O tamanho do seu plantio, não muda o tamanho da nossa dedicação.
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25 jul 2014

Acordo para execução do Projeto ABC/Cerrado será assinado na próxima semana

Missão do Banco Mundial será realizada de 28 de julho a 1º de agosto em Minas Gerais e Brasília

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Na próxima semana, integrantes do Banco Mundial participarão de uma missão organizada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pela Embrapa para definir os últimos detalhes do Projeto Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC/Cerrado). A programação começa no dia 28 de julho e encerrará com a assinatura do acordo de doação de US$ 10,6 milhões para a execução do programa, dia 1º de agosto.

Durante os cinco dias de atividades, a comitiva visitará duas fazendas no município de Curvelo (MG), além da sede da Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF). Nesses locais, os técnicos poderão conhecer áreas experimentais onde já são aplicadas algumas das práticas difundidas pelo programa, como plantio direto e integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). A agenda seguirá com uma oficina de implementação do projeto que debaterá, entre outros temas, o papel do SENAR nas ações previstas, o gerenciamento financeiro e o plano operacional anual 2014. Também será realizada uma apresentação dos principais resultados da avaliação socioambiental. A oficina contará com a participação das nove Administrações Regionais do SENAR envolvidas no ABC/ Cerrado.

Após a assinatura do acordo, a próxima etapa será iniciar a elaboração do material didático e dos conteúdos das capacitações, junto com a Embrapa. A seleção dos consultores responsáveis pelo treinamento dos instrutores, supervisores e dos técnicos de campo também será iniciada neste segundo semestre, para que o projeto possa ser executado a partir de 2015.

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“Chegamos ao final da elaboração do projeto com aprovação de todos os documentos pelo Banco Mundial. A partir de agora, estamos prontos para dar início à execução e cumprir a missão do SENAR. Temos um longo caminho pela frente, pois cada etapa deverá ser feita com muito critério, seguindo as orientações e regras do Banco. Como se trata de um projeto piloto, faremos um monitoramento e avaliação de cada atividade prevista, desde a seleção dos agentes envolvidos (consultores, supervisores, instrutores e técnicos de campo), os seminários de sensibilização até a realização das capacitações e da assistência técnica junto ao produtor rural. Esperamos a participação de todas as Administrações Regionais do Bioma Cerrado neste grandioso projeto”, declara a coordenadora de projetos especiais do Departamento de Educação Profissional e Promoção Social (DEPPS) do SENAR, Patrícia Machado.

Projeto ABC/Cerrado

Ação conjunta do SENAR, do Ministério da Agricultura e da Embrapa, o Projeto ABC/Cerrado pretende incentivar e difundir a adoção de práticas sustentáveis para a redução das emissões de gases de efeito estufa e sensibilizar o produtor para que ele invista na sua propriedade de forma a ter retorno econômico mantendo o meio ambiente preservado. O SENAR será responsável pela capacitação nas tecnologias, formação profissional e pela assessoria em campo, com recursos do Programa de Investimentos em Florestas (FIP, sigla em inglês) – via Banco Mundial.

O ABC/Cerrado vai atender nove estados do Bioma Cerrado (Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Maranhão, Bahia, Piauí, Minas Gerais e o Distrito Federal), num período de três anos, com a promoção de quatro processos tecnológicos: recuperação de pastagens degradadas, integração lavoura-pecuária-floresta, sistema de plantio direto e florestas plantadas.
O projeto prevê a realização de seminários de sensibilização e divulgação nos estados participantes, capacitação tecnológica de produtores e gerentes de propriedades e instrutores do SENAR e, ainda, treinamento dos técnicos que atuarão na assessoria em campo para os produtores. Ao todo, 1.200 propriedades serão atendidas nos projetos piloto a serem implementados em Minas Gerais, Goiás, Tocantins e Mato Grosso do Sul. Esses estabelecimentos terão o compromisso de executar uma das tecnologias aprendidas e serão transformadas em cases de estudo e vitrines tecnológicas.

Fonte: SENAR
19 ago 2013

Banco do Brasil já está financiando florestas

Quem garante é o gerente de Agronegócios do Banco do Brasil em Goiás, o engenheiro agrônomo João Bosco Messias Costa

guia-financiamento-florestalO Banco do Brasil quer financiar mais florestas plantadas em todo o Brasil. Quem afirma é o gerente de Agronegócios do banco em Goiás, João Bosco Messias Costa. Para Bosco, tudo depende de um bom projeto, porque há recursos disponíveis com uma taxa de juros de apenas 5% ao ano – um número inferior à meta de inflação deste ano, que é de 6,5%.

