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07 jan 2014

iLPF: corte inicial de madeira produz cercas e estacas

Em Mato Grosso, desbaste do eucalipto é fonte de matéria prima para fazenda que é referência em sistema iLPF

ilpf-lavoura-pecuaria-florestaComeçou neste mês de dezembro o primeiro desbaste florestal na integração lavoura-pecuária-floresta (iLPF) da fazenda Gamada, em Nova Canaã do Norte. A propriedade é uma das Unidades de Referência Tecnológica acompanhadas pela Embrapa em Mato Grosso. O desbaste ocorre nas áreas com eucalipto, com configurações de linhas simples, duplas e triplas. As árvores foram plantadas há cinco anos.

Neste primeiro corte, são eliminadas do sistema as plantas mortas, defeituosas e as dominadas, ou seja, aquelas que tiveram um crescimento menor do que as demais. Com isto, busca-se aumentar a incidência de luz solar na pastagem, que serve de alimento para o gado dentro do sistema produtivo, e reduzir a competição entre as árvores, beneficiando os indivíduos com maior potencial de venda para serraria.

A madeira cortada nesta etapa será utilizada na própria fazenda. Estacas de 2,20 m de comprimento e com mais de 8 cm de diâmetro serão aproveitadas nas cercas. Já a madeira com menos de 8 cm será utilizada como lenha no secador de grãos.

De acordo com o engenheiro florestal e integrante do Grupo de Trabalho em iLPF da Embrapa Agrossilvipastoril (Sinop, MT), Diego Antonio, a intensidade deste primeiro desbaste não chega a 30% das árvores do sistema. Cada indivíduo abatido tem rendido, em média, de quatro a cinco estacas.

“Poderíamos até deixar as árvores engrossarem um pouco mais neste período de chuva, mas preferimos cortar agora porque é a época ideal para descascar o eucalipto. Como será feito o tratamento das estacas para uso nas cercas, o período de chuvas é a melhor época para descascá-las”, explica.

Antes de serem utilizadas na construção de cercas, as estacas cortadas na fazenda Gamada passarão por um tratamento de autoclave em uma usina da região como forma de aumentar a durabilidade.

De acordo com Diego Antonio, a expectativa é de que um novo desbaste seja feito em mais dois anos. Neste caso, entretanto, o critério para escolha das árvores abatidas será outro.

“Faremos o próximo desbaste não somente pelo diâmetro das árvores, mas sim pela quantidade de luz que incide na pastagem. Queremos equilibrar a entrada de luz no sistema visando à manutenção da produtividade da pastagem. Depois, o corte final será feito do 12º ao 15º ano. O produtor pode ir colhendo aos poucos, dependendo da demanda do mercado e do preço de madeira”, afirma Diego Antonio.

Avaliação econômica
Todo o procedimento de desbaste florestal está sendo monitorado, como forma de avaliar os custos operacionais, o rendimento do sistema integrado e o lucro da atividade. Este trabalho faz parte de um projeto em parceria entre Embrapa, Senar-MT e Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), que visa avaliar economicamente a iLPF em dez locais em Mato Grosso, as chamas Unidades de Referência Tecnológica e Econômica (URTEs).

A Fazenda Gamada é uma delas e todo o trabalho de corte das árvores foi acompanhado de perto pela pesquisadora do projeto, Maria Denize Euleutério. “O objetivo é mensurar tempo de abate e se os diferentes tipos de renques (linhas simples, duplas e triplas) terão tanta influencia no desempenho (produtividade) do sistema. Também pretendemos obter um rendimento médio para tomada de decisão se é viável terceirizar ou utilizar funcionários próprios para essa atividade, pois ela é esporádica. Com isso, saber a relação custo beneficio nesse primeiro corte do sistema integrado”, explica Denize.

Além da fazenda Gamada, a avaliação econômica da integração lavoura-pecuária-floresta é feito nas fazendas Bacaeri (Alta Floresta), Brasil (Barra do Garças) Certeza (Querência), Gaúcha (Nova Xavantina), Pégasus (Marcelândia), Dona Isabina (Santa Carmen), Guarantã (Juara) e no campo experimental da Embrapa Agrossilvipastoril (Sinop).

