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24 abr 2013

Mais uma empresa chinesa desiste da soja brasileira

Preocupado com apagão logístico, senador Blairo Maggi negocia na China com importadores, que ameaçam suspender compra do produto

soja-chinaMais uma empresa chinesa cancelou a compra de soja do Brasil por atrasos na entrega do produto, afirmou ontem em Pequim o senador Blairo Maggi (PPS-MT), que se reuniu com vários importadores para avaliar o impacto do apagão logístico nacional sobre o humor de seu principal cliente agrícola.

Maggi não revelou o nome da companhia chinesa nem o tamanho da carga, mas disse que são “vários navios” destinados a uma esmagadora de soja que importa o produto por meio de uma trading do Japão.

Esse é o segundo caso em um mês de cancelamento causado por atrasos dos embarques no Brasil, onde navios estão esperando em média 65 dias para ser carregados nos portos – cada dia parado custa US$ 25 mil.

“É o fim do mundo”, disse Maggi, que está entre os maiores produtores de soja do Brasil. Segundo ele, “é muito ruim” a percepção dos importadores chineses em relação aos problemas logísticos brasileiros.

Concorrência. O setor teme que os atrasos nos embarques levem os clientes chineses a optar pelo produto americano quando houver excesso de oferta no mercado – neste ano, os estoques mundiais estão em níveis historicamente baixos em razão da quebra da safra de soja nos Estados Unidos. “Estamos perdendo a credibilidade”, disse Glauber Silveira, presidente da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja), que acompanhou Maggi na visita à China.

Segundo o senador, eles ouviram a mesma mensagem de todos os importadores com quem se reuniram: “Eles nos disseram que darão preferência à soja americana em detrimento da brasileira, por causa da previsibilidade no embarque”.

Neste ano, essa opção é limitada pela restrição da oferta nos EUA. Mas, se não houver problema na próxima safra, Silveira prevê mais 15 milhões a 20 milhões de toneladas no chamado “estoque de passagem”. Em sua opinião, a maior parte dessa “sobra” poderá ficar encalhada no Brasil.

Há um mês, a maior importadora chinesa de soja, Sunrise, cancelou a compra de quase 2 milhões de toneladas do produto por causa de atrasos nos embarques em portos brasileiros.

Na época, o gerente de grãos e óleos da empresa, Shao Guorui, disse ao Estado que a Sunrise analisava a possibilidade de com pensar o cancelamento dos contratos com a aquisição de soja na Argentina a partir de abril.

Segundo ele, a companhia deveria ter recebido seis navios em fevereiro e seis em março, mas a chegada dos carregamentos foi adiada para abril, em razão do apagão logístico que atinge os portos nacionais. A China é o principal consumidor da soja brasileira e adquiriu quase 70% dos US$ 17,5 bilhões exportados no ano passado.

Maggi ressaltou que a demora nos embarques gera prejuízos às processadoras de soja chinesas, que enfrentam dificuldades para cumprir os contratos com os clientes. O senador deu o exemplo da esmagadora Cofco, que paralisou a operação de uma fábrica por não ter recebido o produto comprado do Brasil no prazo previsto. “O navio está há 65 dias parado no Porto de Santos. Depois que for carregado, vai demorar mais 30 dias para chegar à China”, observou.

Fonte: Estado de S. Paulo
02 jan 2013

Arrendamento de terra é opção para aproveitar boom da soja

Com terras valorizadas, compra de propriedades é inviável, diz produtores

terrasO arrendamento de terras tornou-se a melhor opção para o produtor em Mato Grosso. Com a valorização no preço da soja, os valores cobrados pelas propriedades no estado também subiram. Desta forma, a melhor alternativa é arrendar permanecer ou entrar nas atividades agrícola e pecuária.

Segundo o delegado da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Vanderlei Reck Junior, o preço da soja despertou interesse dos produtores. “Mas para entrar na atividade a compra da terra tornou-se inviável. O jeito é arrendar para ter mais retorno financeiro”.

Conforme ele, que planta em 1,1 mil hectares arrendados no município de Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, a pecuária também tem cedido espaço para o arrendamento de lavouras. “Além disso, muitas empresas grandes acabam arrendando terras de produtores que estão com alguma dificuldade para plantar”.

Não existe uma estatística oficial do número de contratos firmados, mas os próprios produtores observam esse mercado aquecido. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) a previsão para 2013 é de crescimento na produção, pontuando com 13% de aumento. A estimativa ainda é que a área de plantio de soja seja 11,6% maior em relação à safra passada. Com isso, os arrendamentos também devem crescer.

O agricultor do Paraná há 30 anos, Antônio Rukel, decidiu investir em Mato Groso cultivando soja. “O terreno é plaino o que facilita o plantio e a colheita”, pontua. Ele explica que a opção de arrendar a terra foi a alternativa viável para uma decisão rápida. “Decidimos vir para Denise, município ao Oeste de Mato Grosso, e por isso o arrendamento foi a melhor decisão”.

