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19 set 2014

Produtores rurais têm incentivo para adotar sistemas de irrigação

Aneel determina que as distribuidoras são responsáveis pela instalação de relógios de medição do consumo de energia na irrigação e na aquicultura

Assessor técnico da Comissão Nacional de Meio Ambiente da CNA, Nelson Ananias Filho
Assessor técnico da Comissão Nacional de Meio Ambiente da CNA, Nelson Ananias Filho

Além dos ganhos de produtividade, os produtores rurais terão um estímulo a mais para aderir à irrigação, sistema de produção utilizado em apenas 6 milhões de hectares no Brasil. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) repassou às distribuidoras de energia o custo de aquisição e instalação dos equipamentos necessários para a aplicação dos descontos concedidos para as atividades de irrigação e aquicultura. Até agora, esta responsabilidade era do produtor rural. A regra vale a partir do ano que vem.

A mudança é resultado do trabalho da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que vinha articulando em várias frentes para desonerar o produtor. Projeto neste sentido já havia sido aprovado pelo Senado, com o apoio da CNA, e estava prestes a entrar na pauta de votação da Câmara. Para o assessor técnico da Comissão Nacional de Meio Ambiente da CNA, Nelson Ananias Filho, a decisão da Aneel pode contribuir para que o potencial de irrigação de 30 milhões de hectares seja inteiramente utilizado.

Entre as vantagens da irrigação, Ananias destacou o aumento da produtividade agropecuária, sem necessidade de ampliação da área plantada. “A produtividade de um hectare irrigado é mais que duas vezes superior ao rendimento de um hectare de sequeiro”, explicou.

O benefício entra em vigor a partir de 1º de fevereiro de 2015. O produtor rural deve fazer solicitação formal à concessionária, que avaliará a necessidade de instalação dos equipamentos na propriedade. Faz jus ao benefício o produtor que tenha no mínimo 80% (oitenta por cento) da carga (kW) instalada utilizada exclusivamente para a atividade de irrigação ou aquicultura.
Para a coordenadora da Assessoria Técnica da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG), Aline Veloso, a decisão trará reflexos positivos não apenas para os produtores beneficiados, uma vez que também abrirá portas ao desenvolvimento tecnológico e à utilização de medidores com mais funcionalidades, diminuindo custos dos equipamentos à concessionária pelo ganho em escala.

Fonte:  Canal do Produtor
19 set 2014

Avanço da irrigação esbarra em falta de água

Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a prática poderia crescer em 426% o Valor Bruto da Produção (VBP) se os 30 milhões de hectares destinados à produção agropecuária fossem irrigados, garantindo alta da produtividade sem expansão de área

irrigacaoA irrigação, segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), representa mais de 70% do consumo de água no País, logo, o setor foi um dos principais prejudicados pela falta de chuvas em regiões produtivas e problemas para armazenagem hídrica têm travado a expansão do setor agropecuário.

Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a prática poderia crescer em 426% o Valor Bruto da Produção (VBP) se os 30 milhões de hectares destinados à produção agropecuária fossem irrigados, garantindo alta da produtividade sem expansão de área.

“Temos água, mas ela é mal distribuída pelos períodos de chuva no ano e temos problemas com licenciamento ambiental para a implantação de barragens no curso das águas”, diz o assessor técnica da Comissão Nacional do Meio Ambiente da CNA, Nelson Ananias Filho.

O presidente do Clube da Irrigação e chefe da Divisão Técnica do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Rio Grande do Sul (Senar-RS), João Augusto Telles, acredita que a reserva de água da chuva seria a saída para aumentar os atuais seis milhões de hectares irrigados no País.

Benefícios

Telles destaca que, em média, a produtividade da terra irrigada triplica em relação aos cultivos sem irrigação, chamados de “sequeiro”. Em grãos, frutas e hortaliças (ou orticultura) existem casos de resultados até quatro vezes maiores.