Fazenda Gamada
De propriedade de Mário Wolf, a fazenda Gamada tem como atividades a agricultura e a pecuária de corte. Desde 2009, instalou em uma área de 70 hectares sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta. Nas configurações adotadas são testadas como espécies florestais o eucalipto e o pinho-cuiabano (paricá) em linhas simples, duplas e triplas; e a teca e pau-de-balsa em linhas triplas.

Nas três primeiras safras do sistema, foram plantados soja, arroz e milho. A partir do terceiro ano agrícola, com o crescimento das árvores, o capim entrou na área e iniciou-se a fase silvipastoril.

Fonte: Portal Dia de Campo
12 nov 2013

Diversificação do ambiente reduz infestação de plantas daninhas

Pesquisador responde às principais dúvidas de produtores a respeito do controle de invasoras que atingem as lavouras, em especial, a buva

Plantas daninhas de difícil controle, como a buva, têm preocupado cada vez mais produtores rurais de vários estados brasileiros. A buva, que se propaga facilmente pelo ar, pode produzir até cem mil sementes por planta e está entre os principais problemas em áreas de pastagens e de cultivo de soja no Brasil. Em 2005, o biótipo resistente dessa planta daninha foi detectada em São Paulo e no Rio Grande do Sul e começou a se espalhar por outros estados, como Mato Grosso do Sul. A alta infestação também é causada por outros fatores, como a ausência de cobertura do solo, a inexistência de rotação de culturas e de herbicidas.

O pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados, MS), Germani Concenço, trabalha nas áreas de sistemas de produção sustentáveis e manejo integrado de plantas espontâneas,  e explica que o manejo de plantas daninhas, especialmente as de difícil controle, deve ser integrado, para diversificar o ambiente e reduzir a infestação. A inserção de tecnologias como consórcio milho-braquiária e Integração Lavoura-Pecuária são exemplos de práticas que reduzem a ocorrência de espécies daninhas.

O cultivo do trigo na safrinha, além do milho consorciado com braquiária, também está entre as alternativas para controle de plantas daninhas, porque além de formar palhada bem distribuída no solo, possui efeito alelopático, ou seja, produzem substâncias que colaboram para reduzir a proliferação das espécies daninhas, inclusive a buva. “Após três a cinco anos do início do manejo correto na área já infestada, a redução do número de sementes no solo será significativa, e a infestação nas safras subsequentes será menor”, afirma o pesquisador.

Buva, propagada pelo ar, uma única planta pode produzir até 100 mil sementes
Buva, propagada pelo ar, uma única planta pode produzir até 100 mil sementes

Com objetivo de diminuir as dúvidas do produtor rural, Germani Concenço responde a algumas perguntas.

1) Com quais plantas daninhas o produtor deve se preocupar, e quais são as de difícil controle?

As plantas daninhas mais importantes serão aquelas mais adaptadas às práticas de manejo adotadas na área. Assim, na soja se destacam a buva e o capim-amargoso por serem resistentes ao glyphosate, principal herbicida utilizado; se destacam ainda a trapoeraba, corda-de-viola e poaia-branca, por tolerarem maiores doses do mesmo herbicida. Na agricultura familiar, onde o principal método de controle de plantas daninhas é a capina ou o arranquio manual, a guanxuma poderia ser considerada dentre as mais importantes, pois seu caule é muito resistente, sendo difícil de ser eliminada por estes métodos. Em suma, a planta daninha mais importante do sistema de cultivo será aquela que é menos impactada pelas práticas de manejo adotadas pelo produtor.

2) Quais cuidados o produtor deve ter com essas plantas daninhas?

Em primeiro lugar, nunca utilizar somente um método de controle, pois isto selecionará determinadas espécies. O produtor deve sempre integrar o método químico com o manejo cultural e, se o problema ainda não estiver presente, optar pela prevenção. Métodos altamente diversificados, como rotação de culturas, consórcios de cultivos e Integraçao Lavoura-Pecuária (iLP) devem ser preconizados. Cuidados com o manejo químico incluem a rotação de herbicidas com diferentes mecanismos de ação e a aplicação do herbicida sobre plantas novas, que são mais eficientemente controladas.

