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11 jun 2013

Um olhar sobre o futuro do boi: confinamento, bezerro caro, preço do milho…

Exportações em alta, mercado interno também demandando carne, a urgência de o Brasil fazer a classificação de carcaças, a incógnita do preço do milho no contexto das supersafras anunciadas no Brasil e nos EUA

O preço milho continua sendo uma incógnita (Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo)
O preço milho continua sendo uma incógnita (Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo)

Exportações em alta, mercado interno também demandando carne, a urgência de o Brasil fazer a classificação de carcaças, a incógnita do preço do milho no contexto das supersafras anunciadas no Brasil e nos EUA, o “apagão da cria” e a difícil relação do produtor com o frigorífico foram assuntos de intenso debate no seminário Perspectivas para o Agribusiness, realizado ontem em São Paulo.

Fabiano Tito Rosa, do Minerva Foods, disse, em painel sobre as perspectivas da pecuária de corte, que a indústria frigorífica brasileira “está com fome”. Por sinal, números da revista DBO mostram que os preços da arroba no primeiro trimestre não caíram – contrariando previsões – e ficaram pouco abaixo de R$ 100, em São Paulo. Segundo Rosa, o cenário de consumo é promissor e o país deverá colocar no mercado de 7% a 8% de carne a mais neste ano em relação a 2012, que já foi um ano bom.

Os EUA voltaram a crescer, a Europa a respirar e tudo indica que a China, cuja população consome pouca carne bovina, vai passar a comer um bife a mais por semana, o que terá efeito poderoso na oferta, informa Tito. Segundo ele, a desaceleração econômica do gigante asiático – o país crescia 10%, 11% e hoje 7% – não deverá afetar as exportações de commodities agrícolas brasileiras. “O contrário acontecerá com as commodities minerais”, prevê. O executivo lembrou que o Brasil deverá colher 44,8 milhões de toneladas de milho na safrinha, 10% acima do ano passado, enquanto nos EUA, que acabaram de plantar, a safra poderá chegar a 360 milhões de toneladas contra os 274 milhões de 2012. Na visão de Tito, essa montanha de cereal poderá facilitar a vida daqueles que engordam ao tornar mais barata a alimentação do boi. No entanto, avisa, é necessário esperar um pouco mais.

Essas supersafras já estão animando os confinadores. Numa votação aleatória realizada pelos organizadores com os participantes do seminário houve previsão de o país confinar 4,269 milhões de cabeças neste ano. Em 2012, foram 3,8 milhões de animais. Não é nada oficial, porém é animador.

O avanço da agricultura sobre terras de pastagem afeta cada vez mais a atividade de cria. Segundo Tito, a perda de áreas leva a pecuária a deslocar-se para outras fronteiras e tornar mais escassa a oferta de bezerros. Vão fazer muita pressão também as exigências ambientais. “A palavra é tecnologia visando aumento da produtividade em espaços pequenos e garantindo a sustentabilidade”, afirma. Como aconteceu com o leite, a busca pela eficiência vai levar ao enxugamento do número de produtores de carne, na opinião de Tito.

Pecuarista há 45 anos e ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira, Flávio Teles de Meneses, no geral, concorda com as opiniões do executivo do Minerva Foods. Ele acrescenta, porém, ser urgente e importante o Brasil fazer a classificação de carcaça do boi para colocar o pé no futuro. “A dona de casa quer comprar carne de qualidade e também o pecuarista eficiente tem direito de receber um prêmio, conforme já é regra nos grandes países produtores de carne”, afirma. Com a palavra os frigoríficos, me disse um pecuarista ao lado…

Meneses acredita que os próximos anos serão confortáveis para o produtor. “O ano de 2014, por exemplo, é de eleições e, historicamente, o consumo sobe.”  Ele acredita também que a economia deverá continuar crescendo paulatinamente. O ex-presidente da Rural ressalta que foi a melhora no padrão de vida do brasileiro e o pleno emprego no país que incrementaram o consumo de carne.

Flávio Menezes avisa ainda que pecuaristas, frigoríficos e varejo devem deixar de lado suas pendengas históricas, visto que “as mudanças vem do lado da demanda, ou seja, é o consumidor quem decide”.

