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22 fev 2017

Pesquisa estabelece controle biológico para principal praga exótica do eucalipto

Os produtores também são incentivados a monitorar a presença do percevejo-bronzeado em suas plantações

Esse percevejo está presente em todo o território brasileiro, causando problemas especialmente no Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais

O Brasil conta agora com uma forma de controle biológico para o percevejo-bronzeado, Thaumastocoris peregrinus, praga de origem australiana que causa prejuízos aos plantios de eucalipto. Esse percevejo está presente em todo o território brasileiro, causando problemas especialmente no Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais.

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13 nov 2015

Especialista explica porque os cupins aparecem mais na primavera

Compreender como eles atuam e as formas de combatê-los é essencial para manter a madeira em bom estado

Na primavera, os cupins aparecem mais porque estão em fase de reprodução
Na primavera, os cupins aparecem mais porque estão em fase de reprodução

A primavera é uma das mais belas estações do ano. As árvores ficam repletas de flores coloridas, os pássaros cantam com mais frequência, parece que a vida fica mais alegre. Mas com a chegada dela e das temperaturas mais altas, é preciso redobrar a atenção com a proliferação de insetos, como os cupins. Nessa temporada do ano, o problema costuma bater na porta das casas dos brasileiros. A presença destes pequeninos é denunciada na forma de resíduos e grânulos uniformes de madeira, vistos mais comumente em guarda-roupas, portas, molduras e móveis e até mesmo na forma de pequenos túneis de terra em cantos escondidos de uma edificação, em estruturas de telhados ou instalações elétricas.

Flavio C. Geraldo, gerente de mercado da Arch Proteção de Madeiras, explica que os cupins não atacam de forma mais agressiva na primavera. Nesta estação do ano eles apenas aparecem mais. “Devido às condições climáticas mais favoráveis eles ficam mais visíveis, principalmente, por ser o período de reprodução da espécie, quando ocorrem as revoadas”, salienta.

Para entender melhor esse fenômeno, o gerente da Arch explica que o cupim é caracterizado como um inseto social porque vive em colônias altamente organizadas e divididas em castas com atividades exclusivas. O rei e a rainha são responsáveis pela reprodução, os soldados respondem pela defesa do ninho, já os operários pela busca de alimento (que no caso é a madeira) e pela construção, expansão e manutenção dos ninhos. Flavio explica que podemos ver mais os cupins durante a primavera por ser a época da reprodução. “Os reprodutores criam asas e são liberados da colônia para disseminar a espécie. Nessa época, vemos os insetos com mais frequência porque eles saem do ninho na busca de luz e do sexo oposto, para que possam se reproduzir e fundar uma nova colônia”, esclarece.

Além disso, Flavio conta que existem muitas espécies de cupins na natureza e, como insetos que utilizam a madeira como fonte de alimento, há dois tipos de cupins, os de madeira seca e os subterrâneos ou de solo. Os de madeira seca são menos agressivos que os subterrâneos. “Os cupins de solo causam danos de forma mais rápida, têm colônias maiores e são mais difíceis de combater”, completa.

Mas de nada adianta saber o ciclo de vida dos cupins se não soubermos como evitá-los. Flavio destaca que quando vemos os insetos ou percebemos os pequenos grânulos de madeira pela casa, eles já formaram um ninho e estão atacando. “O mais importante é prevenir a deterioração da madeira e isso é possível graças ao uso da madeira tratada. O tratamento em autoclave com produtos adequados torna a madeira indesejável como alimento desses insetos, protegendo-a contra ataques que podem comprometer as peças de madeiras em uso, inclusive aquelas com função estrutural”, explica. Fato é que, atualmente, o uso de madeira tratada não faz parte da cultura brasileira. “Ainda é preciso conscientizar a população de que o uso do material é a solução para diversos problemas encontrados na construção civil atualmente”, defende Flavio.