3) Quais as condições ideais para prática da dessecação das plantas daninhas?

As plantas daninhas não devem estar sob estresse hídrico. Assim, antes da dessecação para plantio da soja, deve-se esperar uma chuva. Esta chuva fará com que a planta volte a crescer (e transloque melhor os herbicidas), mas também lavará a poeira e calcário ou gesso que podem estar sobre as folhas. A tecnologia de aplicação é essencial, com pontas de pulverização não desgastadas, volume de calda adequado ao tipo de produto (sistêmico ou de contato), e aplicação nas primeiras horas da manhã ou no final da tarde, com umidade do ar superior a 65%, ventos entre 2 e 8 km/h e temperaturas abaixo de 30 graus.

4) Quantos dias antes da semeadura da soja deve ser realizada a dessecação?

O intervalo mínimo entre dessecação e plantio depende da espécie vegetal, do tamanho das plantas, da dose do herbicida e do equipamento que realizará o plantio. Existem espécies, como a Brachiaria ruziziensis, que são mais facilmente controladas pelo herbicida e poucos dias após a aplicação as plantas já estão em senescência; existem outras espécies, como o capim-mombaça, que necessitam tanto de doses maiores de herbicidas como de maior intervalo entre dessecação e plantio. Plantas mais novas são mais suscetíveis a herbicidas; assim, caso a espécie a ser dessecada seja de difícil controle, o técnico responsável poderá decidir pela viabilidade de uma roçada prévia e, após alguns dias, quando as plantas rebrotarem, realizar a dessecação. Quanto a operação de plantio, algumas plantadeiras conseguem cortar melhor a palha enquanto outras podem embuchar no momento do plantio – isto também determinará com que antecedência a área poderá ser dessecada. A decisão pelo momento e modo de dessecação da cobertura antecedendo o plantio da cultura, deve ser tomada no local pelo técnico responsável.

5) Que princípios ativos o produtor deve usar para as práticas de dessecação para o plantio da soja?

Depende das espécies presentes, de seu nível de ocorrência e do estádio de crescimento. Para áreas com ocorrência de buva, uma dessecação deve ser realizada ao redor de 20 dias antes do plantio com glyphosate + 2,4-D ou glyphosate + chlorimuron, que pode ser seguida por uma aplicação sequencial, 7 a 10 dias após, de um dessecante de contato (paraquat, paraquat+diuron, glufosinato de amônio). A decisão, no entanto, deve ser tomada no local pelo técnico responsável, e sempre seguir as recomendações contidas na bula de cada produto.

6) É possível a mistura de herbicidas no tanque?

Alguns grupos de herbicidas são incompatíveis quando misturados com outros herbicidas no tanque do pulverizador, então, somente misturas já testadas devem ser utilizadas. Misturas de tanque não são apoiadas pelos órgãos regulamentadores, por isso devem ser utilizadas misturas comercialmente disponíveis.

7) Como controlar o banco de sementes de plantas daninhas após a dessecação?

Após uma boa operação de dessecação (lavoura iniciada “no limpo”), um produto pré-emergente com ação residual pode ser utilizado em áreas com alta ocorrência de plantas daninhas. A recomendação do herbicida (princípio ativo, dose e momento de aplicação) deve ser feita por técnico habilitado. Existem outras opções, mas deve-se ter cuidado porque outros produtos podem apresentar efeito residual muito longo e causar prejuízos à cultura do milho caso ele seja cultivado na safrinha em sucessão à soja. Para áreas com capim-amargoso resistente ao glyphosate, o herbicida s-metolachlor é um pré-emergente muito eficiente em inibir a emergência desta espécie.

8) Os restos culturais de milho safrinha podem contribuir para o manejo das plantas daninhas?

