O tamanho do seu plantio, não muda o tamanho da nossa dedicação.
34 9.9147-9310
Seg - Sex: 08:00 - 18:00
19 out 2012

O ritmo discrepante das taxas de juros

Em setembro, recuaram pela sétima vez, em 2012, as taxas de juros das operações de crédito, segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac)

Mas os juros ativos (cobrados dos tomadores de empréstimos) continuam altos, enquanto os juros passivos (pagos pelas instituições financeiras aos aplicadores) são, em muitos casos, negativos, isto é, inferiores à inflação. Juros reais abaixo de 2% ao ano são insustentáveis, segundo estudo dos economistas do Ibre-FGV Samuel Pessoa, Luiz Schymura, Armando Castelar e Régis Bonelli.

Entre agosto e setembro, os juros do comércio caíram de 4,55% ao mês para 4,20% ao mês e são os menores desde 1995. A queda foi proporcionalmente maior nos financiamentos para a compra de automóveis pelo CDC, de 1,70% para 1,54% ao mês. Empréstimos pessoais nos bancos custavam, em média, 3,45%, em agosto, e 3,27% ao mês, em setembro. Mas as linhas mais caras caíram pouco: o custo do cheque especial declinou de 8,05% ao mês para 7,95% ao mês – o que ainda equivale a 150,42% ao ano.

E, pela primeira vez em 33 meses, diminuiu a taxa de juros das compras financiadas pelo cartão de crédito, de 10,69% ao mês (238,3% ao ano) para 10,41% ao mês (228,17% ao ano). É a menor taxa desde junho de 2008, o que dá uma ideia de quão cara foi a modalidade nos últimos 51 meses.

Os juros cobrados das empresas também caíram, de 1,84% ao mês, em agosto, para 1,72% ao mês, em setembro, nas operações de capital de giro; de 2,46% para 2,26% ao mês, no desconto de duplicatas; e de 6,02% para 5,94% ao mês, nas contas garantidas. Em média, as taxas pagas pelas pessoas jurídicas diminuíram de 50,06% para 47,81% ao ano, no mês passado

Nem todas as empresas se dão por satisfeitas, apesar da queda dos juros: por exemplo, nos últimos seis meses, 65% das micro e pequenas empresas de Minas Gerais não sentiram mudança nos juros e 7% nem têm conhecimento do assunto, enquanto 28% notaram um ganho, mostrou pesquisa feita pelo Sebrae-MG.

Entre setembro de 2011 e setembro de 2012, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa básica de juros de 12% para 7,5% ao ano, ou seja, em 37,5%, mas a taxa média cobrada das pessoas físicas diminuiu só 18% e das pessoas jurídicas, 19,7%.

Ou seja, o custo dos empréstimos continua sendo, em geral, elevado para famílias e empresas, especialmente numa fase de baixo crescimento econômico, em que é essencial manter as finanças equilibradas. Para quem pode, esperar parece opção melhor do que se endividar, embora a remuneração dos fundos DI (0,54%, em setembro) e das novas cadernetas (0,41%) já seja inferior à inflação oficial (de 0,57% no mês).

Fonte: O Estado de S. Paulo
08 out 2012

Custo fiscal e trabalhista afeta a competitividade

Num conjunto de 82 países, o Brasil figura num modestíssimo 37.º lugar pelo critério da competitividade esperada até 2016, segundo a área de pesquisa da revista britânica The Economist

Num conjunto de 82 países, o Brasil figura num modestíssimo 37.º lugar pelo critério da competitividade esperada até 2016, segundo a área de pesquisa da revista britânica The Economist (Economist Intelligence Unit – EIU). Houve pequena melhora em relação à classificação anterior (39.º lugar), mas insuficiente para assegurar uma posição de competidor medianamente temível no mundo moderno.

Espera-se que a posição brasileira deverá melhorar nos quesitos estabilidade política (sairemos do 18.º lugar para o 13.º) e políticas de investimento externo (do 32.º para o 27.º). Mas, nas regras do mercado de trabalho, o Brasil ainda deverá ocupar o 59.º lugar (era o 66.º, na classificação anterior) e continuará no 52.º lugar em qualidade da infraestrutura. Em especial, o País continuará no 76.º lugar – distante apenas seis lugares do último colocado – no quesito carga tributária.

O Brasil se destaca negativamente nos itens custo da mão de obra e carga tributária. De fato, decisões recentes, como a da elevação do custo das demissões para as pessoas com mais tempo de casa, ao mesmo tempo que beneficiam individualmente os trabalhadores, oneram os empregadores e podem estimular a contratação de pessoal mais jovem – em geral, menos experiente e qualificado. A carga tributária é tratada não só por ser elevada – no Brasil, cerca de 35% do Produto Interno Bruto (PIB), muito alta em relação aos demais países emergentes -, mas pela complexidade das regras. As empresas brasileiras gastam 2.600 horas/homem por ano simplesmente para recolher os impostos, segundo o estudo Doing Business, do Banco Mundial.