A proposta de arrendamento foi apresentada pelo genro Leandro Boff. “Trabalhava num frigorifico de aves no Paraná mas decidi arrendar terras em Mato Grosso para trabalhar na agricultura”, diz Boff. De acordo com ele, sem capital para investir alto e comprar uma fazenda, o contrato para plantar em 800 hectares foi a solução. “Pago duas sacas de soja por hectare. Pretendo arrendar mais no próximo ano”, planeja o produtor.

Fonte: Agrolink

 

17 dez 2012

Indústria da soja vislumbra margens melhores em 2013

A colheita de uma safra recorde deve assegurar margens melhores para a indústria processadora de soja em 2013, apesar das preocupações com o aumento dos custos logísticos

soja plantado 22 de janeiro com 36 diasDe acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove), o país deve produzir 81,3 milhões de toneladas da commodity na safra 2012/13, um aumento de 20% em relação à última colheita, castigada pela estiagem.

Segundo Fábio Trigueirinho, secretário-geral da entidade, o aumento do volume fará com que a indústria reduza a ociosidade de sua capacidade instalada em pelo menos cinco pontos percentuais, a 25%. “Vamos ter um ganho de escala e, consequentemente, uma redução do custo unitário”, explica ele.

Por outro lado, o presidente da Abiove, Carlo Lovatelli, pondera que as processadoras devem sofrer um aumento nos custos de transporte. Segundo ele, os fretes rodoviários devem subir entre 40% e 50% acima do usual no pico da safra, em março, devido ao aumento do volume e à escassez de caminhões e motoristas. “Estamos perdendo capacidade de transporte”.

De acordo com a projeção da Abiove, o Brasil deve exportar 55,2 milhões de tonelada de soja e derivados, com uma receita estimada em US$ 30 bilhões, em 2013 – um recorde. Neste ano, a estimativa de exportação é de 46,8 milhões de toneladas, com receita de US$ 25 bilhões.

Fonte: Valor Online
29 nov 2012

Caos logístico brasileiro se revela com previsão de safra recorde

Gargalos logísticos e atrasos nos transportes previstos para o início do próximo ano no Brasil deverão desacelerar o fluxo de uma safra recorde de soja para compradores ao redor do mundo

Gargalos logísticos e atrasos nos transportes previstos para o início do próximo ano no Brasil deverão desacelerar o fluxo de uma safra recorde de soja para compradores ao redor do mundo, que estão contando com a América do Sul para preencher o vazio deixado pela quebra de colheita nos EUA, atingidos por uma seca.

Começam a crescer as dúvidas de que o Brasil consiga escoar até 20 por cento a mais de soja através de uma rede de transporte carente de caminhões, estocagem e capacidade portuária, deixando importadores e traders vulneráveis.

“O Brasil não está preparado para esta colheita, nós precisamos resolver nosso problema logístico com urgência”, disse Antonio Alvarenga, presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA).

Apesar de ser improvável que o Brasil venha a descumprir seus contratos de exportação, atrasos podem levar compradores a buscar suprimentos nos EUA, pagando preços mais altos, ameaçando as aspirações do país de se tornar o maior fornecedor de soja após os Estados Unidos terem reduzido sua produção neste ano. Atrasos nos portos já fizeram com que o Japão cancelasse um pedido de milho brasileiro e comprasse dos EUA, depois que um importador reclamou de atraso no embarque em setembro.

“E isso acontece numa época em que o Brasil não tem nenhuma soja!”, disse o analista Steve Cachia, da Cerealpar, a respeito da desistência japonesa. “Quero acreditar que não teremos problemas sérios, mas veremos volumes altos… Abril e maio serão os piores meses”, disse ele à Reuters.

Em janeiro, o Brasil iniciará a colheita de uma safra de soja estimada para ser recorde em 81 milhões de toneladas, um volume que deverá colocar o país como maior produtor mundial da oleaginosa, ultrapassando os EUA pela primeira vez.

No entanto, haverá pouco tempo para comemorar, já que a oferta extra deixará claro quão inadequada continua sendo a infraestrutura brasileira, num momento de expansão de sua agricultura.

Pesquisadores do setor de logística da Universidade de São Paulo disseram que a chegada da soja, em conjunto com uma esperada recuperação de produção de açúcar em abril e maio, poderia resultar em uma falta de caminhões, enquanto navios ancorados e à espera de carregamentos poderiam ser multados por atrasos, elevando os custos.

Chuvas que são frequentes até março poderiam também dificultar os embarques de granéis em porões abertos, enquanto o país tentará escoar 36,25 milhões de toneladas da oleaginosa, em projeções do governo, um volume bem maior que as 31,25 milhões de toneladas exportadas na temporada que está se encerrando.

“Isto está fazendo o mercado questionar a capacidade que o Brasil tem para atender à demanda mundial de soja entre fevereiro e setembro de 2013”, disse um trader de grãos local.

