesta terça-feira as autoridades.

Um contingente de 1.600 bombeiros trata de apagar 70 incêndios florestais, incluindo 55 deflagrados pela queda de raios no domingo.

No momento vigora a proibição de acampar e fazer fogueiras na província, e o governo analisa um pedido de ajuda a Estados Unidos e México para combater 20 incêndios que estão “fora de controle”.

As chamas estão a menos de 20 km de casas e refinarias, disse Oneil Carlier, ministro florestal de Alberta.

Ao menos 2 mil trabalhadores foram retirados de instalações das petroleiras Cenovus e Canadian Natural Resources Limited na região de Cold Lake, onde um incêndio se estende por cerca de 10 mil hectares e ameaça cortar estradas.

As instalações petroleiras retiram de betume 233 mil barris de petróleo por dia, 10% do total da produção regional.

As refinarias não correm risco, mas “será preciso tempo até que os bombeiros cheguem para controlar o fogo”, disse um oficial dos bombeiros de Alberta.

Os 4.700 residentes da aldeia de Wabasca foram obrigados a abandonar a zona, e 67 pessoas fugiram de suas casas em Slave Lake. As autoridades criaram centros de assistência para os evacuados.

Fonte: SWI

19 maio 2015

Operação Corta Fogo reduz queimadas e incêndios florestais

Objetivo é garantir a integridade das florestas e demais formas de vegetação, enfrentando o fogo não autorizado ou fora de controle.

Ações implantadas tiveram impactos positivos na redução das ocorrências.
Ações implantadas tiveram impactos positivos na redução das ocorrências.

Números da Operação Corta Fogo mostram que as ações implantadas tiveram impactos positivos na redução das ocorrências de queimadas e incêndios florestais. Segundo a Secretaria do Meio Ambiente, no período compreendido entre 2010 e 2014, o registro de incidentes passou de 5.194 para 4.717. Além disso, entre 2013 e 2014 foram treinados 4.832 brigadistas.

A Operação Corta Fogo faz parte do Sistema Estadual de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais no Estado. Foi criada em 2010 pelo Governo de São Paulo em atenção às ocorrências de incêndios, séria ameaça à biodiversidade e um dos principais problemas de degradação ambiental das unidades de conservação e do aumento da poluição do ar.

Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Polícia Ambiental, Cetesb, Fundação Florestal e Instituto Florestal integram o Comitê Executivo, responsável por elaborar as estratégias e ações dos quatro programas da operação: prevenção, controle, monitoramento e combate.

Ações práticas

O programa tem o objetivo de acompanhar diariamente os focos de incêndios e queimadas, bem como as condições climáticas que favoreçam o aumento do risco do fogo; emitir alertas e fornecer subsídios aos órgãos participantes da Operação Corta Fogo.

Para tanto, existem algumas ações práticas. São elas: campanhas em rodovias, para alertar os motoristas sobre os riscos de causarem incêndios às margens das pistas (pontas de cigarro e fogueiras, por exemplo), fiscalização de queimadas e incêndios florestais detectados por satélite, trabalho feito pela Polícia Militar Ambiental.

Fonte: O Serrano

31 mar 2015

Dispositivo financiado pelo governo para combate a incêndios será igual ao de 2014

No ano passado, foram disponibilizados 85 milhões de euros para essa iniciativa

Em 2014 foram consumidas pelas chamas cerca de 20 mil hectares.
Em 2014 foram consumidas pelas chamas cerca de 20 mil hectares.

O Governo anunciou o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF). O dispositivo será semelhante ao que foi disponibilizado no ano passado.

No ano passado, o dispositivo contou com 2.200 equipas, mais de 9.600 elementos, dois veículos e 49 meios aéreos. O orçamento para o dispositivo foi de 85 milhões de euros

A notícia é recebida com desagrado pela Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP), que defendia um reforço de efetivos e uma aprovação do estatuto do bombeiro profissional.

“Este dispositivo, para poder ter uma base de funcionamento sólida, tem de assentar nas estruturas de bombeiros profissionais de todo o pais e, para isso, é necessário que o estatuto de bombeiro profissional seja aprovado para haver reforço de efectivos”, diz o presidente da ANBP.

Sérgio Carvalho critica também o valor do pagamento aos bombeiros que integram o DECIF, 45 euros por 24 horas de serviço, e pede, acima de tudo, uma boa articulação dos meios.

“Que todas as forças que vão intervir estejam bem articuladas, seja bem definido a questão do comando das operações e da intervenção das várias forças”, são os outros desejos formulados por Sérgio Carvalho.

O ano passado foi o melhor das últimas três décadas em termos de área ardida. Em 2014 foram consumidas pelas chamas cerca de 20 mil hectares.