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23 out 2017

Tifton-85 a forrageira certa para a formação de boas pastagens

Gramínea do gênero Cynodon spp, híbrido estéril resultante do cruzamento da TIFTON – 68 com a espécie Bermuda Grass da África do Sul (PI 290884), que é considerada a melhor do mundo existente no gênero.

Gramínea perene estolonífera com grande massa folhear, rizomas grossos, que são os caules subterrâneos que mantêm as reservas de carboidratos e nutrientes que proporcionam a sua incrível resistência a secas, geadas, fogos e pastejos intensivos.

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16 jan 2013

Embrapa lança cultivares de capim-elefante

BRS Canará e BRS Kurumi são os dois novos materiais, uma para capineira e a outra para pastejo direto

Produtores que buscam intensificar seus sistemas de produção animal ganharam novas aliadas. Foram lançadas em 2012 pela Embrapa e parceiros duas cultivares de capim-elefante: BRS Canará e BRS Kurumi. A primeira é indicada para alimentação animal sob forma de capineira (área cultivada com gramíneas). Já a BRS Kurumi é indicada para pastejo direto por bovinos.

O desenvolvimento dessas duas cultivares forrageiras de capim-elefante teve a participação da Embrapa Cerrados, Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A Unidade, localizada em Planaltina (DF), desenvolve, desde 1997, avaliações de genótipos de capim-elefante obtidos pelo programa de melhoramento genético da Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora, MG), por meio da Rede Nacional de Avaliação de Capim Elefante (Renace). A rede integra instituições de pesquisa em 16 estados brasileiros.

À esquerda, BRS Canará, indicada para fazer capineira, e ao centro, BRS Kurumi, para pastejo direto
À esquerda, BRS Canará, indicada para fazer capineira, e ao centro, BRS Kurumi, para pastejo direto

“O trabalho de melhoramento genético da espécie busca oferecer alternativas de cultivares melhoradas de forrageiras tropicais para os pecuaristas brasileiros”, afirma o pesquisador da Embrapa Cerrados Francisco Duarte. Também participaram desse trabalho os pesquisadores Allan Ramos, Roberto Guimarães, Giovanna Maciel, Geraldo Martha, Gustavo Braga e Marcelo Ayres.

A BRS Canará foi lançada oficialmente no final de novembro, em Cáceres (MT), em conjunto com a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT). Já a BRS Kurumi foi lançada em outubro, numa parceria com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina, a Universidade Estadual do Norte Fluminense e a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios. Mudas dessas cultivares podem ser obtidas nas unidades e parceiros que participaram dos lançamentos.

BRS Canará – apresenta porte alto, touceiras de formato semiaberto, folha de cor verde, bainha verde-amarelada e colmo de diâmetro médio. Possui propagação vegetativa por meio de estacas e é indicada para uso como capineira nos biomas Amazônia e Cerrado. Apresenta alta produtividade de forragem e é um importante recurso de baixo custo para intensificação da produção animal durante a época chuvosa. Também pode ser utilizada na produção de silagem para fornecimento de alimento durante a época seca do ano.

BRS Kurumi – apresenta touceiras de formato semiaberto, folha e colmo de cor verde e internódio curto. Apresenta crescimento vegetativo vigoroso com rápida expansão foliar, intenso perfilhamento e porte baixo. Também possui propagação vegetativa por meio de estacas e é indicada para uso forrageiro nos biomas Mata Atlântica, Amazônia e Cerrado. Possui alto potencial de produção de forragem com excelentes características nutricionais e facilidade de manejo devido ao seu porte baixo.

Fonte: Portal Dia de Campo
04 jul 2012

Manejo intensivo de pastagem é lucrativo

Técnica exige habilidade para gerenciar o aumento de produtividade, convertendo o pasto em produto animal

Os maiores desafios para os pecuaristas nos dias atuais são aumentar a produtividade pecuária e incluir de forma definitiva a questão ambiental nos sistemas de produção. Surgem então técnicas de manejo que podem unir essas duas vertentes de forma a garantir o lucro econômico aliado à conservação ambiental. Uma delas é a intensificação de pastagens, que exige do produtor habilidade para gerenciar o aumento de produtividade, convertendo o pasto em produto animal.

Segundo Domingos Sávio Queiroz, pesquisador da Epamig, do ponto de vista conceitual, não diferença no manejo intensivo das pastagens em se tratando da produção específica de gado de leite, em relação ao gado de corte.

— Isso porque o ato do pastejo não é diferente entre bovinos de corte e de leite. Pode haver diferenças de exigência nutricional dependendo da categoria animal, mas elas ocorrem dentro de cada tipo de exploração também — diz o pesquisador.

De acordo com ele, a grande diferença pode estar nas oportunidades de manejo do animal. Ele afirma que vacas de leite são manejadas todo dia, para a ordenha, dando oportunidade de troca de piquetes até mais de uma vez por dia, enquanto bovinos de corte não estão submetidos a essa movimentação diária.

