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23 ago 2013

Esalq avalia complemento mais equilibrado para bezerros

Novo complemento alimentar não causa prejuízo a bezerros durante aleitamento

bezerrosQuando nascem, os bezerros ainda não contam com o pleno funcionamento do rúmen – o primeiro de quatro compartimentos que formam uma estrutura semelhante ao estômago nos ruminantes. O desenvolvimento do órgão depende da ingestão de alimentos sólidos, que são fermentados por bactérias e resultam em produtos finais absorvidos e metabolizados pela parede interna do rúmen.

Por esse motivo – e para reduzir os custos de se manter os bezerros em dieta líquida, o que diminui a quantidade de leite disponível para venda –, a dieta de bezerros em fase de aleitamento costuma ser complementada por concentrados à base de milho, alimento de alto valor energético, e por fontes de proteína, normalmente o farelo de soja. Mas pesquisadores do Departamento de Zootecnia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (USP/Esalq), em Piracicaba (SP), têm buscado uma alternativa melhor para esse complemento alimentar.

“Procuramos alternativas que ajudem a diminuir o custo de produção e a regularizar o consumo alimentar pelos bezerros. O consumo do complemento é por vezes desequilibrado – com picos seguidos por dias sem se alimentar –, possivelmente devido à acidose ruminal. Trata-se de um distúrbio metabólico provocado pelo alto teor de amido (abundante no milho), que acaba comprometendo o consumo de alimento sólido, retardando o desenvolvimento do rúmen”, disse Carla Maris Machado Bittar, professora da USP/Esalq que conduziu um projeto de pesquisa sobre o assunto com apoio da FAPESP.

O primeiro objetivo de Bittar e sua equipe – achar substitutos economicamente interessantes, sem prejudicar o desenvolvimento e o desempenho futuro dos animais – já foi alcançado. “Estabelecemos taxas seguras para a substituição do milho por polpa cítrica (50% ou 100%), glicerina bruta (até 10%), melaço de cana (5% ou 10%) ou xarope de milho (5%)”, disse a pesquisadora.

As quatro alternativas são coprodutos industriais, gerados compulsoriamente a partir da fabricação de outros alimentos (a polpa cítrica, por exemplo, resulta da produção de suco de laranja). Também têm boa disponibilidade no Sudeste, por conta das indústrias de processamento, e já são comumente usadas na dieta de animais adultos.

Além disso, segundo Bittar, esses ingredientes têm potencial para colaborar com a saúde do rúmen. “A polpa cítrica contém pectina (carboidrato considerado fibra solúvel e totalmente utilizado por bactérias ruminais) e talvez ajude na diminuição da diarreia, principal causa de morte entre os bezerros com até 14 dias”, disse.

“Já o melaço melhora a palatabilidade dos concentrados e, depois de ser fermentado, produz ácido butírico, capaz de estimular o desenvolvimento ruminal. Estudos posteriores podem investigar essas e outras características dos coprodutos”, disse Bittar.

A comprovação de que o concentrado favorece a redução da acidose ruminal e, possivelmente, a regularização do consumo alimentar também requer novos estudos. “Nosso objetivo era avaliar os animais até a oitava semana de vida, mas é provável que existam benefícios após o desaleitamento, quando o consumo de concentrado cresce”, disse a pesquisadora.

Um dos fatores que sugerem possíveis ganhos em animais adultos é o melhor desenvolvimento do rúmen, observado após a inclusão de polpa cítrica nos concentrados. Isso porque desenvolver o rúmen mais cedo pode resultar em maior consumo de alimentos, o que, por sua vez, colabora para uma produção mais eficiente no caso das vacas leiteiras.

Condução dos experimentos
O projeto da USP/Esalq foi realizado em levas de experimentos com procedimentos semelhantes – a diferença consistiu no tipo de ingrediente usado nos concentrados em substituição ao milho (polpa cítrica, glicerina bruta, melaço de cana ou xarope de milho). Em cada etapa, dez bezerros da raça holandesa, com aproximadamente cinco dias de vida, foram alojados em abrigos individuais do Bezerreiro Experimental da universidade.

