O tamanho do seu plantio, não muda o tamanho da nossa dedicação.
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31 jan 2013

CNA estima crescimento de 18,2% do Valor Bruto da Produção agropecuária em 2013

O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor agropecuário está estimado em R$ 450,3 bilhões, para 2013, com crescimento de 18,2% em relação ao resultado do ano passado, quando o faturamento obtido com a venda de 20 produtos agrícolas e cinco pecuários totalizou R$ 380,8 bilhões

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O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor agropecuário está estimado em R$ 450,3 bilhões, para 2013, com crescimento de 18,2% em relação ao resultado do ano passado, quando o faturamento obtido com a venda de 20 produtos agrícolas e cinco pecuários totalizou R$ 380,8 bilhões. De acordo com avaliação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a aceleração dos preços das principais commodities agrícolas e o aumento no volume de produção, especialmente de soja e cana-de-açúcar, indicam resultado positivo para o ano.

O VBP da soja está estimado em R$ 105 bilhões neste ano, o que representa um aumento de 52% na comparação com o resultado de 2012. Essa elevação reflete o crescimento de 24,5% da produção, em decorrência da expansão de 9,2% da área plantada na safra 2012/2013 e da perspectiva de recuperação da produtividade das lavouras nos Estados que sofreram perdas na safra passada. Os preços da oleaginosa continuam em patamares elevados, com valorização de 22% em relação ao ano anterior. Para a cana-de-açúcar, a expectativa é de faturamento de R$ 48,565 bilhões, em 2013, resultado impulsionado pelo aumento de 5,6% da produção e de 7,4% dos preços.

Do total de 20 produtos agrícolas pesquisados para cálculo do VBP, quatro deverão ter queda no faturamento em 2013. Para o algodão, a expectativa é de recuo de 22,6% no faturamento, para R$ 5,375 bilhões, reflexo da queda na área plantada determinada pelo desaquecimento do mercado de fibras. O VBP do café deve cair 17,9% neste ano, para R$ 20,6 bilhões, pressionado pelo recuo de produção provocado pela bienalidade negativa e pela queda de preços. Já no trigo, a elevação de 25,8% dos preços não compensou a queda de 25,7% da produção, reduzindo em 6,5% o VBP.

PIB – O aumento dos preços recebidos pelos produtores puxou o crescimento do setor primário, elevando para 1,58% a expansão no acumulado de 2012 até outubro. Na pecuária, o crescimento de 0,78% no mês tornou mais significativo o avanço acumulado (4,61%). As atividades primárias da agricultura também registraram aumento (0,29% em outubro), mas acumulam queda de 0,56% no ano.

Acesse as análises:
– Valor Bruto de Produção (VBP)
– Produto Interno Bruto (PIB)

Fonte: Canal do Produtor
28 jan 2013

O que o Brasil pode esperar do agro em 2013

Com safra recorde e preços bons, saldo comercial e movimentação da economia devem subir

agronegocio-2013O agro deve contribuir ainda mais com a economia brasileira em 2013, mesmo depois de um ano excepcional em 2012. O superávit do setor foi de US$ 79,4 bilhões, mais de quatro vezes acima do que o saldo comercial total do País.

O Produto Interno Bruto (PIB) do agro ainda não foi fechado, mas no terceiro trimestre de 2012 (dado mais recente disponível) o PIB da agropecuária teve o maior crescimento desde que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) começou a calculá-lo, em 1995.

A quebra da safra americana de soja e milho ajudou e fez disparar os preços internacionais dos grãos, despejando mais recursos nas economias regionais Brasil adentro. Colheu-se uma safra recorde de milho, que resultou em exportações igualmente recordes do grão.

Agora, em 2013, o Brasil deve colher a maior safra de soja do mundo, por conta da queda da produção dos Estados Unidos, e deve ampliar ainda mais o resultado da balança comercial. “A tendência é de um ano bom para os produtores, com geração de excedentes exportáveis crescentes, principalmente em grãos e açúcar, e a garantia absoluta de abastecimento interno”, avalia o coordenador de Agronegócios da FGV e ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues.

O clima tem favorecido a produção de grãos em todo o País, diferentemente do que ocorreu no ano passado, com secas que prejudicaram a produção no Sul e no Nordeste. “Os preços de soja e milho estão acima da média histórica e o Brasil vai produzir muito, o que empurra para cima outros cereais, como trigo e arroz”, diz Rodrigues. A safra total de grãos deve ficar em 183,5 milhões de toneladas, recorde histórico e 9,7% acima da colheita de 2012, segundo a consultoria Agroconsult.

