O tamanho do seu plantio, não muda o tamanho da nossa dedicação.
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14 mar 2014

Palmito de pupunha é renda garantida

Vantagem: ao contrário do palmito comum, o pupunha não escurece. Foto: Ernesto de Souza
Vantagem: ao contrário do palmito comum, o pupunha não escurece. Foto: Ernesto de Souza

A pupunha é uma palmeira muito utilizada na região amazônica e que, devido ao seu grande potencial, vem sendo difundida em vários estados do Brasil (Espírito Santo, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Santa Catarina, entre outros).

Nos últimos anos, a cultura da pupunha tem crescido a uma taxa que gira em torno de 25% ao ano no Brasil, cuja área plantada chega a 15 mil hectares. Para suprir a demanda atual, seria necessário o plantio de aproximadamente 130 mil hectares de pupunha.

Vantagens do palmito

Segundo pesquisas realizadas pelo Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR), essa espécie apresenta as seguintes vantagens em relação às duas espécies exploradas comercialmente, juçara (Euterpe edulis) e açaí (Euterpe oleraceae): os cortes podem ser realizados a partir de 15 a 36 meses após o plantio no campo; comporta-se bem em solos de baixa fertilidade; apresenta de dois a 15 perfilhos por planta, bom rendimento e não escurece após o corte.

Além de fornecer palmito, expõe Arthur Netto, consultor da InvestAgro Reflorestamento, essa palmeira disponibiliza frutos que, quando cozidos em água e temperados com sal, podem servir como iguaria. “A pupunha ocupa 18% do mercado de palmito”, informa.

Como cultivar o palmito pupunha

A pupunha é uma espécie que prefere solos arenosos e friáveis que apresentem boa drenagem e pleno sol. “Não aconselhamos o plantio em áreas onde há incidências de lebrões, capivaras ou outro tipo de roedor que possa prejudicar a cultura”, alerta Arthur Netto.

Como para qualquer outra cultura, ele avisa que é necessário o preparo adequado da área de plantio arando e gradeando, além da correção de acordo com a análise de solo. A pupunha exige solos de fertilidade média a alta, pH próximo ao neutro e textura média ou leve.

O espaçamento usado na cultura para a produção de palmito deve ser de 2 x 1 m, obtendo-se uma população de cinco mil mudas por hectare. Ao preparar as covas, o consultor recomenda o uso de esterco de curral ou de frango e o adubo de plantas.

“O controle das ervas daninhas é fundamental, pois a pupunha não suporta competição; no entanto, não é recomendada a capina de coroamento, pelo fato de o sistema radicular ser superficial. Opcionalmente, essa operação pode ser feita com os herbicidas ou a roçagem com máquinas, sem a necessidade de revolver o solo”, ensina.

A primeira colheita para comercialização do palmito ocorrerá após 18 meses do plantio. O corte deve ser realizado quando a planta estiver entre 1,60 ,e 1,80 m, valor medido da inserção da folha mais nova até o solo. É importante evitar o corte na época seca, pois compromete o rendimento do palmito e a sua maciez.

O corte das plantas deve ser realizado quando elas atingirem um diâmetro perto do solo, entre nove e 15 cm, na idade de 18 meses após o plantio.

Critérios para máximas produtividades

O cultivo de pupunha é como o de qualquer outra cultura. Arthur Netto explica é preciso preparar adequadamente o solo, realizar o plantio no período das chuvas e o controle das ervas daninhas, além de adubar, sempre que necessário, para que a planta receba os nutrientes indispensáveis para o seu desenvolvimento.

Pesquisas

Pesquisas avançam para indicações de múltiplo uso da pupunheira: componente na fabricação de ração, frutos para consumo humano e fabricação de farinhas para panificação e biodiesel.

Arthur Netto esclarece que o palmito pupunha tem excelente aceitação de mercado, por ser muito macio e saboroso. Segundo a pesquisa da consultoria Nielsen, encomendada pela Inaceres, empresa líder no setor, a participação do palmito pupunha (cultivado) no mercado nacional pulou de 19,5%, em 2009, para 24% em 2010, com tendência alta em 2011.

Ao mesmo tempo, o palmito de extrativismo recuou de 80% para 76% em participação de mercado. Apesar da grande distância, essa é uma sinalização importante que segue uma tendência já consolidada nos demais países produtores.

