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09 abr 2013

Caos logístico do Brasil dá lucro aos EUA

Para presidente da SLC, uma das maiores donas de terras do País, situação favorece produtor americano

brasil-euaO presidente (CEO) da SLC Agrícola, Aurélio Pavinato, disse ontem que o caos logístico está aumentando os ganhos dos países produtores de grãos que competem com o Brasil. “O preço está mais alto para pagar a conta Logística brasileira, e o produtor americano está ganhando mais do que isso”, exemplificou.

A rentabilidade da produção brasileira, em compensação, está caindo. “Hoje (a Logística) está gerando uma perda para toda a cadeia. O produtor está ganhando menos, a trading, que já estava comprada, está perdendo, e o consumidor vai pagar mais pelo produto”, argumentou.

A SLC Agrícola é uma das maiores proprietárias de terras e uma das maiores produtoras agrícolas do País em área cultivada de algodão, soja e milho. Segundo Pavinato, com os atuais custos logísticos, o Brasil não tem condições de competir no mercado de milho com Estados Unidos, Argentina e Europa.

Ele destacou que hoje o custo de transporte para levar o milho de Mato Grosso até o Porto custa entre 50% e 60% do valor do produto. Na soja, esse porcentual está em, no máximo, 30%.

O executivo avaliou, ainda, que a maior volatilidade das cotações das commodities agrícolas, com o aumento do cultivo em áreas marginais, de maior risco climático, e o maior volume de negociação dos grãos no mercado financeiro, exige rigoroso controle das despesas. “O custo de fertilizantes tem oscilação muito grande ao longo do ano.

Se você compra no período errado, fixa custo alto”, explicou.

O executivo da SLC Agrícola afirmou que a empresa está reduzindo o ritmo de comercialização futura da safra 2013/14 em consequência dos altos preços do frete. “Está mais difícil vender por causa da superestimativa dos fretes.” Para ele, no entanto, há uma tendência de reequilíbrio nos preços para transportar os grãos, com a adaptação à Lei dos Caminhoneiros e investimentos das empresas transportadoras. A empresa vende toda a produção de milho e soja na fazenda, de acordo com Pavinato.

O executivo afirmou que os preços atuais de milho e soja, em queda na comparação com o ano passado, correspondem a uma precificação de uma safra cheia nos Estados Unidos e no Brasil, mesmo movimento visto no período anterior, antes da seca diminuir a produção americana.

Na avaliação de Pavinato, há espaço para uma boa remuneração da produção de milho no Paraná, mesmo com a safra cheia, por causa dá demanda existente das agroindústrias, especialmente em Santa Catarina.

A companhia projeta cultivar 310 mil hectares na safra 2013/14, ante 280 mil hectares no ciclo 2012/13. As três culturas (milho, soja e algodão) devem crescer em área plantada, mas a distribuição das culturas ainda não foi definida. O crescimento da área cultivada se dá sobre áreas adquiridas e que serão abertas pela SLC nesse ciclo, parcerias com produtores e arrendamentos.

Pavinato disse que a empresa continua a comprar terras, mas espera acomodação dos preços para novos negócios. A tendência, a longo prazo, é que o preço das terras continue subindo.

Fonte: O Estado de S. Paulo
11 mar 2013

Reajuste do diesel agrava dificuldades logísticas da agricultura

O aumento do preço do diesel concedido pela Petrobras nesta semana é mais um agravante para agricultura, que já enfrenta desafios logísticos e de custos para escoar a safra recorde de grãos 2012/2013, disseram representantes ligados ao setor

reajuste-dieselO aumento do preço do diesel concedido pela Petrobras nesta semana é mais um agravante para agricultura, que já enfrenta desafios logísticos e de custos para escoar a safra recorde de grãos 2012/2013, disseram representantes ligados ao setor.

A agricultura utiliza diesel em todas as etapas de produção, desde a preparação do solo até a colheita e o transporte da mercadoria, e seus custos são atrelados ao preço do combustível.

