O tamanho do seu plantio, não muda o tamanho da nossa dedicação.
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28 dez 2011

2012: desafios, mas também oportunidades

O novo ano apresenta grandes desafios para a economia brasileira, tanto do ponto de vista do quadro internacional quanto do doméstico

O novo ano apresenta grandes desafios para a economia brasileira, tanto do ponto de vista do quadro internacional quanto do doméstico. É preciso utilizar todos os instrumentos de política econômica disponíveis para amenizar os impactos da crise externa. O maior risco implícito na passividade da política econômica é absorver uma parcela maior do que nos caberia dos impactos exógenos adversos. No cenário internacional, o agravamento da crise europeia, com risco de recessão naqueles países, o baixo crescimento de EUA e Japão e seu efeito nos países em desenvolvimento – que tenderão a crescer menos – implicam impactos significativos para o Brasil. Com uma parcela expressiva da economia internacional crescendo menos e com a crise de confiança em muitos países, há implicações diretas para as demais economias.

Os fluxos de crédito e financiamento tendem a se tornar mais escassos. Há uma fuga para a qualidade nos fluxos de capitais, o que faz com que cresça a aversão ao risco e, em consequência, haja menos recursos disponíveis. Menor crescimento também impacta os preços das commodities, com reflexos diretos não só na balança comercial brasileira, mas gerando um adiamento em projetos de novos investimentos de empresas que atuam naqueles setores.

No mercado doméstico, há forte retração na produção industrial, que decorre não só da queda de ritmo de crescimento do PIB, de mais de 9%, no 2.º trimestre de 2010, para zero, no 3.º trimestre de 2011, mas também da perda de competitividade diante de concorrentes de outros países, em razão das desvantagens de nível de câmbio, tributação, juros e outros fatores sistêmicos. O resultado é que parcela crescente do consumo doméstico tem sido atendida por importações, que têm substituído a produção local. Esse efeito é especialmente sentido em setores dinâmicos, como o eletroeletrônico, por exemplo, em que o déficit comercial do ano cresceu 18%, atingindo US$ 32 bilhões.

Portanto, a perversa combinação de um desaquecimento do mercado interno e do aumento das importações, especialmente de produtos originários de países asiáticos, está a exigir medidas de política econômica. O Banco Central (BC) e a equipe econômica estão certos em reduzir os juros, diminuir as amarras das medidas macroprudenciais adotadas e baixar a carga de impostos. Mas os incentivos não devem se restringir apenas a uma gama de produtos, mas às máquinas, equipamentos e outros fatores importantes para os investimentos.

Também é preciso destacar que todos os esforços de melhora de fatores de competitividade sistêmica, embora válidos, não resolvem as desvantagens da nossa economia. Quanto ao crédito e financiamento, por exemplo, embora os fabricantes brasileiros contem com recursos do BNDES, que oferece custos e condições melhores do que os disponíveis no mercado, eles ainda estão muito aquém do que é oferecido aos concorrentes internacionais por bancos estatais da China e da Coreia do Sul, por exemplo, a custos próximos de zero.

A desvantagem cambial de um real ainda sobrevalorizado, comparativamente ao dólar e outras moedas, tem sido determinante para uma perda estimada em mais de 40%. A questão é que, enquanto o real permanece valorizado em cerca de 20%, há países que mantêm suas moedas desvalorizadas, especialmente diante do quadro de crise.

Os incentivos à produção local são necessários e válidos, mas ainda são insuficientes para fazer frente à enorme diferença cambial. Ou seja, o problema da competitividade decorrente do câmbio só pode ser resolvida no seu próprio âmbito, embora outras medidas de competitividade sejam necessárias.

Nesse sentido, além de desafios, 2012 também representa uma oportunidade de finalmente enfrentarmos alguns dos verdadeiros entraves ao desenvolvimento industrial brasileiro. Trata-se de um das características da crise, que nos obriga a sair da zona de conforto e recriar nossas condições de sucesso. Um feliz ano-novo a todos!

