O tamanho do seu plantio, não muda o tamanho da nossa dedicação.
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15 jun 2016

Cultivo de florestas plantadas alia produtividade e sustentabilidade na agricultura

O exemplo do Mato Grosso do Sul é observado por Estados que querem aumentar a vocação florestal com o uso de áreas degradadas

Plantio de mudas de espécies florestais no Mato Grosso do Sul
Plantio de mudas de espécies florestais no Mato Grosso do Sul

Uma atividade que há pouco mais de duas décadas demonstrava resultados cautelosos colocou Mato Grosso do Sul em posição de destaque nacional, ocupando o segundo lugar nacional em área plantada com espécies florestais comerciais. A informação divulgada em 2014 pelo levantamento da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura, do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa aponta ainda que a produção local ultrapassa oito milhões de metros cúbicos e ocupa mais de 880 mil hectares.

O investimento na cultura de Florestas Plantadas é uma das estratégias de trabalho do projeto ABC Cerrado, idealizado pela parceria do Senar – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, Ministério da Agricultura, Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e o Banco Mundial. Com foco na redução da emissão dos gases de efeito estufa, a iniciativa oferece capacitação e assistência técnica aos produtores rurais participantes que demonstrem interesse em implantar mais três tecnologias produtivas: Sistema de Plantio Direto, ILPF – Integração Lavoura, Pecuária e Floresta e Recuperação de Pastagens.

Na avaliação do profissional responsável pela capacitação da equipe técnica do Senar/MS, o engenheiro agrônomo Moacir Sales Medrado, o setor florestal consolida a aptidão agropecuária do Estado, porém é importante observar fatores que serão fundamentais para começar o negócio. “Montar uma empresa exige do empreendedor a certeza de que o futuro é o presente lá na frente. É hoje, na hora de pensar a empresa florestal, que se desenha o futuro dela. Por isso, o planejamento deve vir antes das funções de organização, direção e controle”, aconselha.

Um levantamento divulgado pelo Projeto Campo Futuro, em 2014, estima que o custo operacional para iniciar o plantio é de R$ 8 mil, sendo que deste total 47% representam os gastos do primeiro ano com implantação da floresta, preparo da terra, plantio e aplicação de insumos. “No entanto, é importante observar que os valores podem variar de acordo com as condições do solo, clima e manejo. Definir a área para instalar uma empresa florestal não é uma tarefa simples, pois se devem considerar os fatores locais, a logística, as dificuldades de exploração e o valor da madeira”, argumenta Medrado.

Sustentabilidade X Rentabilidade – Assim como as demais tecnologias preconizadas no ABC Cerrado, a Floresta Plantada comprova sua viabilidade comercial e possibilitará que o país se destaque por desenvolver uma agricultura imbatível do ponto de vista econômico, ambiental e social, visto que ampliará a geração de empregos, divisas e impostos tão importantes para o fortalecimento da economia nacional.

O agrônomo revela qual abordagem apresentará aos técnicos de campo do Senar/MS, que ficarão responsáveis por prestar serviço de assistência técnica para 400 produtores rurais durante 18 meses. “Os principais pontos que irei tratar na capacitação dizem respeito à importância da análise de mercado no empreendimento florestal, manejo adequado às condições edafoclimáticas do Cerrado, além de demonstrar as possibilidades de cultivo”, argumenta.

Medrado enfatiza ainda que o modelo adotado pelo ABC Cerrado é revolucionário, já que não dissocia a gestão das tecnológicas agropecuárias e florestais, pelo contrário tem objetivo de integrá-las. “Sou um agrônomo que começou a vida profissional no serviço de assistência técnica e migrou para a pesquisa agropecuária, trabalhando por 33 anos na Embrapa. Sou, portanto, uma pessoa ligada ao mundo da tecnologia. Gosto de reforçar que a gestão das atividades rurais é fundamental e cresce em importância quando o empreendedor se propõe a trabalhar com sistemas de integração como os preconizados pela estratégia de integração lavoura, pecuária e floresta denominada de Estratégia ILPF”, conclui.