O Brasil tem “amarras estruturais”, segundo a analista responsável pela pesquisa da EIU, Justine Thody. E “está ficando sem tempo para fazer as mudanças, porque a idade média da população está subindo”. Medidas pontuais, como a desoneração da folha de pagamento para 24 setores, têm efeito apenas marginal sobre o custo do trabalho, disse Thody ao Estado.

Mais do que anseio do governo e das empresas, aumentar rapidamente a competitividade é o imperativo para que o País não perca mercados e se mantenha como economia minimamente aberta, beneficiando-se com a concorrência das importações com os produtos locais. Mas, com tributos exagerados, infraestrutura de baixa qualidade e mão de obra cara e pouco preparada, o Brasil tem perdido mercados de produtos industrializados: importa itens que poderiam ser fabricados internamente e, assim, sacrifica postos de trabalho.

Fonte: O Estado de S. Paulo
15 maio 2012

Tributação e crescimento

Como a história ensina, há aritméticas “desagradáveis” que impõem realismo às políticas sociais e econômicas com excessivo viés quer para o consumo (como é o caso brasileiro) quer para o investimento (como é o caso chinês)

Como a história ensina, há aritméticas “desagradáveis” que impõem realismo às políticas sociais e econômicas com excessivo viés quer para o consumo (como é o caso brasileiro) quer para o investimento (como é o caso chinês). Elas sempre terminam de forma traumática quando não pressentidas e corrigidas no momento adequado. Há poucos dias a presidenta Dilma deu uma indicação precisa desse pressentimento quando afirmou que precisamos reduzir e melhorar a qualidade de nossa estrutura tributária, sem prejudicar as políticas públicas civilizatórias. No fundo foi uma reafirmação do seu programa inaugural: “Fazer mais com menos”, ou seja, aumentar a eficiência do governo para acelerar o crescimento sem reduzir a política social de inclusão social.

A carga tributária bruta do Brasil é, de longe, a mais elevada de todos os países que têm uma renda per capita parecida com a sua e, pior: 1u00ba) é absolutamente disfuncional. Tributa demais os investimentos que são o crescimento futuro e as exportações que financiam esse crescimento sem criar problemas externos; 2u00ba) é absolutamente injusta e regressiva; 3u00ba) é, talvez, a mais complexa do mundo; 4u00ba) o Fisco persegue apenas a “facilidade” da tributação, como é o caso generalizado do “contribuinte substituto”; e 5u00ba) conserva o mau hábito que tinha justificativa quando havia hiperinflação: o imposto é recolhido antes de o produto ser faturado e seu valor recebido pelo produtor.

É sempre difícil (e contestável) estimar as consequências sobre a taxa de crescimento do PIB de um sistema tributário que não começou muito bem na Constituição de 1988 e foi cuidadosa e sistematicamente distorcido ao longo das últimas duas décadas. Mas é possível ter uma ideia das profundas modificações estruturais que ele produziu nas relações entre o Estado e o setor privado.

Para ter uma intuição física do que aconteceu desde então, até 2011, imaginemos o PIB como a soma de uma “mistura” cujos componentes são, proporcionalmente, representados por todos os produtos produzidos no país. Suponhamos que em 1995 escolhemos uma unidade de medida que meça o PIB em 100 unidades dessa “mistura” (que inclui proporcionalmente desde o mais simples produto ou serviço, até o mais sofisticado equipamento de comunicação). Com um pouco mais de esforço, suponhamos que a população do Brasil (159 milhões de habitantes) no mesmo ano, seja também dividida em 100 unidades. Assim teríamos, em 1995, 100 unidades de PIB produzidas por 100 unidades de população, ou seja, “idealmente”, uma unidade de PIB produzida por uma unidade de população.

Tomemos como “base” o ano de 1995. Como evoluíram o volume físico do PIB e a população até 2011? Usando os números do IBGE, o primeiro atingiu 161,9 unidades da mistura equivalente de 2005 (ignorando lentas mudanças produtivas estruturais). Se alguém quiser uma imagem mais “concreta”, poderá simplesmente supor que em 1995 o PIB era igual a 100 toneladas da tal mistura e em 2011 atingiu 161,9 toneladas. Estamos interessados em saber como foi apropriado pelo governo e pelo setor privado o aumento das 61,9 unidades da mistura (ou toneladas).