Quando a madeira tratada não foi utilizada, é preciso saber o que fazer para combater os cupins após perceber o ataque. O gerente de mercado alerta que a adoção de métodos curativos requer atenção para dois procedimentos: um diagnóstico detalhado para determinar a extensão do ataque seguido pelo planejamento das ações de combate. Essas ações devem sempre ser conduzidas por uma empresa especializada em descupinização. Ele explica que como os cupins podem danificar a madeira, podendo até comprometer a estrutura de uma edificação, é melhor que profissionais especializados determinem o que é necessário para o extermínio das pragas. “Sempre sugiro que as pessoas que têm problema com cupins contatem a APRAG (Associação dos Controladores de Vetores e Pragas Urbanas)”, finaliza. Mas o ideal é sempre a prevenção e para isso é o recomendável é a utilização da madeira tratada. Flavio acredita que os brasileiros não têm a cultura da aplicação da madeira tratada e não sabem da sua importância.

Um dos vários benefícios do tratamento da madeira é evitar a infestação do cupim e a Arch Proteção de Madeiras oferece produtos preservativos e tecnologias em proteção para madeira que são destinadas a este fim, que vão desde o preservativo até aditivos que aprimoram seu efeito. No Brasil, a empresa trabalha fortemente com o Tanalith, no tratamento industrial de madeiras. A linha Tanalith-CCA, tecnicamente denominado Arseniato de Cobre Cromatado, é o produto preservativo mais utilizado no Brasil e amplamente utilizado no mundo, de eficácia comprovada há muitas décadas. A Arch disponibiliza também o Tanalith – E, como alternativa inovadora, livre de metais pesados contaminantes, utilizado com sucesso há mais de 15 anos no mercado global, em especial para o tratamento de madeiras destinadas a sistemas construtivos.

Sobre a Arch Proteção de Madeiras:

A Arch Proteção de Madeiras, uma empresa do Grupo Lonza, possui experiência global acumulada de mais de 70 anos na fabricação e comercialização de produtos destinados à proteção de madeiras. Atua fortemente na América do Norte, Europa, Oriente Médio, África e Região Ásia-Pacífico. Na América do Sul tem presença marcante no Brasil, Chile, Uruguai, Colômbia, Peru e Argentina. Pioneira na introdução de produtos inovadores, livres de metais pesados contaminantes, hoje realidade na maioria dos países em que atua.

Fonte: Malinovski Florestal

12 mar 2013

Praga autraliana ameaça cultivo de eucalipto no Paraná

Produtores estão preocupados porque não sabem como combater a praga

Caminhos do Campo (Foto: Reprodução RPC TV)
Caminhos do Campo (Foto: Reprodução RPC TV)

Um perigo quase invisível tem preocupado agricultores paranaenses que cultivam eucalipto. José bernardi é um deles! Pequeno produtor plantou aproximadamente 28 mil pés em sua propriedade. Nos últimos meses percebeu que os eucaliptos estavam com apenas trinta centímetros quando deveriam já medir um metro de altura. Encaminhou mostras das plantas para análise em laboratório e o resultado confirmou que a cultura tinha sido vítima de uma praga. Infelizmente não teve jeito e o seu josé teve que interromper a produção e queimar todas as árvores. Tanto trabalho virou cinza! E para o desespero do produtor um prejuízo enorme já que além das árvores perdidas também tem o investimento em insumos que estão parados, estragando no celeiro.

Mas a praga não atacou os eucaliptos apenas do seu José. Nessa outra propriedade ela também fez um baita estrago. Aqui não escaparam nem as árvores maiores, plantadas há mais de um ano.

A tal praga que tem tirado o sono dos agricultores está sendo chamada de vespa da galha, de acordo com agrônomos ela tem pouco mais de 1 milímetro de comprimento e é de origem na austrália. Ainda não se sabe como ela chegou até o brasil a única certeza é sobre o poder de destruição dela, estima-se que cada vespa possa atacar até 200 pés em poucos dias.

