O tamanho do seu plantio, não muda o tamanho da nossa dedicação.
34 9.9147-9310
Seg - Sex: 08:00 - 18:00
08 mar 2014

O setor florestal e o crescimento do PIB em 2013

Resultado econômico de 2013 afeta a atração de investimentos e as expectativas dos mais variados setores da economia nacional para o ano de 2014

Os planos e programas governamentais buscam, de maneira geral, estruturar atividades que permitam o melhor resultado econômico e financeiro das mesmas, e com isso contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da sociedade objeto desses planos.

Para Joésio, resultado econômico de 2013 afeta a atração de investimentos.
Para Joésio, resultado econômico de 2013 afeta a atração de investimentos.

Uma das ações mais perseguidas pelos governos diz respeito à ampliação do efeito multiplicador da atividade primária, via instalação industrial nas proximidades das áreas produtivas. Assim, exemplos dessa afirmativa são, o cultivo de grãos nos Campos Gerais do Paraná e as unidades processadoras dos mesmos em sua área de influência; o plantio de florestas e uma planta de celulose nas proximidades dessa área, como é o caso da região de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, ou ainda, com as fábricas de celulose e os plantios existentes no sul da Bahia.

Os recentes levantamentos de informações realizados e divulgados pelo IBGE, mostram que o Produto Interno Bruto – PIB Nacional, experimentou um crescimento, em 2013, de 2,3%, atingindo o patamar, em valor absoluto, de R$ 4,8 trilhões.

O maior contribuinte, com participação de 7%, foi agropecuária, seguido dos serviços com 2%, e a indústria 1,3%. Alguns economistas vinculados ao Governo estão eufóricos com esse resultado, no entanto, não é possível considerar esse resultado, segundo a maioria dos especialistas em economia, a não ser como medíocre.

Isto posto é claro que esse resultado econômico de 2013 afeta a atração de investimentos e as expectativas dos mais variados setores da economia nacional para o ano de 2014.

Sem investimentos não é possível garantir a sustentabilidade do crescimento econômico, e a queda no volume investimentos tem sido, a cada ano, mais acentuada. Quando se inclui o setor florestal a resposta não é diferente.

Não foi possível observar investimentos significativos nesse setor no ano de 2013 e as possibilidades para tanto em 2014 não são alvissareiras.

Os investimentos que estão ocorrendo no Brasil vinculam-se, em grande parte, à infraestrutura para a Copa do Mundo.

Enquanto isso o setor florestal que possuía expectativa de investimentos, ao final da primeira década deste século, que ultrapassavam R$ 20 bilhões, somente para o segmento industrial de celulose e papel, e que não se realizaram devido à insegurança jurídica, hoje é de adiar e, até mesmo, de transferir para outros países. Estimativas preliminares mostram que este ano e no próximo deveremos ter investimentos vinculados à indústria madeireira ao redor de R$ 2 bilhões, talvez uma nova fábrica de celulose possa mudar um pouco esse cenário; algo no segmento de chapas (talvez uma nova fábrica); uma ou duas novas unidades produtoras de madeira processada mecanicamente (serrarias ou pisos) e nada mais que isso.

Ou seja, investimentos pouco significativos, menos de 10% da expectativa de 2010. Com isso o prognostico para o setor florestal em nível Brasil é da diminuição de sua participação no PIB Nacional, que hoje é de 1,25% (aproximadamente R$ 60 bilhões), para um valor abaixo de 1%.

Valores absolutamente insignificantes quando comparados com países como a Finlândia, onde o setor florestal contribui com quase 10% do PIB, ou o Chile com mais de 6%.

Como alternativa ao prognóstico referido, seria aconselhável que o setor florestal se mobilizasse para, via um Plano adequadamente elaborado, sugerir ao Governo opções que permitam melhorar seu desempenho, especialmente ampliando e melhorando sua competitividade.

Esse Plano deveria necessariamente conter,

i) um diagnóstico do setor florestal, mostrando os gargalos na produção de madeira, nas atividades industriais e no comércio;

ii) alternativas às taxas de juros praticadas atualmente ou pelo menos para sua estabilização em patamar que propicie os investimentos de longo prazo;

iii) proposta de ajuste ao câmbio, como forma de facilitar a exportação de produtos e subprodutos da indústria madeireira;

iv) também na indústria e como forma de estimular o crescimento e aumentar o número de empregos efetivos, até mesmo porque é a indústria que tem a maior contribuição de impostos, ampliar a desoneração da folha de pagamento;

v) buscar, juntamente com outros setores da economia que guardam relação direta e indireta com o florestal, mecanismos que permitam a redução da carga tributária;

vi) ampliar os estímulos públicos, tanto à atração de investimentos na formação de florestas plantadas (por exemplo eliminando a questão do impedimento/acesso à terra ao investidor estrangeiro), como para a implantação e melhoria da infraestrutura logística, à implantação de novas indústrias de base florestal, entre outros pontos importantes à esse Plano.

