O tamanho do seu plantio, não muda o tamanho da nossa dedicação.
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06 fev 2012

Cresce adesão de pecuaristas ao manejo adequado do solo

Na safra atual, o governo destinou cerca de R$ 2,6 bilhões para a pecuária e um dos destinos é recuperar pastagem degradada que chega a 70% das áreas atuais – São Paulo

A divisão do pasto em piquetes – áreas que permitem o rodízio do gado – e a fertilização do solo para recuperação de pastagem elevaram em um terço a produtividade da Fazenda YKK, em Minas Gerais. Em oito anos de tratamento, a propriedade de onze mil hectares passou a comportar 4,5 mil cabeças de boi – quase o dobro do que havia antes das ações de manejo da pastagem.

O caso é exemplar em um país que ostenta a maior área de pasto do mundo, com um rebanho de 200 milhões de cabeças, mas cuja degradação dos pastos chega a 70% da área. “A pecuária no Brasil sempre foi uma fonte de abertura de novas fronteiras, com a agricultura vindo atrás”, contextualiza o consultor Wagner Pires, da DTA Consultores. O dano é tamanho que o Plano de Safra atual reserva empréstimos para pecuaristas interessados em recuperar suas terras. Trata-se do Financiamento do Centro-Oeste (FCO), cujo empenho estava previsto em R$ 2,6 bilhões para este ano – o Ministério da Agricultura não confirmou o valor -, dando direito a até R$ 1 milhão por criador de bovino, com prazo de oito a 12 anos para quitação.

Em 2011, quando foi criado e incluído na linha de crédito da Agricultura de Baixo Carbono (ABC), o FCO oferecia R$ 2,1 bilhões para o a Região Centro-Oeste, que registrava 30 milhões de hectares degradados. Somente o Mato Grosso, naquele ano, precisaria de R$ 11,7 bilhões para recuperar a degradação que há em nove milhões de hectares (34% da área de pastagem) do estado. “O manejo do pasto] é um trabalho que tem de ser feito, pois hoje não dá mais para ter novas áreas. O negócio é ganhar produtividade – mais UAs [Unidades Animais] em áreas menores – e manter outras culturas”, afirma o diretor da divisão de agropecuária da YKK, Maurício Kikuta.

A sigla é uma multinacional japonesa especializada na fabricação de acessórios de confecção, mas que também atua no campo com uma fazenda homônima no noroeste de Minas Gerais. “Antes de efetuar as mudanças, tínhamos 0,8 UA [Unidade Animal] por hectare. Depois, passamos para 1,2 UA”, afirma Kikuta.Uma UA equivale a 450 quilos de boi vivo no pasto. Para fazer aumentar em mais de 30% seu contingente animal, a YKK investiu na criação de piquetes de 50 a 100 hectares, pelos quais o gado faz rodízios em períodos que variam de dois dias a uma semana. Além disso, instaurou uma rotação de culturas na propriedade, isto é, arrendou partes da fazenda para o plantio de soja e milho.”Recuperamos as áreas de pasto por via dos GRÃOS“, diz Kikuta. Os arrendamentos têm duração de cinco anos e rendem aos proprietários da terra, em acréscimo à revitalização do solo, sete sacas (das cerca de cinquenta que são produzidas) por hectare. “É um contrato razoável”, afirma Kikuta.

 

Consultoria

O preço de se recuperar ou reformar uma fazenda de bovinos varia de R$ 400 a R$ 1.200, de acordo com o especialista em manejo adequado de pastagens, Wagner Pires. “Isso tem custo e muitas vezes é um processo longo e demorado. O que é preciso: investir aos poucos, todo ano recuperar um pouquinho do pasto”, diz ele.A reforma de uma propriedade pecuária passa pela nutrição do solo, com fertilizantes, fósforo e calcário, a utilização de herbicidas e o loteamento do espaço. “Acaba com o pasto que está lá, gradeia, mexe com a terra e reabre”, resume Pires.O custo fica entre R$ 1.000 e R$ 1.200 por hectare. Já a recuperação de pastagens é mais barata – de R$ 400 a R$ 700 -, inclui a adubagem do solo e a Integração Lavoura-Pecuária (ILP) – técnica da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e utilizada, por exemplo, no processo de recuperação na Fazenda YKK.”As pastagens brasileiras têm capacidade para manter de 0,7 a 0,8 UAs, com potencial de chegar a três UAs por hectare. Dobrar a produção é algo fácil de fazer, desde que haja aportes em tecnologia”, afirma o consultor.O empresário Agenor Gado, que detém 3.500 cabeças de boi no sul de Tocantins, viu a produtividade de sua terra quase triplicar em seis anos. Tendo investido cerca de R$ 5.000 por hectare no período, inseriu na Fazenda Carioca, no município de Peixe, novos tipos de capim, fez adubagem e correção de solo.