Segundo o gerente, os recursos são originários do Programa ABC, que este ano tem um orçamento de R$ 4,5 bilhões para todo o setor produtivo e que inclui o setor florestal. “Os produtores rurais devem se dirigir às agências dos municípios em que residem e apresentar os projetos aos gerentes locais. O governo quer – no Programa ABC – trabalhar forte na redução de gases que provocam o efeito estufa”, frisou Bosco.

A política traçada pelo governo federal e que o Banco do Brasil está cumprindo é voltada para atender a todos os protocolos internacionais que o País assinou em matéria de meio ambiente. Bosco citou que o Brasil já vem tendo reconhecimento internacional na diminuição do desmatamento. Por isso, plantar florestas é um bom negócio que o banco já está fazendo e quer fazer mais.

Os recursos também podem ser aplicados em projetos de Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF). De acordo com João Bosco, o teto de cada projeto florestal chega a R$ 3 milhões, em um financiamento de 15 anos, com mais oito de carência. Além disso, Bosco mencionou que os produtores podem buscar outras linhas de crédito para financiar a compra de máquinas e equipamentos. Ele disse, ainda, que há outra alternativa – a do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), com juros de 3,5% ao ano, mas, neste caso, os recursos estão escassos.

Fonte: Painel Florestal

28 dez 2012

Investimentos na agricultura familiar melhoram a qualidade de vida

No povoado Mangue Grande, em Boquim, região Sul de Sergipe, a citricultura também comprova que investimentos na qualificação da agricultura familiar interferem diretamente na qualidade de vida dos trabalhadores rurais

agricultura-familiarNo povoado Mangue Grande, em Boquim, região Sul de Sergipe, é difícil encontrar uma propriedade onde não se cultive laranja. Em cada terreno, as histórias se repetem e a atividade passa de pai para filho. Para esses agricultores, a laranja é mais que trabalho, é provedora. No povoado, a citricultura também comprova que investimentos na qualificação da agricultura familiar interferem diretamente na qualidade de vida dos trabalhadores rurais: quem produz melhor, tem uma renda maior e mais chances de conquistar mercado.

Esse salto qualitativo pode ser verificado através do Programa de Aquisição de Alimentos da Laranja (PAA da Laranja). Executado pelo Governo Federal, através do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o PAA integra o conjunto de medidas de enfrentamento da fome e da pobreza no Brasil lançado pela presidenta Dilma Rousseff.

Além disso, a iniciativa busca consolidar a agricultura familiar como segmento de mercado – e não mais como atividade de subsistência – através da aquisição direta de produtos de agricultores familiares ou de cooperativas, sem intermediários. A compra da produção é feita pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e parte dos alimentos é adquirida para a formação de estoques estratégicos e distribuição à população em maior vulnerabilidade social.

Foi por meio do PAA que os agricultores vinculados à Cooperativa dos Produtores Agrícolas do Sul de Sergipe (Cooptasul) conseguiram custear a industrialização do produto in natura e disputar mercado com as fábricas de suco de laranja. Inicialmente, a produção do suco buscava atender as determinações do Programa, que compra a fruta e distribui o suco para famílias em situação de risco alimentar. Hoje, a Cooptasul analisa propostas de Pernambuco, Alagoas e Pará para comercializar o produto.

“A Cooperativa começou a industrializar a laranja para atender à Conab, que paga pela laranja, mas recebe o suco. Esse valor da industrialização é descontado do montante repassado para os agricultores pela Conab. A partir daí, eles começaram a se organizar para industrializar a produção que não é vendida para o PAA e agora estão conquistando outros mercados. Quem adere ao PAA pode participar da Feira de Agricultura Familiar, são programas que se somam”, explicou o técnico em agropecuária da Emdagro, Joetônio Ferreira.

“O valor pago através do PAA representa mais que o dobro do que o agricultor recebia no comércio normal. Com esse dinheiro, conseguimos industrializar o suco da laranja em embalagens descartáveis de um litro e comercializá-lo com mais qualidade. Nossa meta agora é começar a vender o néctar de laranja para outras prefeituras municipais”, afirmou o representante da Cooptasul, Gerson Costa.