Os animais receberam quatro litros diários de substituto de leite (leite em pó), sendo dois litros pela manhã e dois litros à tarde. A opção por essa quantidade não foi aleatória.

“Hoje, há dois sistemas de alimentação de bezerros, com objetivos distintos. Um deles, o que utilizamos, visa ao desaleitamento precoce”, disse Bittar. Ou seja, estimular um maior consumo de concentrado e o desenvolvimento mais rápido do rúmen, preparando os animais para o desaleitamento.

“Dessa forma, garante-se um ganho de peso razoável e com menor custo, uma vez que a dieta líquida com leite onera a produção”, completou a professora da Esalq. Em oposição, o segundo sistema visa aumentar o ganho de peso, usando mais litros de leite ou de substituto de leite (6, 8 e até 12 litros diários), com possíveis benefícios no aumento do potencial de produção futura de leite.

Os animais do estudo também receberam água e concentrado à vontade. Para parte dos bezerros, a composição dos concentrados ganhou porcentagens variadas dos ingredientes em teste. Para a outra parte, de controle, a principal fonte de energia dos concentrados permaneceu 100% milho, como o usual.

“É importante lembrar que havia outros coprodutos na formulação, em quantidades pequenas, de forma a ajustar o teor necessário de fibras. É o caso da casquinha de soja e/ou do farelo de trigo”, explicou Bittar.

O consumo foi monitorado diariamente e os animais foram pesados e tiveram as medidas corporais anotadas uma vez por semana. A partir da segunda semana de vida, a equipe também colheu amostras de sangue para determinar parâmetros sanguíneos referentes ao metabolismo, como concentração de glicose.

Foram coletadas ainda amostras de fluido ruminal, por meio de sonda, na quarta, sexta e oitava semana de vida, a fim de determinar o pH, a concentração de ácidos graxos (produzidos por bactérias por meio da fermentação no rúmen) e de N-amoniacal (nitrogênio em forma de amônia, que pode ser utilizado por bactérias para síntese de proteína).

Ao final da oitava semana de vida, os animais foram pesados e em seguida abatidos para a avaliação de peso e volume dos compartimentos do trato digestório superior, assim como para a contagem e medição das papilas ruminais – estruturas que revestem a parede interna do rúmen. “Quanto maior o número de papilas por área e maior a altura e a largura dessas papilas, maior a capacidade de absorver os produtos finais da fermentação”, disse Bittar.

Desdobramentos
Bittar coordenou uma equipe com seis alunos de pós-graduação em Ciência Animal e Pastagens, dois doutorandos e quatro mestrandos – sendo três dos alunos de mestrado com bolsa FAPESP; quatro alunos de graduação em Engenharia Agronômica; dois alunos em programa de Tutoria Acadêmico-Científica, da Pró-Reitoria de Graduação da USP; e um técnico lotado no Laboratório de Bromatologia do Departamento de Zootecnia.

De acordo com Bittar, “originalmente, teríamos uma dissertação e uma tese associadas ao projeto. Mas um novo Auxílio à Pesquisa da FAPESP permitiu que realizássemos uma investigação sobre a saúde e o metabolismo de animais acometidos por diarreia nos experimentos com polpa cítrica e melaço, que resultou em mais uma dissertação”.

Quatro trabalhos foram publicados em congressos nacionais e três em congressos internacionais. “Agora, estamos preparando artigos na íntegra para a publicação em periódicos”, completou a pesquisadora.

Fonte: Portal Dia de Campo
04 jun 2013

Suplementação alimentar no período seco evita prejuízos na pecuária

Perda de peso, declínio acentuado da produção de leite, diminuição da fertilidade e enfraquecimento geral do rebanho são alguns dos efeitos do período seco sobre os animais

No período de estiagem, entre junho e setembro, a baixa disponibilidade de forragem no pasto prejudica o desempenho de bovinos, resultando em perda de peso, declínio acentuado da produção de leite, diminuição da fertilidade e enfraquecimento geral do rebanho. Para manter a nutrição adequada dos animais, a suplementação alimentar é fundamental. Entre as alternativas para assegurar um melhor padrão alimentar durante esse período, e que apresentam maior praticidade e economicidade, estão a utilização de capineiras, dos “bancos-de-proteína”, da cana-de-açúcar + ureia e do diferimento de pastagens.