Mundialmente, o mercado para palmitos movimenta R$ 350 milhões. O Brasil representa a maior parte disso (74,3%), conforme a pesquisa, com estimadas 45 mil toneladas de palmito por ano. Se a aceitação do produto já era grande, a renda mais alta do brasileiro fez o apetite ficar ainda maior.

Em Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro, por exemplo, a pesquisa apontou um crescimento de vendas de 481% do palmito cultivado entre 2009 e 2010, enquanto o segmento como um todo cresceu 42%. A região Sul, maior compradora do palmito extrativo juçara, também está mudando seu hábito de consumo: a demanda por palmitos de extrativismo recuou 5,4% no mesmo período, contra uma alta de 78% do cultivado.

Valor agregado

Existe um alto valor agregado na venda do palmito pupunha. “O tolete do palmito é a parte mais nobre e custa, em média, R$ 22,00/kg quando comercializado na forma minimamente processada; picado, R$ 15,00/kg; e rodela, R$ 17,00/kg – estes são os tipos mais comercializados”, define Arthur Netto.

Ainda segundo o consultor, o custo de implantação é elevado (cerca de R$ 8.500,00 por hectare), sendo a primeira colheita realizada a partir de 18 meses, considerando três anos para regularizar a constância na colheita.

Vale a pena?

De boa aceitação no mercado, o palmito pupunha é uma alternativa ecológica ao palmito tradicional, cuja extração na natureza quase sempre ocorre de forma ilegal. O cultivo do palmito pupunha tem vantagens em relação ao do palmito tradicional. Como a bananeira, a palmeira pupunha rebrota, o que permite o corte continuado para a produção de palmito, sem gerar custos de replantio a cada corte.
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Fonte: Revista Campo e Negócios HF
16 jan 2014

Avança consumo de palmito cultivado

O cultivo de pupunha permite padronização

Vantagem: ao contrário do palmito comum, o pupunha não escurece. Foto: Ernesto de Souza
Vantagem: ao contrário do palmito comum, o pupunha não escurece. Foto: Ernesto de Souza

O consumo de palmito está crescendo no Brasil – apesar dos altos preços praticados no mercado. Mais precisamente, o palmito cultivado anda roubando espaço do palmito de extrativismo, o tradicional na mesa dos brasileiros.

Pesquisa da consultoria Nielsen encomendada pela Inaceres, empresa líder no setor, mostra que a participação do palmito pupunha (cultivado) no mercado nacional pulou de 19,5% em 2009 para 24% em 2010, com tendência altista em 2011. Ao mesmo tempo, o palmito de extrativismo recuou de 80% para 76% em participação de mercado. Apesar da distância ainda grande, é uma sinalização importante, que segue uma tendência já consolidada nos demais países produtores.

Mundialmente, o mercado para palmitos movimenta R$ 350 milhões. O Brasil representa a maior parte disso – 74,3%, conforme a pesquisa, com estimadas 45 mil toneladas de palmito por ano. Mas se a aceitação do produto já era grande, a renda mais alta do brasileiro fez o apetite ficar ainda maior.

Entre os palmitos mais comercializados estão o juçara e o açaí – de extrativismo – e o pupunha, que é cultivado. Mas o que acontece agora é que o cultivado cresce a uma média maior que os demais, “carregando” a expansão do segmento como um todo, diz Ricardo Ribeiral, diretor-superintendente da Inaceres, empresa do grupo Agroceres, maior produtora de palmito cultivado do país.

Somente o grupo Pão de Açúcar – que diz ser o maior vendedor de palmitos no país – registrou alta de 15% do segmento nesse mesmo período, com destaque para os palmitos orgânicos (cultivados sem agrotóxico).

Em Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro, por exemplo, a pesquisa apontou um crescimento de vendas de 481% do palmito cultivado entre 2009 e 2010, enquanto o segmento como um todo cresceu 42%. A região Sul, maior compradora do palmito extrativo juçara, também está mudando seu hábito de consumo: a demanda por palmitos de extrativismo recuou 5,4% no mesmo período, contra uma alta de 78% do cultivado.

O Brasil é o principal produtor e consumidor mundial de palmito. Grande parte da produção nacional ainda fica no mercado interno e, talvez, por isso ainda tenha origem extrativista, legal e ilegal.

