O tamanho do seu projeto, não muda o tamanho da nossa dedicação.
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28 set 2012

Logística no agronegócio

O agronegócio brasileiro parece ter chegado a uma encruzilhada

Com os investimentos em tecnologia, a produtividade vem aumentando e gerando crescimento constante da produção de alimentos no País. Mas o gargalo da logística está ficando cada vez mais estreito. Um estudo da Bunge divulgado nesta semana pelo DCI dá conta de que a agricultura brasileira perde nada menos do que US$ 5 bilhões todos os anos com a deficiência de estocagem e transporte.

O problema ficou ainda mais claro em 2012, quando produtores de suínos e aves de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além dos estados do nordeste, precisaram dos estoques de milho da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) localizados no centro-oeste. Até o momento, o mais de 1 milhão de toneladas do cereal não se moveu. Não existe estratégia para deslocar o produto, centralizado nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Produtores estão estocando o milho a céu aberto, pois não há armazéns suficientes para atender ao aumento da segunda safra do grão. Aliás, não há locais para estocar a produção de grãos em lugar algum do Brasil. Tanto que todo ano, no período de colheita da soja, vemos repetirem-se as tradicionais longas filas de caminhões próximas ao Porto de Paranaguá, no Paraná, e ao de Santos, em São Paulo.

Apelidadas de “armazéns sobre rodas”, essas filas ocorrem porque o produtor prefere colocar sua produção em cima dos caminhões e mandá-la para os portos, mesmo não tendo as guias de embarque necessárias para que os veículos sejam descarregados. E o problema tende a aumentar na mesma proporção do crescimento de nossas safras.

Fonte: DCI

05 set 2012

Milho vai ser transportado pelo Exército

O abastecimento de milho virou questão de segurança nacional

O abastecimento de milho virou questão de segurança nacional. O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, apelou ao ministro da Defesa, Celso Amorim, pedindo que as Forças Armadas apoiem a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na remoção de milho dos estoques governamentais armazenados em Mato Grosso e Goiás, que está sendo vendido a preços subsidiados a pequenos criadores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e da Região Nordeste, onde a estiagem provocou forte quebra da safra.

O diretor de Operações e Abastecimento da Conab, Marcelo de Araújo Neto, relatou que na semana passada o brigadeiro Carminati, interlocutor designado pelo ministro Celso Amorim, pediu uma série de informações sobre rotas e volumes. “Enviamos as informações e agora estamos aguardando que o Ministério da Defesa se posicione, dizendo em que poderão ajudar, quais são os tipos de caminhões e qual a logística que podem ofertar.”

Araújo Neto acredita que até quinta-feira a Conab deve dispor de dados concretos do Ministério da Defesa sobre a frota disponível e quais as rotas que poderão ser atendidas, para então dar início à formalização do convênio. Ele estima que, com a ajuda das Forças Armadas, a Conab removerá mais 400 mil toneladas de milho para atender os pecuaristas e criadores de aves e suínos que enfrentam problema com escassez e alto preços do cereal, que disparou a partir de junho, quando foi confirmada a forte quebra da safra dos Estados Unidos.

Na Região Nordeste, o milho do governo é vendido a R$ 18,12 a saca nos lotes de até 3 toneladas para os produtores enquadrados nos programas da agricultura familiar, valor bem abaixo dos R$ 40 praticados no mercado das principais praças e dos R$ 50 nas regiões mais distantes, o que reflete o frete para remoção do cereal do Centro-Oeste. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o limite de compra por produtor é de 27 toneladas, ao custo de R$ 21 a saca de 60 quilos, enquanto no mercado o cereal é negociado a R$ 35 a saca.

Dificuldades. A Conab está enfrentando dificuldades para remoção do milho desde o fim de julho, quando os motoristas autônomos bloquearam as rodovias em protesto contra a nova Lei dos Caminhoneiros. A partir de agosto, as empresas que tinham arrematado o frete nos leilões da Conab mostraram desinteresse em cumprir os contratos, alegando que a nova legislação elevou os custos, pois as viagens nas longas distâncias se tornaram mais demoradas, por causa da redução da jornada de trabalho do motorista empregado.

Sinal de alerta. Para o presidente da Conab, Rubens Rodrigues dos Santos, além do argumento das transportadoras sobre a nova legislação, outro fator que contribuiu para reduzir o interesse das transportadoras foi o aumento da demanda por caminhões para exportação de milho, que atingiram o recorde de 2,761 milhões de toneladas em agosto.