Egídio Gottardo é agrônomo e tem estudado o comportamento das vespas. Ele explica como elas prejudicam o crescimento da planta e quais são os sinais deixados por elas. São nodulações muito salientes muito fortes, provocando a morte dos ponteiros da planta e mais pra frente a morte da planta inteira. Ataques da vespa já foram registrados em plantações de quase todos os estados do país. O primeiro foco foi encontrado há alguns anos na bahia. Desde então não são só os agricultores que se preocupam. essa empresa que trabalha no beneficiamento de grãos e no abate de animais, por exemplo, usa por dia cerca de 80 metros cúbicos de lenha. Cem por cento é de eucalipto e se o material faltar será preciso buscar outros combustíveis, como o gás, para manter os fornos funcionando. O que pode encarecer o produto final.

Neste momento técnicos correm contra o tempo para encontrarem uma saída. Isto porque ainda não se sabe exatamente como combater a vespa, já que até agora não existe nenhum produto capaz de matá-la.

Fonte: Painel Florestal
20 jun 2012

Seminário discute riscos de introdução de pragas quarentenárias florestais

O risco da introdução dessas pragas não é apenas de danos diretos nas plantas

A Embrapa Florestas (Colombo/PR) realiza, de 20 a 22/06, em Curitiba/PR, o “Seminário Internacional sobre Pragas Quarentenárias Florestais”. O evento, que tem apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e CNPq, tem como objetivo discutir os riscos de introdução de pragas florestias e medidas para sua contenção, com a possibilidade de troca de experiências sobre o que é feito em diversos países. Cerca de cem pessoas entre pesquisadores, profissionais do setor florestal, fiscais do departamento de defesa fitossanitária, professores e estudantes participam do evento. Entre os palestrantes, participam pesquisadores da Argentina, Brasil, Chile, Itália, Portugal e Uruguai.

A abertura econômica brasileira para as importações, no início da década de 1990, aliada à globalização, causaram um aumento substancial na movimentação de mercadorias, inclusive de produtos de origem vegetal, em especial em portos e aeroportos. Com isso, aumentou o risco de introdução de novas pragas florestais no país, pois uma boa parte deste tipo de comércio depende de embalagens e peças de suporte de mercadorias, geralmente fabricadas em madeira de baixa qualidade, que podem trazer larvas ou mesmo insetos adultos
e patógenos que não existem no Brasil.

Além disso, a estabilidade financeira também aumentou o turismo internacional e, mesmo sem perceber, turistas podem introduzir novas pragas no país por meio de bagagens e até mesmo no bolso, como por exemplo o
transporte de mudas e sementes de espécies florestais.

Isto não é privilégio brasileiro. Com o aumento deste risco de introdução de pragas florestais exóticas por meio do comércio internacional, o assunto passou a ser uma grande preocupação mundial. Vários registros de introdução de pragas tem sido realizados em plantios florestais, áreas urbanas e mesmo em florestas nativas, causando impactos econômicos, sociais e ambientais negativos ao redor do mundo.

Estabelecida a praga em um novo ambiente, ela pode causar danos e perdas em cultivos, perda de mercados de exportação, aumento de custos de produção, impactos sobre os programas de manejo integrado de pragas, além de danos ambientais e sociais, com a eliminação de postos de trabalho, entre outros.

Considerando a importância econômica das espécies florestais mais plantadas no Brasil (pínus e eucalipto), existe a necessidade constante de se estabelecer análises de risco de pragas. Estas análises devem contemplar prioritariamente as pragas potencialmente perigosas aos plantios comerciais, cujos danos podem acarretar sérios prejuízos. O risco da introdução dessas pragas não é apenas de danos diretos nos plantas florestais, mas sim de efeitos cumulativos, como perda de clientes ou mesmo fechamento do comércio internacional do produto, custos para desenvolvimento de pesquisas, implantação e execução de medidas quarentenárias (barreiras, vigilância) e controle.

Serviço:
Data: 20 a 22/06/2012
Local: Hotel Nikko Curitiba – Rua Barão do Rio Branco, 546 – Centro –
Curitiba/PR
Programação:
http://www.cnpf.embrapa.br/evento/seminario_pragas2012_programa.html

Fonte: Embrapa

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