Na última terça-feira (5) a Petrobras anunciou um reajuste de 5% no preço do diesel nas refinarias, naquele que é o quarto aumento de preço do combustível desde meados de 2012.

“Provavelmente, deveremos ter maior pressão nos preços dos fretes por conta da alta do diesel”, disse a superintendente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rosemeire dos Santos.

Mesmo excluindo o custo do frete, Rosemeire calcula que as despesas operacionais no campo devem subir 0,5% por conta do reajuste, pois o diesel é usado em máquinas e implementos.

Nos cálculos da Confederação Nacional do Transporte (CNT), o reajuste do diesel – item de maior peso para a operação das transportadoras – resultará em alta de 1,25% no custo do frete de cargas transportadas por caminhões no Brasil.

Sem fortes altas 

Com a pressão para escoar uma safra recorde, os preços do frete rodoviário do Mato Grosso aos portos do sul e do sudeste brasileiro já estão em máximas históricas, acima de R$ 300 por tonelada, segundo a corretora Centrogrãos, que não vê muito espaço para reajustes expressivos.

É justamente o já alto custo do transporte de produtos que pode impedir um impacto maior do aumento do diesel.

“O nosso frete já está pela hora da morte, pelos apagões logísticos… temos problemas nas estradas, portos entupidos… Não vai ter um efeito tão grande [a alta do diesel ], porque o frete já está tão inflacionado”, disse o diretor do Centrogrãos, João Birkhan.

Em relação ao pico de preço registrado em 2012, o frete entre o Estado do Mato Grosso, principal produtor de soja do País, e os portos da costa brasileira está 40% mais caro.

Para o presidente da Associação Brasileira de Transporte Logística e de Carga (ABCT), Newton Gibson, é preciso levar em conta que, seja qual for o impacto da alta do preço do diesel , ele vem se somar a outros custos, como os decorrentes de estradas em condições bastante ruins.

O efeito da pressão dos custos só não é maior sobre os agricultores porque os produtos estão sendo vendidos a preços historicamente elevados, depois da quebra da safra nos Estados Unidos no ano passado, o que evita, por ora, que as margens de lucro caiam ainda mais.

Fonte: DCI
17 dez 2012

Indústria da soja vislumbra margens melhores em 2013

A colheita de uma safra recorde deve assegurar margens melhores para a indústria processadora de soja em 2013, apesar das preocupações com o aumento dos custos logísticos

soja plantado 22 de janeiro com 36 diasDe acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove), o país deve produzir 81,3 milhões de toneladas da commodity na safra 2012/13, um aumento de 20% em relação à última colheita, castigada pela estiagem.

Segundo Fábio Trigueirinho, secretário-geral da entidade, o aumento do volume fará com que a indústria reduza a ociosidade de sua capacidade instalada em pelo menos cinco pontos percentuais, a 25%. “Vamos ter um ganho de escala e, consequentemente, uma redução do custo unitário”, explica ele.

Por outro lado, o presidente da Abiove, Carlo Lovatelli, pondera que as processadoras devem sofrer um aumento nos custos de transporte. Segundo ele, os fretes rodoviários devem subir entre 40% e 50% acima do usual no pico da safra, em março, devido ao aumento do volume e à escassez de caminhões e motoristas. “Estamos perdendo capacidade de transporte”.

De acordo com a projeção da Abiove, o Brasil deve exportar 55,2 milhões de tonelada de soja e derivados, com uma receita estimada em US$ 30 bilhões, em 2013 – um recorde. Neste ano, a estimativa de exportação é de 46,8 milhões de toneladas, com receita de US$ 25 bilhões.

