O tamanho do seu plantio, não muda o tamanho da nossa dedicação.
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13 jul 2016

Setor florestal é o terceiro mais importante na economia do Paraná

Por ano, as exportações ultrapassam US$ 1,5 bilhões e o setor corresponde a 6% do valor bruto de produção no Estado

As florestas plantadas são exemplos de negócios bem sucedidos e que inspiram outros Estados
As florestas plantadas são exemplos de negócios bem sucedidos e que inspiram outros Estados

A exploração de cultivos florestais no Paraná vem ocupando uma posição de destaque no cenário nacional nos últimos anos, sendo o terceiro colocado em área plantada, com cerca 1,1 milhões de hectares. Segundo o Instituto de Florestas do Paraná (IFPR), que coordena o desenvolvimento de florestas plantadas de forma integrada com a Secretaria de Agricultura e do Abastecimento, o segmento é o terceiro item na pauta de exportações, perdendo apenas para a soja e carnes.

“Respondemos por cerca de 6% do Valor Bruto de Produção do Estado e, só em exportações, geramos mais de US$ 1,5 bilhões”, destaca o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. Desde a criação do Instituto de Florestas, há pouco mais de dois anos, foi possível um maior planejamento de ações, com capacitação de técnicos e produtores, além da introdução de novas tecnologias de produção, opções de uso e oportunidade de negócios. “Assim vamos incorporando áreas pouco aptas para lavouras com o cultivo de árvores.”

AÇÃO INTEGRADA

Na última década e meia, o Estado teve um aumento de 40% em sua base florestal, informa Benno Henrique Weigert Doetzer, diretor presidente do IFPR. “Este incremento incentivou grandes investimentos, como por exemplo o projeto Puma, uma expansão das atividades de Klabin, inaugurada na última terça-feira, em Ortigueira, na região dos Campos Gerais”, explica.

Numa ação conjunta, o Instituto Emater desenvolve com a Klabin o Programa Regional de Promoção ao Cultivo Florestal Madeireiro, tendo como enfoque a agricultura familiar e o desenvolvimento rural sustentável. “Somos responsáveis pela execução de assistência técnica e extensão para um grupo de famílias rurais reassentadas pelo projeto”, explica Amauri Ferreira Pinto, coordenador Estadual de Produção Vegetal da Emater.

PIONEIRO

O Paraná, de maneira pioneira, adotou o entendimento que florestas plantadas com finalidade econômica deveriam ter o mesmo tratamento que os demais cultivos agrícolas, respeitando suas especificidades. As florestas que tem como objetivo a produção econômica estão sob a responsabilidade do Instituto de Florestas e aquelas com finalidade de conservação ambiental são acompanhadas pelo Instituto Ambiental do Paraná. “Uma das características da produção florestal no Estado é que ela é voltada para uso múltiplo”, explica Doetzer. Isto se deve a diversidade do parque industrial instalado, com indústrias que consomem madeira classificada como de processo (papel, celulose, placas), para desdobro (serrarias, molduras, portas), laminação (chapas e compensados) e energia. “Cabe ressaltar que praticamente toda a exploração florestal no Estado é baseada em florestas plantadas e não em florestas nativas, que cumprem sua função ambiental”.

O projeto Puma-Klabin envolve cerca de mil agricultores assistidos pela Emater e que comercializam sua produção com a empresa. A maior parte (60%) cultiva pinus e os demais (40%) plantam eucaliptos, sendo ambos destinados para celulose e desdobro. “Trabalhamos desde a motivação dos agricultores, capacitação, georreferenciamento das áreas de plantio, até a distribuição de mudas e toda a assistência técnica”, informa Amauri Ferreira Pinto. A educação ambiental e o preparo dos produtores para certificação de sustentabilidade de produção, também estão no pacote de ações executadas.

“São realizadas inúmeras reuniões, cursos e dias de campo nas comunidades rurais”, explica Amauri. Os produtores formalizam um termo de compromisso com o projeto, mas têm liberdade de venda da produção. A Klabin tem preferência de compra, pagando preços de mercado. O plantio de florestas representa 30% da renda total das propriedades assistidas pela Emater, correspondendo a R$ 470,00 por hectare/mês, considerando o manejo para uso múltiplo. As espécies mais plantadas no Paraná são o eucalipto, muito utilizado para energia e processo e o pinus, que atende todas as demandas, sendo que este corresponde a 60% da área plantada. Dentro da parceria Emater-Klabin, nos últimos 20 anos foi implantada uma área de 18.500 hectares envolvendo 5.600 produtores.