O milho em cultivo solteiro, embora produza volume significativo de palha, não ocasiona alta supressão de plantas daninhas. Grande parte da massa seca da palhada do milho está concentrada nos colmos, e o reduzido volume de folhas acaba deixando a área com muitos espaços sem cobertura vegetal. Por isso, indica-se sempre o cultivo de milho consorciado com uma forrageira, sendo a mais utilizada a Brachiaria ruziziensis. A palhada sobre o solo reduz a disponibilidade de luz para as sementes em processo de germinação ou plântulas de espécies daninhas, reduzindo sua ocorrência.

9) Que tecnologias o produtor deve adotar para impedir que as plantas daninhas tragam prejuízo ao produtor? Qual o benefício de cada uma delas?

Diversas são as práticas que reduzem a ocorrência de espécies daninhas. A seguir são comentadas as principais:

a) Rotação de culturas – Proporciona a diversificação do ambiente, reduzindo a seleção das espécies e diminuindo a ocorrência daquelas mais problemáticas, ou de mais difícil controle;

b) Rotação de princípios ativos de herbicidas – Reduz a pressão de seleção, diminuindo as chances do surgimento de um tipo de planta (biotipo) resistente ao principal herbicida do sistema. Na rotação de herbicidas, deve-se lembrar de utilizar princípios ativos com diferentes mecanismos de ação. Um técnico habilitado deverá ser consultado. A Embrapa Agropecuária Oeste também pode informar se dois princípios ativos possuem ou não o mesmo mecanismo de ação;

c) Integração Lavoura-Pecuária – Quando viável, é um dos sistemas mais eficientes na supressão de plantas daninhas, devido à grande variação no manejo nos diferentes sistemas utilizados na área. Raramente o produtor que utilizar este sistema – e manejá-lo corretamente – terá problemas com alta infestação de plantas daninhas;

d) Cobertura do solo na entressafra – Altamente eficiente em suprimir diversas espécies daninhas, incluindo buva e capim-amargoso. O importante é não deixar o solo descoberto na entressafra, cultivando-se uma das diversas espécies após a cultura comercial, ou junto dela no caso de consórcios de cultivos. O trigo se destaca devido ao seu potencial supressor de espécies daninhas, juntamente com o consórcio milho-braquiária;

e) Consórcios de cultivos – O principal sistema de consórcios na região Sul do Estado de Mato Grosso do Sul é milho + braquiária na safrinha, sedimentado pela Embrapa Agropecuária Oeste. Após a colheita do milho, a braquiária cresce e protege o solo, evitando o acesso das plantas daninhas à luz, até o cultivo subsequente. A equipe da Embrapa está preparada para fornecer as informações necessárias à instalação deste consórcio na safrinha;

f) Época de plantio e arranjo da cultura – A cultura deve ser plantada na época recomendada pelo zoneamento agrícola da região, pois será quando ela germinará mais rapidamente, fechando o dossel e suprimindo o crescimento das plantas daninhas. O arranjo das plantas – resultante do espaçamento entrelinhas e densidade de plantas – fará com que o dossel da cultura feche rapidamente.

10) É possível recuperar uma área infestada por plantas daninhas? Como?

Com o manejo correto – preventivo, cultural, químico e em algumas situações também mecânico, o banco de sementes de plantas daninhas será gradualmente reduzido. Entre três a cinco anos após o início do manejo correto na área, a redução do número de sementes no solo já é bem reduzido, e a infestação nas safras subsequentes será menor. Em suma, recupera-se uma área altamente infestada por plantas daninhas pela diversificação do ambiente.

Fonte: Portal Dia de Campo
05 nov 2013

Vídeo mostra iLPF como alternativa sustentável na Amazônia mato-grossense

Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que 90% do aumento da área de soja no estado ocorre em áreas de pastagens nesta região

A Embrapa acaba de lançar o vídeo “iLPF: uma alternativasustentável para a Amazônia mato-grossense”. A produção mostra como estão sendo desenvolvidas ações de transferência de tecnologia em integração lavoura-pecuária-floresta (iLPF) na região Norte de Mato Grosso.

