O tamanho do seu plantio, não muda o tamanho da nossa dedicação.
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21 nov 2012

Os desafios do agronegócio

Diversos estudos da FAO e de outros organismos internacionais apontam como grande preocupação em relação aos próximos anos a dificuldade de produzir alimentos em quantidade suficiente para atender à população mundial crescente

Esse desafio se torna ainda mais complexo porque, em alguns países, as áreas antes destinadas à produção de alimentos vêm sendo utilizadas para produzir energia renovável, provocando não apenas a elevação dos preços dos alimentos, como o temor de que a quantidade disponível não seja suficiente para atender à demanda.

Neste cenário, o Brasil desponta como um dos países com maior potencial para atender às necessidades da demanda mundial de alimentos, sem prejuízo de sua capacidade de produzir energia renovável ou da conservação do meio ambiente. Na medida em que a agropecuária brasileira começou a se destacar como um grande competidor no mercado internacional de grãos e carnes, o País passou a enfrentar o protecionismo de muitas nações desenvolvidas e também agressões internas de grupos ideológicos, sob diversos pretextos.

Ações como as do MST, de invasões de propriedades rurais e atos de vandalismo injustificáveis, foram absurdamente toleradas por muitos anos pelos governos, como normais num regime democrático. A aparente retração desse movimento parece decorrer de certo esvaziamento do seu “exército”, formado muito mais por trabalhadores urbanos desempregados, que foram em grande parte absorvidos pelo mercado de trabalho em expansão e pelas transferências governamentais.

Não por coincidência, enquanto diminui a atuação dos “sem-terra”, ganha corpo o movimento indigenista exatamente nas regiões de maior expansão da agropecuária, com invasões de propriedades por grupos de índios, incentivados por organizações nacionais e estrangeiras. Assim como o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) se omitia, ou até apoiava as ações do MST, a Fundação Nacional do Índio (Funai) se coloca na linha de frente do movimento pela ampliação das áreas indígenas, em vez de melhorar as condições de vida dos índios, que, no geral, vivem precariamente não por falta de terras, mas de assistência governamental.

Estranhamente, o governo, que deveria ser o maior defensor do agronegócio por sua importância para o abastecimento interno e para a balança comercial, não sai em defesa do setor. Pelo contrário. Após a polêmica demarcação da Reserva Raposa-Serra do Sol, o relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Menezes Direito, estabeleceu claros limites para as futuras demarcações de terras indígenas, para impedir a expansão desordenada das reservas. A Advocacia-Geral da União (AGU) ratificou esses limites com uma portaria. E, como a Funai parece não concordar com a portaria da AGU – que simplesmente reproduz as condicionantes estabelecidas pelo STF -, o ministro Luís Inácio Adams recentemente suspendeu a vigência da norma, levando intranquilidade e insegurança ao campo.

As pressões para a suspensão e para a posterior revogação da Portaria n.º 303/12 da AGU, praticadas por ONGs nacionais e estrangeiras, que desencadearam campanhas nesse sentido no Brasil e no exterior, pretendem submeter a decisão do STF ao crivo das comunidades indígenas e da “sociedade civil”, da qual se intitulam representantes sem ter nenhuma legitimidade para isso.

O agronegócio brasileiro enfrenta as graves deficiências da infraestrutura para competir no mercado mundial. Em vez de receber estímulos para continuar ajudando a balança comercial do Brasil, o setor tem de enfrentar as constantes agressões que visam a enfraquecer o direito de propriedade, elemento fundamental da economia de mercado.

Fonte: O Estado de S. Paulo

14 mar 2012

Patos de Minas recebe o primeiro AgroEx de 2012

Ministério da Agricultura leva informações estratégicas para estimular as exportações do agronegócio à região do Alto Paranaíba

Estão abertas as inscrições para o 45º Seminário do Agronegócio para Exportação (Agroex), que acontece em Patos de Minas (MG), no próximo dia 27 de março de 2012, a partir das 8h. Os interessados devem se inscrever, gratuitamente, pelo site http://mapas.agricultura.gov.br/agroeventos/sistema/apresentacaoEventos.asp?evento=2.

Esta é a primeira edição do seminário realizada em 2012. O objetivo é despertar e estimular produtores rurais, entidades ligadas ao agronegócio, empresas agrícolas, exportadores, indústrias, entre outros, a discutir as ferramentas de acesso ao mercado internacional por meio da integração contratual. A integração contratual, um dos temas tratados no AgroEx, reforça a necessidade de união do produtor rural e/ou das demais entidades ligadas ao agronegócio para exportação, com padrões de qualidade e quantidade.

Ao longo dos anos, o Cerrado Mineiro se consolida e comprova sua produtividade e diversidade de produtos agropecuários. O ex-ministro da Agricultura e produtor rural, Alysson Paulinelli, abre o encontro com informações sobre o desenvolvimento do agronegócio para exportação na região.

