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28 ago 2012

Nova braquiária vem aí e foco é Integração Lavoura-Pecuária

Material chega ao mercado só no ano que vem trazendo bom rendimento e produtividade, além de características interessantes ao sistema de integração

Ainda em fase de testes a campo, nova variedade de braquiária gerou 2,5 vezes mais ganho cabeça/dia e dobrou a taxa de lotação na seca comparada à BRS Piatã, que por sua vez, já é melhor do que Marandu e Xaraés na seca. No cômputo anual, a B6 (como é chamado o material que ainda não possui nome comercial) deu 20% a mais de ganho médio diário (kg/animal/dia) comparado a Piatã na média de três anos.

A forrageira que só chega ao mercado ano que vem, apresenta características muito propícias ao emprego no sistema Integração Lavoura-Pecuária (ILP). Dentre elas, pouca competitividade com outras culturas, um bom comportamento com sombreamento e ampla cobertura de solo em função da ausência de perfilhamento aéreo. Os testes em áreas com floresta ainda estão sendo feitos.

De acordo com a pesquisadora e melhorista da Embrapa Gado de Corte, Cacilda Borges, responsável pela coordenação dos trabalhos que conduziram à B6 (ouça a entrevista com todos os detalhes da nova braquiária), o manejo é parecido com a Marandu, portanto mais fácil do que Xaraés.

“A B6 é plástica, adaptando-se a diferentes alturas de pastejo entre 15 e 30 cm (altura recomendada é os 30 cm para pastejo contínuo, como para Marandu e Piatã) e cobrindo muito bem o solo pelo forte perfilhamento que exibe; o que chama mais atenção é o desempenho na seca: maior disponibilidade de matéria verde, maior capacidade de suporte e maior ganho de peso do que a Piatã (média de 3 anos de avaliação)”, destaca a pesquisadora.

Diversificação
A B6 foi testada com sucesso nos Cerrados. Apesar de produtiva, como ela não é resistente a cigarrinhas, no ambiente amazônico deverá sofrer mais com essa praga, portanto a recomendação de uso vai abranger os solos de média fertilidade nos cerrados com chuva acima de 800 mm por ano. A recomendação de uso é semelhante à Marandu e BRS Piatã.

Ainda segundo a pesquisadora, a Marandu, variedade lançada em 1984 e mais usada hoje, já teve seu auge e necessita de substituição apesar de ainda responder por cerca de 40% das sementes comercializadas de todas as forrageiras tropicais no Brasil.

“Liberamos a Xaraés e a BRS Piatã e ambas ainda têm muito a contribuir para a pecuária nacional. A nova brizantha entrará no contexto de recuperação de pastagens degradadas via agricultura (programa ABC, por exemplo) por se mostrar uma excelente forrageira para consórcio com milho ou sorgo safrinha”.

Cacilda explica ainda que sob pastejo contínuo em condições de Cerrado ela também mostrou-se “mais interessante na seca do que a própria BRS Piatã que já havia sido liberada com essa característica e sabemos quão crítica é a situação de pastagens no período seco. Três cultivares de B. brizantha ainda é uma diversidade restrita se considerarmos os 100 milhões de hectares de pastagens cultivadas no Brasil. Portanto temos que ter um portfólio de opções forrageiras para os produtores de todo o Brasil, com já e realidade para grandes culturas como milho e soja”.

B6: 2,5 vezes mais ganho cabeça/dia e taxa de lotação dobrada na seca quando comparada à BRS Piatã

Meados de 2013
Segundo a pesquisadora, o que faz o sucesso de uma cultivar é sua adoção em larga escala sob diferentes condições ambientais e isso só se tem após alguns anos após o lançamento.

“O que podemos oferecer é mais uma boa alternativa de diversificação de pastagens para uso por bovinos, mais uma alternativa para sistemas integrados com lavoura, ainda vamos testar na integração com florestas e aguardar a resposta dos produtores para então dar por aceita”.

Fonte: Portal Dia de Campo
07 maio 2012

Técnicas para melhor aproveitamento dos recursos naturais: o manejo adequado e preventivo do campo

O manejo adequado e preventivo do campo, além de melhorar o seu potencial produtivo, pode beneficiar o solo e, consequentemente, todo o sistema de produção pecuária

“Essa é uma nova forma de enxergar o campo nativo, não apenas como alimento para os rebanhos, mas como provedor de outros serviços ambientais”, diz o pesquisador Leandro Volk, da Embrapa Pecuária Sul (Bagé/ RS), doutor em Ciência do Solo.

Junto com outros pesquisadores da Unidade, ele observa possíveis contribuições do campo nativo e do sistema radicular para o ambiente e destaca que metodologias de pesquisa estão sendo desenvolvidas para avaliar com maior precisão o comportamento das raízes das espécies forrageiras nativas.

“Há indícios de que o correto manejo do campo nativo leva a uma alteração também da dinâmica do sistema radicular, o que pode determinar maior acúmulo de carbono orgânico, mais resistência à compactação pelo pisoteio dos animais e mais atividade biológica. Além disso, o aumento de matéria vegetal no solo lhe garante maior porosidade, permitindo a infiltração de água, uma vez que as raízes que morrem deixam o caminho livre para essa infiltração”, explica o pesquisador.