Finalmente, a contribuição do setor florestal brasileiro a uma sociedade carente e socialmente injusta, não está somente no processo de geração de emprego e renda, e na ampliação de sua participação no PIB, mas sim e principalmente, na efetivação do uso adequado dos recursos naturais – florestais, solos, água e outros – que este país detém e que pode e deve ser usado (de forma sustentável) para sanar os problemas e necessidades dessa sociedade.

*Vice-presidente da STCP Engenharia de Projetos LTDA. e professor aposentado da UFPR.

Contato: joesio@stcp.com.br

Fonte: Painel Florestal
14 maio 2012

PIB do agronegócio começa ano em baixa

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro recuou 0,11% em janeiro de 2012, segundo estudo realizado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, com o apoio financeiro da CNA

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro recuou 0,11% em janeiro de 2012, segundo estudo realizado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, com o apoio financeiro da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Esse desempenho é oposto ao observado no primeiro mês de 2011, quando o setor cresceu 0,72%.

O desempenho negativo em janeiro refletiu, em especial, a performance ruim do setor agrícola, que sofreu queda 0,21%. No início de 2011, beneficiado pela alta dos preços, o setor cresceu 0,66%. Entre os segmentos agrícolas, a maior queda ocorreu na indústria: taxa de -0,47%, seguida pela distribuição (-0,25%). O segmento primário também registrou queda, mas bem ligeira: -0,04%. O segmento de insumos foi o único a crescer (0,43%) mantendo, com isso, sua trajetória de alta já observada desde 2011.

O agronegócio pecuário apresentou resultado pouco expressivo em janeiro, mas positivo: taxa de +0,13%. Esse cenário é bem mais modesto que o verificado em janeiro de 2011, quando o segmento cresceu 0,86%. Como no setor agrícola, os segmentos industrial e da distribuição registraram queda mensal, sendo, na pecuária, de 0,30% e 0,02%, respectivamente.

Contrabalançando tal desempenho, os segmentos Insumos e Básico cresceram 0,30% e 0,32%, respectivamente.

Seguindo a trajetória de expansão que marcou 2011, o segmento de insumos agropecuários cresceu 0,38% em janeiro. Os insumos para pecuária tiveram expansão de 0,30% e, para a agricultura, de 0,43%. No caso dos fertilizantes, a alta dos preços observada ao longo do ano passado se estende para 2012.

Fonte: DCI
10 maio 2012

Indústria não reage e já corrói projeções do PIB

As previsões para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano começaram a ser revistas nos últimos dias

As previsões para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano começaram a ser revistas nos últimos dias. Não se fala mais nos 4,5% esperados pelo governo nem nos 3,5% estimados pelo Banco Central (BC). As projeções mais recentes caíram abaixo de 3%, com sério risco de repetir os pífios 2,7% do ano passado.

A mudança de perspectiva ocorreu após a divulgação dos mais recentes dados da produção industrial. Qualquer que seja o ângulo a partir do qual se examine os números, há queda na produção.

A Pesquisa Industrial Mensal (PIM) de março do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que a produção recuou 0,5% em relação a fevereiro, quando havia aumentado 1,2% sobre janeiro, ocasião em que havia despencado mais de 1,5% sobre dezembro. O saldo desse zigue-zague é negativo, com a produção industrial encolhendo 2,9% no acumulado do ano. Na comparação com março de 2011, houve recuo de 2,1%, o sétimo consecutivo na mesma base de comparação.

Houve contração em 18 das 27 atividades avaliadas pelo IBGE. As quedas mais expressivas na comparação com fevereiro foram na produção de equipamentos de instrumentação médico-hospitalar e ópticos, de 10,1%; edição, impressão e reprodução de gravações, de 7,1%; de materiais eletrônicos, aparelhos e equipamentos de comunicações, de 6,9%; e refino de petróleo e produção de álcool, de 3,6%. Um dos poucos setores a mostrar recuperação foi o da produção de veículos automotores, com expansão de 11,5% em comparação com fevereiro, acumulando 26,2% em dois meses, mas apenas compensando parte da queda de 31,2% de janeiro, que havia sido a maior desde dezembro de 2008, no auge do impacto da crise global sobre o Brasil.

Do ponto de vista das categorias de uso, os destaques negativos foram os bens intermediários, cuja produção caiu 0,9% depois de ter crescido 2,1% em fevereiro sobre janeiro, e o de bens de consumo semiduráveis e não duráveis, com recuo de 0,8%, depois de quatro altas consecutivas. O destaque positivo ficou com a produção de bens de capital, que cresceu 3,8% sobre fevereiro, a segunda alta consecutiva depois da contração de janeiro. Além disso, a produção de bens duráveis, influenciada pela expansão do setor de veículos, teve alta de 3,4%.

Já se desconfiava que o aumento da produção de veículos não era totalmente sustentável e se daria à custa do aumento dos estoques. A suspeita foi confirmada nesta semana com a divulgação, pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, do forte crescimento dos estoques de veículos, o que contribuiu para reforçar o pessimismo com a evolução do PIB.