Fonte: O Estado de S. Paulo
28 dez 2011

O Brasil na corrida global

O Brasil é hoje a sexta maior economia do mundo, mas poderá levar até 20 anos para alcançar o padrão de vida europeu de antes da crise

O Brasil é hoje a sexta maior economia do mundo, mas poderá levar até 20 anos para alcançar o padrão de vida europeu de antes da crise, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, comemorando com louvável comedimento a notícia de mais um avanço do País na classificação global. O Brasil deve fechar 2011 com um Produto Interno Bruto (PIB) maior que o do Reino Unido, segundo levantamento do Centro de Pesquisa de Economia e Negócios, uma entidade britânica, divulgado pelo jornal The Guardian. Muito investimento social e econômico ainda será necessário para chegar a um nível de vida semelhante ao da Europa, afirmou o ministro. Mas a economia nacional continuará crescendo, nos próximos anos, em velocidade só inferior à de alguns emergentes, acrescentou.

Ele está certo quanto à necessidade de mais investimentos. Isso será indispensável não só para a melhora das condições de vida, mas também para o País conservar uma posição razoável na corrida internacional. Índia e Rússia poderão ultrapassar o Brasil nos próximos anos, segundo algumas projeções, e assim o sexto lugar será perdido.

Mas o governo brasileiro deve preocupar-se menos com isso do que com as condições necessárias para reforçar o dinamismo da economia nacional. Elevar a proporção entre o investimento e o PIB para uns 25% é uma dessas condições. Nos últimos anos, a taxa tem sido inferior a 20%. Será preciso, portanto, aumentar a poupança do governo e reduzir o custo do investimento privado. Não bastará aumentar a oferta de crédito barato. As empresas pagam impostos pesados para ampliar e modernizar sua capacidade produtiva e esse é um dos primeiros entraves ao aumento do seu poder de competição e ao seu crescimento.

Será indispensável aumentar a eficiência das políticas públicas. Dinheiro no orçamento e capitais privados são insuficientes para a realização de obras de infraestrutura, quando o governo é incapaz de produzir e de executar projetos e também de coordenar o envolvimento das empresas privadas nos seus programas.

Segundo levantamento do Estado, o governo adiou para o próximo ano o início de nove projetos ou conjuntos de projetos no valor de R$ 46,7 bilhões por falhas estritamente gerenciais – atrasos em licitações, falta de licenciamento ambiental, erros em editais, defeitos em modelos de contratação e fraudes. A lista inclui as obras do trem-bala, de aeroportos, de estradas e de hidrelétricas, entre outras.

Planos de saneamento estão emperrados na maior parte do País, principalmente por falhas na elaboração de projetos e, em muitos casos, pelo absoluto despreparo dos governos locais para projetar as obras necessárias. Os órgãos de financiamento ficam impossibilitados de repassar o dinheiro disponível por causa do despreparo técnico e gerencial dos tomadores potenciais.

Investir em saneamento básico é uma das condições mais importantes para a elevação do padrão de vida de milhões de brasileiros. A maior parte da população dispõe de abastecimento de água, mas há uma enorme deficiência de serviços de esgotamento sanitário.

É igualmente indispensável cuidar da qualidade do investimento. Parte do dinheiro investido pelo governo federal é destinada a projetos de interesse estritamente clientelístico e paroquial, por meio de emendas de parlamentares. Algumas dessas obras podem ter utilidade local, mas essa forma de investir pulveriza dinheiro e torna seu uso pouco eficiente. É um problema político e será necessária muita disposição para enfrentá-lo.

Enfim, é preciso cuidar do aspecto mais nobre de todas as políticas de desenvolvimento econômico e social: o binômio educação e tecnologia. O Brasil nunca poderá alinhar-se de fato às economias mais avançadas enquanto seu sistema educacional for insuficiente até para universalizar um domínio razoável da linguagem e das técnicas básicas da matemática.

Os efeitos da demagogia, do populismo e das prioridades erradas são evidenciados pela má formação dos alunos diplomados nos cursos fundamentais e médios. Ou se corrigem esses defeitos ou o Brasil, hoje uma economia grande, nunca será uma economia capaz de integrar a primeira divisão.