Capineiras
O capim-elefante, devido ao fácil cultivo, elevada produção de matéria seca, bom valor nutritivo, resistência a pragas e doenças, além da boa palatabilidade, tem sido a forrageira mais usada para a formação de capineiras. “Em geral, um hectare de capineira bem manejada pode fornecer forragem para alimentar de dez a 12 vacas durante o ano”, diz o pesquisador da Embrapa Rondônia, Claudio Townsend. Apesar de a capineira fornecer alta produção de forragem durante o período seco, apresenta maior rendimento durante o período chuvoso. “Se neste período a capineira não for manejada, a gramínea ficará passada e com baixo valor nutritivo, ou seja, muita fibra e pouca proteína e digestibilidade, o que compromete a produtividade animal”, informa.

“Bancos-de-proteína”
A utilização de leguminosas forrageiras é uma alternativa viável, especialmente no período seco, por apresentarem alto teor proteico, melhor digestibilidade e maior resistência ao período seco. Os “bancos-de-proteína” são piquetes com cultivo exclusivo de uma leguminosa, que serão pastejados durante um período restrito (três a quatro horas por dia) por vacas em lactação, ou outra categoria animal. Para as condições de clima e solo da Amazônia Ocidental, as leguminosas recomendadas são amendoim-forrageiro, guandu, leucena, pueraria, desmódio, centrosema, estilosantes e calopogônio.

suplementacao-alimental
Adição de cana e ureia na dieta das vacas é importante no período seco

Cana-de-açúcar + ureia
A cana-de-açúcar é uma cultura permanente, de fácil implantação e manejo, além de baixo custo de produção. “A cultura pode atingir rendimentos de até 120 toneladas de matéria verde por hectare, através de cortes realizados a cada 12 a 18 meses, coincidindo com o período seco, de junho a setembro, suficientes para suplementar até 30 vacas em produção”, informa Townsend. A mistura cana-de-açúcar mais a ureia – ingredientes que são fonte de energia e proteína – é um suplemento alimentar para o gado bovino. Melhores resultados, com o uso da cana mais ureia, são alcançados desde que exista pastagem com boa disponibilidade de forragem, ou seja, bastante pasto seco.

Diferimento de pastagens
O diferimento ou reserva de pastos (feno-em-pé), durante a estação chuvosa, é uma alternativa para corrigir a defasagem da produção de forragem durante o ano. A prática consiste em suspender o acesso ao pasto durante parte do período vegetativo do mesmo (vedar o pasto), para favorecer o acúmulo de forragem que será usada durante a época seca. O uso desta técnica deve ser bem planejado para que a área diferida não corra o risco de ser um foco de incêndio. É uma prática indispensável quando se pretende utilizar a misturas múltiplas como suplementação a campo.

A adoção de qualquer uma dessas estratégias de suplementação alimentar requer planejamento detalhado, partindo-se do conhecimento prévio das condições edafoclimáticas (clima e solo), do potencial produtivo das pastagens, das necessidades nutricionais do rebanho que ocorrem na propriedade, além das condições de mercado de produtos e insumos.

Fonte: Portal Dia de Campo
16 jan 2013

Embrapa lança cultivares de capim-elefante

BRS Canará e BRS Kurumi são os dois novos materiais, uma para capineira e a outra para pastejo direto

Produtores que buscam intensificar seus sistemas de produção animal ganharam novas aliadas. Foram lançadas em 2012 pela Embrapa e parceiros duas cultivares de capim-elefante: BRS Canará e BRS Kurumi. A primeira é indicada para alimentação animal sob forma de capineira (área cultivada com gramíneas). Já a BRS Kurumi é indicada para pastejo direto por bovinos.