O estoque de veículos atingiu, em abril, o correspondente a 43 dias de venda, o patamar mais elevado desde novembro de 2008, quando o encalhe era equivalente a 56 dias de vendas. A produção de veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus) caiu 15,5% em comparação com março. Considerando apenas automóveis e comerciais leves, a queda foi de 14,9%. As vendas também recuaram 14,2% sobre março. Há estoques elevados em outros setores da indústria. Em abril, segundo Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação da Fundação Getúlio Vargas, estava com estoques excessivos um terço dos 31 ramos industriais mais importantes grupo que inclui da indústria de automóveis à de confecções e material de construção.

Os dados mostram que as medidas de estímulo à economia tomadas pelo governo não fizeram efeito ainda. A indústria enfrenta a concorrência dos importados, excesso de oferta internacional de manufaturados, pressão de custos, maior dificuldade nos mercados externos, como a Argentina, importante consumidora de manufaturados brasileiros.

Apesar da redução do peso da indústria no PIB, o setor ainda é importante para sustentar a economia brasileira e tem correlação com o nível de atividade em serviços como transportes e comunicações.

Por isso, a desaceleração da indústria tornou pessimistas as previsões para a evolução do PIB neste ano. O outro lado dessa moeda mostra que há espaço para mais cortes de juros e que são necessárias medidas mais vigorosas e profundas de estímulo à indústria, e não os paliativos até agora anunciados.

Fonte: Valor Online
19 abr 2012

Governo prevê alta de 5,5% do PIB em 2013

Depois de amargar modestos 2,7% de taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011, o governo aposta em robustos 5,5% em 2013, segundo informou ontem a ministra do Planejamento, Miriam Belchior

Depois de amargar modestos 2,7% de taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011, o governo aposta em robustos 5,5% em 2013, segundo informou ontem a ministra do Planejamento, Miriam Belchior.

“Tanto os 4,5% deste ano como os 5,5% do ano que vem são obsessões da presidenta, que está acompanhando de perto o desenvolvimento da economia”, afirmou.

Para o último ano do governo de Dilma Rousseff, a expectativa é ainda mais otimista: 6%. Se esses números forem concretizados, ela terá alcançado taxa média de crescimento de 4,7% ao longo de seu mandato.

As novas projeções de crescimento fazem parte dos parâmetros econômicos utilizados para elaborar o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2013, enviado ontem ao Congresso. Por eles, a presidente Dilma Rousseff chegará ao fim do governo com outra obsessão bem atendida: a taxa de juros. As projeções indicam que a Selic, fixada pelo Banco Central, chegará a 8,5% em 2014, novo mínimo histórico. Para 2015, a estimativa é ainda mais otimista: a taxa básica deve encerrar o ano em 8%.

Por outro lado, a taxa de câmbio não deverá ficar muito diferente do que está hoje, o que significa que os industriais continuarão a se queixar. As projeções são de R$ 1,84 em 2013, R$ 1,87 em 2014 e R$ 1,88 em 2015. A ministra esclareceu que essas são apenas estimativas, e que o governo não trabalha com uma meta de câmbio.

Mínimo. O salário mínimo continuará com reajustes elevados, decorrentes da política de valorização até 2015. Por ela, o piso é corrigido a cada ano pela variação do PIB de dois anos atrás, acrescida da variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior. Assim, o valor ficará em R$ 667,75 em 2013, um reajuste de 7,36%.

Com isso, atingirá R$ 729,20, ou US$ 389,94, no último ano do governo Dilma. Em 2015, chegará a R$ 803,93, ou US$ 427,62. Só para comparar: em Bangladesh, um país muito pobre que se transformou num centro mundial de produção de confecções, o salário mínimo é de US$ 37.

Já as aposentadorias acima do salário mínimo não terão tratamento diferente: apenas a correção pelo INPC, sem aumento real. “Em face dos grandes desafios que temos para o País, acreditamos ser suficiente”, disse a ministra. “O Brasil é muito grande e tem muitas prioridades.”

Crescimento. As projeções do governo são bem mais otimistas do que as do mercado financeiro. Segundo a pesquisa Focus, que o Banco Central faz com mais de uma centena de instituições financeiras, as estimativas médias para o crescimento econômico são de 3,2% para este ano e de 4,2% para 2013. Ou seja, há concordância quanto à recuperação, mas não quanto à intensidade.

A ministra explicou que a economia deverá ser favorecida pela adoção das medidas de estímulo. Ela acredita que já no segundo semestre deste ano as medidas mostrarão seus “impactos cheios”. Há, além disso, a recuperação da economia mundial. A ministra citou dados da revista The Economist, que apontam expansão de 3,1% este ano e 3,9% no ano que vem.

Miriam Belchior evitou estender-se em comentários sobre a queda da taxa de juros, dizendo que esse é um tema para o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. Mas afirmou que a decisão de manter a meta do superávit primário (economia de recursos para pagamento da dívida) no valor equivalente a 3,1% do PIB no ano que vem propicia a manutenção da trajetória de queda das taxas.

Assim, estima-se que Dilma chegará ao fim de seu governo com um saldo da dívida pública em 29,8% do PIB, ante 39,2% do PIB do final da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2015, ela deverá atingir 27,4% do PIB.

Fonte: O Estado de S. Paulo

toc dep | giam can nhanh