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27 dez 2011

Pasto agroecológico aumenta produtividade do gado

Produtores do sertão sergipano estão aprendendo a inovar com sustentabilidade

Produtores do sertão sergipano estão aprendendo a inovar com sustentabilidade. A tecnologia do pasto agroecológico tem aumentado a produção e preservado o meio ambiente na região. Ela é disseminada pelos consultores dos Frutos da Floresta, projeto desenvolvido pelo Instituto de Cooperação para o Desenvolvimento Sustentável (Icoderus), que conta com apoio do Programa Petrobras Ambiental e tem como parceiro o Sebrae em Sergipe.

O pasto agroecológico é formado por árvores nativas, que além de gerarem sombra servem para alimentar os animais. Um bom exemplo é o caso do mata pasto, que nasce com a chuva. Na maioria das vezes, o produtor utiliza herbicidas para matá-lo. Indiretamente o consumidor acaba ingerindo no leite resquícios desses agrotóxicos. Mas se o mata pasto for cortado pela raiz, triturado e colocado no silo por um período mínimo de três semanas, ele se transforma num alimento nutritivo e saboroso para os animais.

Outro ponto positivo é que eles servem de corredores ecológicos, principalmente para os pássaros. “Além de preservar o ecossistema, reduzir gastos com ração e evitar o uso de venenos, o pasto agroecológico tem melhorado a produtividade do leite”, explica o engenheiro florestal Ronaldo Fernandes, coordenador técnico do projeto.  “Já capacitamos 15 produtores com essa nova tecnologia. Os bons resultados que eles chamam a atenção dos outros empreendedores rurais. Mais 20 pessoas já demonstraram interesse em conhecer a tecnologia”, explica.

Economia

Um bom exemplo é o caso do criador Manuel Soares Cardoso, que conseguiu aumento de aproximadamente 20% na produtividade leiteira do seu rebanho bovino. Manuel Soares é integrante da Associação Comunitária dos Produtores Rurais da Lagoa do Rancho, em Porto da Folha, e há seis meses adota a tecnologia do pasto agroecológico. “Utilizo vegetações nativas para alimentar o gado e outros animais. Economizo com a compra de milho e soja para ração. O mais interessante é que os animais preferem o pasto”, comenta Manuel.

No início, os vizinhos de Manuel até criticaram a opção dele pela novidade.  O produtor lembra que eles diziam que o uso da vegetação nativa para alimentar os animais era “coisa de produtor preguiçoso” e que os animais poderiam até morrer. “Depois que viram que dava certo, que aumentei a produtividade e reduzi custos, ficaram interessados em aprender a nova técnica”, relata. Além do leite bovino, Manuel trabalha com apicultura e cria porco e galinha.

Quem também aderiu à tecnologia do pasto agroecológico foi o produtor Edinildo Rodrigues de Medeiros, dono de pequena propriedade rural no povoado Lagoa da Entrada, em Porto da Folha. Junto com o gado de leite, Edinildo trabalha com apicultura e planta palma. Ele integra a Associação dos Apicultores de Porto da Folha e somente há 30 dias utiliza a catingueira e outras vegetações nativas para alimentar os animais. “Estou satisfeito. A economia com a compra de ração é ótima. Os animais estão se alimentando bem, mas ainda não deu para perceber o aumento da produtividade de leite, pois faz pouco tempo que aderi ao pasto agroecológico”, diz o produtor.

Fonte: Agência Sebrae
02 dez 2011

Mercado de tourinhos com boa movimentação

Apesar do volume de leilões ter diminuído quando comparado aos meses anteriores, o mercado de tourinhos segue com boa movimentação.

À medida que as chuvas vão ganhando regularidade em algumas regiões, os negócios tem fluido.

A retenção de fêmeas nos últimos anos colabora com a demanda por reprodutores, considerando o volume de vacas nos pastos.

Por outro lado, o atraso do período chuvoso foi um fator que gerou apreensão dos pecuaristas.

Os preços do boi gordo e reposição em patamar firme colaboraram com o investimento na atividade ao longo do ano. No entanto, as valorizações menores geraram menos otimismo que o observado em 2010. Observe a figura 1.

De maneira geral, em termos de volume, 2011 tem sido um ano bom, tanto no mercado de tourinhos, como nos demais mercados relacionados à reprodução.

Ainda devem ocorrer negócios, principalmente de pecuaristas mais cautelosos, que aguardaram a retomada da chuva.

Fonte: www.scotconsultoria.com.br
18 nov 2011

Período chuvoso aumenta produção leiteira

Seagro MaranhãoÉpoca exige prevenção contra verminoses, programação da alimentação e medidas de manejo adequadas

Kamila Pitombeira
18/11/2011

O período chuvoso, época de alta umidade no Estado do Tocantins, traz benefícios como o aumento da produção leiteira, que chega a 70%. É o tempo propício para a programação da alimentação. No entanto, junto com a possibilidade de investir nas pastagens, a época traz alguns problemas relacionados à sanidade dos animais. Entre os mais comuns, estão os problemas respiratórios e as verminoses. Por isso, é preciso que o produtor faça um tratamento preventivo e adote as medidas de manejo adequadas.

Segundo Cláudio Saião, coordenador de desenvolvimento animal da Seagro (Secretaria da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário), na pecuária de corte, é preciso ter cuidado com bezerros, pois nesse período, surgem problemas relacionados a ácaros, sarnas e fungos.

— Na criação de bezerros de leite, ocorrem enfermidades como pneumonia e gastroenterites. Já na produção de ovinos e caprinos, é preciso saber o horário correto para liberar os animais nas pastagens, pois com a alta umidade, podem ocorrer verminoses — afirma o coordenador.

No Tocantins, Saião conta que os maiores problemas estão relacionados ao sistema respiratório e digestivo. Com relação aos equinos, trabalhos realizados por universidades recomendam a diversificação de pastagens, o que aumenta as fontes de forragens como as braqueárias. Assim, é possível diminuir os índices de mortalidade nas épocas de água.

— Os maiores cuidados devem estar relacionados às verminoses e ao controle estratégico de carrapatos e moscas do chifre. Portanto, todos são fatores relacionados ao controle de endo e ectoparasitas, além da questão da umidade, que provoca problemas respiratórios — diz.

De acordo com ele, todo produtor precisa realizar um planejamento, o que envolve a questão de manejo, sanidade e genética. No entanto, essa época é propícia para planejar as pastagens. Então, é interessante que ele faça uma análise de solo, verificando os índices de calcário, de adubo, tipos de solo e sementes que podem ser usadas.

— No caso da bovinocultura leiteira, a produção de leite chega a crescer até 70% nessa época de águas, especificamente no Estado do Tocantins. Já na época de seca, ela cai muito. Então, o que precisa ser feito é uma boa programação de alimentos. Pode ser um plantio de cana para oferecer na época das águas, o plantio de milho para silagem, ou ainda o plantio de mandioca para oferecer aos animais — orienta o entrevistado.

Já em relação às aves, Saião conta que demandam um controle maior por causa da umidade. No entanto, esse controle costuma ser bem realizado pelos granjeiros. Já o alimento, também não precisa de muitos cuidados, já que elas costumam se alimentar de rações concentradas.

Para mais informações, basta entrar em contato com a Seagro através do link http://www.seagro.to.gov.br/.

Fonte: www.diadecampo.com.br