Fonte: Sistema Famasul, editado por Painel Florestal

15 dez 2014

Com baixo custo, hotel é construído apenas com estrutura de bambu

A base para a construção é o bambu, uma matéria-prima sustentável, barata, resistente e abundante no país oriental e em muitos outros lugares do mundo

hotel-bambu1O “One with the Birds” é um projeto de hotel criado para estar em perfeita harmonia com a natureza. A ideia é do escritório de arquitetura Penda, localizado na China, e foi desenvolvida para um concurso. Mesmo assim, a estrutura flexível poderia ser aplicada a diversos lugares.

A base para a construção é o bambu, uma matéria-prima sustentável, barata, resistente e abundante no país oriental e em muitos outros lugares do mundo. A intenção dos arquitetos era manter a conexão entre o prédio e a natureza ao seu redor, sem gerar impactos ambientais.

Para alcançar este objetivo, os materiais locais são priorizados e a estrutura modular pode ser desmontada e reinstalada onde houver necessidade, já que não é necessário impactar profundamente o solo. Além disso, não existem paredes, no lugar delas são instalados vidros, para elevarem a conexão entre o hóspede e a natureza ao seu entorno.

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Com matéria-prima abundante, a estrutura além de simples se torna de baixo custo e bonita

Conforme informado pelo escritório de arquitetura, a quantidade de “chalés” construída pode variar, mais uma vantagem da estrutura modular. Quando necessário é possível acoplar novos quartos ou retira-los, sem perder o material da construção.

A técnica foi inspirada nas moradias tradicionais dos índios, feitas normalmente com palha, bambu, madeira, entre outros materiais simples, encontrados na natureza. Como o nome já diz, o hotel pode fazer os visitantes se sentirem como pássaros abrigados nas árvores.

Fonte:  Ciclo Vivo
14 ago 2014

Eycote: copo de papel totalmente sustentável e renovável

Feito com até 95% de material sustentável ou renovável, os revestimentos EvCote™ protegem superfícies de papel contra água, gordura e umidade

evcoteA AkzoNobel apresenta ao mercado uma nova tecnologia de revestimentos de copos de papel, o EvCote Water Barrier 3000. O é feito a partir de óleos vegetais e garrafas de PET recicladas. Os novos copos não exigem qualquer mudança no ciclo de reciclagem ou tratamento especial, e são totalmente compostáveis e recicláveis.

“Essa é uma inovação que poderá gerar um significativo impacto no que diz respeito a benefícios econômicos e ambientais para toda cadeia de valor. A nova tecnologia de revestimentos ajudará donos de restaurantes e produtores de copos a reduzirem seus resíduos”, diz Conrad Keijzer, membro do Comitê Executivo da AkzoNobel responsável por Performance Coatings.

Quando o papel revestido com o EvCote é reciclado, a qualidade da fibra de papel permanece intacta. Assim, o papel pode ser reutilizado na produção de outros produtos do mesmo material.

Uma vantagem adicional, segundo a Akzon Nobel, é que o revestimento permite que as usinas de papel reusem 100% do resíduo de papel gerado no processo de produção. Atualmente, os resíduos são enviados para aterros sanitários.

“O papel representa o maior custo para os fabricantes de copos. Dessa forma, a reciclagem da sobra industrial trará benefícios financeiros e ambientais”, afirma Gil Sherman, gerente de desenvolvimento de mercado de revestimentos para papel da AkzoNobel.

Feito com até 95% de material sustentável ou renovável, os revestimentos EvCote protegem superfícies de papel contra água, gordura e umidade. Eles podem ser usados em inúmeros produtos, incluindo embalagens de papelão ondulado e dobrável, embalagens para transporte de bebidas e embalagens de comida.

Fonte: Celulose Online
24 fev 2014

Conheça as casas de bambu que flutuam em inundações e custam 4 mil reais

As moradias foram idealizadas por arquitetos vietnamitas, mas seriam alternativas de baixo custo para as enchentes brasileiras

A casa fica presa a amarras, âncoras e conexões sólidas, que ligam todas as peças e permite que a residência flutue durante uma enxurrada.
A casa fica presa a amarras, âncoras e conexões sólidas, que ligam todas as peças e permite que a residência flutue durante uma enxurrada.

No Vietnã, assim como no Brasil, as populações de diferentes regiões sofrem com enchentes e inundações típicas do clima tropical. A cada ano, centenas de pessoas morrem no país ou ficam desabrigadas devido à força dos fenômenos naturais.