O quadro abaixo mostra isso de forma esquemática, usando as informações disponíveis. É evidente que uma parcela do que foi “apropriado pelo governo” voltou, sob seu comando, ao setor privado por meio das políticas sociais civilizatórias de redução da pobreza absoluta, da melhoria da distribuição de renda, do déficit da Previdência e do pagamento dos seus serviços e investimentos, cuja eficiência e qualidade o governo precisa melhorar.

Produtividade do governo é menor que a do setor privado

O quadro mostra que tivemos um crescimento medíocre nos últimos 15 anos, da ordem de 3,3% ao ano. Como a população cresceu a 1,4% ao ano, isso nos deixou com um crescimento econômico per capita da ordem de 1,9%. A linha 2 da tabela mostra o único avanço robusto: o crescimento do PIB apropriado e distribuído pelo governo cresceu a 4,8% ao ano. Isso não pode deixar de ser preocupante do ponto de vista do crescimento econômico equilibrado, que depende, fundamentalmente, dos investimentos públicos que só agora parecem adquirir musculatura com a decisão de cooptar o setor privado por meio de concessões. Na margem, o governo se apropriou e distribuiu 48% do ganho de 61,9 unidades do PIB sem que, praticamente, tenha aumentado o seu investimento.

Outro ponto significativo é que desde 1995, a carga tributária bruta cresceu à taxa de 1,5% ao ano! O crescimento apropriado e distribuído pelo governo cresceu à taxa anual de 4,8% impulsionado pelos seguintes fatores: 1) crescimento da população, 1,4%; 2) crescimento PIB per capita, 1,9%; 3) crescimento da tributação, 1,5%

Não é necessário muita sofisticação para reconhecer que a produtividade do governo é menor do que a do setor privado e que, portanto, o aumento exacerbado do setor público tende a reduzir a taxa de crescimento econômico e, no fim, do social. É preciso, portanto, que a sociedade dê suporte a uma necessária reforma tributária que, esperamos, o governo tentará implementar no futuro próximo.

Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento.

Fonte: Valor Online
19 abr 2012

Governo prevê alta de 5,5% do PIB em 2013

Depois de amargar modestos 2,7% de taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011, o governo aposta em robustos 5,5% em 2013, segundo informou ontem a ministra do Planejamento, Miriam Belchior

Depois de amargar modestos 2,7% de taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011, o governo aposta em robustos 5,5% em 2013, segundo informou ontem a ministra do Planejamento, Miriam Belchior.

“Tanto os 4,5% deste ano como os 5,5% do ano que vem são obsessões da presidenta, que está acompanhando de perto o desenvolvimento da economia”, afirmou.

Para o último ano do governo de Dilma Rousseff, a expectativa é ainda mais otimista: 6%. Se esses números forem concretizados, ela terá alcançado taxa média de crescimento de 4,7% ao longo de seu mandato.

As novas projeções de crescimento fazem parte dos parâmetros econômicos utilizados para elaborar o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2013, enviado ontem ao Congresso. Por eles, a presidente Dilma Rousseff chegará ao fim do governo com outra obsessão bem atendida: a taxa de juros. As projeções indicam que a Selic, fixada pelo Banco Central, chegará a 8,5% em 2014, novo mínimo histórico. Para 2015, a estimativa é ainda mais otimista: a taxa básica deve encerrar o ano em 8%.

Por outro lado, a taxa de câmbio não deverá ficar muito diferente do que está hoje, o que significa que os industriais continuarão a se queixar. As projeções são de R$ 1,84 em 2013, R$ 1,87 em 2014 e R$ 1,88 em 2015. A ministra esclareceu que essas são apenas estimativas, e que o governo não trabalha com uma meta de câmbio.

Mínimo. O salário mínimo continuará com reajustes elevados, decorrentes da política de valorização até 2015. Por ela, o piso é corrigido a cada ano pela variação do PIB de dois anos atrás, acrescida da variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior. Assim, o valor ficará em R$ 667,75 em 2013, um reajuste de 7,36%.

Com isso, atingirá R$ 729,20, ou US$ 389,94, no último ano do governo Dilma. Em 2015, chegará a R$ 803,93, ou US$ 427,62. Só para comparar: em Bangladesh, um país muito pobre que se transformou num centro mundial de produção de confecções, o salário mínimo é de US$ 37.

Já as aposentadorias acima do salário mínimo não terão tratamento diferente: apenas a correção pelo INPC, sem aumento real. “Em face dos grandes desafios que temos para o País, acreditamos ser suficiente”, disse a ministra. “O Brasil é muito grande e tem muitas prioridades.”

Crescimento. As projeções do governo são bem mais otimistas do que as do mercado financeiro. Segundo a pesquisa Focus, que o Banco Central faz com mais de uma centena de instituições financeiras, as estimativas médias para o crescimento econômico são de 3,2% para este ano e de 4,2% para 2013. Ou seja, há concordância quanto à recuperação, mas não quanto à intensidade.