O resultado será o ano de maior rentabilidade para os produtores de grãos na história, segundo os cálculos da Agroconsult. A consultoria inicia no fim de janeiro o Rally da Safra, uma expedição que avalia as condições das lavouras e estima a produção nacional de soja e milho. Mas antes mesmo de ir a campo, a projeção é de recorde na safra de soja, principal produto agropecuário exportado pelo Brasil.

Com produção e rentabilidade recordes, bilhões de reais serão despejados nas economias das regiões produtoras. A Agroconsult estima que cada hectare de soja no Mato Grosso dará um lucro bruto ao produtor de R$ 1.346, superando o recorde de R$ 1.124 registrado no ciclo passado. “Como mais de 70% da soja do Mato Grosso já está comercializada antes mesmo da colheita, a rentabilidade está garantida mesmo se os preços caírem agora”, diz o sócio diretor da Agronconsult, André Pessoa. No Paraná, a margem bruta deverá ser de R$ 1.457.

Será a sétima safra consecutiva com margens no azul nos dois principais Estados agrícolas do País, na média. Os números não levam em conta o custo da terra (arrendamento) e a depreciação dos bens das fazendas.

Fonte: Portal do Agronegócio

 

04 jan 2013

Otimismo na agricultura

Enquanto o desempenho da indústria continua mergulhado em dúvidas, o da agricultura vai de bom a melhor

safra-brasileiraA próxima safra brasileira deve, de novo, ser recorde. A produção de grãos de julho a novembro supera em 2% a do período em 2011 – aponta a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Para a produção anual, a estimativa é animadora: esperam-se 180 milhões de toneladas, 8% maior do que a anterior.

O tempo está jogando a favor. Enquanto o agricultor do Centro-Oeste dos Estados Unidos se recupera da seca, a maior desde 1956, o do Brasil comemora a boa perspectiva de preços das commodities agrícolas e o clima favorável para o plantio.

A procura por crédito rural no ciclo 2012/2013 também é recorde. Entre julho e outubro, o Ministério da Agricultura registrou R$ 45 bilhões em financiamentos rurais – 25% acima do acumulado nos meses de 2011. Até junho próximo, estão programados R$ 133 bilhões em repasses. Foram R$ 106 bilhões na safra passada.

Dos R$ 115 bilhões em crédito rural previstos pelo Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013, 82% contam com juros favorecidos. A combinação deste incentivo com a expectativa de grande safra puxou o investimento em colheitadeiras, retroescavadeiras e tratores. As vendas de máquinas agrícolas automotivas saltaram 9% no período de cinco meses compreendido entre julho e novembro (inclusive) de 2012 ante igual intervalo de 2011.

Nesse mesmo tempo, o faturamento do segmento de implementos agrícolas (colheitadeiras, plantadeiras e pulverizadores) também cresceu, embora menos: 3%. Celso Casale, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas, calcula nesta safra avanço próximo dos 10%. “Temos linhas de crédito a serem liberadas pelo BNDES a juros de 3,5% ao ano e limite de 10 anos para pagamento que, por si só, asseguram esse resultado”.

Banco do Brasil (BB), com empréstimos a juros de 5,5% ao ano, controla mais de 60% da carteira de crédito rural brasileira cujo índice de inadimplência é de meros 0,5%. Para esta safra, já liberou R$ 27 bilhões – 49% do estimado até junho do ano que vem (R$ 55 bilhões).

Para o vice-presidente de Agricultura do BB, Osmar Dias, a farta procura de crédito rural está só em parte ligada às atraentes cotações das commodities agrícolas: “O destino dos recursos não se concentra nos segmentos de exportação. Espalha-se pela produção inteira, o que demonstra a boa fase de todo o setor agrícola”.

Para o analista Flávio França Junior, da consultoria Safras & Mercado, a redução dos juros básicos (Selic) desde agosto de 2011 também ajudou. “Não só o otimismo do produtor incentiva a procura de crédito, mas o contrário também acontece. A grande aprovação de linhas de crédito atua decisivamente para promover sucessivas boas safras e aumenta a movimentação desse mercado”. Se todos os recursos já programados forem aplicados, a expansão do financiamento rural terá alcançado, em junho de 2013, nada menos que 344% de expansão em somente 10 anos.