Na sequência vêm Costa Rica e Equador, cuja produção é voltada quase que inteiramente aos mercados americano e europeu. “A diferença é que nesses países o palmito cultivado representa 90% da produção exatamente porque eles vão para fora”, afirma Ribeiral. “Só que essa tendência vai chegar ao Brasil também”.

Segundo o executivo, isso se explica por dois motivos. Um deles é que a produção cultivada permite controles agrícola e industrial que padronizam a qualidade do palmito. É menor, por exemplo, o risco de se encontrar em um mesmo frasco palmitos com espessuras diferentes. A preocupação com a questão ambiental também estimula o consumo do palmito cultivado.

“Sem dúvida, isso é um fator. O consumidor está olhando mais para o rastreamento e a origem do produto que consome”, diz Ribeiral. Apesar de não haver números confiáveis, especialistas confirmam que a extração ilegal de palmito ainda é alta no Brasil.

O consumo só não é maior por causa dos preços cobrados nas gôndolas brasileiras. Isso se explica, segundo a indústria, pela necessidade de muita mão de obra, já que a colheita é feita manualmente e o nível de automação nas lavouras é baixo. Em média, são empregados um homem para cada quatro hectares plantados.

O segmento de palmitos é altamente pulverizado. Há hoje cerca de 170 empresas trabalhando no país. De acordo com a Nielsen, a Inaceres mantém a liderança no mercado de palmito em conserva do Brasil, com 7,9% de participação. Com 1.400 hectares plantados – 850 próprios – no sul da Bahia, a empresa produz em média 8 milhões de hastes por ano.

Fonte: Agroceres
16 jan 2014

Palmito de pupunha agroecológico

Processamento mínimo do palmito de pupunha agroecológico

palmito-pupunhaA pupunha é uma alternativa para a produção de palmito e tem a vantagem de ser explorada em plantios organizados. O palmito é basicamente uma iguaria do Brasil, que responde por cerca de 85% da produção mundial, não dominando, contudo, as exportações. A principal causa da perda desta liderança é a falta de qualidade do produto brasileiro. As exportações já foram da ordem de US$ 40 milhões, situando-se hoje aproximadamente em US$ 7 a US$ 8 milhões anuais.

O tolete do palmito é a parte mais nobre da palmeira e custa R$ 22,00/Kg quando comercializado na forma minimamente processada. O tempo de vida útil deste produto é muito curto, com perdas consideráveis nos locais de comercialização. Por isso, o palmito de pupunha minimamente processado não pode ser vendido para regiões distantes dos locais de produção, porque, em geral, as embalagens de comercialização são inadequadas e incipientes, aumentando ainda mais a perda do produto.

Mas a pesquisa definiu o fluxograma de processamento mínimo com o uso de solução filmogênica para revestimento comestível do tolete de palmito de pupunha, desenvolveu embalagem específica para comercialização do palmito minimamente processado e aumentou a sua vida útil de 5 para 22 dias. Com isso, o produto pode ser comercializado em locais distantes da produção agroindustrial e até mesmo exportado por via aérea, uma vez que o valor agregado deste produto é alto. O uso desta tecnologia propicia um produto de qualidade com alto valor comercial.

Fonte: Embrapa
19 ago 2013

Avanços nas pesquisas para múltiplo uso da pupunheira

Cinco indicações de uso para a pupunheira: frutos para consumo humano, fabricação de farinhas para panificação, biodiesel, produção de palmito de boa qualidade e como componente na fabricação de ração

pupunheiraA pupunheira (Bactris gasipaes Kunth, var. gasipaes Henderson) ainda é comercialmente subutilizada, apesar de ser uma espécie multiuso e a única palmeira cujas populações na América Tropical são consideradas domesticadas ou em domesticação. Para a agricultura dos trópicos úmidos, pelo menos cinco alternativas de uso têm sido indicadas para a pupunheira: frutos para consumo humano direto, fabricação de farinhas para panificação, extração de óleo vegetal para biodiesel, produção de palmito de boa qualidade e como componente na fabricação de ração balanceada para animais monogástricos e ruminantes. A madeira – proveniente de plantas adultas e improdutivas – e as sementes são matéria-prima valorizada na fabricação de produtos artesanais.