Fonte: Blog do Tião

 

02 jan 2013

Arrendamento de terra é opção para aproveitar boom da soja

Com terras valorizadas, compra de propriedades é inviável, diz produtores

terrasO arrendamento de terras tornou-se a melhor opção para o produtor em Mato Grosso. Com a valorização no preço da soja, os valores cobrados pelas propriedades no estado também subiram. Desta forma, a melhor alternativa é arrendar permanecer ou entrar nas atividades agrícola e pecuária.

Segundo o delegado da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Vanderlei Reck Junior, o preço da soja despertou interesse dos produtores. “Mas para entrar na atividade a compra da terra tornou-se inviável. O jeito é arrendar para ter mais retorno financeiro”.

Conforme ele, que planta em 1,1 mil hectares arrendados no município de Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, a pecuária também tem cedido espaço para o arrendamento de lavouras. “Além disso, muitas empresas grandes acabam arrendando terras de produtores que estão com alguma dificuldade para plantar”.

Não existe uma estatística oficial do número de contratos firmados, mas os próprios produtores observam esse mercado aquecido. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) a previsão para 2013 é de crescimento na produção, pontuando com 13% de aumento. A estimativa ainda é que a área de plantio de soja seja 11,6% maior em relação à safra passada. Com isso, os arrendamentos também devem crescer.

O agricultor do Paraná há 30 anos, Antônio Rukel, decidiu investir em Mato Groso cultivando soja. “O terreno é plaino o que facilita o plantio e a colheita”, pontua. Ele explica que a opção de arrendar a terra foi a alternativa viável para uma decisão rápida. “Decidimos vir para Denise, município ao Oeste de Mato Grosso, e por isso o arrendamento foi a melhor decisão”.

A proposta de arrendamento foi apresentada pelo genro Leandro Boff. “Trabalhava num frigorifico de aves no Paraná mas decidi arrendar terras em Mato Grosso para trabalhar na agricultura”, diz Boff. De acordo com ele, sem capital para investir alto e comprar uma fazenda, o contrato para plantar em 800 hectares foi a solução. “Pago duas sacas de soja por hectare. Pretendo arrendar mais no próximo ano”, planeja o produtor.

Fonte: Agrolink

 

22 maio 2012

Milho + braquiária: consórcio que dá certo

Técnica aumenta produtividade da soja cultivada em sucessão em até 20%, além de diminuir incidência de plantas daninhas e estruturar o solo

A tecnologia foi implantada na região paulista do Médio Paranapanema em rede de experimentos e áreas demonstrativas. O projeto é uma parceria entre o IAC, as cooperativas Coopermota e Cooperativa Agropecuária de Pedrinhas Paulistas (CAP), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). É uma técnica direcionada para milho safrinha, o que a difere da integração lavoura pecuária. Ela consiste na semeadura simultânea do milho com braquiária na mesma operação e pode aumentar a produtividade da soja cultivada em sucessão à cultura do milho safrinha em até 20%, além de servir de forragem para os animais na entressafra e contribuir para melhorar a qualidade do solo.

— Em vez de o agricultor anular uma linha do meio na semeadura da soja, ele mantém todas as linhas da semeadura e alterna uma linha de milho com uma linha de semente de braquiária. Nessa linha da braquiária, ele troca o disco de milho por disco de sorgo, além de retirar o adubo.  Ou seja, ele vai adubar apenas a linha do milho e não a do capim — afirma Aíldson Duarte, pesquisador do IAC.

A máquina semeadora adubadora distribui simultaneamente as sementes de braquiária e milho safrinha com 45 cm de espaçamento entre si. Além disso, a implantação do consórcio possui baixo custo. Em média, o investimento em sementes de capim-braquiária varia entre R$40 a R$50 por hectare.

Segundo ele, quando o produtor trabalha com espaçamento reduzido, não é possível o uso da linha intercalar. Nesse caso, o consórcio pode ser feito com a terceira caixa na semeadora, ou seja, uma caixa para adubo, uma para semente de milho e a terceira para a semente da braquiária, distribuindo-a na mesma linha do milho.

— Alguns agricultores utilizam a distribuição a lanço da semente da braquiária seguida do plantio do milho. Essa é uma tecnologia utilizada em grandes áreas onde o rendimento operacional é muito importante. Mas uma séria limitação dessa técnica é a emergência desuniforme da braquiária em reboleiras. Nesse caso, os benefícios do consórcio serão menos efetivos do que em uma distribuição uniforme, pois o desempenho da semeadora adubadora passa a não ser tão eficiente — explica.