Fonte: Valor Online
05 dez 2012

Para empresários, novo modelo para ferrovias acabará com atrasos em obras

A construção de 10 mil quilômetros de ferrovias, cujos leilões de concessão estão previstos para o primeiro semestre do ano que vem, vai exigir R$ 56 bilhões em investimentos nos próximos cinco anos, dos quais cerca de R$ 40 bilhões deverão ser financiados pelo BNDES

A construção de 10 mil quilômetros de ferrovias, cujos leilões de concessão estão previstos para o primeiro semestre do ano que vem, vai exigir R$ 56 bilhões em investimentos nos próximos cinco anos, dos quais cerca de R$ 40 bilhões (71,5% do total) deverão ser financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O banco, que há 60 anos fez o primeiro empréstimo da sua história para a modernização da Estrada de Ferro Central do Brasil (Minas-Rio-São Paulo), prepara-se para apoiar financeiramente o plano do governo de ter esses 10 mil quilômetros de novos trilhos, em plena operação, até 2020.

A meta é otimista, na visão de especialistas e de executivos do setor, considerando-se o passado recente da expansão da malha ferroviária brasileira, marcada por questionamentos dos órgãos ambientais e de controle, por atrasos e aumento de custos nas obras. Mas o que anima empresários é que o novo modelo definido para operação e exploração do setor ferroviário, em que as ferrovias serão repassadas a empresas privadas em regime de concessão, tende a resolver o problema de baixa execução das obras realizadas pelo governo.

Um exemplo de baixa execução no setor é o da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), cujo primeiro trecho, entre Ilhéus e Caetité, na Bahia, com 530 quilômetros de extensão e custo de R$ 2,4 bilhões, deveria ter sido concluído neste ano, mas só está com 12% de execução até agora e tem previsão de ficar pronto em 2014. Com a extensão sul da Ferrovia Norte-Sul (FNS), acontece algo parecido. A execução da obra está na casa dos 25% e o atraso é de cerca de dois anos. O trecho, que se estende de Ouro Verde (GO) até Estrela dOeste (SP), deverá estar pronto também em 2014 a um custo de mais de R$ 3 bilhões.

“O novo modelo é um avanço, temos que apostar que vai ficar de pé, dar certo. Ele [o modelo] deve permitir resolver esse problema da baixa execução do governo, embora as metas, em termos de cronogramas, sejam muito otimistas”, disse um consultor que preferiu não se identificar.

Renato Voltaire, diretor da Associação Nacional dos Usuários de Transporte de Carga (Anut), disse que a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), responsável pelo planejamento, desenvolvimento, pesquisas e prestação de serviços no setor, criou força-tarefa que deverá fazer as concessões deslancharem. Voltaire considera que conseguir fazer as licitações dos 10 mil quilômetros de ferrovias até junho pode ser um plano muito ambicioso, mas pondera: “Mesmo que lance as licitações e faça correções de rumo depois, é melhor do que não fazer nada.”

A EPL prevê licitar em abril novos trechos a serem construídos e administrados por empresas privadas. Esse primeiro grupo de projetos, considerado mais atrativo pelo mercado, inclui os tramos norte e sul do Ferroanel de São Paulo, o acesso ao porto de Santos, o trecho entre Lucas do Rio Verde (MT) e Uruaçu (GO), a extensão norte da Norte-Sul, entre Açailândia (MA) e Vila do Conde (PA), além do trecho entre Estrela dOeste, Panorama (SP) e Maracaju (MS), importante pois permitirá a ligação da Ferrovia Norte-Sul com a malha da ALL até o porto de Santos. No grupo dois, com previsão de licitação em junho, existem malhas como a que liga Uruaçu (GO) a Campos dos Goytacazes (RJ), Belo Horizonte-Salvador, Salvador-Recife e Rio de Janeiro-Campos-Vitória (ES), entre outros.

A EPL informou que os estudos para as novas concessões estão em execução de forma que seja possível cumprir o cronograma previsto. Nas obras em andamento a cargo da Valec, Engenharia, Construções e Ferrovias, empresa de engenharia ferroviária ligada ao Ministério dos Transportes, o governo trabalha para recuperar o tempo perdido. Além da Fiol, atrasada em pelo menos dois anos, a Ferrovia Norte-Sul é outra obra cujo andamento mostrou-se complexo.