É uma pena que a agricultura pese menos de 5% na atividade produtiva. Tivesse uma participação maior, o avanço do PIB em 2013 seria mais alto.

Fonte: O Estado de S. Paulo
04 jan 2013

Produtores esperam bons resultados em 2013

Ao contrário do que ocorreu em 2012, quando os gaúchos tiveram suas lavouras de soja e milho dizimadas pela estiagem, a expectativa para o ano que começa é positiva, com poucos transtornos climáticos e mercado aquecido

plantio-2013No caso da soja, o bom desenvolvimento das lavouras, que se encontram em fase de crescimento vegetativo, faz com que os produtores apostem em uma produção de 11,3 milhões de toneladas para o período, contra 7 milhões de toneladas do ano anterior.

“Pode ser até maior, chegando a 12 milhões de toneladas, especialmente se tivermos confirmadas as previsões de chuvas dentro na normalidade”, apontou o coordenador da Comissão de Grãos da Farsul e diretor financeiro da entidade, Jorge Rodrigues. “A soja está com bom desenvolvimento, mas as lavouras devem se consolidar a partir do final de fevereiro”, complementa o engenheiro-agrônomo da Emater-RS Dulpe Pinheiro Machado

Para Rodrigues, esse aumento de área indica uma “nova fronteira” para a agricultura gaúcha, especialmente em direção ao Sul do Estado, em áreas tradicionais de arroz e pecuária. “Essa rotação de arroz e soja já vem ocorrendo há algum tempo e tem obtido sucesso”, constata. A produtividade estimada para a soja gaúcha é de 40 a 45 sacas por hectare.

No que diz respeito ao mercado para a oleaginosa, o professor de economia da Unijuí Argemiro Luís Brum, afirma que fatores como o câmbio e o impacto da quebra parcial da safra norte-americana em Chicago devem colaborar para a elevação dos valores da soja. “Esperamos que para março e abril os valores oscilem entre R$ 48,00 e R$ 54,00 a saca, preços mais baixos do que os do ano passado, mas que devem garantir boa rentabilidade caso se confirme safra cheia”, apontou.  Brum lembra que cerca de 30% da safra já foi comercializada, com vendas antecipadas no valor de R$ 60,00 a saca.

Por outro lado, Rodrigues, da Farsul, afirma que as lavouras de milho devem ter redução de 15% em produção, em função da geada, seguida por estiagem na fase inicial do plantio, reduzindo a expectativa de colheita para 5,1 milhões de toneladas, conforme levantamento da própria entidade. Em 2012, foram colhidas cerca de 4 milhões de toneladas. Conforme dados da Emater-RS, a área cultivada teve redução de 5,55%, passando de 1,11 milhão de hectares para 1,05 milhão. Ao contrário da soja, as áreas com o cereal se encontram em estágio produtivo mais avançado, chegando a 70% de lavouras já consolidadas.

Se o cenário a campo é um pouco adverso, o mesmo não ocorre em relação aos preços. Argemiro Brum acredita que a alta demanda pelo milho, frente à redução de produção, deve manter as cotações em patamares interessantes. “É possível que alcancemos de R$ 30,00 a R$ 35,00 a saca de 60 quilos, valores que devem ter redução na época da colheita, pela pressão de oferta, devendo se recuperar logo em seguida”, destacou.

A produtividade deve ficar em torno de 80 sacas por hectare, podendo chegar a 120 sacas por hectare em propriedades mais tecnificadas. Sobre as expectativas para 2013, Jorge Rodrigues diz que o ano sinaliza com fatores que motivam os agricultores a “produzirem e venderem a preços justos”. No entanto, destaca a importância de manter a cautela, pois as oscilações de mercado podem ocorrer de uma hora para a outra. “Já se fala em aumento da comercialização de máquinas, mas é preciso ter cuidado ao assumir novos compromissos”, alertou.

Baixas temperaturas deixam arrozeiros em alerta

Entre as culturas de verão, a do arroz é a que ainda preocupa os produtores, em função do frio que chegou a 8 graus nesta semana, em algumas regiões produtoras. “O frio fora de época gera plantas inférteis, e podemos ter redução importante na produtividade”, salientou o vice-presidente da Federarroz, Daire Coutinho Neto, que mantém a expectativa de colheita de 7,6 milhões de toneladas. Conforme dados da Emater-RS, a área cultivada registrou queda de 2,9% em relação a 2012, ficando em torno de 1 milhão de hectares. O mesmo se espera para os índices de produtividade, os quais devem se manter em torno de 7,5 mil quilos por hectare. “A expectativa de produção é muito semelhante à do ano passado”, afirma Dulpe Pinheiro Machado.