— Isso exigirá maior esforço do manejador do que em uma situação de gado de corte em manejo com lotação contínua. As exigências nutricionais podem determinar estratégias de manejo diferenciadas de acordo com a categoria animal. Por exemplo, vacas de leite de alta produção podem ser manejadas para fazer o primeiro pastejo (pastejo de ponta) em um sistema rotacionado, seguido de categorias menos exigentes, como vacas em final de lactação, vacas secas, etc. O mesmo pode ser aplicado em pecuária de corte — diz.

Por outro lado, a realidade das variações de preço do leite durante o ano impõe a necessidade de maior eficiência e de redução dos custos por meio do uso de tecnologias acessíveis à maioria dos produtores de leite. Nesse caso, Queiroz diz que estudos mostram que não há diferença de desempenho animal entre os sistemas de pastejo com lotação contínua ou rotacionada.

O manejo intensivo pode possibilitar a produção de grande quantidade de forragem por área, aliada a bom valor nutricional desta forragem

— Em diversos trabalhos, ora um é melhor, ora outro e na maioria não houve diferença. Obviamente que nesses estudos, o ajuste na taxa de lotação segue rigorosamente a capacidade de suporte do pasto, não permitindo sobra ou falta de pasto. Não é o que se observa na prática da maioria dos produtores. Decorrente de condições climáticas variáveis de precipitação e temperatura, o pasto apresenta crescimento variável entre estações do ano, ou mesmo entre dias ou meses dentro de uma mesma estação. Na maioria das vezes o produtor não ajusta a taxa de lotação do pasto a essas variações. O pastejo rotacionado facilita esse ajuste, proporcionando ao produtor uma ferramenta de gestão que normalmente ele não usa. Nesse aspecto o pastejo rotacionado pode ser vantajoso — explica.

Sabe-se também que o manejo intensivo pode possibilitar a produção de grande quantidade de forragem por área, aliada a bom valor nutricional desta forragem. Quando a questão é a cultivar, o entrevistado diz que, de modo geral todas as gramíneas forrageiras tropicais disponíveis no mercado brasileiro são bem responsivas a intensificação de uso.

— Substituir uma espécie ou cultivar já implantada e em boas condições por outra pode não ser vantajoso. As diferenças entre espécies e cultivares decorrem mais de diferenças de um manejo diferenciado entre elas do que propriamente de seu potencial genético. Por exemplo, um pasto de Brachiaria decumbens colhido jovem é melhor que um pasto de Tanzânia (Panicum maximum) colhido maduro, embora se acredite que as cultivares do gênero Panicum sejam sempre melhores que as de Brachiaria. O que deve ser rigorosamente observado é a adaptação da espécie ao ambiente em que vai ser plantado, tais como fertilidade natural do solo, condições de drenagem, topografia, etc e o seu uso no momento ideal de colheita — orienta.

Para ele, independente do sistema de manejo adotado, o que dever ser observado é o uso do pasto dentro de sua capacidade de recuperação, para evitar sua degradação.

Do ponto de vista conceitual, não diferença no manejo intensivo das pastagens em se tratando da produção específica de gado de leite, em relação ao gado de corte

— A taxa de crescimento do pasto é variável de acordo com as condições ambientais e de meio. Precipitação, temperatura, insolação, fertilização afetam o crescimento do pasto e isso deve ser observado. A taxa de lotação (quantidade de animais por área) deve ser compatível com o crescimento momentâneo do pasto e deve ser ajustada constantemente de acordo com as condições ambientais e de investimento, a fim de alcançar a pressão ótima de pastejo — explica.

Ainda segundo o pesquisador, a taxa de lotação é a grande ferramenta de manejo do pasto. Ele diz que, em condições que limitam a produtividade, como o período seco do ano e os períodos de estresse, por exemplo, durante um veranico, a taxa de lotação animal do pasto deve ser reduzida ou os animais devem receber suplementação volumosa (silagem, cana de açúcar, etc.), de modo a não comprometer a capacidade de recuperação do pasto e a persistência da forrageira.

— Outros elementos que devem ser observados são a pressão de pastejo, que afeta o consumo e a qualidade da forragem consumida, o período de descanso que deve ser ajustado para evitar o acúmulo de colmos e o período de ocupação que afeta a capacidade de rebrotação do pasto — orienta.

As pastagens no Brasil

Queiroz afirma que a utilização intensiva de uma forrageira pode ocorrer com ou sem adubação e que, quando se fala em manejo intensivo no Brasil, está se falando de adubação e divisão dos pastos com utilização de lotação rotacionada.

— Não há duvida que é bom, mas sim quanto a ser barato. A utilização de pastagens no Brasil caracteriza-se na maioria dos casos como extrativista e é esse o valor e a experiência fixados pela maioria dos pecuaristas. A intensificação representa um risco e no caso de pastagens a situação é mais complexa que na agricultura de grãos. O pasto, por se só, não tem valor comercial. Ele precisa ser convertido em carne e/ou leite para ser comercializado. Pasto produzido e não consumido pode significar prejuízo — explica ele.

