O tamanho do seu plantio, não muda o tamanho da nossa dedicação.
34 3084-8446 | 34 9.9147-9310
Seg - Sex: 08:00 - 18:00
04 mar 2013

Celeiro do mundo

Antes considerada o patinho feio da economia brasileira, a agropecuária hoje não só exibe números de negócios e de produtividade invejados internacionalmente, mas também protege o país das crises externas

celeiro-mundoAntes considerada o patinho feio da economia brasileira, a agropecuária hoje não só exibe números de negócios e de produtividade invejados internacionalmente, mas também protege o país das crises externas. O campo garante ao fluxo comercial do país cerca de US$ 100 bilhões anuais — montante que impediu o saldo geral de fechar no vermelho em 2011, que registrou o pior superavit em 10 anos: US$ 19,43 bilhões.

São as carnes e, sobretudo, a soja, exportadas pelo Centro-Oeste que compensam os expressivos gastos dos brasileiros lá fora e ainda garantem montantes históricos do colchão de dólares das reservas cambiais. Se, no período de implantação do Plano Real, a agricultura servia de âncora verde para a estabilidade da moeda, como alertava o então presidente da CNA, Ernesto Salvo, hoje é o escudo para a incerteza global, a despeito da infraestrutura perigosamente precária.

A posição alcançada pelo agronegócio, em especial à atual safra de grãos (a maior da história), com 185 milhões de toneladas, desafia governo e sociedade a encarar o setor com ainda mais preocupação estratégica. A ideia de fartura trazida pelas colheitadeiras e o orgulho da vitoriosa tecnologia aplicada ao meio rural não podem deixar perder de vista o fato de que há muito a fazer.

De um lado, técnicos garantem que há espaço para dobrar a produção sem precisar derrubar uma árvore, apenas aproveitando cerca de 100 milhões de hectares de pastos degradados. De outro, produtores clamam ao governo rapidez na solução de velhos problemas, como os gargalos logísticos e a falta de política para evitar fortes oscilações de preços domésticos.

Na série de reportagens “Celeiro do Mundo”, publicada pelo Correio desde o último domingo, ficou claro que o empreendedorismo rural colhe frutos e lucros em meio a adversidades. A mais nova delas está no aumento do preço do frete. Diferentemente do principal concorrente do país na produção de alimentos, os Estados Unidos, os grãos aqui são escoados por velhos caminhões até navios ancorados nos portos do Paraná e de São Paulo. Poderiam chegar de barco ou trem, com custos 60% menores, além de mais segurança, menos desperdício e mais pontualidade.

Além disso, não se pode esconder o preocupante fato de que, apesar de todo o avanço na lavoura e na criação de bovinos e aves, as exportações carecem de agregação de valor para melhorar a rentabilidade. Já passou da hora de acelerar a substituição da venda no mercado externo de bois vivos e de soja em grão por carnes industrializadas, farelo e óleo. Afastando a pecha de destruidoras da natureza, as atividades eficientes e rentáveis da porteira para dentro das propriedades rurais podem render mais e perder menos nas estradas, na burocracia e nas decisões governamentais erradas.

Independentemente das barreiras internas ao desenvolvimento da agropecuária e do persistente protecionismo comercial mundo afora, o Brasil continuará sendo olhado nos próximos anos com admiração por pesquisadores e investidores. A capacidade, em ampliação graças à abertura de novas regiões, com destaque para Mato Grosso, está dando conta da demanda explosiva dos asiáticos, China à frente — tendência apontada como certa até 2020.

Fonte: Correio Braziliense
04 jan 2013

Otimismo na agricultura

Enquanto o desempenho da indústria continua mergulhado em dúvidas, o da agricultura vai de bom a melhor

safra-brasileiraA próxima safra brasileira deve, de novo, ser recorde. A produção de grãos de julho a novembro supera em 2% a do período em 2011 – aponta a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Para a produção anual, a estimativa é animadora: esperam-se 180 milhões de toneladas, 8% maior do que a anterior.

O tempo está jogando a favor. Enquanto o agricultor do Centro-Oeste dos Estados Unidos se recupera da seca, a maior desde 1956, o do Brasil comemora a boa perspectiva de preços das commodities agrícolas e o clima favorável para o plantio.

A procura por crédito rural no ciclo 2012/2013 também é recorde. Entre julho e outubro, o Ministério da Agricultura registrou R$ 45 bilhões em financiamentos rurais – 25% acima do acumulado nos meses de 2011. Até junho próximo, estão programados R$ 133 bilhões em repasses. Foram R$ 106 bilhões na safra passada.