A ministra explicou que a economia deverá ser favorecida pela adoção das medidas de estímulo. Ela acredita que já no segundo semestre deste ano as medidas mostrarão seus “impactos cheios”. Há, além disso, a recuperação da economia mundial. A ministra citou dados da revista The Economist, que apontam expansão de 3,1% este ano e 3,9% no ano que vem.

Miriam Belchior evitou estender-se em comentários sobre a queda da taxa de juros, dizendo que esse é um tema para o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. Mas afirmou que a decisão de manter a meta do superávit primário (economia de recursos para pagamento da dívida) no valor equivalente a 3,1% do PIB no ano que vem propicia a manutenção da trajetória de queda das taxas.

Assim, estima-se que Dilma chegará ao fim de seu governo com um saldo da dívida pública em 29,8% do PIB, ante 39,2% do PIB do final da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2015, ela deverá atingir 27,4% do PIB.

Fonte: O Estado de S. Paulo
21 mar 2012

Mercado vê inflação de 6% até 2016

A inflação brasileira deve girar em torno de 6% ao ano, pelos próximos cinco anos

A inflação brasileira deve girar em torno de 6% ao ano, pelos próximos cinco anos. O dado foi extraído pelo economista-chefe do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn, das taxas de remuneração dos títulos do governo negociados no mercado. Já o economista projeta uma taxa um pouco menor, em torno de 5,5%.

“Não vai ser nada explosivo, mas é alto”, afirmou Goldfajn. Ele atribui a resistência da inflação num nível superior ao centro da meta de 4,5% nos próximos anos aos problemas de infraestrutura, aos preços pressionados dos serviços e ao mercado de trabalho, que continua aquecido, apesar da forte desaceleração da atividade registrada no ano passado e primeiro trimestre deste ano.

Ontem, durante o seminário “O quebra-cabeça do emprego no Brasil”, promovido pelo Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial, Goldfajn disse que há duas hipóteses para explicar por que a taxa de desemprego continua baixa, mesmo com a economia em desaceleração.

O primeiro fator é o envelhecimento da população. “Com mais gente para produzir, a tendência é que a taxa de desemprego caia.” Nas contas de Goldfajn, a mudança no perfil demográfico provoca uma redução de 1 ponto porcentual na taxa de desemprego de equilíbrio, aquela que não tem impactos inflacionários.

O segundo fator é que as empresas, diante dos elevados custos de demissão, estão fazendo uma espécie de “poupança” de trabalhadores, esperando a reaceleração da economia no segundo semestre deste ano. “Acredito que os dois fatores estejam acontecendo”, disse Goldfajn. Ele calcula que a economia volte a crescer num ritmo de 5% no segundo semestre. No ano, no entanto, por causa da baixa taxa de crescimento do primeiro semestre, a alta do PIB será de 3,5%.

O economista espera que os juros básicos, hoje em 9,75% ao ano, sejam reduzidos para 9% na próxima reunião do Copom. Após essa queda, ele avalia que os juros ficarão estáveis até 2013, quando a inflação deve voltar a subir e será necessário elevar a Selic de novo.

Goldfajn observou que a hipótese de que esteja ocorrendo uma “poupança” de trabalhadores por parte das empresas agrada ao governo porque, assim, a reaceleração da atividade não teria impactos inflacionários.

Para Alexandre de Freitas Barbosa, professor de História Econômica do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo, o Brasil continua com excedente de mão de obra. “Boa parte desses trabalhadores não se adequam à atividade.” Segundo ele, a taxa de desemprego medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis regiões metropolitanas do País capta, no máximo, um terço do excedente do mercado de trabalho.

O economista Antonio Corrêa de Lacerda, professor da PUC-SP, ressaltou que o impacto do mercado de trabalho na inflação é bastante reduzido. “É claro que a economia aquecida provoca elevação dos salários reais.” Mas, como o nível salarial no Brasil é muito baixo, explicou Lacerda, e há mudanças na estrutura da economia, ele não vê descasamento entre aumento salarial e os ganhos de produtividade.

Já Norman Gall, diretor executivo do Instituto Fernand Braudel, está cético em relação ao desempenho do País no próximos anos. “Estive na China recentemente e a palavra de ordem lá é que o modelo atual é insustentável. Aqui no Brasil não se fala em insustentabilidade”, afirmou. Para ele, alto nível de emprego com baixa produtividade, ainda que não se fale, é um modelo insustentável. “O País está surfando na onda dos recursos naturais, mas esse tempo é curto.”

Fonte: O Estado de S. Paulo