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22 nov 2011
Búfalos

Produção de búfalos tem manejo simplificado

Leite de bubalino é mais valorizado no mercado devido às altas taxas de gordura, proteína e minerais

Kamila Pitombeira
21/11/2011

BúfalosCom grande potencial e rusticidade, os bubalinos ganham espaço na pecuária leiteira. Sendo possível criá-lo em qualquer condição de clima ou solo no estado do Paraná, o manejo é facilitado quando comparado aos bovinos. Além disso, os resultados apresentados por esses animais são extremamente difíceis de serem alcançados com bovinos. Com média de natalidade em torno de 85%, os animais produzem aproximadamente 7l de leite por dia, produto muito valorizado no mercado devido à sua riqueza em gordura, proteína e minerais.

Segundo José Lino, pesquisador na área de zootecnia do Iapar (Instituto Agronômico do Paraná), a diferença entre bubalinos leiteiros e bovinos leiteiros é a rusticidade do animal, ou seja, é possível produzir com bubalinos em condições de manejo mais simples do que com o rebanho bovino. Por isso, a rotina de ordenha de um produtor que já está habituado a trabalhar com gado bovino não seria alterada.

— Na questão da alimentação, por exemplo, os búfalos são mais capazes de transformar forrageiras mais grosseiras em alimento de qualidade, nesse caso, o leite — conta o pesquisador.

Quando comparada a animais de raça especializada, a produção leiteira de uma búfala pode parecer uma produção pequena, como diz Lino. Nos trabalhos conduzidos no Iapar, ele conta que tem-se obtido uma produção leiteira em torno de 7l por dia.

— No entanto, pela riqueza de gordura, proteína e minerais, essa matéria-prima, quando trabalhada no laticínio, resulta em uma eficiência maior em comparação ao leite bovino. Para produzir 1kg de queijo a partir de leite de búfala, são necessários 6l de leite. Fazendo a mesma analogia com o gado bovino, serão precisos 10l de leite para obter o mesmo quilo de queijo — explica.

Levando em consideração os agroecossistemas que compõem um sistema de produção de leite de búfala, ou seja, solo, planta e animais, o pesquisador afirma existirem algumas particularidades. Em relação aos solos, por exemplo, há restrição ao uso de produtos químicos. Nesse caso, lança-se mão de adubos verdes e esterco.

— Na questão das forrageiras, procura-se consorciar gramíneas com leguminosas, de tal forma que consigamos atender às necessidades da planta em termos de produção. Já em relação aos animais, onde existe o impedimento do uso de medicamentos alopáticos, como antibióticos, vermífugos e carrapaticidas, temos empregado fitoterápicos para a manutenção do manejo sanitário — conta.

Há uma diferença entre o preço do leite de búfala e de vaca. Essa diferença decorre do melhor rendimento industrial e déficit da matéria-prima no mercado, segundo o entrevistado. Por isso, seria um erro dizer que o búfalo é menos produtivo ou que rende menos ao produtor. Além disso, a média de natalidade do rebanho bovino no Estado do Paraná é de 60%. Já no rebanho bubalino, ela gira em torno de 85%.

Fonte: www.diadecampo.com.br
21 nov 2011

Integração Lavoura – Pecuária e Floresta protege o meio ambiente e diversifica a produção

A base da alimentação animal da pecuária nacional são os pastos, entretanto, se mal manejados, apresentam rápido e acentuado declínio em sua capacidade produtiva, em decorrência dos processos de degradação causados por fatores como manejo inadequado da lotação, com superpastejo alternado com subpastejo; e redução da disponibilidade de nutrientes no solo, fatores que enfraquecem as plantas e as colocam mais predispostas ao ataque de pragas, doenças e competição com plantas daninhas.

Sistemas de produção mais sustentáveis indica que os consorciados surgem como técnicas capazes de potencializar o uso dos recursos naturais e gerar renda de maneira mais eficiente, além de poder colaborar com a regressão de processos de degradação ambiental.