Ele explica que as viagens para os portos e terminais rodoferroviários são mais curtas e têm garantia de frete de retorno, o que não ocorre na remoção dos estoques da Conab, cujas rotas estão fora dos trechos tradicionais.

Segundo balanço da Conab, até a semana passada foram escoadas 226,3 mil toneladas das 380,3 mil toneladas que têm fretes contratados por meio dos leilões. Do total, 199,3 mil toneladas já foram descarregadas no destino.

Na quinta-feira, a Conab realiza mais um leilão de frete para contratar a remoção de mais 116,8 mil toneladas. O presidente da Conab afirmou que os valores dos fretes devem ser maiores que as do leilão realizado na semana passada, quando houve interesse para remoção de apenas 2 mil toneladas das 101 mil ofertadas.

Fonte: O Estado de S. Paulo
05 set 2012

Oferta tropeça na logística

O apagão logístico chegou ao milho. Há falta de caminhões para transportar milho em vários estados das Regiões Sul e Nordeste

O apagão logístico chegou ao milho. Há falta de caminhões para transportar milho em vários estados das Regiões Sul e Nordeste. E a saída para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ligada ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) foi recorrer ao próprio Exército para auxiliar no deslocamento do milho do Mato Grosso para estados do nordeste e do sul, por sugestão do ministro Mendes Ribeiro.

 A Conab terá que garantir a pequenos criadores o abastecimento de 400 mil toneladas do milho dos estoques do governo, mas o transporte “é extremamente difícil” desde a greve dos caminhoneiros que provocou um efeito cascata na demanda nacional por frete rodoviário de cargas. A greve de caminhoneiros no fim de julho afetou o transporte de milho e outros cereais ante a supersafra de grãos. A aquecida demanda mundial que ocupa todas as rotas da safra até os portos tornou difícil a contratação pelo governo de fretes para a distribuição de seus estoques de milho.

Assim, apesar de a safra de milho vir a atingir mais de 70 milhões de toneladas, há áreas do País que não são produtoras ou sofreram os efeitos de uma estiagem severa no início do ano -caso do Rio Grande do Sul, sem o cereal.

A situação revela os gargalos nacionais de infraestrutura e de logística, especialmente num momento de elevada demanda externa e uma safra acima da expectativa. O governo também quer garantias do setor de soja de que não faltará o grão para o abastecimento do mercado interno na entressafra este ano, depois de grandes volumes terem sido exportados.

E a situação não deverá melhorar daqui para a frente, uma vez que com os altos preços internacionais haverá um nova supersafra no País que será colhida até abril de 2013.

Fonte: DCI
10 ago 2012

Ferrovia e desenvolvimento

As dimensões continentais do Brasil e o aumento das exportações exigem o planejamento de construção do sistema de transporte intermodal eficiente, de forma a permitir a integração do território nacional e o desenvolvimento de todas as regiões brasileiras

As dimensões continentais do Brasil e o aumento das exportações exigem o planejamento de construção do sistema de transporte intermodal eficiente, de forma a permitir a integração do território nacional e o desenvolvimento de todas as regiões brasileiras. Sem contar, que os desafios impostos pelo mercado globalizado forçaram a diminuição dos custos, o aumento da competitividade e de inovação tecnológica.

A implantação do sistema ferroviário mato-grossense será um novo impulso de desenvolvimento regional, atração de novos investimentos, geração de emprego e renda e melhoria social dos municípios do entorno das ferrovias.

Seguindo as metas do Plano Estadual de Logística, o governador Silval Barbosa está dando continuidade à implantação da Ferrovia Senador Vuolo, em funcionamento os terminais de Alto Araguaia, Alto Taquari e Itiquira. No início de 2013, fica pronto o terminal de Rondonópolis. Quando a ferrovia chegar à Cuiabá, sairão duas ramificações: a Cuiabá-Santarém e a Cuiabá-Vilhena.

Outro projeto ferroviário, em andamento, pelo governo federal, é a da integração Centro-Oeste e Norte-Sul, saindo de Campinorte (GO) com trajeto pelos municípios mato-grossenses de Cocalinho, Água Boa e Lucas do Rio Verde. A licitação está prevista para sair no 2o semestre de 2013, com início das obras em 2014.

Paralelo a esses projetos, o governador Silval Barbosa determinou estudos para implantação de ramais ferroviários, articulando a malha ferroviária de integração aos centros produtivos do estado.

