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15 fev 2012

Investimento em agricultura de baixo carbono

O produtor rural Cláudio Antônio Kellermann, assinou nesta terça-feira, durante o 4º Seminário sobre Guia de Financiamento da Agricultura de Baixo Carbono, parceria da CNA com a Embaixada Britânica, um contrato para financiamento de práticas sustentáveis no valor de R$ 600 mil

O produtor rural Cláudio Antônio Kellermann, proprietário da Fazenda do Paraíso, localizada no município de Piratini (RS), assinou na tarde desta terça-feira (14/02), durante o 4º Seminário sobre Guia de Financiamento da Agricultura de Baixo Carbono, parceria da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) com a Embaixada Britânica, um contrato para financiamento de práticas sustentáveis no valor de R$ 600 mil. Os recursos, oriundos do Programa de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), do Governo federal, serão aplicados na recuperação de pastagens degradadas e na integração lavoura-pecuária.

Com os recursos do financiamento, o produtor pretende comprar vacas, novilhas, formar pastagens e recuperar áreas degradadas, além de construir cochos e cercas. O contrato também foi assinado por Renir Renato Resenhem, do Banco do Brasil. A meta é aumentar em 30% a produtividade da propriedade rural, em 18 meses, segundo o técnico agrícola Cléber Giller. “Estou otimista. Vamos investir nas pastagens e, conforme a orientação do técnico responsável pelo projeto, estaremos melhorando a produtividade por área, aplicando insumos e calcário em terras que nunca tiveram esse cuidado e, ainda, fazer uma pecuária de sustentabilidade”, explicou Kellermann.

O técnico agrícola conta que a idéia é melhorar a área utilizada para a criação, de forma que o gado fique menos tempo no campo, diminuindo assim a emissão de carbono na atmosfera. Cléber conheceu o programa a partir de informações obtidas junto ao Banco do Brasil e, após o seminário de divulgação do programa, já tem novas idéias para implementar na propriedade com os recursos do ABC. “Consegui ver a possibilidade de investir em biodigestores e melhorar a produção de ovinos numa proposta totalmente sustentável”, comemorou.

Façam como o produtor rural Cláudio Antônio Kellermann, invistam em sua propriedade através do Programa ABC. Esclareça suas dúvidas conosco entrando em contato pelos telefones: (34) 3084-8446 e (34) 9147-9310 ou envie sua dúvida para contato@investagro.com.br.

Fonte: Canal do Produtor
13 fev 2012

Confinamento estratégico no período das águas

Caminhando junto ao desenvolvimento da atividade de pecuária de corte no Brasil, o manejo de confinamento há tempos deixou de ser apenas uma opção para o período da seca, tornando-se uma das mais importantes estratégias nutricionais para os pecuaristas

Confinar hoje significa muito mais do que apenas produzir animais no período da entressafra, ou seja, é uma estratégia que permite produzir carne de qualidade, com valor agregado, para diferentes mercados consumidores, e, sobretudo, em qualquer época do ano.

A antiga visão de oportunidade como era encarado o confinamento, hoje se traduz em uma necessidade, e o pecuarista não pode mais se dar o luxo de esperar a natureza para tomar suas decisões.

Nesse contexto, a atividade de confinamento no período das águas passou a ser uma realidade, semelhante à de outras épocas do ano, em que o alicerce primordial é o bom planejamento, ou seja, priorizando antecipadamente a reposição de animais, compra de insumos, e principalmente os manejos, ponto que mais difere este sistema daquele dos confinamentos convencionais.

Considerando a parte de manejos e instalações, a área dos piquetes pode apresentar as mesmas dimensões utilizadas em confinamentos no período seco, desde que apresente declividade mínima (maior que 2%), sendo recomendado neste período o manejo com lotações menores, disponibilizando assim, maior espaço por animal (acima de 20 m2/animal). Na prática, o mais comum é reduzir pela metade a capacidade total de animais por piquete.

Currais totalmente concretados ou que apresentem pelo menos o piso de concreto na beira do cocho (“pé-deboi”) podem reduzir significativamente a umidade em períodos chuvosos.

Concomitantemente às adequações propostas no ajuste de lotação dos piquetes, a utilização de canais de drenagem, frequência na retirada de exterco dos currais e a construção de “murunduns” podem trazer benefícios consideráveis ao bem-estar animal.

Os “murunduns” são estruturas normalmente de terra compactada e cascalhada, localizados no fundo dos piquetes, estabelecendo um ambiente seco e elevado para que os animais evitem o contato direto com o barro. Como parâmetro de espaço, estima-se uma área em torno de 2 m2 a 3 m2 por animal.

Nutricionalmente, os ajustes nos horários e na frequência de abastecimento dos cochos, em conjunto com o adensamento das dietas, primando pela elevação dos níveis de energia, ingestão de matéria seca e adequada mineralização dos animais, também consistem em estratégias fundamentais em condições ambientais adversas.

Quando destacamos as dificuldades ocasionadas em decorrência da formação de barro nos currais, podemos dividi-las em duas partes. A primeira que interfere no desempenho zootécnico dos animais, pautado na influência negativa exercida sobre a ingestão de matéria seca e ganhos de peso diário dos animais, como relatados nos estudos de Fox (1988) e Sweeten (1996).

