O tamanho do seu plantio, não muda o tamanho da nossa dedicação.
34 9.9147-9310
Seg - Sex: 08:00 - 18:00
07 jan 2014

iLPF: corte inicial de madeira produz cercas e estacas

Em Mato Grosso, desbaste do eucalipto é fonte de matéria prima para fazenda que é referência em sistema iLPF

ilpf-lavoura-pecuaria-florestaComeçou neste mês de dezembro o primeiro desbaste florestal na integração lavoura-pecuária-floresta (iLPF) da fazenda Gamada, em Nova Canaã do Norte. A propriedade é uma das Unidades de Referência Tecnológica acompanhadas pela Embrapa em Mato Grosso. O desbaste ocorre nas áreas com eucalipto, com configurações de linhas simples, duplas e triplas. As árvores foram plantadas há cinco anos.

Neste primeiro corte, são eliminadas do sistema as plantas mortas, defeituosas e as dominadas, ou seja, aquelas que tiveram um crescimento menor do que as demais. Com isto, busca-se aumentar a incidência de luz solar na pastagem, que serve de alimento para o gado dentro do sistema produtivo, e reduzir a competição entre as árvores, beneficiando os indivíduos com maior potencial de venda para serraria.

A madeira cortada nesta etapa será utilizada na própria fazenda. Estacas de 2,20 m de comprimento e com mais de 8 cm de diâmetro serão aproveitadas nas cercas. Já a madeira com menos de 8 cm será utilizada como lenha no secador de grãos.

De acordo com o engenheiro florestal e integrante do Grupo de Trabalho em iLPF da Embrapa Agrossilvipastoril (Sinop, MT), Diego Antonio, a intensidade deste primeiro desbaste não chega a 30% das árvores do sistema. Cada indivíduo abatido tem rendido, em média, de quatro a cinco estacas.

“Poderíamos até deixar as árvores engrossarem um pouco mais neste período de chuva, mas preferimos cortar agora porque é a época ideal para descascar o eucalipto. Como será feito o tratamento das estacas para uso nas cercas, o período de chuvas é a melhor época para descascá-las”, explica.

Antes de serem utilizadas na construção de cercas, as estacas cortadas na fazenda Gamada passarão por um tratamento de autoclave em uma usina da região como forma de aumentar a durabilidade.

De acordo com Diego Antonio, a expectativa é de que um novo desbaste seja feito em mais dois anos. Neste caso, entretanto, o critério para escolha das árvores abatidas será outro.

“Faremos o próximo desbaste não somente pelo diâmetro das árvores, mas sim pela quantidade de luz que incide na pastagem. Queremos equilibrar a entrada de luz no sistema visando à manutenção da produtividade da pastagem. Depois, o corte final será feito do 12º ao 15º ano. O produtor pode ir colhendo aos poucos, dependendo da demanda do mercado e do preço de madeira”, afirma Diego Antonio.

Avaliação econômica
Todo o procedimento de desbaste florestal está sendo monitorado, como forma de avaliar os custos operacionais, o rendimento do sistema integrado e o lucro da atividade. Este trabalho faz parte de um projeto em parceria entre Embrapa, Senar-MT e Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), que visa avaliar economicamente a iLPF em dez locais em Mato Grosso, as chamas Unidades de Referência Tecnológica e Econômica (URTEs).

A Fazenda Gamada é uma delas e todo o trabalho de corte das árvores foi acompanhado de perto pela pesquisadora do projeto, Maria Denize Euleutério. “O objetivo é mensurar tempo de abate e se os diferentes tipos de renques (linhas simples, duplas e triplas) terão tanta influencia no desempenho (produtividade) do sistema. Também pretendemos obter um rendimento médio para tomada de decisão se é viável terceirizar ou utilizar funcionários próprios para essa atividade, pois ela é esporádica. Com isso, saber a relação custo beneficio nesse primeiro corte do sistema integrado”, explica Denize.

Além da fazenda Gamada, a avaliação econômica da integração lavoura-pecuária-floresta é feito nas fazendas Bacaeri (Alta Floresta), Brasil (Barra do Garças) Certeza (Querência), Gaúcha (Nova Xavantina), Pégasus (Marcelândia), Dona Isabina (Santa Carmen), Guarantã (Juara) e no campo experimental da Embrapa Agrossilvipastoril (Sinop).