Árvores, culturas agrícolas e animais já podem conviver em uma mesma área para otimizar o uso do solo e maximizar os retornos econômicos do produtor e, ao mesmo tempo, garantir a sustentabilidade do sistema produtivo. A sombra das árvores é muito importante para conferir conforto ao gado. Não é incomum observarmos grandes aglomerações de animais sob a copa das árvores nas horas mais quentes do dia. Sabe-se também que o gado leiteiro apresenta queda de 10% a 20% de produção quando falta sombra no pasto. Algumas espécies de árvores e arbustos que podem ser usadas no ILPF são as leguminosas Acácia-mimosa, Agulha-de-adão, Gliricidia além da Amoreira. Essas plantas são muito utilizadas por capturarem o nitrogênio do ar através de bactérias que vivem no solo para as raízes das plantas e com isso disponibilizam mais proteínas para os animais. Isso acarreta em um enriquecimento da alimentação do gado, aumento do seu peso e produção de leite e a quantidade de matéria orgânica no solo. As leguminosas ainda podem ser utilizadas como cercas vivas.

Além de todos os benefícios citados, não devemos esquecer que o ILPF está diretamente ligado a redução da emissão de gases que propiciam a ocorrência do efeito estufa.

Podemos perceber, portanto, que o sistema Lavoura- Pecuária – Floresta consegue conservar os recursos naturais, permite a infiltração da água, polinização, controle biológico, retenção do solo, preservação da biodiversidade, aumenta a produtividade agrícola e pecuária e fixa o homem no campo o que traz melhoria na qualidade de vida.

Fonte: www.diadecampo.com.br
18 nov 2011

Período chuvoso aumenta produção leiteira

Seagro MaranhãoÉpoca exige prevenção contra verminoses, programação da alimentação e medidas de manejo adequadas

Kamila Pitombeira
18/11/2011

O período chuvoso, época de alta umidade no Estado do Tocantins, traz benefícios como o aumento da produção leiteira, que chega a 70%. É o tempo propício para a programação da alimentação. No entanto, junto com a possibilidade de investir nas pastagens, a época traz alguns problemas relacionados à sanidade dos animais. Entre os mais comuns, estão os problemas respiratórios e as verminoses. Por isso, é preciso que o produtor faça um tratamento preventivo e adote as medidas de manejo adequadas.

Segundo Cláudio Saião, coordenador de desenvolvimento animal da Seagro (Secretaria da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário), na pecuária de corte, é preciso ter cuidado com bezerros, pois nesse período, surgem problemas relacionados a ácaros, sarnas e fungos.

— Na criação de bezerros de leite, ocorrem enfermidades como pneumonia e gastroenterites. Já na produção de ovinos e caprinos, é preciso saber o horário correto para liberar os animais nas pastagens, pois com a alta umidade, podem ocorrer verminoses — afirma o coordenador.

No Tocantins, Saião conta que os maiores problemas estão relacionados ao sistema respiratório e digestivo. Com relação aos equinos, trabalhos realizados por universidades recomendam a diversificação de pastagens, o que aumenta as fontes de forragens como as braqueárias. Assim, é possível diminuir os índices de mortalidade nas épocas de água.

— Os maiores cuidados devem estar relacionados às verminoses e ao controle estratégico de carrapatos e moscas do chifre. Portanto, todos são fatores relacionados ao controle de endo e ectoparasitas, além da questão da umidade, que provoca problemas respiratórios — diz.

De acordo com ele, todo produtor precisa realizar um planejamento, o que envolve a questão de manejo, sanidade e genética. No entanto, essa época é propícia para planejar as pastagens. Então, é interessante que ele faça uma análise de solo, verificando os índices de calcário, de adubo, tipos de solo e sementes que podem ser usadas.

— No caso da bovinocultura leiteira, a produção de leite chega a crescer até 70% nessa época de águas, especificamente no Estado do Tocantins. Já na época de seca, ela cai muito. Então, o que precisa ser feito é uma boa programação de alimentos. Pode ser um plantio de cana para oferecer na época das águas, o plantio de milho para silagem, ou ainda o plantio de mandioca para oferecer aos animais — orienta o entrevistado.

Já em relação às aves, Saião conta que demandam um controle maior por causa da umidade. No entanto, esse controle costuma ser bem realizado pelos granjeiros. Já o alimento, também não precisa de muitos cuidados, já que elas costumam se alimentar de rações concentradas.

Para mais informações, basta entrar em contato com a Seagro através do link http://www.seagro.to.gov.br/.

Fonte: www.diadecampo.com.br