O secretário de Estado de Agricultura, José Sobral, explicou que além de estimular a produção de laranja, o Programa aumenta a renda dos agricultores familiares, já que o preço negociado pela Conab (R$ 380 por tonelada da fruta) é muito acima do negociado pelas indústrias de suco. “A indústria de cítricos está pagando R$ 150 pela tonelada da laranja, enquanto a Conab paga R$ 380. A diferença representa um ganho significativo para o pequeno produtor, que pode investir na sua terra, qualificar a sua produção. Esse programa é de fundamental importância para a nossa região citrícola. Estamos ampliando a quantidade de agricultores inseridos no programa e o valor dos recursos. Tínhamos em torno de 600 produtores, estamos partindo para 1.500 agricultores. Tínhamos um volume de recursos entre R$ 2 milhões e R$ 3 milhões e teremos R$ 6 milhões de uma única vez. Valor disponível para ser utilizado ainda este ano”, disse.

Agricultores

Na casa de Margarida Carvalho, a agricultura é uma atividade familiar. Filhos de pequenos produtores, ela e o esposo sustentam os três filhos cultivando laranja, mandioca e maracujá na propriedade de cinco hectares. Beneficiária do PAA, ela conta que viu sua renda crescer após a execução do Programa e planeja um futuro diferente para os filhos. “A terra é meu negócio, nosso meio de vida, mas quero que meus filhos estudem porque o trabalho da roça é pesado. Com o PAA, conseguimos guardar dinheiro para investir na educação deles. Minha filha mais velha está terminando o ensino médio, já fez curso de informática e vai começar o de técnico em enfermagem. Queremos que eles tenham opções de trabalho”, disse.

O agricultor Moacir Bispo Santos também relata os ganhos com o PAA. Produzindo 25 toneladas de laranja, ele investe em insumos e equipamentos para ampliar a produção. “Trabalho com meus dois filhos e nunca saímos daqui. Além de vender para a Conab, vendemos a produção em feiras e para o comércio de Aracaju. O PAA é ótimo porque paga o melhor preço. Antes, vendíamos a tonelada da laranja por R$ 150. A Conab comprar por R$380. Conseguimos reformar a casa e diversificar a produção. Hoje trabalhamos também com maracujá, mandioca e batata”.

A melhoria nos pomares de laranja já é notada pelas cooperativas, como atesta o tesoureiro da Associação de Agricultores do povoado de Mangue Grande, José Amintas. “Hoje vemos uma evolução no plantio. O agricultor está estimulado a produzir mais e melhor, a buscar informações sobre o cuidado com a terra. A melhoria na qualidade de vida das famílias também é visível. Tínhamos produtores que não tinham uma geladeira em casa e que hoje levam uma vida mais digna”, disse.

Para o secretário de Agricultura de Boquim, Jadson Costa, o PAA inseriu os agricultores familiares no mercado de sucos e polpas. “A citricultura é fundamental para nossa economia e o Programa de Aquisição de Alimentos é importante porque minimiza as crises no setor e faz com que nossos agricultores sejam respeitados, é um programa que resgata a dignidade dessas famílias. Além disso, o PAA aquece a economia local, aumenta a renda do agricultor e seu poder de compra. Foi através desse crescimento de renda que conseguimos industrializar a laranja e disputar mercado através das chamadas públicas. Hoje, a secretaria municipal de Agricultura está intermediando a venda do suco de laranja com o Pará, Pernambuco e Alagoas. É um grande avanço para nossos pequenos produtores, que já começam a investir também no mercado de polpas de frutas”, disse.

PAA

O programa PAA da Laranja foi implantado em Sergipe em 2009, executado em proporções menores, atendendo uma média de 600 agricultores familiares. Ano passado, o governador Marcelo Déda negociou a manutenção e a ampliação do programa com a presidenta Dilma Rousseff e a nova etapa, lançada em novembro, está orçada em R$ 6 milhões.

Em Sergipe, as secretarias de Estado da Agricultura (Seagri) e de Inclusão Social (Seides) acompanham a execução do PAA e a distribuição de um milhão de litros de suco. Programa beneficia 1.500 agricultores familiares, representados por sete organizações (cooperativas e associações) em municípios da região Sul e Centro Sul de Sergipe. Os 14 municípios contemplados são: Arauá, Pedrinhas, Riachão do Dantas, Salgado, Cristinápolis, Itabaianinha, Indiaroba, Santa Luzia, Umbaúba, Tomar do Geru, Lagarto, Estância, Itaporanga D´Ajuda e Boquim.