Licitada no fim da década de 80, a ferrovia tem trechos em obras e a inauguração do traçado original, entre Açailândia (MA) e Anápolis (GO), está previsto para setembro de 2013, 26 anos depois de o projeto ter sido licitado. A expectativa é de que, com o novo modelo, o governo poderá evitar, na construção da nova malha, erros que levaram o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ibama a questionar os projetos da Fiol e da Norte-Sul, o que contribuiu para os atrasos.

A EPL informou que está conduzindo trâmites para obtenção da licença prévia (LP), que é a licença que garante a viabilidade ambiental do trecho a ser licitado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Essa ação pode antecipar, em até dois anos, a obtenção das licenças ambientais se comparado com o cenário no qual o licenciamento é iniciado pelo novo concessionário, disse a EPL.

A Norte-Sul, no trecho entre Palmas (TO) e Anápolis (GO), vem servindo de referência para o TCU criticar outros projetos, disse o presidente da Valec, Josias Cavalcante. A Valec passa a ter também a função de comprar e vender capacidade das ferrovias “ao menor custo possível”, disse Cavalcante. O trecho Palmas-Anápolis deverá ser o piloto do novo modelo de livre acesso ao setor ferroviário, ainda em fase de definições legais. “Esse trecho da Norte-Sul [entre Palmas e Anápolis] vai ser o primeiro a estar disponível para o mercado, mas se vai ser o primeiro a ser ofertado ainda não é possível dizer”, disse Cavalcante.

O novo modelo será baseado no livre acesso dos operadores logísticos aos trilhos. As ferrovias, porém, não serão mais construídas pela Valec, como aconteceu até agora, mas por empresas privadas que vão também administrar a malha em contratos de concessão de 25 anos. Quando a ferrovia estiver pronta, a Valec vai comprar a capacidade e ofertá-la ao mercado. Vários operadores poderão transitar em uma mesma via, o que tende a acirrar a concorrência. No modelo atual, há um monopólio natural uma vez que o concessionário também opera os trens.

Nos novos projetos, a Valec terá o papel de comercializadora, remunerando, com o dinheiro arrecadado da compra e venda de capacidade, o concessionário, que será encarregado de construir e manter a ferrovia. O gerente de infraestrutura e logística do BNDES, Dalmo Marchetti, entende que os propósitos de ampliar a malha e atrair a carga geral representam novas metas para o setor ferroviário que não estavam previstas nas privatizações. “Nunca foi meta dos contratos de concessão [a expansão e a atração de novas cargas]. As metas dos contratos de concessão eram aumento da produção [de cargas] e a redução de acidentes. Todas foram obtidas.” Ele acrescentou que o futuro será de expansão da rede, atração de carga geral, maior competição entre os operadores e redução e tarifas.

O chefe do Departamento de Infraestrutura e Logística do banco, Cleverson Aroeira, diz que a sociedade brasileira sempre esperou um papel mais significativo das ferrovias na matriz de transportes. Hoje, segundo o BNDES, as ferrovias transportam apenas 23% da carga geral que circula no país, deixando os outros 77% para as rodovias.

É nessa perspectiva que o BNDES espera começara a receber no segundo semestre de 2013 as primeiras demandas por financiamentos referentes às novas obras a serem licitadas pelo governo a partir do primeiro semestre. O banco tem também a perspectiva de financiamentos para o usuário-investidor, outra figura nova no cenário das ferrovias. Usuários já vêm investindo no aumento da malha.

Fonte: Valor Online
29 nov 2012

Estoque em queda no Brasil dá impulso ao milho dos EUA

A seca que dizimou a safra americana do milho no meio do ano levou a cotação do grão às alturas e fez compradores correrem para países como Brasil, Argentina e Ucrânia em busca de preços menores

A seca que dizimou a safra americana do milho no meio do ano levou a cotação do grão às alturas e fez compradores correrem para países como Brasil, Argentina e Ucrânia em busca de preços menores.

Mas, agora, o preço do milho nos Estados Unidos caiu. Já em outros países, os estoques do grão estão encolhendo, o que leva parte do mercado a apostar que o milho americano em breve estará de novo em demanda.