Fonte: O Estado de S. Paulo
29 nov 2011

Para especialistas, próxima safra terá preços menores


 O agronegócio brasileiro deve mesmo sentir um pequeno impacto gerado  pela crise europeia em 2012, dada a expectativa de retração da demanda  internacional por commodities agrícolas, que acarretará a queda dos  preços dos grãos. A afirmação foi feita durante a 44ª reunião do Conselho  Superior do Agronegócio (Cosag) ligado a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), realizada nesta segunda-feira (28) em São Paulo.

A crise financeira vivida pela Europa este ano deve mexer com o mercado agrícola mundial no próximo ano, afetando a demanda por commodities e reduzindo os ganhos dos produtores do campo. Outro fator para a redução dos ganhos são os custos de produção, que devem se manter elevados. Entretanto, a palavra de ordem do setor no Brasil é otimismo, já que, apesar da queda esperada dos preços, 2012 deve gerar a segunda melhor renda ao produtor dos últimos anos.

“Apesar da expectativa de queda de preço das commodities, a renda agrícola de 2012 ainda estará em patamares muito altos. É provável que tenhamos nos grãos a segunda melhor rentabilidade dos últimos anos, só perdendo para 2011. Ou seja, em 2012 o produtor terá uma renda menor que este ano, ou a segunda melhor renda dos últimos anos”, avaliou André Pessoa, sócio-diretor da empresa Agroconsult, durante apresentação a representantes de todas as cadeias do agronegócio brasileiro.

Pessoa contou que essa retração da demanda também ajudará os principais países produtores de grãos a recuperar seus estoques, que seguiam reduzidos desde 2008. “Do ponto de vista dos fundamentos, a crise traz uma consequência que é começar a contaminar a demanda no mundo, não só na Europa, mas com reflexos em outras regiões. Em tese, a demanda já está um pouco mais fraca, o que gera a possibilidade de recomposição dos estoques em países produtores”, disse ele.

Já os custos de produção devem mesmo seguir os patamares mais elevados vistos neste ano, afirmou Pessoa, que acredita que o dólar deve voltar a se valorizar, puxando consigo os valores dos fertilizantes e agrotóxicos, em grande parte importados pelo Brasil. “Com uma renda menor e os custos parecidos com 2011, o produtor terá uma margem de lucro menor, não ficará apertado, ficará menos folgado”, indicou o consultor da Agroconsult.

Para a secretária de Agricultura de São Paulo, Mônica Bergamaschi, também presente ao encontro, nem os custos mais altos nem a margem menor irá desanimar os produtores. “Ainda que 2012 não seja um ano de renda tão alta quanto foi 2011, ele será espetacular do ponto de vista do produtor, e isso é muito interessante. Tivemos aumento de custo, e vamos ver como estará o dólar, e a crise na Europa, para que possamos nos programar daqui para a frente”, acrescentou a executiva.

Produção

No encontro o Cosag também divulgou suas expectativas em relação à safra das principais culturas brasileiras, destacando possíveis recordes das safras de milho e de soja no Brasil na safra 2011/2012.

De acordo com André Pessoa, a safra de milho deve mesmo superar 65 milhões de toneladas nas duas safras cultivadas no País. “A única dificuldade que os produtores apontaram em nosso levantamento diz respeito às sementes: em algumas regiões, o insumo perdeu seu vigor por ter sido colhido durante o excesso de chuvas da safra anterior. Mas isso já era esperado pelos produtores, que estão reforçando a quantidade de sementes no plantio para garantir uma boa produtividade”, ressalta Pessoa.

Na sojicultura a expectativa é ainda mais otimista, visto que o período de plantio do grão está chegando ao fim, com a colaboração do clima, fato que pode trazer ao Brasil a quebra do recorde de produção. “Revimos os montantes da produção de soja para 2012, e aumentamos a previsão de 73,3 milhões para pouco mais de 74 milhões, mas com viés de alta, dado que o desempenho no campo até agora é extremamente favorável. Não será surpresa para mim se essa safra superar a marca de 75 milhões e atingir o recorde”, garantiu Pessoa.