Fazenda Gamada
De propriedade de Mário Wolf, a fazenda Gamada tem como atividades a agricultura e a pecuária de corte. Desde 2009, instalou em uma área de 70 hectares sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta. Nas configurações adotadas são testadas como espécies florestais o eucalipto e o pinho-cuiabano (paricá) em linhas simples, duplas e triplas; e a teca e pau-de-balsa em linhas triplas.

Nas três primeiras safras do sistema, foram plantados soja, arroz e milho. A partir do terceiro ano agrícola, com o crescimento das árvores, o capim entrou na área e iniciou-se a fase silvipastoril.

Fonte: Portal Dia de Campo
29 nov 2012

Agricultura de baixo carbono vai consolidar alta produtividade da agropecuária brasileira

Os sistemas e técnicas da agricultura de baixo carbono vão permitir que o Brasil se consolide como um País cuja agropecuária tem alta produtividade, garantindo a viabilidade econômica das propriedades rurais

Os sistemas e técnicas da agricultura de baixo carbono vão permitir que o Brasil se consolide como um País cuja agropecuária tem alta produtividade, garantindo a viabilidade econômica das propriedades rurais. A avaliação é do vice-presidente diretor da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Mato Grosso do Sul – FAMASUL, Eduardo Riedel, que participou, nesta quarta-feira (28/11), em Brasília, do Seminário de Lançamento da 3ª Edição do Guia de Financiamento da Agricultura de Baixo Carbono (ABC).

A realização do seminário e a elaboração de uma nova versão do guia – que traz informações sobre o tema, linhas de financiamento e roteiros para elaboração de projetos, entre outros dados – são parte de um projeto desenvolvido pela CNA em parceria com a Embaixada Britânica desde 2011. O objetivo é difundir o Programa de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), do Governo federal.

O gerente de Projetos para Sustentabilidade e Mudanças Climáticas da Embaixada Britânica, Guilherme Johnston, afirmou que o foco, nesse segundo ano de parceria com a CNA, é mostrar que a agricultura de baixo carbono é viável do ponto de vista econômico. Durante o seminário, realizado na sede da CNA, foram apresentados estudos de viabilidade econômica para troca de práticas tradicionais, adotadas atualmente nas propriedades brasileiras, por técnicas e sistemas sustentáveis da agricultura de baixo carbono. Os primeiros estudos foram feitos para as culturas de cana-de-açúcar, silvicultura, cacau, suinocultura, pecuária de leite e de corte.

Johnston afirmou que, a partir de agora, uma das prioridades é intensificar a capacitação dos técnicos como forma de ampliar o número de projetos aprovados no âmbito do Programa ABC. Segundo a superintendente técnica da CNA, Rosemeire Cristina dos Santos, a meta é capacitar 800 técnicos em 2012, número superior ao de 2011, quando 600 pessoas foram capacitadas em seminários realizados em vários Estados.

Ela lembrou que o crédito disponível para aplicação na safra 2012/2013 por meio do Programa ABC soma R$ 3,5 bilhões. “A meta é ter esses recursos efetivamente aplicados ao final do ano-safra, trazendo ganhos para o setor”, afirmou. É possível financiar uma série de práticas sustentáveis por meio do Programa ABC, entre elas o plantio direto, integração lavoura-pecuária- floresta, recuperação de áreas degradadas, fixação biológica de nitrogênio, plantio de florestas e tratamento de dejetos animais. “O Brasil é exemplo no mundo todo por seu plantio direto, manejo de solo, na pecuária e por outros modelos sustentáveis”, afirmou Riedel.

O secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Caio Rocha, afirmou que o Plano ABC envolve os três maiores bens de uma propriedade rural: solo, água e florestas. De acordo com o MAPA, entre julho e outubro deste ano (quatro primeiros meses do ano-safra 2012/2013), foram liberados R$ 936 milhões em financiamentos para o Programa ABC, uma das iniciativas do plano. Esse valor é 588% superior ao montante contratado em igual período de 2011.

Frederico Piauilino, do Banco do Brasil, lembrou que faltavam informações sobre a agricultura de baixo carbono quando o programa foi lançado, em 2010. “Percebemos que o caminho era juntar esforços para que conseguíssemos avançar”, afirmou. Para ele, a agricultura de baixo carbono é “a terceira onda de produtividade da agricultura brasileira, com viés de sustentabilidade”. Também presente no seminário, o diretor executivo da Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf), Cesar Augusto dos Reis, lembrou que, na fase de crescimento, as florestas plantadas, de eucaliptos ou pinus, absorvem os Gases de Efeito Estufa (GEEs).