A iLPF integra sistemas produtivos agrícolas, pecuários e florestais dentro de uma mesma área, de maneira consorciada, em rotação ou sucessão, de forma que haja benefícios para todas as atividades. Esta forma de produção contribui para otimização do uso da terra, aumento da produtividade, melhoria da qualidade dos produtos, diversificação de produção, maior segurança para o produtor e redução dos impactos ambientais.

Na região da Amazônia mato-grossense, a iLPF surge como alternativa sustentável para a produção, uma vez que dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que 90% do aumento da área de soja no estado ocorre em áreas de pastagens, sobretudo nesta região.

“O vídeo é uma ferramenta com objetivo de sensibilizar e motivar produtores e técnicos e mostrar que existem alternativas sustentáveis para esta região de bioma Amazônia”, explica o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agrossilvipastoril, Lineu Domit.

A produção do vídeo faz parte das atividades de divulgação do projeto nacional de Transferência de Tecnologia em iLPF, conduzido por diferentes Unidades da Embrapa e com ações desenvolvidas em todo o país.

“Este vídeo é mais um instrumento para que as pessoas conheçam a iLPF. Mas, o processo de transferência de tecnologia até o produtor é mais complexo e exige um conjunto de atividades e ferramentas como capacitações, criação de Unidades de Referência Tecnológica, visitas técnicas, dias de campo, entre outras”, ressalta Lineu Domit.

O vídeo
Tomando três fazendas como referência, o vídeo “iLPF: uma alternativa sustentável para a Amazônia mato-grossense” apresenta os sistemas agrossilvipastoris e mostra o que levou os produtores a utilizarem a integração, como ocorreu a implantação dos sistemas e quais os resultados e expectativas.

A fazenda Gamada, em Nova Canaã do Norte, é o ponto focal do vídeo. Por meio de depoimentos dos proprietários Mário Wolf e Daniel Wolf e das equipes da Embrapa e UFMT, são apresentadas as configurações adotadas, a forma de condução do sistema e os resultados obtidos nesta propriedade que é uma das nove Unidades de Referência Tecnológica em iLPF montadas em Mato Grosso.

Outro exemplo é o da fazenda Bacaeri, em Alta Floresta, onde o proprietário Antônio Passos uniu a silvicultura de teca e a pecuária de corte em um sistema silvipastoril. Hoje, a propriedade é acompanhada pela Embrapa e também se tornou uma Unidade de Referência Tecnológica para a região.

O vídeo ainda mostra o caso da fazenda Rosane, no município de Nova Bandeirantes. Na procura por alternativas mais produtivas e sustentáveis, os proprietários Devanir Della Rosa e Henrique Della Rosa buscaram informações na Embrapa e decidiram implantar um sistema de iLPF.

Na sequência, o vídeo mostra como a instalação da Embrapa Agrossilvipastoril em Sinop poderá contribuir para o desenvolvimento e transferência de tecnologias em iLPF.

Nós da InvestAgro, disponibilizamos de projetos iLPF, com equipe multidisciplinar de profissionais qualificados. Entre em contato e tire suas dúvidas sobre iLPF, telefones: (34) 3084-8446 e (34) 9147-9310 ou clique no link Fale Conosco. Aguardamos seu contato!

Fonte: Portal Dia de Campo
14 out 2013

Impacto do clima na pecuária pode ser mitigado

Entre os efeitos negativos estão a diminuição da disponibilidade de grãos para a alimentação do gado, maior incidência de doenças e pastagens e forragem de baixa qualidade

arborizacao-pastagensEntre todas as variáreis que envolvem a criação de gado, o clima é a única que o agricultor não consegue controlar. No entanto, medidas preventivas podem ser adotadas para mitigar possíveis danos que um evento climático mais drástico possa causar.

A pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente, Magda Aparecida de Lima, realizou uma síntese dos estudos nessa área, que foi apresentado no 1º Simpósio Internacional de Arborização de Pastagens em Regiões Subtropicais, que aconteceu na semana passada, em Curitiba (PR). “As pesquisas ainda são tímidas, mas a tendência é que o interesse por esse tema aumente, na medida em que as consequências das mudanças climáticas estão cada vez mais presentes no campo”, acredita Magda.