Tom Crouch, gerente da TKC Investments, uma consultoria para operações com commodities da Flórida, está apostando nessa volta por cima. Seu raciocínio: quem quer comprar “acabará tendo que procurar os EUA”.

Importadores de grãos do Japão e de Taiwan, entre outros, ficaram de fora do mercado americano nos últimos meses, quando a feroz estiagem nos EUA devastou lavouras e fez os preços baterem em mais de US$ 8,30 por bushel em agosto. Entre setembro e meados de novembro, os EUA exportaram 470,1 milhões de bushels de milho, a menor marca em mais de 30 anos, disse Dave Marshall, da corretora TCFG LLC.

A queda na demanda reverteu a alta nos preços, embora a cotação em contratos futuros tenha tido leve recuperação depois das mínimas registradas recentemente. O contrato do milho para entrega em dezembro fechou ontem em US$ 7,60 o bushel, 5,8% acima do mínimo de 12 de novembro. Crouch, que administra US$ 2,1 milhões em ativos, prevê agora que a cotação passe de US$ 8 por bushel no começo do ano que vem, pois a redução dos estoques de outros países traria compradores de volta.

Investidoes e operadores de commodities dizem ter notado sinais de aumento da demanda pelo milho americano. Na semana passada, um boletim do governo revelou que exportadores tinham registrado mais pedidos recentemente do que os operadores esperavam.

Muitos dos compradores que fugiram dos EUA migraram para o Brasil. Com o aumento da demanda, as exportações brasileiras terão mais do que dobrado no período de um ano a ser encerrado em 30 de junho de 2013, segundo a organização intergovernamental Conselho Internacional de Grãos. Mas o Brasil também estaria enfrentando problemas. Operadores do mercado dizem que certos produtores estão ficando sem milho para vender. Congestionamento nos portos estariam atrasando embarques. E a cotação do milho no Brasil está subindo.

Em geral, o milho brasileiro custa menos do que o americano. Mas, ultimamente, a diferença – que pode chegar a US$ 1 por bushel – vem caindo, pois o apetite pelo milho do Brasil sobe com a queda na oferta. No mercado dirigido a compradores asiáticos, a diferença de preço entre o grão brasileiro e o americano caiu 50% desde agosto, para cerca de US$ 0,51 por bushel.

A trading japonesa Continental Rice Corp., especializada em commodities agrícolas, já está considerando comprar milho dos EUA ao invés do Brasil. O presidente da firma, Nobuyuki Chino, disse que a lentidão em portos brasileiros atrasou a entrega de 900.000 toneladas de milho para o Japão. O executivo espera que mais compradores procurem os EUA, o que elevaria a cotação do grão em pelo menos US$ 0,50 por bushel nas próximas semanas.

Adel Yusupov, diretor regional do Conselho de Grãos dos EUA para o Sudeste Asiático, disse que compradores de Taiwan também aumentaram a compra de milho nos EUA devido à queda da oferta no Brasil.

Ainda assim, dizem analistas, muitos compradores estariam dispostos a aguardar a próxima safra da América do Sul, em fevereiro, em vez de comprar o milho americano, mais caro.

Rich Nelson, diretor de pesquisa da corretora e consultoria Allendale Inc., é menos otimista sobre as exportações de milho americanas para o ano-safra corrente, iniciado em 1o de setembro. Segundo ele, o Departamento de Agricultura dos EUA poderia estar superestimando em até 22% as prováveis exportações. “Nossos preços vão continuar altos demais comparados com os da América do Sul”, diz Nelson.

Certos analistas sustentam que a alta dos preços do trigo, alternativa comum ao milho na ração animal, também vai turbinar a demanda do milho americano entre compradores estrangeiros. A estiagem nos EUA e na Austrália poderia manter a cotação do trigo alta o suficiente para desincentivar seu uso.

Damien Courvalin, analista da Goldman Sachs Group, disse em nota recente que “a janela para as exportações de milho dos EUA poderia abrir em breve” à medida que o estoque cai e os preços sobem no Brasil, Argentina e Ucrânia.

Fonte: Valor Online

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