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29 nov 2012

Leite: preços melhoram para produtor rural

O aumento do consumo e a redução da produção em razão da estiagem que atingiu o centro-oeste brasileiro e o sul do País provoca, agora, elevação do preço pago aos produtores rurais pelo leite entregue nos laticínios catarinenses

O Conselho Paritário Produtor/Indústria de Leite do Estado de Santa Catarina (Conseleite) projetou em R$ 0,7042/litro o preço de referência para o leite padrão, mas o mercado está pagando acima de R$ 0,8430 em razão da escassez do produto.

O Conselho definiu neste mês os três valores de referência para o leite: R$ 0,8098 para aquele acima do padrão; R$ 0,7042 para o padrão e R$ 0,6402 para o leite abaixo do padrão. Em relação ao mês anterior, os preços cresceram em 1,1% e a tendência é permanecerem estáveis.

O presidente do Conseleite e vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC), Nelton Rogério de Souza, explica que os preços estão aquecidos porque a demanda das indústrias está forte.

A seca que assolou o território catarinense neste ano não reduziu a produção estadual que, ao contrário, registra 9% de crescimento, mesma taxa de expansão verificada em 2011. A ampliação da base produtiva do leite decorre do fato de gerar renda mensal, ao contrário das lavouras e da pecuária intensiva.

No mercado real, os criadores estão recebendo valores maiores que, em razão da qualidade, da quantidade e de outras condições. A atividade leiteira continua sendo uma excelente fonte de renda para os produtores rurais catarinenses.

As famílias brasileiras estão ampliando o consumo de produtos lácteos de maior valor agregado e de melhor qualidade à medida que aumentam sua renda. Este cenário é observado principalmente nas classes C, D e E, que também estão dispostas a pagar mais caro por estes itens, mesmo que isso resulte na elevação dos gastos.

Essa tendência foi confirmada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP).

Na classe C, o levantamento aponta que o aumento de 1% da renda gera incremento de 0,4% no consumo e uma elevação de 1,14% nas despesas com estes produtos. Nas classes D e E, o mesmo ganho de 1% na renda amplia o consumo em 0,6% e os gastos em 1%.

RIQUEZA

O leite é uma riqueza econômica e nutricional em Santa Catarina. Quinto produtor nacional, o Estado gera 2,2 bilhões de litros/ano. Praticamente todos os 190.000 estabelecimentos agropecuários produzem leite, o que gera renda mensal às famílias rurais e contribui para o controle do êxodo rural.

O oeste catarinense responde por 60% da produção com cerca de 50.000 estabelecimentos rurais.O aumento do consumo e a redução da produção em razão da estiagem que atingiu o centro-oeste brasileiro e o sul do País provoca, agora, elevação do preço pago aos produtores rurais pelo leite entregue nos laticínios catarinenses

Fonte: Expresso MT
07 nov 2012

Leite com mais qualidade e menos imposto no caminho

Conferência nacional traça metas para aperfeiçoar a produção no país

Menos custos e melhor logística para os produtores, mais alimentos de qualidade a preços justos na mesa do consumidor. Estas metas estão sendo buscadas pelos participantes da 1ª Conferência Nacional do Leite, que termina amanhã, em Brasília.

Um documento propondo uma política brasileira para o setor, que movimenta R$ 50 bilhões por ano, será apresentado ao final do evento. Relator da Subcomissão Permanente do Leite na Câmara Federal, o deputado Alceu Moreira (PMDB-RS) diz que o embrião da conferência deve ser a criação do Conselho Nacional do Leite.

Os 1,3 milhão de produtores do país querem melhor estrutura, como energia elétrica potente para resfriar o leite cru e elaborar ração para as vacas com máquinas. Também reivindicam estradas e escolas para evitar que os filho migrem às cidades.

Moreira diz que outra preocupação são os custos. No Brasil, o leite é tributado já na produção, desde o momento da compra da ração e dos insumos. O deputado entende que o Uruguai e a Argentina, que cobram os impostos sobre o lucro, levam vantagem na disputa de mercados:

Aqui, ao olhar para uma vaca, o produtor sabe que 30% do animal pertence ao governo.