Para driblar esta realidade o escritório vietnamita H & P arquitetos criou um projeto de habitações sustentáveis de baixo custo, que flutuam sobre as águas. Para isso foi utilizado o bambu, considerado um dos materiais mais sustentáveis do mundo.

A Blooming Bamboo Home propõe uma estrutura leve e modular de rápida construção, mas muito resistente que custa o equivalente a 4 mil reais. A casa fica presa a amarras, âncoras e conexões sólidas, que ligam todas as peças e permite que a residência flutue durante uma enxurrada.

Fonte: Painel Florestal

 

21 fev 2014

UTILIZAÇÃO DE BAGAÇO DE CANA ASSOCIADO À MADEIRA DE EUCALIPTO PARA PRODUÇÃO DE PAINÉIS AGLOMERADOS

mdf-bagaco-canaOs principais responsáveis pela evolução tecnológica das indústrias de painéis particulados são os setores de construção civil e de mobiliário, uma vez que estes o utilizam como matéria prima básica. A principio, os painéis podem ser produzidos a partir de qualquer material lignocelulósico que lhe propicie alta resistência mecânica e peso especifico pré-estabelecido.

No Brasil, as indústrias voltadas para a área de painéis consomem um volume significativo de madeiras provenientes de florestas plantadas, principalmente do gênero pinus e eucalipto. No entanto, devido à demanda crescente por madeira, é necessário procurar outras opções de matéria-prima de rápido crescimento que contribuam de forma qualitativa e quantitativa para suprir essa necessidade.

Uma opção viável é o aproveitamento de resíduos gerados pela agroindústria brasileira, já que esta apresenta vários tipos de resíduos lignocelulósicos com potencial de utilização. Dentre os resíduos agrícolas, o bagaço de cana é o que apresenta o maior destaque, visto que o Brasil é líder mundial em produção de cana de açúcar, apresentando uma produção em 2011 de aproximadamente 1,8 bilhões de toneladas, o que representa a geração de cerca de 500 milhões de toneladas de bagaço de cana, pois, cada tonelada processada de cana-de-açúcar gera um total de 280 kg de resíduo.

Em questão de produção de painéis aglomerados, tal resíduo, além de sofrer uma agregação de valor, poderá atender à crescente demanda da indústria de painéis de madeira, além de possibilitar sua expansão, diminuir a utilização de madeira e consequentemente a pressão sobre as florestas, e ainda reduzir os custos de produção dos painéis de madeira, tornando-os mais competitivos no mercado.

Em estudo conduzido por Rafael Farinassi Mendes e colaboradores, objetivou-se analisar o efeito da porcentagem de associação de bagaço de cana com a madeira de eucalipto em diferentes tipos e teores de adesivos na produção de painéis aglomerados. Os painéis foram produzidos na Unidade Experimental em Painéis de Madeira (UEPAM), da Universidade Federal de Lavras.

Foram analisadas propriedades físicas (Densidade, absorção de água após duas e vinte e quatro horas de imersão e inchamento em espessura após duas e vinte e quatro horas de imersão) e as propriedades mecânicas (Módulo de elasticidade e Módulo de ruptura à flexão estática, ligação interna e compressão paralela).

O adesivo uréia-formaldeído mostrou-se estatisticamente igual ou melhor que o adesivo fenol-formaldeído em quase todas as propriedades avaliadas. O tratamento que obteve melhores resultados foi produzido com 12% de adesivo uréia-formaldeído e constituídos com 75% de bagaço de cana e 25% de madeira de eucalipto, atendendo aos valores estipulados pela norma de comercialização CS 236-66. Apesar disso, os painéis produzidos com 6% de adesivo uréia-formaldeído e com 75% de bagaço de cana e 25% de madeira de eucalipto também atenderam a norma de comercialização, sendo a alternativa economicamente mais viável.

Rafael Farinassi Mendes – Doutorando em Ciência e Tecnologia da Madeira – UFLA
Lourival Marin Mendes – Professor adjunto do Departamento de Ciências Florestais – UFLA
Camila Lais Farrapo – Engenheira Florestal
Adriele Felix Lima – Graduanda em Engenharia Florestal – UFLA e Bolsista do Polo de Excelência em Florestas/ SECTES/FAPEMIG

Fonte: CI Florestas

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