Para participar do Programa, o agricultor deve ter a Declaração de Aptidão ao Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) na categoria A e B e comercializar alimentos de acordo com os padrões de qualidade determinados pelos órgãos regionais competentes. O limite de participação por agricultor é de até R$ 4 mil, sendo que o PAA pagará ao agricultor o valor de R$ 360 a R$ 380 por tonelada, representando um montante de recursos da ordem de R$ 6 milhões e um volume total de 2,5 milhões de litros e néctar de laranja. O alimento será doado às famílias em condição de insegurança alimentar e nutricional, prioritariamente nos 18 municípios em situação de emergência devido à seca

Critérios

Os municípios que integram o PAA estadual foram selecionados de acordo com critérios estabelecidos como territórios com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), maior concentração de beneficiários do Programa Bolsa Família, e concentração de agricultura familiar e assentamentos da reforma agrária.

Outros requisitos são municípios com maior concentração de populações quilombolas e indígenas, maior organização social (capital social), além de territórios com maior número de municípios e baixo dinamismo econômico.

Agricultura Familiar

Outras ações que visam fortalecer a agricultura familiar é a diversificação de culturas e o programa de Distribuição de Sementes, implantado na primeira gestão do governador Marcelo Déda. Nos últimos cinco meses, foram distribuídas 480 toneladas de sementes de milho, 300 toneladas de arroz e 50 toneladas de feijão para agricultores sergipanos.

A diversificação de culturas é estimulada pela Emdagro como forma de ampliar a renda do pequeno produtor. “Com o cultivo de outros produtos, como macaxeira e maracujá, o agricultor pode explorar outros mercados, não fica dependente de um só produto. Estimulamos também a prática da pecuária, como a criação de caprinos e de galinha de capoeira, porque o ovo de capoeira tem um bom valor comercial. Nosso trabalho é de apoio: orientamos na produção, no manuseio, na qualidade dos produtos, fazemos treinamento na parte de extensão rural. Uma série de atividades voltadas para melhoria do cultivo”, afirmou o técnico de agropecuária Joetênio Ferreira.

Outro aspecto vantajoso da diversificação é a diminuição da exaustão do solo. Ferreira explicou que quando conduzida de modo adequado e por um período suficientemente longo, essa prática melhora as características físicas, químicas e biológicas do solo. “Diversificar a cultura é bom para o solo. Cada fruto retira e devolve nutrientes diferentes do solo e é essa troca que mantém o equilíbrio natural. Quando se planta feijão e amendoim, eles tiram potássio, fósforo e devolvem nitrogênio, por exemplo”, informou.

Fonte: Agrolink
29 nov 2012

Agricultura de baixo carbono vai consolidar alta produtividade da agropecuária brasileira

Os sistemas e técnicas da agricultura de baixo carbono vão permitir que o Brasil se consolide como um País cuja agropecuária tem alta produtividade, garantindo a viabilidade econômica das propriedades rurais

Os sistemas e técnicas da agricultura de baixo carbono vão permitir que o Brasil se consolide como um País cuja agropecuária tem alta produtividade, garantindo a viabilidade econômica das propriedades rurais. A avaliação é do vice-presidente diretor da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Mato Grosso do Sul – FAMASUL, Eduardo Riedel, que participou, nesta quarta-feira (28/11), em Brasília, do Seminário de Lançamento da 3ª Edição do Guia de Financiamento da Agricultura de Baixo Carbono (ABC).

A realização do seminário e a elaboração de uma nova versão do guia – que traz informações sobre o tema, linhas de financiamento e roteiros para elaboração de projetos, entre outros dados – são parte de um projeto desenvolvido pela CNA em parceria com a Embaixada Britânica desde 2011. O objetivo é difundir o Programa de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), do Governo federal.

O gerente de Projetos para Sustentabilidade e Mudanças Climáticas da Embaixada Britânica, Guilherme Johnston, afirmou que o foco, nesse segundo ano de parceria com a CNA, é mostrar que a agricultura de baixo carbono é viável do ponto de vista econômico. Durante o seminário, realizado na sede da CNA, foram apresentados estudos de viabilidade econômica para troca de práticas tradicionais, adotadas atualmente nas propriedades brasileiras, por técnicas e sistemas sustentáveis da agricultura de baixo carbono. Os primeiros estudos foram feitos para as culturas de cana-de-açúcar, silvicultura, cacau, suinocultura, pecuária de leite e de corte.