Nesse contexto, a Embrapa Rondônia (Porto Velho) vem conduzindo projetos de pesquisa com a pupunheira considerando: frutos frescos para consumo humano; frutos com alta potencialidade para extração de óleo para produção de biodiesel; matéria-prima para fabricação de ração animal e seleção de pupunheiras superiores para produção de palmito de boa qualidade.

Frutos para consumo
Considerada como uma das palmeiras de uso múltiplo em futuro próximo, atualmente, a produção de frutos comestíveis in natura de pupunha é direcionada exclusivamente para subsistência das populações nativas, mercados locais ou regionais. Sendo assim, as informações disponíveis sobre os recursos genéticos da pupunheira para produção e qualidade de frutos ainda são restritas.

As principais características consideradas para orientar a pesquisa na seleção de fruto fresco de pupunha são: cachos médios a grandes; frutos de tamanho médio, preferencialmente com mesocarpo (polpa) carnosa, pouco fibrosa, textura firme a média, oleoso a moderadamente oleoso, cor da casca de vermelha a alaranjada, fácil cozimento e descascamento dos frutos.

Produção de biodiesel e ração
No atual cenário de prospecção e domesticação das plantas chamadas de “oleaginosas alternativas”, é impressionante que as populações de pupunheira, que se diferenciam pela alta produtividade de frutos e pelo processo de domesticação avançado, tenham atraído apenas esforços pontuais da pesquisa agrícola. Associado ao vigor das plantas e à tolerância ao déficit hídrico temporário de algumas regiões da Amazônia brasileira, a pupunheira tem potencial para produção de óleo superior a muitas outras espécies oleaginosas, podendo inclusive, substituir o dendê em áreas com menor incidência de chuvas. Essa potencialidade resulta da seleção natural e da ação dos indígenas, no passado, visando à adaptabilidade da pupunheira aos aspectos desfavoráveis, tanto químicos quanto físicos, do solo e à deficiência hídrica.

Para o aproveitamento integral da potencialidade da pupunheira para a extração de óleo, e a consequente viabilidade agroeconômica da atividade, é fundamental a seleção de plantas que apresentem boa produtividade de frutos, com alto teor de matéria seca associada à alta porcentagem de óleo. Outro diferencial é o subproduto da extração do seu óleo, uma torta rica em amido (aproximadamente 65%), fibras (cerca de 15%), proteínas (em torno de 15%), cinzas e outros (5%) que pode ser usada na fabricação de ração animal, diminuindo a dependência regional das rações industrializadas à base de milho e soja.

Por ser uma espécie nativa, a pupunheira pode ser usada para a recomposição da Área de Reserva Legal nas propriedades rurais, em cultivo solteiro ou consorciado, podendo tornar-se uma alternativa viável e racional para a produção comercial de frutos destinados a extração de óleo e subprodutos.

O projeto de pesquisa “Sistema de produção de pupunha para a produção de frutos em regime de agricultura familiar”, visa definir alternativas tecnológicas de produção de baixo custo, compatível com a realidade do produtor rural, como forma de aumentar a segurança dos investimentos no empreendimento agrícola. As ações do projeto, iniciadas em 2008, contemplam a avaliação nutricional das plantas por meio de níveis de adubação química, monitoramento e controle da ocorrência de insetos-pragas, doenças e plantas invasoras, métodos de colheita e pós-colheita, produtividade, controle e análises dos custos variáveis de produção e comercialização. Dessa forma, o objetivo é publicar um sistema sustentável de produção visando racionalizar o cultivo da pupunheira.

O mesmo projeto contempla a avaliação de frutos de pupunha provenientes dos mercados de Porto Velho, de maior potencial para mesa e extração de óleo, visando selecionar plantas com características de frutos mais adequadas, de maior teor de matéria seca e de óleo e menor teor de fibras e amido.

A identificação de matrizes de maior potencial para produção de frutos poderá ser utilizada para compor uma cultivar de propagação por sementes ou clonal (propagação vegetativa), para produção de frutos para consumo humano ou produção de biodiesel.

Avanços na propagação vegetativa
A propagação clonal da pupunheira por métodos tradicionais (enraizamento de perfilhos) é demorada e apresenta baixo índice de sucesso. Com o objetivo de desenvolver uma cultivar clonal de pupunheira, está em andamento, no Laboratório de Cultura de Tecidos da Embrapa Rondônia, uma pesquisa para estabelecimento de metodologias para a propagação vegetativa in vitro.