A programação do evento aborda temas importantes como as oportunidades e os desafios para a exportação do agronegócio brasileiro; a importância das indicações geográficas como estratégia de valorização dos produtos; as principais exigências sanitárias e fitossanitárias do mercado internacional. Também será apresentado um passo a passo da exportação do agronegócio, apresentado por especialistas do Ministério da Agricultura. Técnicos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; e do Ministério do Desenvolvimento Agrário também são palestrantes do AgroEx.

O seminário finaliza com exemplos práticos de exportação do agronegócio, os chamados casos de sucesso. Os casos de sucesso, da região do Alto Paranaíba, apresentam os tramites e as vantagens do processo exportador. O primeiro caso de sucesso que será apresentado é o da Associação dos Pequenos Produtores do Cerrado (APPCER), exportadora de café com certificação Fairtrade. A empresa do município está no mercado interno a alguns anos com a produção de farinha de carne, ossos e sebo. Habilitada para a exportação, a empresa alcançou os mercado do Vietnã, África do Sul e Moçambique. Já o município de Aguinaldo Alves Ribeiro inicia nesse mês a exportação de pamonha para os Estados Unidos, confirmando que todos os produtos do agronegócio têm potencial para a exportação.

O AgroEx é promovido desde 2006 nas principais cidades brasileiras pela Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Mais de 14 mil pessoas já participaram desde a sua primeira edição.

Serviço:

45º Agroex – Seminário do Agronegócio para Exportação
Data: 27 de março de 2012, às 8h
Local: Sindicato Rural de Patos de Minas
Endereço: Rua: Major Gote, 1158 – Bairro Alto Caiçaras – Patos de Minas – MG

Fonte: MAPA

30 jan 2012

A marcha do agronegócio

A agricultura brasileira tem se capitalizado e se mantém como uma das mais competitivas do mundo

Embora as últimas estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indiquem que a produção nacional de grãos em 2012 deve ficar em 158,44 milhões de toneladas – 2,8% a menos que na safra 2010/2011 -, não há sinal de problemas no abastecimento interno ou de dificuldades nas exportações do agronegócio. A quebra da produção agrícola na Região Sul por causa da seca será em boa parte compensada pelo aumento da produção dos Estados do Centro-Oeste, onde haverá boas safras, se tudo correr como esperado. O Estado de Mato Grosso reflete bem essa situação, prevendo-se que a safra de soja que começa a ser colhida alcance 22 milhões de toneladas, um novo recorde, em uma área plantada de 65,9 milhões de hectares.

Essas projeções deixam claro, mais uma vez, que a agricultura brasileira – mesmo tendo os riscos típicos da atividade agravados pelas deficiências estruturas em termos de transporte, armazenagem, etc. – tem se capitalizado e se mantém como uma das mais competitivas do mundo.

Com a incorporação de novas zonas produtivas nas últimas décadas, o País deixou de ser dependente de fenômenos climáticos localizados, fator que ajudou a consolidar a sua posição como um dos principais fornecedores de alimentos do mundo. Além disso, as cotações elevadas obtidas pelas commodities agrícolas exportadas têm contribuído para que o setor agrícola se capitalizasse no Centro-Oeste, de modo que já não é totalmente dependente de financiamentos de bancos e de trading companies, o que tende a favorecer novos investimentos.

Embora os juros de financiamentos agrícolas sejam inferiores aos de mercado, representam sempre um ônus e muitos produtores se queixam de não ter acesso a empréstimos de bancos oficiais, devido à burocracia. Uma alternativa ao financiamento bancário é a venda antecipada da produção a tradings internacionais, antes mesmo do plantio do produto. Nesse caso, não há burocracia, mas as comissões cobradas pelas empresas são elevadas, reduzindo consideravelmente a renda dos produtores.

A capitalização que se observa no Centro-Oeste, embora longe do que seria de desejar, significa, na visão de especialistas, o ingresso da região em um novo ciclo. Como se recorda, de meados da década de 1990 até 2005, investiu-se muito em mecanização naquela região, com base em financiamentos concedidos pelo BNDES por meio do programa Moderfrota. Ao mesmo tempo, os produtores ficavam ao sabor da obtenção de empréstimos de custeio.

Esse quadro vem mudando. Segundo dados da Associação dos Produtores de Soja do Mato Grosso, a participação de bancos oficiais e de tradings na última safra foi de apenas 18% – contra quase 50% em 2005 – evidenciando o grau de capitalização dos produtores. Como relatou um produtor local ao jornal Valor (25/1), ele adquiriu, nos últimos cinco anos, novas colheitadeiras, dois pulverizadores, quatro motores e quatro plantadeiras para sua propriedade de nove mil hectares. Investiu nisso 60% do seu próprio bolso, financiando apenas 40%. São relatados casos em que a mecanização foi feita inteiramente com recursos próprios.