A taxa de lotação deve ser compatível com o crescimento momentâneo do pasto e deve ser ajustada constantemente de acordo com as condições ambientais e de investimento, a fim de alcançar a pressão ótima de pastejo

Manejo adequado para bons resultados

Para o entrevistado, a gestão da intensificação na produção de pastagens requer dedicação e talvez seja essa a dificuldade na sua ampla disseminação.

— Normalmente os casos de insucesso estão relacionados com a incapacidade de gestão da produção forrageira em casos de adubação. Ademais, na pecuária, o tempo de retorno do capital investido é maior do que na agricultura de grãos, o que pode gerar fluxos de caixa pouco positivos ou até mesmo negativos nos primeiros anos depois da implantação do projeto, sendo incompatível com a realidade financeira da propriedade — afirma.

Diferente dos agricultores, a maioria dos pecuaristas não se apropriou e dominou as tecnologias disponíveis, particularmente em relação ao uso do pasto, como afirma o pesquisador. Mas, de acordo com ele, esse processo será inevitável, uma vez que a área de pasto está diminuindo decorrente da apropriação das áreas de agricultura (soja, cana-de-açúcar, eucalipto, milho, etc), num cenário em que o rebanho continua em crescimento.

Para Queiroz, não há dúvida de que se bem conduzida, a intensificação de pastagens vai impactar a produtividade por hectare. Mas a redução dos custos dependerá da eficiência bioeconômica da intensificação de pastagens, que depende da eficiência de conversão do nutriente do fertilizante em forragem, da eficiência de colheita da forragem produzida e da eficiência de conversão da forragem consumida em produto animal.

— Estas três eficiências, com grande amplitude de variação, definem a eficiência global da intensificação de pastagens na produção animal. A associação do produto animal por quilo de nutriente aplicado com os termos de troca de uma dada região determina a eficiência bioeconômica da adubação de pastagens. Na tomada de decisão, além da expectativa de retorno econômico, a percepção de risco dos agentes econômicos também é importante. A habilidade de o produtor comprar e vender animais e as ilimitadas combinações entre nível, proporção e velocidade de intensificação da exploração das pastagens também afetam o processo decisório — conclui.

Fonte: Portal Dia de Campo
28 jun 2012

Nova braquiária Tupi propicia maior ganho de peso animal

 

Cultivar de forrageira é indicada para os biomas Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia e apresentar maior capacidade de suporte durante o período seco

Lançada durante a 18ª Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne (Feicorte), a nova variedade de Brachiaria humidicola BRS Tupi é resultado de trabalhos de seleção que duraram 18 anos e foram coordenados pela Embrapa Gado de Corte em parceria com outros centros de pesquisa. Ela apresenta boa adaptabilidade aos biomas Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia e tem como principal característica propiciar maior ganho de peso animal no período seco, em torno de 100g a mais em relação à humidicola comum.

— Ela foi desenvolvida através de um material coletado na África. A Tupi conta com características morfológicas diferenciadas: folhas mais finas e alongadas, perfilhamento e emissão de estolões mais intensos e se estabelece mais rapidamente — afirma Carlos Maurício de Andrade, pesquisador da Embrapa Acre.

A BRS Tupi foi testada em três diferentes biomas: Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia. Seus resultados foram bons nas três regiões, mas as melhores condições em termos de produção de carne se deram na Amazônia.

— No entanto, ela trouxe bons resultados para o Cerrado devido ao fato de apresentar maior capacidade de suporte durante o período seco e, consequentemente, propiciar maior produção de carne, em média, 100g a mais em relação à humidicola comum — conta o pesquisador.

Segundo ele, essa espécie de capim é uma excelente opção para a diversificação de pastagens em solos de baixa e média fertilidade. Isso porque a BRS Tupi, assim como as outras Brachiarias humidicola, é considerada uma das variedades de capim menos exigentes em termos de fertilidade do solo.

Tupi propicia maior produção de carne, em média, 100g a mais em relação à humidicola comum

— Em solos mais pobres e arenosos ou em regiões onde o custo de fertilizantes é maior, é um capim indicado, pois consegue atingir bons níveis de produção. Por outro lado, a variedade tem ótima resposta a adubação e responde mais que as cultivares comuns — diz Andrade.

Cuidados de manejo

De acordo com o pesquisador, durante o período seco, ela pode ser manejada do mesmo jeito que a humidicola comum. No pastejo contínuo, ela deve ser manejada entre 10 cm e 15 cm de altura, o que é bom para o ganho de peso animal e para manter o pasto produtivo.

— Já no período chuvoso, ela apresenta velocidade de crescimento muito grande e arquitetura de planta diferente das outras humidicolas. Por isso, precisa ser manejada com uma carga animal maior para evitar o crescimento excessivo. Isso porque, ao atingir altura superior a 25 cm, ela tende a acamar — afirma ele.

Fonte: Portal Dia de Campo

 

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