Nós da InvestAgro, oferecemos orientações gratuitas para o Programa ABC, entre em contato pelos telefones: (34) (34) 3084-8446 e (34) 9147-9310.

Fonte: Canal do Produtor
05 nov 2012

Com maior ocupação da soja, pecuária terá de ser mais eficiente

Há propriedades que conseguem fazer o abate de terneiro com 14 meses de idade, mas o tempo médio no Estado é acima de 30 meses

Especialistas debatem nesta terça-feira manejo do rebanho para ampliar oferta de carne no mercado. Com a diminuição das áreas de pastagem, que nesta safra devem perder espaço para a soja, pesquisadores e técnicos querem incentivar os criadores a trabalharem a eficiência da produção. Para isso, vão debater nesta terça-feira, em Santa Maria, como os pecuaristas podem melhorar o manejo do rebanho para ampliar a oferta de carne no mercado.

Um dos conceitos discutidos no seminário De onde virão os terneiros?, realizado por Farsul, Senar e Departamento de Zootecnia da UFRGS, é o de pecuária de precisão. Para aumentar a oferta de carne, a mudança começa no manejo.

– Se o solo é ruim, produz menos pasto. Se é bom, precisamos de menos área de campo para dar suporte – explica José Fernando Piva Lobato, professor do Departamento de Zootecnia da UFRGS.

Soja e gado não precisam ser concorrentes. De acordo com Lobato, um sistema de produção lavoura-pecuária organizado beneficia a alimentação dos animais:

– O produtor pode usar a resteva da soja com pastagens de inverno, e isso vai ajudar na redução de tempo dos abates e do primeiro serviço de prenhez.

Atualmente, o tempo médio entre o nascimento de terneiros e o abate é acima de 30 meses no Estado, segundo o chefe da divisão técnica do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural no Estado (Senar-RS), João Augusto Telles – o ideal seria uma média de 24 meses.

– Hoje, temos propriedades com tecnologia de ponta que conseguem fazer o abate com 14 meses de idade. Com isso, podemos elevar a oferta de carne e diminuir o preço para o consumidor – ressalta Telles.

Fonte: Zero Hora
05 nov 2012

FAEG lança novo cartão para emissão de guia eletrônica de trânsito animal

A FAEG e a CNA lança hoje, dia 30 de outubro, às 15 horas, o novo Cartão Produtor, o CNACard, na sede do Sistema, em Goiânia

O cartão possibilita acesso à nova Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA), sistema informatizado que vai unificar os dados sobre o trânsito do gado no País e integrar diversos mecanismos de controle, inclusive o sanitário.

O cartão possibilita a emissão da Guia de Transporte de Animais eletronicamente (eGTA), pagamento automatizado de tarifas, impostos, tributos, bem como outros benefícios, por meio dessa Plataforma. O CNACard se destina a todos os produtores rurais do País, que precisam se cadastrar e pagar uma anuidade para começar a usufruir dessas e outras vantagens.

Durante o lançamento do cartão será assinado um convênio entre o governo do Estado/Agrodefesa e a CNA/FAEG para a emissão das guias, haverá também uma entrega simbólica de cartões e a simulação da emissão de GTAs eletrônicas e apresentação da PGA.

O CNACard facilitará o acesso à PGA que irá permitir maior controle sobre a movimentação dos rebanhos, com uma base de dados únicos, entre outras ferramentas. A ideia é prever, antecipadamente, qual movimentação do gado, a origem e o destino desses animais. Essa Plataforma tem também como objetivo, melhorar a qualidade e o acesso às informações do setor agropecuário.

O sistema foi elaborado pela CNA e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O CNACard é um serviço opcional, de livre adesão, que permite ao produtor rural economizar tempo e reduzir deslocamentos para a realização de consultas e emissão de documentos.

O CNACard foi inspirado no Cartão Produtor, uma iniciativa inédita idealizada pela Faeg que oferece, em sua estrutura inicial, descontos na rede de comércio associada, onde o produtor encontra também empresas e entidades de educação, saúde, produtos agropecuários, distribuidores de combustíveis, esporte, lazer e outros segmentos, benefícios estes que serão incorporados ao CNACard.