E a segunda, considerando a ocorrência de doenças em função do excesso de umidade dos piquetes, que torna os animais mais susceptíveis ao acometimento por enfermidades, destacando-se entre elas: as pneumonias e os problemas de cascos.

De maneira geral, embora requeira adequações e os erros possam comprometer os resultados, a realização de confinamentos no período das águas consiste em uma estratégia fundamental e indispensável para o aumento da produtividade, gerando receitas com maior frequência durante o ano, além de elevar a rentabilidade do ciclo de produção de bovinos de corte.

Fonte: Dia de Campo
16 jan 2012

Produção intensiva de leite a pasto triplica resultados

Técnica se resume a práticas de manejo corretas para oferecer às vacas o melhor alimento possível

A produção de leite bovino está intimamente ligada à alimentação adequada dos animais. Uma pastagem de qualidade e bem conduzida pode triplicar a produção. É o que promete a técnica de produção intensiva de leite a pasto. A técnica se resume ao manejo correto das pastagens e do processo de pastejo. Como a base da alimentação do rebanho é a forragem, o que o produtor precisa fazer é oferecer às vacas o melhor alimento possível, o que é conseguido com práticas de manejo corretas.

— A questão principal para o sucesso dos sistemas de produção de leite é a produção de uma forragem de alta qualidade. Existem diversos casos onde o produtor consegue índices de produtividade acima de 30 mil litros de leite por hectare — afirma Alexandre Pedroso, pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste.

O sistema abrange, basicamente, o uso mais intensivo possível dos recursos disponíveis. Segundo o pesquisador, o produtor que se dispõe a trabalhar dentro do conceito de oferecer uma forragem de alta qualidade através de um manejo intensivo correto da pastagem, tem uma grande chance de sucesso.

— Esse tipo de produção também pode ser adotado por pequenos produtores, pois o conceito não muda. Na verdade, fazer um manejo intensificado em áreas grandes é mais difícil e complexo, ou seja, quanto menor é a propriedade, menor é a complexidade para o manejo do sistema. Portanto, esse é um sistema mais indicado para propriedades de médio e pequeno porte — diz o entrevistado.

Já o investimento de capital é bastante variável. Pedroso explica que, se considerarmos a necessidade de formar uma pastagem do zero, os números podem variar entre R$1.500 e R$3.500 por hectare.

— Em sistemas intensivos de produção, a alimentação pode representar mais de 50% do custo total de produção. Quando o produtor passa a oferecer uma alimentação de qualidade aos animais, ele pode chegar a dobrar ou triplicar a produção — conta.

Para ele, a chave do processo nesse tipo de sistema é a produção da forragem de alta qualidade. Isso significa conduzir corretamente a planta com a qual se trabalha para que as vacas possam comer a forragem no ponto ideal.

— Além disso, a fertilização nitrogenada também pode ter um papel de destaque na composição da forragem. Já se o produtor ainda precisa passar pelo processo de formação da pastagem, é necessário que ele obtenha a orientação de um técnico especializado — orienta o pesquisador.

Fonte: Portal Dia de Campo
27 dez 2011

Pasto agroecológico aumenta produtividade do gado

Produtores do sertão sergipano estão aprendendo a inovar com sustentabilidade

Produtores do sertão sergipano estão aprendendo a inovar com sustentabilidade. A tecnologia do pasto agroecológico tem aumentado a produção e preservado o meio ambiente na região. Ela é disseminada pelos consultores dos Frutos da Floresta, projeto desenvolvido pelo Instituto de Cooperação para o Desenvolvimento Sustentável (Icoderus), que conta com apoio do Programa Petrobras Ambiental e tem como parceiro o Sebrae em Sergipe.

O pasto agroecológico é formado por árvores nativas, que além de gerarem sombra servem para alimentar os animais. Um bom exemplo é o caso do mata pasto, que nasce com a chuva. Na maioria das vezes, o produtor utiliza herbicidas para matá-lo. Indiretamente o consumidor acaba ingerindo no leite resquícios desses agrotóxicos. Mas se o mata pasto for cortado pela raiz, triturado e colocado no silo por um período mínimo de três semanas, ele se transforma num alimento nutritivo e saboroso para os animais.

Outro ponto positivo é que eles servem de corredores ecológicos, principalmente para os pássaros. “Além de preservar o ecossistema, reduzir gastos com ração e evitar o uso de venenos, o pasto agroecológico tem melhorado a produtividade do leite”, explica o engenheiro florestal Ronaldo Fernandes, coordenador técnico do projeto.  “Já capacitamos 15 produtores com essa nova tecnologia. Os bons resultados que eles chamam a atenção dos outros empreendedores rurais. Mais 20 pessoas já demonstraram interesse em conhecer a tecnologia”, explica.