A reorganização econômica passa a ter maior impulso com a malha ferroviária, pois é considerada indutora do desenvolvimento. Um exemplo típico foi o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) nas cidades mato-grossenses onde estão os terminais ferroviários. Em Alto Araguaia e Alto Taquari, o PIB anual passou de 21 milhões de reais, em 2002, para 57 milhões de reais em 2009, triplicando o PIB referente ao setor agropecuário e industrial, aumentando em dez vezes o PIB para o setor de serviços.

Outro fato interessante foi o que vem ocorrendo em Tocantins. Os produtores locais, na região por onde passa a ferrovia, estão se organizando para aumentar a produção agrícola, em função da malha ferroviária Norte-Sul.

Pesquisadores da logística dos modais de transportes sempre comprovaram que o sistema ferroviário tem a capacidade mais eficiente de transportar grande tonelagem por longas distâncias a custo baixo, comparado ao modal rodoviário.

Comparando os sistemas modais de transporte, para a mesma capacidade de carga, enquanto no sistema rodoviário são necessárias 172 carretas do tipo bitrem graneleiras, de 35 toneladas cada (equivalente a 3,5 km de comprimento), no modal ferroviário são utilizados 86 vagões de 70 toneladas cada (comprimento de 1,7 km). No hidroviário é utilizado um comboio de 4 chatas e um empurrador, de 6 mil toneladas (comprimento de 150 metros).

A ferrovia possibilita uma economia de 40% no frete de transporte, comparado ao modal rodoviário. Em Mato Grosso, essa economia ainda está na faixa de 5 a 10%. Essa redução no custo do frete tende a aumentar, à medida que vai se ampliando e interiorizando a rede ferroviária, tornando-a mais competitiva.

Diferente do que ocorreu na história econômica dos países de extensão continental, onde primeiro se projetou o sistema ferroviário, para depois se ordenar a produção regional, aqui no Brasil, se dá o inverso. Primeiro, temos que provar nossa potencialidade de produção, para depois chegarem os investimentos de infraestrutura do transporte modal.

Podemos destacar que no entorno da malha ferroviária ocorrerão grandes transformações e desenvolvimento regional. Entre os benefícios e transformações sociais estão: a atração de empresas e indústrias, geração oportunidades de trabalho, diversificação da produção econômica, redução do custo de vida nas cidades, valorização das terras e imóveis, entre outros.

Atualmente, a ferrovia é um indutor do desenvolvimento do país do século XXI, transportando não só cargas e pessoas, mas o progresso econômico e social.

Fonte: Diário de Cuiabá
08 ago 2012

Brasil terá maior safra da história e colapso logístico

Duas notícias interessantes, uma positiva e outra negativa, foram discutidas no 11º Congresso Brasileiro do Agronegócio, concluído, ontem, em São Paulo

Duas notícias interessantes, uma positiva e outra negativa, foram discutidas no 11º Congresso Brasileiro do Agronegócio, concluído, ontem, em São Paulo. A boa: se não houver nenhum contratempo climático, o Brasil terá, em 2013, a maior safra de grãos de sua história. Só em milho e soja, chegará aos 160 milhões de toneladas de grãos. Os produtores brasileiros estão planejando plantar 28 milhões de hectares com soja e 8 milhões de hectares com milho. A ruim: em consequência do aumento das safras, o Brasil enfrentará, também, o maior desafio logístico de todos os tempos. Haverá grandes problemas para o escoamento da produção.

As informações são de André Pessoa, diretor da Agroconsult, empresa especializada em acompanhar o agronegócio, informando sobre as estatísticas do setor, e em prestar consultoria. Suas projeções foram apoiadas pelos representantes dos maiores investidores na agricultura brasileira, que ressaltaram que “a produção brasileira aumenta, e a logística diminui”.

A esperança está no “pacote” de investimentos no setor de transporte, que será anunciado pela presidente Dilma Rousseff, mas muitos não acreditam em sua eficácia no curto prazo. Um produtor do Paraná lembrou que navios estão esperando, em média, 45 dias para desembarcar fertilizantes no porto de Paranaguá. “Isso custa milhões de reais em taxas extras (demurrage) pagas aos navios parados e outros milhões em prejuízos para as indústrias e para os agricultores, que atrasam as lavouras”, acrescentou. E comentou: “O governo diz que não há apagão logístico, e isso o que é?”. O presidente da Associção Brasileira do Agronegócio, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, ironizou: “Não há apagão de logística, a luz apagou.”

Fonte: Jornal do Comércio
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