Um cenário similar afetou o setor da cana em 2010, quando uma colheita recorde aliada a uma enorme procura pelo produto no início da safra e a chuvas atrasaram os carregamentos nos portos.

O problema elevou o tempo de operação dos navios nos dois principais portos brasileiros, Santos e Paranaguá, de alguns dias para um mês no pico da colheita, custando caro para os importadores em multas e afretamento de navios. Também levou um mercado carente de açúcar a ofertar valores recordes pela commodity.

Uma nova lei que obriga caminhoneiros a descansarem por um período específico poderia adicionar complicações extra em um modal de transporte que é responsável por 70 por cento do transporte de grãos brasileiros destinados à exportação.

A legislação pode reduzir a capacidade de escoamento rodoviário do país em 30 por cento, disse a associação que reúne empresas transportadoras direcionadas ao agronegócio (ATR Brasil). “Essa mudança foi feita num momento de crise e está criando caos logístico”, disse Rogério Martins, diretor da entidade.

Esmagamento de soja – O governo brasileiro minimiza os gargalos que se somam dizendo que investimentos irão resolver a questão em alguns anos. “Há avanços na agricultura brasileira que a infraestrutura não consegue acompanhar no que diz respeito às exportações”, disse à Reuters Derli Dossa, chefe da Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura. “É melhor que a gente aumente a oferta mesmo se isso signifique ter todos esses problemas”.

Dossa afirma que a logística vai começar a melhorar após a próxima safra, mas levará provavelmente quatro a cinco anos para ter resultados com os investimentos públicos e privados. O governo vai oferecer concessões no setor de rodovias e ferrovias num total de 133 bilhões de reais, com o objetivo de melhorar a estrutura de transporte.

O aperto logístico pode se espalhar por todo o sistema de produção, desde a falta de armazéns –que deixou milho empilhado a céu aberto no Centro-Oeste este ano– até a fila de caminhões cujas cargas os portos não conseguem digerir com rapidez suficiente.

“Não temos a resposta para o curto prazo, e precisamos ter uma”, disse Carlo Lovatelli, presidente associação das indústrias de soja (Abiove), durante um evento em São Paulo na quarta-feira (28).

Fonte: Avicultura Industrial
08 nov 2012

Safra de grãos pode chegar a 182 milhões de toneladas em 2012/2013

Soja é a cultura que deve registrar melhores resultados, com aumento tanto da área cultivada quanto da produção

Segunda o Mapa e a Conab, a área cultivada deve crescer no máximo 2,6%, em comparação à safra anterior

A estimativa para a produção de grãos no período 2012/2013 deve ficar entre 176,82 e 181,55 milhões de toneladas, de acordo com levantamento de safra divulgado nesta quinta-feira (8/11) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em comparação à safra passada, que registrou uma produção de 166,17 milhões de toneladas, o volume colhido em 2012/2013 deve crescer entre 6,4% e 9,3%.

De acordo com o estudo do Mapa e da Conab, a soja deve ser a cultura que registrará o maior crescimento na produção, com estimativas de aumento que vão de 13,71 a 16,61 milhões de toneladas a mais que a safra anterior. Outro grão que deve apresentar crescimento na produção é o milho primeira safra, com altas que deverão ficar entre 16,6 mil e 1,52 milhão de toneladas. Já o feijão, por conta dos altos preços do grão no mercado, pode ter uma diminuição de 1,4 mil toneladas na produção. Nas projeções mais positivas do estudo, porém, a produção de feijão pode atingir um volume de 49,3 mil toneladas a mais do que o colhido na safra passada.

A estimativa da área cultivada deve ficar entre 50,89 e 52,22 milhões de hectares, resultado que indica desde a manutenção a um aumento de 2,6% de área em relação ao período 2011/2012. A cultura que deve ter o maior crescimento de área cultivada é a soja, que deve registrar uma variação de 5,5% a 9,3% a mais do que na última safra, quando foram cultivados 25,04 milhões de hectares.

IBGE

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também divulgou seu estudo sobre o crescimento da produção e da área cultivada. O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, que também foi divulgado nesta quinta, aponta estimativas exatas e é menos otimista que a pesquisa do Mapa e da Conab. Ao contrário do primeiro estudo, o do IBGE não faz comparação entre períodos de safra, mas compara a produção de 2012 com estimativas dos resultados do próximo ano.

De acordo com o IBGE, a produção total de grãos será de 170,9 milhões de toneladas – o número é 5,1% menor que o colhido neste ano. O sul do país deve ter o maior crescimento na produção dentre todas as regiões brasileiras. Em 2013, os problemas climáticos que atingiram o sul neste ano não devem se repetir – por isso, deve haver um aumento de 20,8% na produção. Assim como o Mapa e a Conab, o IBGE também aponta a soja como o produto que registrará maior aumento da área plantada. Segundo o instituto, o crescimento deve ser de 5,7% no ano que vem.

Fonte: Globo Rural
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