Economia

Um bom exemplo é o caso do criador Manuel Soares Cardoso, que conseguiu aumento de aproximadamente 20% na produtividade leiteira do seu rebanho bovino. Manuel Soares é integrante da Associação Comunitária dos Produtores Rurais da Lagoa do Rancho, em Porto da Folha, e há seis meses adota a tecnologia do pasto agroecológico. “Utilizo vegetações nativas para alimentar o gado e outros animais. Economizo com a compra de milho e soja para ração. O mais interessante é que os animais preferem o pasto”, comenta Manuel.

No início, os vizinhos de Manuel até criticaram a opção dele pela novidade.  O produtor lembra que eles diziam que o uso da vegetação nativa para alimentar os animais era “coisa de produtor preguiçoso” e que os animais poderiam até morrer. “Depois que viram que dava certo, que aumentei a produtividade e reduzi custos, ficaram interessados em aprender a nova técnica”, relata. Além do leite bovino, Manuel trabalha com apicultura e cria porco e galinha.

Quem também aderiu à tecnologia do pasto agroecológico foi o produtor Edinildo Rodrigues de Medeiros, dono de pequena propriedade rural no povoado Lagoa da Entrada, em Porto da Folha. Junto com o gado de leite, Edinildo trabalha com apicultura e planta palma. Ele integra a Associação dos Apicultores de Porto da Folha e somente há 30 dias utiliza a catingueira e outras vegetações nativas para alimentar os animais. “Estou satisfeito. A economia com a compra de ração é ótima. Os animais estão se alimentando bem, mas ainda não deu para perceber o aumento da produtividade de leite, pois faz pouco tempo que aderi ao pasto agroecológico”, diz o produtor.

Fonte: Agência Sebrae
06 dez 2011
Bovino

Inseminação gera maior número de prenhez

BovinoSêmen bovino de qualidade passa por normas de exigência pré-estabelecidas, o que aumenta a produção.

O mercado de sêmen bovino vem crescendo no país. Atualmente, ele se divide em 45% para o mercado de leite e 55% para o mercado de carne. No mercado de carne, o sêmen da raça Nelore predomina, representando quase 50% da venda nas raças de corte, seguido pela raça Angus, que representa em torno de 30%. Já no mercado de leite, a raça Holandesa é a mais procurada, com aproximadamente 55% do mercado de leite, seguida pela raça Gir Leiteiro. Entre os benefícios da inseminação com sêmen de boa qualidade, que passa por normas de exigência e parâmetros pré-estabelecidos, está a garantia da prenhez de um maior número de vacas e o maior percentual de produtos. Além disso, a pressão de produzir cada vez mais em menores espaços colabora para a demanda por essa técnica.

Segundo Tiago Carrara, gerente de mercado da Alta Genetics, o mercado de sêmen no Brasil está em franca expansão porque os produtores brasileiros têm reconhecido que o melhoramento genético é um caminho para o aumento da produtividade.

— Hoje, com o aumento do custo da terra e dos insumos, além da pressão ambiental, temos a obrigação de produzir mais em menos espaço, ou seja, ser mais eficiente na questão de produzir. Além disso, temos a Inseminação Artificial de Tempo Fixo (IATF), que viabilizou, em termos econômicos e de manejo, o uso da inseminação artificial em grandes rebanhos, principalmente em regiões onde há problemas com infra-estrutura e mão-de-obra — afirma o gerente.

De acordo com ele, a qualidade do sêmen, composto por líquido seminal e espermatozóides, é determinada por características morfofuncionais. Para isso, avalia-se a qualidade do espermatozóide em relação às essas características. Para classificar um sêmen como de boa qualidade, existem valores mínimos pré-determinados que indicam se ele pode ser usado na inseminação artificial.

— Antigamente, tínhamos uma normativa do Ministério da Agricultura que nos indicava valores mínimos para serem utilizados como padrão de qualidade seminal. No entanto, essa normativa caiu porque temos conseguido produzir um sêmen com valores de concentração menores do que os que eram indicados na normativa, mas com alta eficiência de fertilidade — diz Carrara.

Já a alimentação, também influencia muito na qualidade do sêmen, como conta o entrevistado. Ele explica que um touro obeso tem dificuldade de produzir sêmen devido à sua menor libido. Por isso, procura-se oferecer uma nutrição mais pobre em proteínas e carboidratos, ao contrário da oferecida ao touro para engorda.

— Além disso, existem alguns componentes que podem favorecer a qualidade do sêmen. O sêmen produzido via monta é o de melhor qualidade quando comparado ao feito por massagem prostática ou eletro ejaculação. O que fazemos é buscar os animais mais dóceis, trabalhando para que eles se adéquem à questão da monta em manequim — afirma.

Para o gerente, um sêmen de boa qualidade emprenha mais vacas e gera maior percentual de produtos. Já em relação ao preço de cada dose, Carrara conta que o valor médio gira em torno de R$17, no caso da Alta Genetics.

— No entanto, existem doses mais baratas, entre R$9 e R$10, principalmente as originadas de cruzamentos industriais. Existem ainda as doses de touros que já morreram e foram destaques em exposições. Essas podem chegar a mais de R$3 mil — diz.

 

Fonte: Kamila Pitombeira  – www.diadecampo.com.br