Dos R$ 115 bilhões em crédito rural previstos pelo Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013, 82% contam com juros favorecidos. A combinação deste incentivo com a expectativa de grande safra puxou o investimento em colheitadeiras, retroescavadeiras e tratores. As vendas de máquinas agrícolas automotivas saltaram 9% no período de cinco meses compreendido entre julho e novembro (inclusive) de 2012 ante igual intervalo de 2011.

Nesse mesmo tempo, o faturamento do segmento de implementos agrícolas (colheitadeiras, plantadeiras e pulverizadores) também cresceu, embora menos: 3%. Celso Casale, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas, calcula nesta safra avanço próximo dos 10%. “Temos linhas de crédito a serem liberadas pelo BNDES a juros de 3,5% ao ano e limite de 10 anos para pagamento que, por si só, asseguram esse resultado”.

Banco do Brasil (BB), com empréstimos a juros de 5,5% ao ano, controla mais de 60% da carteira de crédito rural brasileira cujo índice de inadimplência é de meros 0,5%. Para esta safra, já liberou R$ 27 bilhões – 49% do estimado até junho do ano que vem (R$ 55 bilhões).

Para o vice-presidente de Agricultura do BB, Osmar Dias, a farta procura de crédito rural está só em parte ligada às atraentes cotações das commodities agrícolas: “O destino dos recursos não se concentra nos segmentos de exportação. Espalha-se pela produção inteira, o que demonstra a boa fase de todo o setor agrícola”.

Para o analista Flávio França Junior, da consultoria Safras & Mercado, a redução dos juros básicos (Selic) desde agosto de 2011 também ajudou. “Não só o otimismo do produtor incentiva a procura de crédito, mas o contrário também acontece. A grande aprovação de linhas de crédito atua decisivamente para promover sucessivas boas safras e aumenta a movimentação desse mercado”. Se todos os recursos já programados forem aplicados, a expansão do financiamento rural terá alcançado, em junho de 2013, nada menos que 344% de expansão em somente 10 anos.

É uma pena que a agricultura pese menos de 5% na atividade produtiva. Tivesse uma participação maior, o avanço do PIB em 2013 seria mais alto.

Fonte: O Estado de S. Paulo
02 jan 2013

Arrendamento de terra é opção para aproveitar boom da soja

Com terras valorizadas, compra de propriedades é inviável, diz produtores

terrasO arrendamento de terras tornou-se a melhor opção para o produtor em Mato Grosso. Com a valorização no preço da soja, os valores cobrados pelas propriedades no estado também subiram. Desta forma, a melhor alternativa é arrendar permanecer ou entrar nas atividades agrícola e pecuária.

Segundo o delegado da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Vanderlei Reck Junior, o preço da soja despertou interesse dos produtores. “Mas para entrar na atividade a compra da terra tornou-se inviável. O jeito é arrendar para ter mais retorno financeiro”.

Conforme ele, que planta em 1,1 mil hectares arrendados no município de Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, a pecuária também tem cedido espaço para o arrendamento de lavouras. “Além disso, muitas empresas grandes acabam arrendando terras de produtores que estão com alguma dificuldade para plantar”.

Não existe uma estatística oficial do número de contratos firmados, mas os próprios produtores observam esse mercado aquecido. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) a previsão para 2013 é de crescimento na produção, pontuando com 13% de aumento. A estimativa ainda é que a área de plantio de soja seja 11,6% maior em relação à safra passada. Com isso, os arrendamentos também devem crescer.

O agricultor do Paraná há 30 anos, Antônio Rukel, decidiu investir em Mato Groso cultivando soja. “O terreno é plaino o que facilita o plantio e a colheita”, pontua. Ele explica que a opção de arrendar a terra foi a alternativa viável para uma decisão rápida. “Decidimos vir para Denise, município ao Oeste de Mato Grosso, e por isso o arrendamento foi a melhor decisão”.

A proposta de arrendamento foi apresentada pelo genro Leandro Boff. “Trabalhava num frigorifico de aves no Paraná mas decidi arrendar terras em Mato Grosso para trabalhar na agricultura”, diz Boff. De acordo com ele, sem capital para investir alto e comprar uma fazenda, o contrato para plantar em 800 hectares foi a solução. “Pago duas sacas de soja por hectare. Pretendo arrendar mais no próximo ano”, planeja o produtor.

Fonte: Agrolink

 

toc dep | giam can nhanh