Depois de um dia marcado por debates internos, hoje devem ser alinhavadas as propostas para a política nacional. Integrante do Conselho Estadual do Leite (Conseleite-RS), Carlos Feijó diz que os produtores exigem, antes de tudo, melhor logística.

Uma das reivindicações é por uma escola técnica especializada, nos moldes das que existem em Minas Gerais. Feijó ressalta que é necessário formar ordenhador, inseminador e também funcionários da indústria, como pasteurizadores e controladores de qualidade:

Com melhorias na produção, os primeiros resultados serão produtos de qualidade para o consumidor.

Fonte: Zero Hora
16 ago 2012

Ambiência para boa produtividade de leite

Disponibilidade de água, leite e sal mineral é uma das medidas que garantem a qualidade de vida dos animais

Para alcançar altas produtividades na produção intensiva de leite a pasto, existem algumas práticas de manejo que devem ser tomadas. Entre aspectos como adubação correta do pasto e utilização de pastejo rotacionado, o produtor rural deve atentar para a ambiência dos animais, ou seja, aspectos voltados para a qualidade de vida que incluem a disponibilidade de sombra, água e sal mineral. Segundo Marco Aurélio Bergamaschi, médico veterinário e supervisor de manejo animal da Embrapa Pecuária Sudeste, a atual condição climática do país é extremamente favorável para a produção de volumoso de alta qualidade a baixo custo, já que há disponibilidade de água, luz e temperaturas adequadas. Por isso, o produtor deve fazer sempre um manejo adequado, respeitando o ciclo de cada planta e realizando análises de solo antes da adubação.

— Hoje, dentro do custo de produção, o componente “terra” é importante em relação à rentabilidade de toda a atividade. Então, quando conseguimos fazer uma produção maior, considerando uma mesma área, teremos grandes vantagens. Primeiro, pelo aspecto do custo “terra”. Segundo, por trabalhar com o mesmo volume ou superior ao que já vinha sido trabalhado utilizando um espaço menor. Com isso, é possível disponibilizar essa área para outras culturas — afirma o médico veterinário.

De acordo com ele, ainda existe, no Brasil, um sério problema: a falta de alimento para os animais. Então, nas propriedades onde não existe especialização, gestão ou controle, a produtividade pode dobrar em relação ao que se produz durante o inverno.

— Todo processo de adubação deve passar por um rígido controle e gerenciamento. O primeiro passo fundamental é que, durante o inverno, sejam colhidas amostras de solo e mandadas para análise. Após esse processo, é feita a interpretação e a recomendação dos nutrientes necessários. Ainda durante o inverno, é importante que seja feita a aplicação do calcário e, depois do início das chuvas, a suplementação com outros nutrientes — orienta.

Já em relação ao pastejo rotacionado, Bergamaschi diz que o primeiro passo que o produtor precisa tomar é fazer a divisão da área em piquetes, de acordo com cada variedade de pastagem. Após essa divisão, os animais irão pastar em períodos regulares, um piquete após o outro. O número de piquetes depende da variedade implantada.

— Para que os animais permaneçam em condições adequadas e respondam ao manejo, eles precisam ter a chamada ambiência, ou seja, qualidade de vida dentro da propriedade. Uma delas é a sombra, pois é durante o dia que ocorre o processo de ruminação. A mesma questão ocorre com a água. Esses animais, quando produzem entre 40 e 50 litros por dia, necessitam de grande quantidade de água, podendo chegar a 150 litros por dia. Normalmente em sistemas rotacionados, cada área de descanso deve ser composta por áreas de sombra, água e sal mineral — conta.

Além disso, o médico veterinário diz que é necessário realizar um controle leiteiro e, a partir desse controle, fazer o balanceamento da dieta, fornecendo os concentrados necessários para que a dieta seja balanceada. Entre esses concentrados, ele cita o milho, a soja, o caroço e o farelo de algodão, por exemplo. Segundo ele, a alimentação pode representar até 70% dos custos de produção.

Fonte: Portal Dia de Campo