“Isso colabora para atender a demanda da FAO [Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura] para o Brasil, aumento da produção de alimentos sem expansão de áreas”, completa o assessor da CNA.

Ananias explica que as práticas de irrigação trazem benefícios ecológicos, como perenização dos rios e abastecimento de lençóis freáticos.

Outra questão são os custos para manter os sistemas operantes na lavoura, que aumenta proporcionalmente a distância entre a água e a plantação ou o pasto.

“O custo com bombeamento e energia elétrica para os equipamentos são altos. A agricultura não pode se dar ao luxo de irrigar sem necessidade”, enfatiza. “A partir do momento que se desmistifica o uso da água e reconhece o benefício para a agricultura, como parte de um ciclo, poderemos expandir com apoio do [Poder] Executivo”, diz.

Capacitação

Apesar do longo percurso para se atingir as perspectivas do setor, o chefe de divisão do Senar admite que a irrigação está crescendo. “Não como nós queríamos, mas está”, afirma. Uma das causas desta expansão é o Moderinfra, programa de incentivo à irrigação e armazenagem do Ministério da Agricultura, que disponibiliza até R$ 2 milhões para empreendimento individual e até R$ 6 milhões para coletivos. O programa tem vigência até junho de 2015.

Em função deste aumento na demanda, o Senar está desenvolvendo um projeto de capacitação para que os produtores aprendam o manejo dos equipamentos e consigam resultados mais eficazes nas práticas de agricultura irrigada.

“As modalidades de aspersão, microaspersão e gotejamento estão em ascensão. Um bom manejo ainda diminui a entressafra”, lembra Telles.

Fonte: DCI
25 abr 2012

Atingidos pela seca no Nordeste terão linha de crédito especial

O governo vai abrir uma linha de crédito especial para agricultores e setores agroindustriais do Nordeste atingidos pela estiagem

A presidenta Dilma Rousseff também anunciou nessa segunda-feira (23) a liberação de recursos orçamentários e de créditos extraordinários, em reunião com governadores do Nordeste.

Na reunião que ocorreu em Aracaju, a presidenta informou a abertura de um crédito emergencial para atender a pequenos, médios e grandes agricultores com juro de 1% ao ano para pequenos e de até 3,5% ao ano para os grandes. A informação é do ministro de Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, que participou da reunião com os governadores. “Serão recursos do FNE [Fundo do Nordeste]. Inicialmente serão recursos da ordem de R$ 1 bilhão, a serem coordenados pelo Banco do Nordeste”, disse o ministro.

“O que eu posso antecipar são os juros. Para os pequenos agricultores familiares, o juro será na linha do Pronaf [Programa Nacional da Agricultura Familiar], de 1% ao ano, podendo haver o desconto de até 40% do valor para os que pagarem em dia os seus contratos. Os juros para os demais beneficiados será R$ 3,5% ao ano”, destacou o ministro.

De acordo com as regras acordadas pelo governo, os pequenos agricultores terão acesso a empréstimo de até R$ 12 mil. Já os grandes agricultores e os que fazem parte da agroindústria poderão obter empréstimos de até R$ 100 mil.

A linha de crédito faz parte das medidas para minimizar os efeitos da estiagem que, de acordo com dados da Defesa Civil, atinge 33 cidades de quatro estados do semi-árido nordestino. Entre liberações de créditos extraordinários e linhas de créditos especiais, os investimentos somam cerca de R$ 2,7 bilhões.

Fonte: Agência Brasil
10 abr 2012

Novo modelo de irrigação agrícola é desenvolvido pela Esalq

O aumento da população mundial levou à necessidade de maior produtividade no setor alimentício, fazendo com que o mercado de irrigação para agricultura apresente elevados crescimentos anuais em um valor estimado de US$ 2,6 bilhões, segundo dados da Eurodrip

O aumento da população mundial levou à necessidade de maior produtividade no setor alimentício, fazendo com que o mercado de irrigação para agricultura apresente elevados crescimentos anuais em um valor estimado de US$ 2,6 bilhões, segundo dados da Eurodrip. Porém, além de eficientes, os sistemas de irrigação devem atender, também, às exigências ambientais rigorosas para a boa utilização dos recursos hídricos, economia que a maioria dos modelos não proporciona.

