O tamanho do seu plantio, não muda o tamanho da nossa dedicação.
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07 jan 2014

Adubo orgânico 100% vegetal

Aprenda como fazer adubos e substratos orgânicos com tecnologia desenvolvida pela Embrapa Agrobiologia

adubo-organicoOs adubos orgânicos, em sua maioria, utilizam esterco bovino e cama de aviário que, além de difícil obtenção e custo elevado, geralmente apresentam problemas de contaminação química e biológica. Mas a Embrapa Agrobiologia desenvolveu uma tecnologia para produção de adubos e substratos orgânicos de origem 100% vegetal. E esta tecnologia já está ao alcance dos produtores de todas as regiões do País por meio do vídeo “Compostagem 100% vegetal”.

Produzido pela Embrapa Agrobiologia, UFRRJ e Pesagro-Rio, o vídeo tem duração de 15 minutos e mostra o passo a passo da tecnologia. De forma didática, são apresentadas, por exemplo, as matérias-primas que podem ser utilizadas, a proporção de materiais e a maneira ideal para montar a pilha de composto. Detalhes como a escolha do local, a formação e mistura das camadas, assim como o tempo necessário para cada etapa também são abordados.

Para o pesquisador da Embrapa Marco Antônio Leal, que desenvolveu a tecnologia e é um dos autores do roteiro, o vídeo pode auxiliar o agricultor a produzir o adubo orgânico na sua propriedade, pois além das informações necessárias sobre quantidade e proporção de materiais, as imagens facilitam o entendimento do processo. “O composto pode ser produzido tanto em grande escala como na pequena propriedade rural, já que utiliza um processo simples, que não necessita de grandes investimentos em infraestrutura”, complementa.

Segundo o pesquisador, os fertilizantes orgânicos e substratos obtidos a partir deste processo apresentam qualidade superior aos similares encontrados no mercado e podem ser utilizados também na agricultura orgânica. “Esses produtos são isentos de contaminação biológica, não utilizam adubos minerais e o seu custo pode ser muito inferior”, relata Leal.

O vídeo não será vendido. Ele está disponível na Videoteca Embrapa.

Compostagem
A compostagem é um processo natural onde os resíduos da propriedade passam por uma transformação biológica e tornam-se fertilizantes orgânicos ou húmus. Neste processo biológico há uma decomposição da matéria orgânica contida em restos de origem animal ou vegetal. O resultado final da compostagem é o composto orgânico, que pode ser aplicado ao solo para melhorar suas características, sem ocasionar riscos ao meio ambiente.

Os principais benefícios da compostagem são: estímulo ao desenvolvimento das raízes das plantas, que se tornam mais capazes de absorver água e nutrientes do solo; aumento da capacidade de infiltração de água, reduzindo a erosão; mantém estáveis a temperatura e os níveis de acidez do solo (pH);dificulta ou impede a germinação de sementes de plantas invasoras (daninhas); ativa a vida do solo, favorecendo a reprodução de micro-organismos benéficos às culturas agrícolas.

Esta técnica pode ser utilizada não só para nutrir o solo mas também como forma de reciclar o lixo orgânico – esterco do gado, palhas, galhos, folhas de árvores e etc.

A compostagem envolve transformações extremamente complexas de natureza bioquímica, promovidas por milhões de micro-organismos do solo que têm na matéria orgânica in natura sua fonte de energia, nutrientes minerais e carbono. A Embrapa Agrobiologia vem estudando maneiras de tornar a compostagem ainda mais eficiente. Para isto, é necessário satisfazer certos requerimentos relacionados aos fatores que influenciam a atividade microbiana do solo, como temperatura, umidade, aeração, pH, tipo de compostos orgânicos existentes e concentração e tipos de nutrientes disponíveis. Esses fatores ocorrem simultaneamente, e a eficiência da compostagem baseia-se na interdependência e inter-relacionamento dos mesmos.

Fonte: Portal Dia de Campo
28 set 2012

Fertilidade do solo: sistema vivo e produtivo

Já começou o preparo do solo para a safra 2013/2014. Para o plantio da safra 2012/2013 já não há muito o que fazer

A partir de janeiro e durante todo o período de colheita da safra de verão 2012/2013, muitos agricultores, independentemente dos resultados alcançados nas lavouras de soja e milho, irão fazer um balanço de sua performance produtiva em busca do que é passível de ajuste, de aperfeiçoamento. Vão pensar nos defensivos, na genética das sementes, nos fertilizantes, no manejo da lavoura e vão até olhar para o céu pensando no clima. O solo também será observado, mas a questão é saber se será compreendido.

Mais do que um elemento isolado, a fertilidade do solo é, na verdade, um sistema que deve ser interpretado de forma integrada e indissociável da atividade agrícola. De acordo com o pesquisador Djalma Martinhão, da Embrapa Cerrados, é possível afirmar que o sistema de fertilidade do solo é responsável por 50% do resultado de uma lavoura (ouça a íntegra da entrevista e saiba mais).

parcela de milheto que aparece em 1º plano é sem adubação, portanto, sem produção de biomassa necessária, como consequência o teor de matéria orgânica do solo é baixo. Nas parcelas laterais e mesmo ao fundo verifica-se boa cobertura de biomassa, devido a essas parcelas serem adubadas

Cobertura eficiente do solo, busca constante pela elevação do teor de matéria orgânica, adoção de critérios para coleta de amostras de solo seguindo o tipo de adubação realizada, são algumas das medidas que integram esse sistema que deve ser observado de forma ininterrupta. O solo deve ser percebido e monitorado como uma espécie de banco de fertilidade, que tem “entrada” e “saída” de nutrientes. Mas além disso, que também tem vida própria com a atividade microbiana, estimulada sobretudo pela quantidade de biomassa ali presente.

Nessa época do ano, às vésperas do início do plantio da próxima safra de verão, quase nada pode ser feito para melhorar a fertilidade do solo. O trabalho, de acordo com Martinhão, já deveria ter sido todo feito. Contudo, o que se vê é que a maior parte das propriedades não está coberta com resíduos de culturas anteriores e portanto pouca biomassa no sistema.

Mesma área alguns meses depois

“É o que eu gostaria de ver, mas não vejo. O que vemos é o uso do plantio convencional em metade das propriedades. As áreas estão nuas. O produtor gradeou, incorporou o pouco que havia de resto de cultura para poder semear a cultura subsequente. Essas áreas vêm, comprovadamente, perdendo em produtividade quando comparadas a áreas de plantio direto. Em um comparativo com soja, as áreas sem essa cobertura têm uma performance 30% inferior às áreas com plantio direto. No milho, diferença chega a 10%”, explica o pesquisador sobre o contexto da região dos Cerrados.

Trabalhar o sistema de forma planejada é o ideal e é o que se recomenda. Ao optar apenas por “apagar incêndios”, suprindo pontualmente às necessidades que vão aparecendo, há prejuízos. Nas propriedades onde a atividade é bem planejada, as taxas de retorno líquido, bem como a produtividade das lavouras são sempre superiores também.

Fonte: Portal Dia de Campo

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