No campo, fatores climáticos podem exercer impactos negativos na pecuária como diminuição da disponibilidade de grãos para a alimentação do gado, maior incidência de doenças e pastagens e forragem de baixa qualidade. “A temperatura é um dos fatores que mais afeta o gado, causa estresse, influencia na produção do leite e na reprodução dos animais”, afirma Magda.

De acordo com a pesquisadora, diversas medidas podem ser adotadas para melhor adaptação ao clima. Alteração da data de semeadura, variação das espécies, uso de técnicas de irrigação e de sombreamento são alternativas viáveis. “Converter pastagens em sistema integrado com floresta tem efeito imediato sobre a temperatura, evapotranspiração e precipitação”, explica Magda. “Além disso, fazendas integradas perdem menos com os efeitos do clima do que as especializadas”, adverte. “Nos sistemas integrados de pecuária e silvicultura, as árvores protegem a forragem dos efeitos da geada, garantindo disponibilidade ao longo do ano inteiro.

O material depositado no solo também ajuda no seu enriquecimento, e por consequência, no das plantas. O gado, por sua vez, conta com sombras para se proteger nos períodos mais quentes do dia. Esse conforto térmico oferece melhor qualidade de vida aos animais, que produzem insumos de melhor qualidade”, explica a especialista.

Fonte: Portal Dia de Campo
16 mar 2013

Mão-de-obra eficiente pode garantir qualidade de café

Movimentação constante dos grãos durante a secagem, tulha de qualidade e transporte rápido são responsáveis pela boa lucratividade do produtor

area-cafeAlém do solo de qualidade e de boas cultivares, técnicas de manejo são responsáveis pela boa qualidade do café, como a secagem e a armazenagem. Segundo Alcides Segatelli, gerente de departamento de café da Cooperativa Casul, para fazer a secagem dos grãos, primeiramente, o produtor deve verificar a época certa onde tenha uma porcentagem pequena de grãos verdes. O café estar mais aproximado do tamanho cereja para que a colheita possa ser iniciada. Esse café deve ser colhido e transportado para os terreirões o mais rápido possível.

— O café não deve ficar armazenado em sacarias. Ele deve ser esparramado rapidamente em camadas de 1cm ou, no máximo, 2cm. Isso deve ser trabalhado no terreirão praticamente 10 ou 12 vezes, mexendo o café até que ele atinja uma pré-secagem e que não contenha mais grãos em cereja para não causar fermentação — afirma o gerente.

A partir do 4º ou 5º dia, de acordo com ele, a mão-de-obra do cafezal deve começar a engrossar mais esse café, passando para camadas de 5cm a 10cm, obtendo assim uma secagem uniforme. Segatelli fala que esse é um passo importantíssimo para obter a boa qualidade do produto.

— O produtor deve ter uma mão-de-obra eficiente que possa movimentar o café o dia inteiro e obter uma secagem uniforme. Esse café não pode estar muito espesso no começo da colheita, pois assim, com os raios solares, ele causa uma fermentação. Portanto, ele deve mexer bastante o café para que ele possa respirar e não fermentar. Com esses cuidados, o produtor terá um café de qualidade, conseguindo assim melhores preços — explica.

O gerente conta ainda que, quando o café tiver umidade de 11%, já está seco o bastante para ser armazenado. Segundo ele, o produtor deve ter também uma tulha de primeira qualidade. Além disso, os produtores que não tiverem uma estrutura boa na propriedade, devem transportar o café o mais rápido possível no seco para cooperativas. Assim, ele evita prejuízos com vendavais, já deixando o café pronto para a comercialização.

— O café vem sofrendo muitos preços baixos nesses últimos anos. Com isso, o produtor não tem capital necessário para reformar sua estrutura na fazenda. O que ele faz então é colher o café, vendê-lo e pagar as contas bancárias. Com a melhora do café no último ano, é possível que o produtor consiga acumular capital para investir na lavoura — diz.

Fonte: Portal Dia de Campo

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