Fonte: Canal do Produtor
27 set 2012

Produtores de Mato Grosso tratam do futuro da agricultura

As barreiras impostas aos criadores de gado do Rio Grande do Norte provocaram uma repercussão negativa com os comerciantes e criadores de outros estados

As barreiras impostas aos criadores de gado do Rio Grande do Norte provocaram uma repercussão negativa com os comerciantes e criadores de outros estados.  Entre os participantes estava o produtor rural Leoni Rugueri, que é há muitos anos produz soja, milho e algodão. Só na região de Campo Verde cultiva há 34 anos. “Comecei a utilizar a Agricultura de Precisão há pouco tempo, mas sei que os resultados não irão aparecer do dia para noite”, afirmou. “A minha expectativa é uniformizar o solo da propriedade nessa primeira safra”, antecipou.

Para Rugueri o evento é de grande importância para o setor, tanto que ele trouxe os administradores das duas fazendas que é proprietário. “Hoje o produtor usa a Agricultura de Precisão ou está fora do mercado. Não temos como voltar ao passado”, concluiu. “Vi aqui muitos estudantes, o que é muito interessante já que são os futuros produtores e trabalhadores rurais”.

O evento faz parte de uma série de 10 seminários realizados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural Nacional (SENAR) em todo o país. Em Campo Verde o evento foi realizado em parceria com o Senar-MT e sindicato rural do município. O seminário foi aberto pelo vice-presidente do Sindicato Rural de Campo Verde Gladir Tomazelli, que ressaltou a importância da contínua capacitação dos produtores e trabalhadores rurais. “A parceria com o Senar-MT só traz bons frutos a Campo Verde. E este é mais um que vem para melhorar a vida de quem trabalha no setor rural”, afirmou.

O gerente de Aprendizagem Rural do Senar-MT, Marciel Becker, agradeceu aos parceiros pela organização do Seminário Agricultura de Precisão no Estado como a Aprosoja, AMPA, Coorperflora e sindicatos rurais da região de Campo Verde, Chapada dos Guimarães, Primavera do Leste, Dom Aquino, Jaciara e Rondonópolis. “Essas entidades colaboraram na divulgação e mobilização de pessoas para o seminário ocorrer com esse número de participantes”, revelou. “O objetivo do Senar-MT ao trazer eventos como este é fazer com que os mais diversos conhecimentos cheguem ao produtor rural para que ele possa tomar a decisão mais assertiva para sua propriedade”, afirmou. “Sabemos que as máquinas adquiridas hoje já vêm embarcadas com tecnologias que o produtor precisa saber utilizar da melhor forma possível. Defendemos que o produtor faça a aquisição de tecnologia sim, mas que seja baseada em uma gestão de propriedade”, declarou.

Para o gestor de projetos em Agricultura de Precisão do SENAR Nacional, Victor Ferreira, não é o simples fato de comprar uma máquina de última geração que garante ao produtor a Agricultura de Precisão. “Esses seminários vem abrir um leque de opções de conhecimento para o produtor. Para fazer Agricultura de Precisão é preciso de planejamento: coletar dados, gerenciar por meio de mapas, tem que olhar sua propriedade de forma diferente, conhecer essa terra e assim, futuramente, tomar a decisão se vai comprar uma tecnologia embarcada em uma máquina ou não”, resume.

Segundo o pesquisador Ricardo Inamasu, da Embrapa Instrumentalização, a Agricultura de Precisão não é nada mais do que reaproximar o homem da terra, lembrar ao produtor da importância de respeitar o meio ambiente e do cuidado com a terra. “Estamos chamando eles pela sua missão, pois Agricultura de Precisão significa respeitar as diferenças. É uma postura gerencial que leva em conta a variabilidade espacial para aumentar o retorno econômico e minimizar o efeito negativo ao meio ambiente”, avaliou.

A palestra do professor José Molin, da ESALQ/USP, seguiu no mesmo tom. Ele explica que a agricultura tradicional trata a propriedade como uniforme, quando nenhuma é. Sabendo dos pontos fortes e fracos do seu território o produtor pode criar mecanismos de otimização dos recursos. “A Agricultura de Precisão envolve um conjunto de possíveis estratégias de gestão: reduzir o uso de insumos; aumentar a produtividade; melhorar a qualidade do produto e aumentar a lucratividade”, defendeu.

Fonte: Expresso MT

toc dep | giam can nhanh