Quando existe constatação de que uma área a ser irrigada não é homogênea quanto às características de solo e planta, seria ideal lançar mão do uso de equipamentos de irrigação dispostos de uma tecnologia mais avançada. Estudo realizado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), denominado Desenvolvimento de um aspersor de taxa variada para irrigação de precisão, relata que os sistemas de irrigação que aplicam água em taxa variada são necessários para se realizar um manejo de água diferenciado na área.

Robson André Armindo, autor da pesquisa, revela que essa necessidade pode ser suprida com o projeto de aspersores com aplicação em taxa variada. Ele ressalta que o objetivo do trabalho, cuja tecnologia denominada Aspersor de Vazão Ajustável está com patente depositada desde setembro de 2010, foi o de desenvolver e avaliar um aspersor de taxa variada com potencialidade de utilização em projetos de irrigação de precisão.

“É notória a necessidade de equipamentos que sejam capazes de aplicar variadas lâminas de irrigação a fim de sanar a necessidade hídrica do solo, levando-se em conta a variabilidade espacial e temporal”, diz o pesquisador.

Dessa forma, essa tecnologia originou um aspersor para sistema de aspersão por pivô central ou para sistema linear de irrigação que, além de possibilitar um ajuste altamente preciso, otimiza a distribuição de água. Esse aspersor tem como diferenciais a possibilidade de redução nos gastos com água, fertilizantes, energia, manutenção e mão-de-obra, sem afetar a produtividade; um único aspersor pode aplicar a vazão desejada sem a necessidade de troca de bocais; possui estrutura reduzida com área de varredura ampla e uniforme, proporcionando maior qualidade da produção; é de fácil aplicação e ajuste às culturas e terrenos diversificados.

Desenvolvimento da pesquisa

Dois protótipos foram desenvolvidos realizando-se, no Laboratório de Hidráulica do Departamento de Engenharia de Biossistemas (LEB), suas referidas calibrações bem como o ajuste de seus coeficientes de descarga. Uma modelagem foi desenvolvida para se estabelecer uma equação para predição de vazão em aspersores de taxa variada. A calibração do protótipo do aspersor de taxa variada I apresentou resultados estatísticos satisfatórios, entretanto resultados técnicos questionáveis.

O processo de calibração do protótipo de taxa variada II apresentou resultados estatísticos e técnicos satisfatórios, sendo o protótipo escolhido para realização de ensaios de campo e posteriormente sua automação.

Em ensaios de campo, determinaram-se perfis radiais de distribuição para o segundo protótipo, seguindo as recomendações da norma técnica da American Society of Agricultural and Biological Engineers (ASABE), encontrando-se os alcances correspondentes às diversas vazões ensaiadas e com os dois defletores rotativos de quatro e seis jatos testados em campo.

A automação desse protótipo foi realizada por meio do acionamento de um motor de passo utilizando-se a comunicação de porta paralela de um microcomputador controlada por um software desenvolvido em linguagem pascal em ambiente Delphi. Os resultados proporcionaram a viabilidade técnica da idéia de construção de um aspersor de taxa variada a ser utilizado em projetos de irrigação de precisão.

A pesquisa, que agora aguarda uma avaliação final para o registro de patente, foi realizada no então Programa de Pós-graduação (PPG) em Irrigação e Drenagem, atual PPG em Engenharia de Sistemas Agrícolas, com orientação do professor Tarlei Arriel Botrel, do Departamento de Engenharia de Biossistemas (LEB) da Esalq.

Fonte original: Assessoria de Comunicação da Esalq

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