“A pastagem estava totalmente degradada, refizemos todos os pastos e recuperamos, gradualmente, 80% da área”, conta Gado, que optou por não fazer a ILP porque não considera o solo adequado para plantações. Atualmente, sua propriedade gera 1,1 UA vezes cinco mil hectares. “Na época [quando comprou a terra, em 2005], seria 0,4 UA por hectare”.

Segundo estimou Pires, o consultor da DTA, apenas um terço dos pecuaristas brasileiros está avançado com tecnologias e ações para o manejo do pasto.

 

Fonte: Bruno Cirillo – Noticias Agricolas

02 fev 2012

Nova bolsa de commodities deve operar em 2013

O governo deve fechar o projeto para impulsionar a negociação de derivativos de commodities até o início de 2013

O governo deve fechar o projeto para impulsionar a negociação de derivativos de commodities até o início de 2013. A ideia da equipe econômica, segundo apurou o Valor, é ter tudo funcionando (seja uma nova bolsa, especializada em commodities, seja um “aprimoramento” de operações na BM&FBovespa;) até o fim do mandato da presidente Dilma Rousseff.

Conforme antecipou ontem o Valor, a equipe econômica estuda constituir uma “Bolsa de Derivativos de Commodities” para impulsionar a negociação de contratos futuros de produtos básicos, aos moldes do que faz a Bolsa de Chicago (EUA), e a Bolsa de Zhengzhou (China). A presidente está preocupada com o desempenho das exportações de commodities, que sustentam o saldo comercial brasileiro há mais de dez anos – a tendência de queda nos preços, depois de anos em alta, deixa a equipe econômica em alerta.

Além do mercado internacional começar 2012 instável, a produção nacional nesta safra deve ser menor do que a de 2011. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta que a produção nacional de grãos na safra 2011/2012 deve ser de 158,4 milhões de toneladas – resultado 2,8% menor do que as 162,9 milhões de toneladas registradas no ciclo 2010/11, quando um novo recorde de produção foi estabelecido. A queda pode afetar tanto as exportações quanto o abastecimento interno, resultando em um aumento no preço dos alimentos.

A notícia surpreendeu “de forma positiva” o presidente da BM&FBovespa;, Edemir Pinto. “Vi a notícia hoje. Me surpreendeu de forma positiva. Vejo como música para meus ouvidos”, disse ele, ontem em São Paulo, embora não tenha comentado especificamente o papel que a BM&FBovespa; poderia desempenhar em um novo modelo de negociação. Para Pinto, a ideia pode resolver “o problema” da falta de liquidez do mercado de commodities. Atualmente, a bolsa paulista negocia derivativos de etanol, milho, café e gado.

O Ministério da Agricultura se posicionou favorável à criação da bolsa. Apesar de ainda não ter sido consultado sobre o assunto, o secretário-executivo da Pasta, José Carlos Vaz, diz que o ministério está “à disposição” da equipe econômica para discutir o tema. “Somos favoráveis ao crescimento do mercado de commodities futuras no Brasil e podemos ser o centro mundial de formação de preços de diversos produtos”, disse Vaz.

Para Antônio Márcio Buainain, especialista em política agrícola e professor da Unicamp, a ideia da equipe econômica é “salutar”, uma vez que no Brasil o produtor está muito afastado do mercado financeiro. “A Bolsa de Chicago funciona como um instrumento de redução da volatilidade, algo muito importante para os produtores”, diz. Segundo ele, o trabalho principal do governo será o de convencer produtores, tradings e investidores a negociarem derivativos de commodities no Brasil.

Fonte: Valor Online
02 fev 2012

Projeto cria estatuto da Micro e Pequena Empresa Rural

A Câmara analisa proposta que institui o Estatuto da Microempresa Rural (MER) e da Empresa Rural de Pequeno Porte (ERPP). De acordo com o texto, a pessoa jurídica ou firma mercantil individual poderá ser enquadrada como microempresa rural se tiver receita bruta anual igual ou inferior a R$ 110 mil.

Para requerer registro como empresa rural de pequeno porte é preciso ter receita bruta anual igual ou inferior a R$ 1,2 milhão, desde que não esteja enquadrada como microempresa rural.

A proposta (Projeto de Lei Complementar 103/11) define regras para o tratamento diferenciado a ser conferido às micro e pequenas empresas rurais em relação à constituição jurídica, ao recolhimento de impostos e contribuições e ao enquadramento como segurado especial da Previdência Social, além de estabelecer normas para o acesso ao crédito rural e ao mercado institucional (mecanismo governamental que garante a compra de parte da produção de alimentos, principalmente da agricultura familiar).

O estatuto determina, por exemplo, que o processo de abertura, registro, alteração e baixa de MER e de ERPP, bem como qualquer exigência para o início de funcionamento, deve ter trâmite especial e simplificado.

O texto também isenta essas empresas do pagamento de taxas, emolumentos e demais custos relacionados a esses processos.

“A transformação da propriedade familiar numa micro ou pequena empresa rural permitirá maior visibilidade e controle por parte do Estado, que poderá apoiá-la com políticas públicas específicas e mais eficazes”, argumentou o autor do projeto, deputado licenciado João Rodrigues (PSD-SC).