O que também se observa, segundo Volk, é que quanto maior o volume de solo ocupado pelas raízes ativas, maior a disponibilidade de nutrientes, além de maior eficiência no aproveitamento da água disponível no solo, garantindo assim mais resistência das plantas aos períodos de seca.

Saiba mais sobre este assunto ouvindo o Prosa Rural desta semana, o programa de rádio da o programa de rádio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O programa conta com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

Fonte: Embrapa Pecuária Sul
06 fev 2012

Programa ABC, porque investir? Saiba desta e outras respostas com a orientação gratuita da InvestAgro

O que é o Programa ABC?

O Programa ABC é uma linha de crédito rural oficial que foi instituída em 17 de agosto de 2010, pelo MAPA, e inserido no Plano Safra 2010-2011 com valor disponibilizado de R$ 2 bilhões. Naquela data, o Conselho Monetário Nacional (CMN), por meio da Resolução no. 3896, instituiu, no âmbito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Programa para Redução da Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura (Programa ABC). Posteriormente, foi feita uma atualização com a Resolução no. 3.979, de 31 de maio de 2011. Dessa forma, o Programa ABC já é uma das ações previstas no Plano ABC para disponibilização de recursos oficiais para financiamento da adoção das tecnologias mitigadoras de emissões de GEE pelos produtores rurais brasileiros .

Vantagens em aderir ao Programa ABC

O Programa ABC é a oportunidade de incorporar ao processo produtivo as tecnologias sustentáveis para uma produção mais eficiente, que proporciona o aumento da renda através do incremento da produtividade e da diversificação da produção, incentiva a recuperação do passivo ambiental, diminui a pressão sobre as florestas nativas e tudo isso resulta na redução da emissão de GEE, propiciando uma agricultura mais sustentável na produção de alimento aos brasileiros e ao mercado externo. Essa nova agricultura sustentável conta com incentivos governamentais que tornam o Programa uma alternativa atraente frente aos instrumentos de financiamento existentes no mercado, como veremos a seguir.

Orientação Gratuita

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31 jan 2012

Manejo adequado evita mortalidade de pastagens

Práticas como adubação de manutenção e diminuição da lotação animal podem reduzir prejuízos do produtor

A mortalidade de pastagens é muitas vezes associada a fatores externos, como chuvas excessivas ou períodos de seca. No entanto, medidas de manejo inadequadas, embora pouco abordadas pelos produtores, podem sim ser responsáveis pela degradação do pasto e consequentes prejuízos para a produção bovina. A mortalidade de pastagens, especificamente no Estado do Mato Grosso, foi tema de um workshop promovido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e pela Universidade Federal de Mato Grosso. No encontro, medidas de manejo como evitar o excesso de lotação animal e investir em adubação de manutenção foram citadas como forma de minimizar os problemas da degradação.

— Existem várias situações que implicam na mortalidade de pastagens. Uma das principais ocorre na região que margeia a Floresta Amazônica, onde existem certos tipos de solo com má drenagem interna. Com isso, vem ocorrendo a morte da braquiária brizanta por excesso de água nos períodos chuvosos que, como consequência, favorecem a instalação de fungos — Ademir Zimmer, pesquisador da Embrapa Gado de Corte.

Segundo Zimmer, até o momento, ainda não ocorreram grandes prejuízos esse ano. Ele conta que, normalmente, eles ocorrem a partir do mês de dezembro até janeiro e fevereiro, quando as chuvas intensificam. Portanto, a situação ainda não é séria.

— No entanto, existem outras situações que vêm ocorrendo ao longo do ano, como a morte por percevejo castanho e cigarrinhas, por excesso de lotação, a não reposição de nutrientes, períodos com chuvas muito intensas, além de secas mais acentuadas em algumas regiões. Portanto, existe um conjunto de múltiplos fatores — conta o entrevistado.

Ainda de acordo com o pesquisador, para resolver a questão, o mais importante é que os produtores acertem o manejo das pastagens e não as sobrecarreguem com lotação animal. Ele afirma que, no interior do Mato Grosso, aproximadamente 80% das pastagens têm excesso de lotação.

— Existe ainda o problema da falta de adubação de manutenção. Com isso, as pastagens antigas acabam sendo degradadas. Portanto, é necessária a correção de solos e a adubação para que essas pastagens voltem a ser produtivas — orienta.

Ocorrem ainda situações onde as pastagens são implementadas em áreas não apropriadas. Zimmer afirma que cada cultivar de forrageira tem seu ambiente apropriado para que possa produzir bem. Essa é mais uma questão para a qual o produtor deve atentar.

Além disso, a diversificação de pastagens, assim como a Integração Lavoura-Pecuária e Lavoura-Pecuária-Floresta também entram nesse conjunto de medidas que visam à diminuição da mortalidade das pastagens.

— Uma das formas mais econômicas e interessantes de recuperação é o cultivo de culturas anuais para repor os fertilizantes. Depois de um ou dois anos de culturas anuais, pode-se associar o estabelecimento de espécies florestais, como o eucalipto ou espécies nativas regionais. A partir de dois ou três anos de cultivo, o produtor retorna com a pastagem, fazendo a integração floresta-pasto. Portanto, os sistemas envolvem agricultura, floresta e pastagem dentro de uma mesma área e áreas distintas dentro da propriedade — explica.

Já o custo para a recuperação das pastagens degradadas, segundo Zimmer, é bastante variável e depende da intensidade da degradação.

Fonte: www.diadecampo.com.br