Johnston afirmou que, a partir de agora, uma das prioridades é intensificar a capacitação dos técnicos como forma de ampliar o número de projetos aprovados no âmbito do Programa ABC. Segundo a superintendente técnica da CNA, Rosemeire Cristina dos Santos, a meta é capacitar 800 técnicos em 2012, número superior ao de 2011, quando 600 pessoas foram capacitadas em seminários realizados em vários Estados.

Ela lembrou que o crédito disponível para aplicação na safra 2012/2013 por meio do Programa ABC soma R$ 3,5 bilhões. “A meta é ter esses recursos efetivamente aplicados ao final do ano-safra, trazendo ganhos para o setor”, afirmou. É possível financiar uma série de práticas sustentáveis por meio do Programa ABC, entre elas o plantio direto, integração lavoura-pecuária- floresta, recuperação de áreas degradadas, fixação biológica de nitrogênio, plantio de florestas e tratamento de dejetos animais. “O Brasil é exemplo no mundo todo por seu plantio direto, manejo de solo, na pecuária e por outros modelos sustentáveis”, afirmou Riedel.

O secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Caio Rocha, afirmou que o Plano ABC envolve os três maiores bens de uma propriedade rural: solo, água e florestas. De acordo com o MAPA, entre julho e outubro deste ano (quatro primeiros meses do ano-safra 2012/2013), foram liberados R$ 936 milhões em financiamentos para o Programa ABC, uma das iniciativas do plano. Esse valor é 588% superior ao montante contratado em igual período de 2011.

Frederico Piauilino, do Banco do Brasil, lembrou que faltavam informações sobre a agricultura de baixo carbono quando o programa foi lançado, em 2010. “Percebemos que o caminho era juntar esforços para que conseguíssemos avançar”, afirmou. Para ele, a agricultura de baixo carbono é “a terceira onda de produtividade da agricultura brasileira, com viés de sustentabilidade”. Também presente no seminário, o diretor executivo da Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf), Cesar Augusto dos Reis, lembrou que, na fase de crescimento, as florestas plantadas, de eucaliptos ou pinus, absorvem os Gases de Efeito Estufa (GEEs).

Nós da InvestAgro, oferecemos orientações gratuitas para o Programa ABC, entre em contato pelos telefones: (34) (34) 3084-8446 e (34) 9147-9310.

Fonte: Canal do Produtor
07 ago 2012

Recurso para Programa ABC cresce 200%, segundo dados do BNDES

As liberações de recursos para financiar projetos do Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono) tiveram um crescimento de 199% no período de julho de 2011 a maio de 2012, segundo dados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O volume de recursos saltou de R$ 368 milhões, de julho de 2010 a maio de 2011, para R$ 1,1 bilhão, de julho de 2011 a maio de 2012. A informação foi divulgada pelo presidente da instituição financeira, Luciano Coutinho, durante palestra de abertura do 11º Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), nessa segunda-feira, dia 6, em São Paulo.

Além dos recursos para o Programa ABC, houve crescimento expressivo também em outras linhas de crédito. Segundo Coutinho, os financiamentos para o Programa Moderagro – Programa de Modernização da Agricultura e Conservação de Recursos Naturais saltou de R$ 289 milhões de julho de 2010 a maio de 2011, para um nível de R$ 452 milhões no período de julho de 2011 a maio deste ano, um crescimento de 56,4%.

“O aumento nos recursos liberados pelo banco representam a confirmação do apoio e do compromisso do BNDES com o agronegócio brasileiro”, afirmou o presidente da instituição financeira. Coutinho também destacou que o BNDES concentra esforços no financiamento voltado à tecnologia aplicada na área rural. “No caso específico do etanol, ele requer um esforço grande no sentido de investir em P&D, inovação e aumento da produtividade temos de caminhar em direção do etanol de terceira geração”, comentou.

Além do etanol de terceira geração, Coutinho também disse que o agronegócio brasileiro, apoiado pelo BNDES e pelo governo, tem de dedicar atenção especial a aquicultura e a cadeia dos lácteos.

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