Fonte: Portal Dia de Campo

02 ago 2013

Pupunha – plantio ecológico e rentável

A palmeira pupunha é rústica e rebrota depois de cortada, o que a torna uma alternativa rentável ao nativo da juçara

A pupunheira é cultivada principalmente em São Paulo. Foto: Ernesto de Souza
A pupunheira é cultivada principalmente em São Paulo. Foto: Ernesto de Souza

O cultivo da palmeira pupunha para a produção de palmito vem despertando cada vez mais o interesse de grandes e pequenos agricultores. De boa aceitação no mercado, é uma alternativa ecológica ao palmito tradicional, cuja extração na natureza quase sempre ocorre de forma ilegal. Produto natural, saboroso e saudável, o palmito pupunha pode ser consumido in natura na salada ou no carpaccio e também assado ou cozido.

A pupunheira (Bactris gasipaes Kunth) é nativa da América Latina. No Brasil, é cultivada principalmente em São Paulo, mas encontra-se também em outros estados, com destaque para Espírito Santo, Rondônia, Pará e Bahia. Existe uma grande variedade de espécies e tipos, mas a sem espinhos é a preferida pelos produtores. Em relação ao palmito comum (juçara ou açaí), o pupunha é mais doce e mais amarelado, mas igualmente macio.

O cultivo do palmito pupunha tem vantagens em relação ao do palmito tradicional. Como a bananeira, a palmeira pupunha rebrota, o que permite o corte continuado para a produção de palmito. Mais rústica, pode ser cultivada a pleno sol. O tempo de colheita também é mais curto: de 18 a 24 meses a partir do plantio. Além disso, ao contrário do palmito comum, o pupunha não escurece, o que permite outras formas de consumo além da tradicional, em salmoura acidificada. Isso faz com que tenha um apelo muito grande para o pequeno produtor, que pode comercializar o palmito sem recorrer ao processamento industrial.

Vantagem: ao contrário do palmito comum, o pupunha não escurece. Foto: Ernesto de Souza
Vantagem: ao contrário do palmito comum, o pupunha não escurece. Foto: Ernesto de Souza

Não é necessário ter uma área grande para cultivar a palmeira. A produção pode ser planejada de acordo com as possibilidades e necessidades do produtor. Porém, se a ideia for produzir para a indústria de processamento, recomenda-se que a área mínima seja de 100 hectares. Nesse caso, o investimento inicial varia de 2.500 reais (sem irrigação) a cinco mil reais (com irrigação) por hectare.

Para pequenas áreas, o preço é bem menor, principalmente se for utilizada a adubação orgânica. As sementes da palmeira sem espinhos custam em torno de cinco centavos cada. A muda formada pelo agricultor custa de 15 a 30 centavos. Se for comprada de viveiristas, o preço varia entre 60 centavos e 1,50 real. É recomendável que o produtor faça as mudas, para que ele tenha um controle maior do material. Quando se adquire mudas prontas, existe o risco de adquirir também os problemas do solo onde ela foi formada, como fungos e outras doenças.

Corte

A palmeira pupunha tem um melhor desenvolvimento em regiões de clima quente e úmido, com temperatura média anual de 22 graus centígrados. A planta jovem (até 50 centímetros) não tolera geadas. Os melhores solos para o cultivo são os de textura média a arenosa, com boa drenagem. Áreas planas ou levemente onduladas são as indicadas, pois facilitam o plantio, a condução, a colheita e o transporte do palmito. A planta é bastante exigente em relação à água, por isso a irrigação é necessária quando o cultivo é feito em regiões mais secas.

Os solos mais adequados são os de textura média a arenosa, com boa drenagem. O corte do palmito pode ser feito durante o ano todo. Foto: Ernesto de Souza
Os solos mais adequados são os de textura média a arenosa, com boa drenagem. O corte do palmito pode ser feito durante o ano todo. Foto: Ernesto de Souza

Aos 18 meses o palmito terá entre 150 a 300 gramas de peso. Aos três anos, até 500 gramas. O corte do palmito pode ser feito durante o ano todo, mas deve-se evitá-lo nas épocas mais secas, quando o seu peso é menor. É possível colher dois palmitos por planta em um ano, porém é aconselhável realizar apenas uma colheita anual. O palmito pupunha deve ser consumido ou processado entre quatro e dez dias após a colheita.

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Fonte: Globo Rural

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