Já a previsão para a próxima safra de cana de açúcar continua a ser um dos os problemas da agricultura brasileira. Para Mônica Bergamaschi, apesar de os índices de renovação dos canaviais estarem mais altos, o setor ainda está longe de uma recuperação. “O que mais preocupa é a questão do etanol, pois a recuperação do canavial não é tão rápida, e teremos sem dúvida a pressão da demanda. O que vimos é que a safra de cana 2011/2012 está muito aquém do esperado. Este ano tivemos uma quebra que pode chegar a 20% e não sabemos como ficará a próxima safra”, finalizou ela.

Pessoa lembrou que apesar do ritmo lento, os índices de renovação dos canaviais já estão mais altos. “Já existe um crescimento, 18% de canaviais renovados, ante os 11% que víamos no ano passado, e isso é bom”, ressaltou ele.

Fonte: DCI

18 nov 2011

Sustentabilidade está ligada à capacitação

Quantificação e redução de recursos naturais deve passar por todos os setores da economia brasileira

Kamila Pitombeira
24/10/2011

A ideia de sustentabilidade, muito difundida em diversos setores da economia mundial, passa pelo conceito de produzir mais utilizando menos recursos, ou ainda renovando esses recursos. No entanto, não menos importante, é o fato de que esse conceito deve estar ligado à união de todos os setores, capacitando toda a população. Esse é um princípio já adotado por algumas empresas do mercado, como a Monsanto, responsável pelo programa Do Campo ao Mercado, um dos temas do fórum Produção, Conservação e Lucratividade – A Economia Verde como Fonte de Equilíbrio, organizado pelo Portal Dia de Campo, no dia 26 de outubro, em Campinas (SP). Segundo Gabriela Burian, líder de sustentabilidade da empresa, o Brasil está situado no pólo da questão meio ambiente.

— Temos o desfio de sermos, hoje, o segundo maior produtor de alimentos do mundo e, ao mesmo tempo, o país com maior biodiversidade. A solução de dilemas importantes do ponto de vista de mudanças climáticas passa pelo Brasil, assim como a solução de alimentação da população que deverá girar em torno de 9 bilhões em 2050 — afirma Gabriela.

Ela diz que a solução para definir como produzir mais com menos recursos naturais no mundo passa, necessariamente, por algo que será discutido na Rio+20 e que, nesse contexto, as oportunidades para o Brasil são muitas, como dar continuidade a um desenvolvimento sustentável, que inclua as pessoas que ainda estão fora da camada produtiva, eliminando assim a pobreza ainda existente no país. Ao mesmo tempo, a entrevistada afirma que é preciso reduzir o desmatamento, já que o país ainda é um grande emissor de gases de efeito estufa.

— Tudo isso pode virar negócio. Por exemplo, a conservação do meio ambiente conta com estratégias como os serviços ambientais. O desafio é como cobrar isso e, para enfrentá-lo, é preciso a união de todos os setores, ou seja, o empresarial, o governo, a academia e a mídia, capacitando assim toda a população — explica.

Gabriela citou ainda o programa Do Campo ao Mercado, criado pela Monsanto com o objetivo de incentivar a sustentabilidade no setor rural.

— O programa é um chamado para a sociedade e deve ser desenvolvido por todos. A ideia é que tenhamos desde produtores até varejo, passando por ONG, academias e Embrapa, medindo e quantificando quanto de recursos naturais utilizamos para produzir alimentos no país e o que podemos fazer para reduzir — conta.

Ela completa dizendo que o setor agrícola quer e pode contribuir para uma economia de baixo carbono e que essa iniciativa foi criada para oferecer ferramentas a todos, independente de credos, bandeiras ou paradigmas.

Para mais informações sobre o evento, basta acessar o link http://www.diadecampo.com.br/forumeconomiaverde/.

Fonte: www.diadecampo.com.br

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