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21 jan 2013

Girassol é boa opção para produção de silagem

Planta de fácil adaptabilidade no país apresenta maior teor de proteína e menor custo de produção

girassol-silagemO milho costuma ser a principal matéria-prima para a produção de silagem. No entanto, apesar de sua menor produtividade em toneladas por hectare, o que muitos produtores não sabem é que o girassol, uma planta de fácil adaptabilidade no Brasil, apresenta maior teor de proteína e menor custo de produção, o que pode ser uma excelente opção para o produtor que deseja economizar.

— Uma das principais características a serem destacadas na cultura do girassol é a proximidade do ciclo com a época de semeadura. Isso favorece a produção de silagem em alguns locais no período em que as culturas normalmente utilizadas para a produção de silagem não a forneceriam — afirma Ana Cláudia Barneche, pesquisadora da Embrapa Clima Temperado.

Outra característica citada por ela, falando diretamente da silagem, é o teor mais elevado de proteína que a silagem feita a partir do girassol apresenta em relação ao milho.

— O girassol deve ser utilizado na produção de silagem quando a região enfrenta algum problema de clima, principalmente no que se refere à falta de água, pois o girassol suporta mais períodos de estiagem em comparação ao milho — diz a pesquisadora.

Em regiões localizadas mais ao sul do Brasil, seu plantio pode ser feito de forma antecipada, o que anteciparia também a produção da silagem.

— A silagem é feita a partir da planta inteira, nos mesmos moldes utilizados para a produção de silagem a partir de outras culturas, como o próprio milho. Após a maturação fisiológica, a planta é colhida, triturada, colocada no silo e então é realizado o procedimento normal de uma silagem — explica Ana Claúdia.

A entrevistada ressalta ainda que quando a silagem é produzida a partir do girassol, ela apresenta um teor de proteína maior quando comparado ao do milho. Por isso, é necessário fazer uma correção e utilizar um menor teor de concentrado, o que é uma das vantagens da silagem a partir do girassol, levando a uma economia com a diminuição do uso do concentrado.

— Além disso, o custo de produção do girassol por hectare é menor que o do milho. Portanto, além da vantagem da diminuição da quantidade de concentrado, há ainda uma diminuição no custo de produção da silagem — conta.

Por outro lado, a pesquisadora destaca que o milho produz mais em toneladas por hectare do que o girassol. No entanto, as outras características do girassol, como seu alto teor de proteína, vão compensando esse problema.

Fonte: Portal Dia de Campo
16 jan 2012

Produção intensiva de leite a pasto triplica resultados

Técnica se resume a práticas de manejo corretas para oferecer às vacas o melhor alimento possível

A produção de leite bovino está intimamente ligada à alimentação adequada dos animais. Uma pastagem de qualidade e bem conduzida pode triplicar a produção. É o que promete a técnica de produção intensiva de leite a pasto. A técnica se resume ao manejo correto das pastagens e do processo de pastejo. Como a base da alimentação do rebanho é a forragem, o que o produtor precisa fazer é oferecer às vacas o melhor alimento possível, o que é conseguido com práticas de manejo corretas.

— A questão principal para o sucesso dos sistemas de produção de leite é a produção de uma forragem de alta qualidade. Existem diversos casos onde o produtor consegue índices de produtividade acima de 30 mil litros de leite por hectare — afirma Alexandre Pedroso, pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste.

O sistema abrange, basicamente, o uso mais intensivo possível dos recursos disponíveis. Segundo o pesquisador, o produtor que se dispõe a trabalhar dentro do conceito de oferecer uma forragem de alta qualidade através de um manejo intensivo correto da pastagem, tem uma grande chance de sucesso.

— Esse tipo de produção também pode ser adotado por pequenos produtores, pois o conceito não muda. Na verdade, fazer um manejo intensificado em áreas grandes é mais difícil e complexo, ou seja, quanto menor é a propriedade, menor é a complexidade para o manejo do sistema. Portanto, esse é um sistema mais indicado para propriedades de médio e pequeno porte — diz o entrevistado.

Já o investimento de capital é bastante variável. Pedroso explica que, se considerarmos a necessidade de formar uma pastagem do zero, os números podem variar entre R$1.500 e R$3.500 por hectare.

— Em sistemas intensivos de produção, a alimentação pode representar mais de 50% do custo total de produção. Quando o produtor passa a oferecer uma alimentação de qualidade aos animais, ele pode chegar a dobrar ou triplicar a produção — conta.

Para ele, a chave do processo nesse tipo de sistema é a produção da forragem de alta qualidade. Isso significa conduzir corretamente a planta com a qual se trabalha para que as vacas possam comer a forragem no ponto ideal.

— Além disso, a fertilização nitrogenada também pode ter um papel de destaque na composição da forragem. Já se o produtor ainda precisa passar pelo processo de formação da pastagem, é necessário que ele obtenha a orientação de um técnico especializado — orienta o pesquisador.

Fonte: Portal Dia de Campo
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