O desenvolvimento dessas duas cultivares forrageiras de capim-elefante teve a participação da Embrapa Cerrados, Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A Unidade, localizada em Planaltina (DF), desenvolve, desde 1997, avaliações de genótipos de capim-elefante obtidos pelo programa de melhoramento genético da Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora, MG), por meio da Rede Nacional de Avaliação de Capim Elefante (Renace). A rede integra instituições de pesquisa em 16 estados brasileiros.

À esquerda, BRS Canará, indicada para fazer capineira, e ao centro, BRS Kurumi, para pastejo direto
À esquerda, BRS Canará, indicada para fazer capineira, e ao centro, BRS Kurumi, para pastejo direto

“O trabalho de melhoramento genético da espécie busca oferecer alternativas de cultivares melhoradas de forrageiras tropicais para os pecuaristas brasileiros”, afirma o pesquisador da Embrapa Cerrados Francisco Duarte. Também participaram desse trabalho os pesquisadores Allan Ramos, Roberto Guimarães, Giovanna Maciel, Geraldo Martha, Gustavo Braga e Marcelo Ayres.

A BRS Canará foi lançada oficialmente no final de novembro, em Cáceres (MT), em conjunto com a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT). Já a BRS Kurumi foi lançada em outubro, numa parceria com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina, a Universidade Estadual do Norte Fluminense e a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios. Mudas dessas cultivares podem ser obtidas nas unidades e parceiros que participaram dos lançamentos.

BRS Canará – apresenta porte alto, touceiras de formato semiaberto, folha de cor verde, bainha verde-amarelada e colmo de diâmetro médio. Possui propagação vegetativa por meio de estacas e é indicada para uso como capineira nos biomas Amazônia e Cerrado. Apresenta alta produtividade de forragem e é um importante recurso de baixo custo para intensificação da produção animal durante a época chuvosa. Também pode ser utilizada na produção de silagem para fornecimento de alimento durante a época seca do ano.

BRS Kurumi – apresenta touceiras de formato semiaberto, folha e colmo de cor verde e internódio curto. Apresenta crescimento vegetativo vigoroso com rápida expansão foliar, intenso perfilhamento e porte baixo. Também possui propagação vegetativa por meio de estacas e é indicada para uso forrageiro nos biomas Mata Atlântica, Amazônia e Cerrado. Possui alto potencial de produção de forragem com excelentes características nutricionais e facilidade de manejo devido ao seu porte baixo.

Fonte: Portal Dia de Campo
29 nov 2012

Silagem com cereais de inverno

Silagem de planta inteira, pré-secada ou de grãos úmidos são possibilidades de uso para os cereais de inverno

As pastagens são base da alimentação animal na produção pecuária do Sul do país. Na época de escassez de pasto, a alternativa é suprir o cocho com forragens armazenadas em forma de silagem, evitando o uso de grãos e outros suplementos que podem aumentar o custo de produção em até quatro vezes. A Embrapa Trigo orienta sobre as vantagens no uso de cereais de inverno para produzir silagem de baixo custo.

Silagens são forragens úmidas, conservadas em ambiente anaeróbicos, que formam um alimento energético para suplementação alimentar de ruminantes domésticos, como bovinos e ovinos.  Os cereais de inverno como aveia, cevada, triticale, trigo duplo propósito e centeio podem ser armazenados em forma de silagem para suplementação dos animais nos períodos críticos, quando não há pasto, ou após vários dias consecutivos de chuva que impedem a entrada do rebanho nos piquetes.

Silagem com cereais de inverno é opção de alimentação a baixo custo para o rebanh

 

De acordo com o pesquisador da Embrapa Trigo (Passo Fundo, RS), Renato Fontaneli, o produtor está acostumado a fazer silagem de milho como fonte de energia para os animais. Contudo, o milho concorre com a valorização da cotação da soja e acaba restando pouco espaço para o milho no verão, ao passo que no inverno grande parte das áreas produtivas ficam ociosas. Utilizar os cereais de inverno nestas áreas e guardar parte do pasto em forma de silagem é fonte garantida de proteínas ao rebanho, associada ao pastejo e à adição de ração animal.