No que diz respeito ao mercado do arroz, Argemiro Brum, da Unijuí, informa que os valores,  hoje em torno de R$ 35,00 a saca, podem alcançar até R$ 40,00, com tendência de baixa  para R$ 30,00 com a entrada da safra pelo ingresso de arroz do Mercosul e pela possibilidade de safra cheia no Estado. “São preços bons, se considerarmos que há cerca de um ano a saca era cotada a R$ 18,00. Mas não conseguiremos evitar a queda, a não ser que conseguíssemos exportar mais”, avaliou.

O vice-presidente da Federarroz destaca ainda a importância de que sejam suspensos os leilões realizados desde agosto pelo governo federal, fator que, segundo ele, tem colaborado para achatar os preços do cereal. “Foram mais de 260 mil toneladas vendidas de agosto até hoje. Parte desse montante de arroz de qualidade inferior, cujos preços mais baixos acabaram refletindo no mercado como um todo”. Os preços do arroz oscilam entre R$ 35,00 e R$ 36,00 a saca. Outro problema aprontado por Neto se refere à entrada de arroz do Mercosul, medida que também colabora para a redução dos preços. “É preciso criar cotas de importação para evitar que as vantagens tributárias do cereal importado achatem os valores do produto internamente”, destacou.

Fonte: Jornal do Correiro
08 nov 2012

Safra de grãos pode chegar a 182 milhões de toneladas em 2012/2013

Soja é a cultura que deve registrar melhores resultados, com aumento tanto da área cultivada quanto da produção

Segunda o Mapa e a Conab, a área cultivada deve crescer no máximo 2,6%, em comparação à safra anterior

A estimativa para a produção de grãos no período 2012/2013 deve ficar entre 176,82 e 181,55 milhões de toneladas, de acordo com levantamento de safra divulgado nesta quinta-feira (8/11) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em comparação à safra passada, que registrou uma produção de 166,17 milhões de toneladas, o volume colhido em 2012/2013 deve crescer entre 6,4% e 9,3%.

De acordo com o estudo do Mapa e da Conab, a soja deve ser a cultura que registrará o maior crescimento na produção, com estimativas de aumento que vão de 13,71 a 16,61 milhões de toneladas a mais que a safra anterior. Outro grão que deve apresentar crescimento na produção é o milho primeira safra, com altas que deverão ficar entre 16,6 mil e 1,52 milhão de toneladas. Já o feijão, por conta dos altos preços do grão no mercado, pode ter uma diminuição de 1,4 mil toneladas na produção. Nas projeções mais positivas do estudo, porém, a produção de feijão pode atingir um volume de 49,3 mil toneladas a mais do que o colhido na safra passada.

A estimativa da área cultivada deve ficar entre 50,89 e 52,22 milhões de hectares, resultado que indica desde a manutenção a um aumento de 2,6% de área em relação ao período 2011/2012. A cultura que deve ter o maior crescimento de área cultivada é a soja, que deve registrar uma variação de 5,5% a 9,3% a mais do que na última safra, quando foram cultivados 25,04 milhões de hectares.

IBGE

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também divulgou seu estudo sobre o crescimento da produção e da área cultivada. O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, que também foi divulgado nesta quinta, aponta estimativas exatas e é menos otimista que a pesquisa do Mapa e da Conab. Ao contrário do primeiro estudo, o do IBGE não faz comparação entre períodos de safra, mas compara a produção de 2012 com estimativas dos resultados do próximo ano.

De acordo com o IBGE, a produção total de grãos será de 170,9 milhões de toneladas – o número é 5,1% menor que o colhido neste ano. O sul do país deve ter o maior crescimento na produção dentre todas as regiões brasileiras. Em 2013, os problemas climáticos que atingiram o sul neste ano não devem se repetir – por isso, deve haver um aumento de 20,8% na produção. Assim como o Mapa e a Conab, o IBGE também aponta a soja como o produto que registrará maior aumento da área plantada. Segundo o instituto, o crescimento deve ser de 5,7% no ano que vem.

Fonte: Globo Rural

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