Fonte: TN Online

23 fev 2016

Principais reivindicações do Setor Florestal de produtos não madeireiros são apontadas pela CNA

Estudo com as demandas do setor será apresentado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceira com o Centro de Inteligência em Mercados da Universidade Federal de Lavras (CIM/UFLA), está elaborando um estudo sobre o mercado florestal de produtos não madeireiros para levantar as principais reivindicações do setor. O resultado obtido vai servir de subsídio para formular propostas de inclusão das demandas dos principais produtos provenientes dos seguimentos de seringueira (borracha natural), pinus (resina) e acácia negra (tanino), no Plano Nacional de Desenvolvimento de Florestas Plantadas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

O questionário e a ideia de elaborar as propostas foram apresentados durante a 34ª Reunião Ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Borracha Natural, realizada na quinta-feira (18/02), na sede do MAPA. De acordo com a assessora técnica da Comissão Nacional de Silvicultura e Agrossilvicultura da CNA, Camila Braga, o Plano Nacional deve incluir estratégias para desenvolvimento do setor de produtos não madeireiros. “Nosso objetivo é recolher o máximo de informação possível para mostrar ao Ministério que esse setor é significativo para o país”, afirmou a assessora.

O questionário será enviado às principais instituições ligadas à produção silvicultural não madeireira, a exemplo da borracha natural, resina, tanino e látex. Dentre as perguntas que compõem o documento estão o principal destino dos produtos, organização dos produtores, seguro rural e mão de obra. “É um questionário para identificar o nível de importância e satisfação do setor florestal em cada tema abordado”, explica Camila Braga.
A Câmara Setorial também discutiu a necessidade de atualização da Norma Reguladora 31, do Ministério do Trabalho e Emprego, que estabelece as normas de segurança e saúde no trabalho na agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aquicultura. A CNA pretende propor a revisão do texto ainda este ano, buscando melhor adequação da norma às rotinas de trabalho na área rural. A rigidez da norma em vigência vem causando preocupação do setor, devido à dificuldade no cumprimento de todos os seus itens. “A CNA participa ativamente das discussões sobre essa pauta e está preocupada com a situação dos agricultores e pecuaristas que vêm sofrendo com fiscalizações do Ministério do Trabalho e Previdência Social”, disse o assessor jurídico da CNA, Eduardo Queiroz.

Além dos representantes da Embrapa, MAPA e de associações, também participaram da reunião José Manoel Monteiro de Castro da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (FAES) e o diretor da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP) e presidente do Sindicato Rural de Parapuã, José João Auad Junior.

Fonte: Canal do Produtor

04 nov 2015

Presidente da CNA acredita que o Brasil pode ter muito lucro com o crescimento do setor florestal

Disponibilidade de terra e bom clima são elementos importantes que podem fazer do Brasil um país de destaque no setor, afirmou João Martins, durante o Painel Florestal de Executivos

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Os desafios e as oportunidades da cadeia produtiva de base florestal foram debatidos no 3º Encontro Painel Florestal de Executivos, realizado na quarta-feira, 28/10, no auditório da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília. O presidente da Confederação, João Martins alertou, na abertura do evento, que “o Brasil possui grandes extensões de terra, temos climas, temos tudo para ser um país altamente lucrativo com a atividade de silvicultura como é hoje e pode alcançar muito mais”.

Citando números da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ), Roberto Cicolin, consultor técnico da empresa Distribuidora Nacional Agropecuária (Dinagro), destacou que o Brasil passou por um período favorável a uma série de mudanças, mas o país não tirou proveito da situação. Cicolin falou dos custos de produção, que em 2002 eram 40% menores que o dos Estados Unidos e hoje são apenas 10%. Apesar do elevado nível de produtividade, 39 metros cúbicos por hectare ao ano, os custos aumentaram muito, diminuindo a margem de lucro. “Cada hectare de floresta plantada gera R$ 7,8 mil do PIB (Produto Interno Bruto)”.

O empresário Junior Ramires, presidente da Câmara Setorial de Florestas Plantadas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), disse que a câmara tem sido importante fórum de discussão em termos de políticas públicas para o setor florestal, com uma participação intensa da ministra Kátia Abreu. Ramires concordou com Cicolin no quesito da perda de competitividade e explicou que o setor é dinâmico e vencerá os desafios.

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Teemu Raitis, diretor da Ponsse na América Latina, informou que o mundo florestal está mudando e que o desafio de uma indústria de máquinas também é grande, mas garantiu que o Brasil vai avançar na mecanização da silvicultura. Quanto à produtividade, Raitis disse que o desafio do custo vem junto da produtividade. “O Brasil é forte e isso não vai mudar. Em termos de mão de obra, precisa investir na capacitação para área, ou seja, na educação e no treinamento”, frisou Raitis. Junior Ramires completou dizendo que, hoje, as empresas florestais estão tendo que “educar” seus funcionários.

Roberto Marques, gerente da divisão dos setores de Construção e Florestal da John Deere no Brasil, destacou que projetos novos atraem as indústrias de máquinas. Ele confirmou que os custos são altos e com muitos insumos embutidos. Marques disse que houve um grande desenvolvimento na produtividade florestal e destacou a necessidade de formação de mão de obra. “Tem que investir na educação em conjunto com o treinamento. Na silvicultura, o setor tem que trabalhar em conjunto para que aumente o interesse. A John Deere quer contribuir para o desenvolvimento do setor florestal”, observou Marques.

Fonte: Canal do Produtor

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