“Os cereais de inverno podem ser ensilados, podendo se usar como silagem de planta inteira, pré-secada ou de grãos úmidos. Duas características são consideradas na escolha de uma espécie e cultivar: potencial de rendimento de biomassa seca e valor nutritivo”, explica Fontaneli, lembrando que além das vantagens na utilização integral da área produtiva, a silagem garante volumoso aos animais, já que os ruminantes precisam de forragem para produzir leite.

Nas propriedades de agricultura familiar, a silagem costuma ser utilizada como complemento na alimentação do gado de leite., onde corresponde a um terço da dieta de uma vaca mediana ou altamente produtiva, que tem produção de 20 a 30 litros de leite/dia. Para atender esta demanda, a Embrapa Trigo desenvolveu a variedade de trigo BRS Umbu, especialmente destinada à fabricação de silagem. Como essa variedade não tem aristas – aqueles fiapos que saem da ponta das sementes de trigo – fica mais fácil para o animal consumi-lo.

Fonte: Dia de Campo
28 jun 2012

Nova braquiária Tupi propicia maior ganho de peso animal

 

Cultivar de forrageira é indicada para os biomas Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia e apresentar maior capacidade de suporte durante o período seco

Lançada durante a 18ª Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne (Feicorte), a nova variedade de Brachiaria humidicola BRS Tupi é resultado de trabalhos de seleção que duraram 18 anos e foram coordenados pela Embrapa Gado de Corte em parceria com outros centros de pesquisa. Ela apresenta boa adaptabilidade aos biomas Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia e tem como principal característica propiciar maior ganho de peso animal no período seco, em torno de 100g a mais em relação à humidicola comum.

— Ela foi desenvolvida através de um material coletado na África. A Tupi conta com características morfológicas diferenciadas: folhas mais finas e alongadas, perfilhamento e emissão de estolões mais intensos e se estabelece mais rapidamente — afirma Carlos Maurício de Andrade, pesquisador da Embrapa Acre.

A BRS Tupi foi testada em três diferentes biomas: Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia. Seus resultados foram bons nas três regiões, mas as melhores condições em termos de produção de carne se deram na Amazônia.

— No entanto, ela trouxe bons resultados para o Cerrado devido ao fato de apresentar maior capacidade de suporte durante o período seco e, consequentemente, propiciar maior produção de carne, em média, 100g a mais em relação à humidicola comum — conta o pesquisador.

Segundo ele, essa espécie de capim é uma excelente opção para a diversificação de pastagens em solos de baixa e média fertilidade. Isso porque a BRS Tupi, assim como as outras Brachiarias humidicola, é considerada uma das variedades de capim menos exigentes em termos de fertilidade do solo.

Tupi propicia maior produção de carne, em média, 100g a mais em relação à humidicola comum

— Em solos mais pobres e arenosos ou em regiões onde o custo de fertilizantes é maior, é um capim indicado, pois consegue atingir bons níveis de produção. Por outro lado, a variedade tem ótima resposta a adubação e responde mais que as cultivares comuns — diz Andrade.

Cuidados de manejo

De acordo com o pesquisador, durante o período seco, ela pode ser manejada do mesmo jeito que a humidicola comum. No pastejo contínuo, ela deve ser manejada entre 10 cm e 15 cm de altura, o que é bom para o ganho de peso animal e para manter o pasto produtivo.

— Já no período chuvoso, ela apresenta velocidade de crescimento muito grande e arquitetura de planta diferente das outras humidicolas. Por isso, precisa ser manejada com uma carga animal maior para evitar o crescimento excessivo. Isso porque, ao atingir altura superior a 25 cm, ela tende a acamar — afirma ele.

Fonte: Portal Dia de Campo

 

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