No consórcio, é importante a escolha correta da semente de braquiária, como diz o entrevistado. O produtor deve utilizar sementes puras, com valor cultural mínimo de 70%. Já o híbrido de milho safrinha não deve ser muito baixo, pois pode aumentar a necessidade da supressão química da braquiária.

— Os agricultores que vêm utilizando o sistema têm percebido de maneira clara o aumento de produtividade da soja. Os benefícios são sentidos quando eles interrompem a monocultura do sistema soja x milho safrinha. Isso porque esse consórcio é utilizado em parte da propriedade e rotacionado depois, ou seja, ele não pode ser repetido na mesma área. A repetição pode trazer problemas — orienta.

Cuidados de manejo

Toda planta que permanece em uma mesma área pode provocar desequilíbrio no sistema biológico do local. Portanto, como explica Durate, a permanência da braquiária em uma mesma área pode selecionar plantas daninhas e pragas, inclusive nematoides.
Além disso, o pesquisador diz que durante o ciclo de vida da plantação, é preciso estar atento à necessidade de supressão, que deve ser feita até o estágio B6 ou B8. Caso contrário, a aplicação de herbicidas passa a ser ineficiente devido ao efeito guarda-chuva das próprias plantas do milho.

— Hoje, a maior parte das cultivares utilizadas pelos produtores são transgênicas. Com isso, eles não aplicam inseticida para o controle da lagarta do cartucho no milho. Porém, o capim não é transgênico, podendo sofrer ataque de pragas. Por isso, é necessária a constante observação da área. Se notada a presença de lagartas comendo as plântulas de capim, é preciso fazer a aplicação de inseticidas — diz.

Preocupação com a competição

Essa é uma constante pergunta dos agricultores. O produtor está há anos limpando sua área das plantas daninhas e agora se propõe um sistema no qual ele deve plantar capim no meio da lavoura. Uma das grandes preocupações do agricultor é se a braquiária produzirá sementes sujando sua área. Outra preocupação é se a braquiária competirá com o milho, prejudicando a produtividade.

— A braquiária mais utilizada no consórcio é a ruziziensis, que não produz sementes se dessecada até o mês de outubro. Já na questão da competição, geralmente em condições de milho safrinha, ela não é suficiente para diminuir a produtividade, exceto em situações quando o porte da planta de milho é menor, quando a semeadura do milho é antecipada e quando as condições ambientais (chuva e temperatura elevada) são favoráveis ao seu desenvolvimento. Por isso, é necessário o constante acompanhamento das plantas e, quando preciso, a utilização de herbicidas em subdoses — afirma Duarte.

De acordo com ele, mesmo com a ocorrência de uma pequena competição e a diminuição da produtividade do milho safrinha, o aumento da produtividade da soja compensará muito essa pequena redução. Além disso, ainda existem outros benefícios, como a diminuição na incidência de plantas daninhas, a melhor estruturação do solo e o manejo mais eficiente de mato com a quebra do sistema soja e milho safrinha, ou seja, o produtor introduz uma nova espécie vegetal sem a necessidade da retirada do milho safrinha, uma das maiores dificuldades da rotação de cultura no que diz respeito à substituição de uma cultura econômica.

A braquiária ruziziensis possibilita o aumento da ciclagem de nutrientes, especialmente de potássio. São acumulados cerca de 30 kg de potássio (K2O) por tonelada de massa seca da parte aérea que, após a dessecação com glifosato, são rapidamente mineralizados e contribuem para a nutrição da soja cultivada em sucessão, como afirma Duarte. Na maioria dos casos, o consórcio produz de uma a três toneladas por hectare de massa seca de capim e, consequentemente, recicla 25 a 75 kg de K2O.

— O produtor também tem grande preocupação na hora da colheita, principalmente quando o híbrido tem porte baixo. Muitos acham que a braquiária pode atrapalhar a colheita embuchando a máquina, o que não acontece no caso da espécie ruziziensis, pois ela quebra com facilidade. Além disso, exige uma baixa dose de glifosato na dessecação — garante.

Caso queri saber sobre recuperação de pastagens ou até mesmo programas de financiamento para recuperação, entre em contato conosco pelo telefone (34) 9987-6474 ou clique aqui e utilize o formulário de contato.

Fonte: Portal Dia de Campo

 

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