Com mais dinheiro em caixa, os produtores têm mais condições para arcar com despesas de custeio, como a compra de sementes e compra de fertilizantes e defensivos, pagando à vista, o que reduz de 15% a 20% o custo de produção.

Nota-se que, com o aumento das restrições ambientais, com mais controles visando à preservação das matas nativas, e o consequente aumento do preço das terras já cultivadas, os produtores são levados a buscar mais produtividade, o que exige o uso de maior volume de adubos e defensivos. Embora as cotações das commodities agrícolas, de modo geral, não tenham retornado ao pico de 2008, ainda são atraentes. Como os preços do milho e da carne bovina estão em alta, a safrinha do milho ou milho de sequeiro, cultivado de janeiro a abril, promete ser também elevada no Centro-Oeste. Muitos produtores têm optado também por aumentar o rebanho de gado. Outras alternativas são as culturas de algodão e feijão combinadas com a da soja. Com essa diversificação, os produtores procuram defender-se da oscilação dos preços internacionais.

Fonte: O Estado de S. Paulo
26 jan 2012

Produtividade agrícola do Brasil cresce mais do que a mundial

Incentivo à pesquisa, aumento das exportações e ampliação do crédito rural contribuem para os bons resultados

O Brasil lidera a produtividade agrícola na América Latina e Caribe e apresenta índices de crescimento acima da média mundial, segundo estudo da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) de 2011. Os dados da OCDE mostram também que junto com o Brasil, China, África do Sul e países do Leste Europeu são os que apresentam as maiores taxas de crescimento da produtividade.

O movimento é contrário ao verificado no resto do mundo, especialmente entre os países desenvolvidos que apresentam decréscimo nas taxas de produtividade. Enquanto países como França, Inglaterra e Estados Unidos crescem abaixo da média histórica de 1,48% ao ano, verificada no período que compreende os anos de 1961 e 2007, o Brasil pressiona o crescimento produtivo agrícola na América Latina. O crescimento anual da produtividade do Brasil é de 3,6 % ao ano, comparativamente aos 2,6% da América Latina, 0,86 % dos países desenvolvidos e 1,98% para o conjunto de países em desenvolvimento.

Pelo menos três fatores contribuem para esses resultados, na avaliação do coordenador geral de Planejamento Estratégico do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Garcia Gasques. O avanço na área da pesquisa, liderada pela Embrapa, é considerado preponderante no aumento da produtividade da agricultura brasileira. Aliado a isso, o aumento das exportações também contribuiu, assim como a variação positiva dos preços internos e ampliação do crédito rural. O Ministério da Agricultura está atento a esse cenário positivo e vem trabalhando na implementação de políticas para a área.

Resultados ainda preliminares sobre as projeções mostram que, até 2022, a produção de grãos deverá aumentar 22%. A soja é a cultura que vai puxar esse crescimento, com média de 2,3% ao ano, seguida do trigo (1,9%) e do milho (1,8%). O segmento de carnes também terá desempenho positivo, com incremento na produção de 40% nos próximos 10 anos. A carne de frango deverá liderar o ranking com estimativa de crescimento de 4,2% ao ano, seguida da carne bovina e suína, com 2% ao ano, cada segmento. “Esses dados são importantes porque exigem um conjunto de ações e medidas que o governo deverá adotar para que as projeções se concretizem, especialmente no aprimoramento da política agrícola e no direcionamento dos instrumentos para a concessão de crédito”, salienta.

O técnico destaca também o fato de o crescimento da produtividade agrícola ocorrer sem a ampliação, nas mesmas proporções, da área cultivada, reforçando a importância do incentivo à inovação e pesquisa que o Mapa vem dando à área. Um exemplo disso é o Plano de Emissão de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que incentiva a produção de várias culturas numa mesma área. Hoje, o país detém 65,3 milhões de hectares de áreas plantadas, sendo 50 milhões em grãos e o restante em hortaliças.

Fonte: Ministéria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
24 jan 2012

Brasil e Canadá discutem comércio agropecuário

Os principais temas do comércio agropecuário entre o Brasil e o Canadá serão discutidos hoje (24) e amanhã na 5ª Reunião do Comitê Consultivo Agrícola

Os principais temas do comércio agropecuário entre o Brasil e o Canadá serão discutidos hoje (24) e amanhã na 5ª Reunião do Comitê Consultivo Agrícola (CCA) Brasil-Canadá. O encontro ocorre no térreo do Ministério da Agricultura, a partir das 9h.

Temas como a cooperação técnica entre os dois países e a continuidade das negociações no âmbito da Organização Mundial do Comércio estarão na pauta do encontro.

A delegação brasileira defenderá a abertura do mercado de carne bovina in natura da Zona Livre de Febre Aftosa e de carne suína de Santa Catarina. Do lado canadense, o interesse é pela venda de produtos de pesca e aquicultura e de sêmen e embrião de ovinos e caprinos.

Fonte: Tribuna da Bahia

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