Desenquadramento

No caso de exceder os limites de receita bruta anual definidos pelo estatuto, a MER passará automaticamente à condição de ERPP, e se não alcançar o limite de receita bruta, a ERPP retornará à condição de MER.

A perda da condição de MER ou de ERPP, em decorrência do excesso de receita bruta, ocorrerá apenas se o fato se verificar durante dois anos consecutivos ou três anos alternados, em um período de cinco anos.

O estatuto determina ainda que cabe ao Executivo estabelecer procedimentos simplificados para o cumprimento das legislações previdenciária e trabalhista, garantindo ao titular e aos sócios de MER e de ERPP a manutenção da condição de segurado especial.

“Essas empresas contribuirão para aumentar a eficiência e para reduzir os custos de produção, além de representarem uma grande oportunidade para os jovens do meio rural que, mesmo não possuindo terras, vão poder se estabelecer como prestadores de serviços de mecanização agrícola, de transporte de pessoas e produtos, e de construções rurais”, defendeu Rodrigues.

Crédito

O tratamento diferenciado concedido às MER e às ERPP também envolve mecanismos fiscais para estimular instituições financeiras privadas a manterem linhas de crédito específicas para o segmento.

Pelo texto, as instituições financeiras oficiais que operam com crédito rural também manterão linhas de crédito específicas para as MER e para as ERPP.

O estatuto também prevê instrumentos de incentivo ao crescimento e ao desenvolvimento de MERs e ERPPs. A proposta, por exemplo, estabelece que no mínimo 25% dos recursos federais aplicados em pesquisa, desenvolvimento e capacitação tecnológica nas áreas de assistência técnica e extensão rural sejam destinados, prioritariamente, para o segmento.

A proposta considera ainda isentos do imposto de renda os valores efetivamente pagos ao titular ou sócio da MER ou da ERPP, salvo os que corresponderem a pró-labore, aluguéis ou serviços prestados.

Tramitação

O projeto será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois segue para o Plenário.

 

Fonte: Portal do Agronegócio

24 jan 2012

Brasil e Canadá discutem comércio agropecuário

Os principais temas do comércio agropecuário entre o Brasil e o Canadá serão discutidos hoje (24) e amanhã na 5ª Reunião do Comitê Consultivo Agrícola

Os principais temas do comércio agropecuário entre o Brasil e o Canadá serão discutidos hoje (24) e amanhã na 5ª Reunião do Comitê Consultivo Agrícola (CCA) Brasil-Canadá. O encontro ocorre no térreo do Ministério da Agricultura, a partir das 9h.

Temas como a cooperação técnica entre os dois países e a continuidade das negociações no âmbito da Organização Mundial do Comércio estarão na pauta do encontro.

A delegação brasileira defenderá a abertura do mercado de carne bovina in natura da Zona Livre de Febre Aftosa e de carne suína de Santa Catarina. Do lado canadense, o interesse é pela venda de produtos de pesca e aquicultura e de sêmen e embrião de ovinos e caprinos.

Fonte: Tribuna da Bahia
24 jan 2012

BC libera R$3 bi para financiamento rural. Mantega quer expansão de 15% no crédito

Ministro defende redução do custo financeiro das operações, ainda alto

Com a estiagem no Sul do país e a possibilidade de quebra de safra de milho, soja e feijão, o Banco Central (BC) mudou as regras para os compulsórios sobre depósitos à vista para beneficiar os agricultores. O BC liberou parte do dinheiro dos correntistas que os bancos são obrigados a deixar parados nos cofres da autoridade monetária para que possam financiar o setor. A medida pode elevar em R$3 bilhões o crédito rural. Enquanto isso, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que, para a economia brasileira crescer entre 4% e 5% este ano, será necessário aumentar o crédito de 15% a 17% e reduzir o custo dos financiamentos.

— Temos de expandir o crédito e reduzir o custo financeiro, que ainda está elevado. Esta é a meta que estamos dando para a área financeira do governo. O crédito, hoje, está em 48,5%, 49% do PIB, são R$2 trilhões de crédito. Temos de crescer de 15% a 17% do crédito no Brasil, em 2012 — disse Mantega em reunião ministerial.

No Ministério da Agricultura, a previsão é que, mesmo com a produção menor, não haja desabastecimento. A preocupação agora é o impacto na inflação. O milho por exemplo, é usado como ração de boi, porco, frango e peixe. Se a alimentação do animal fica mais cara, o repasse para o preço da carne é imediato.

Nos cálculos do ex-diretor do BC Carlos Thadeu de Freitas, se a economia brasileira crescer 5%, essa quebra de safra pode significar um aumento de 0,5 ponto percentual no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A previsão do mercado é de uma inflação em 5,29% neste ano, acima da meta de 4,5%.

A decisão foi tomada em reunião extraordinária da diretoria do BC e entrou em vigor ontem mesmo. Também será possível abater operações feitas no início do ano, quando os efeitos climáticos foram mais fortes.

Fonte: O Globo