Com o plantio de um só produto, além de o agricultor ficar à mercê do mercado de commodities, ele sofre com a perda de nutriente no solo e eleva os riscos de incidência de pragas e doenças em sua lavoura

agrosilvipastorilA adoção da monocultura pode trazer uma série de riscos econômicos e ambientais para os produtores. Com o plantio de um só produto, além de o agricultor ficar à mercê do mercado de commodities, ele sofre com a perda de nutriente no solo e eleva os riscos de incidência de pragas e doenças em sua lavoura. Uma solução em estudo por especialistas, que pode sanar esse problema, é o Sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta.

Segundo estudos já realizados, nas áreas que adotaram sistema de integração, houve uma significativa melhora das condições de produção e produtividade. Por causa dos benefícios econômicos e agronômicos oferecidos pelo sistema, o governo federal sancionou, por meio da presidente Dilma Rousseff, em 29 de abril deste ano, a Lei 12.805, que institui a Política Nacional de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta. O objetivo da legislação é melhorar a produtividade, a qualidade dos produtos e a renda das atividades agropecuárias no País.

De acordo com Elvison Nunes Ramos, coordenador da Coordenação de Manejo Sustentável dos Sistemas Produtivos (CMSP), órgão do Ministério da Agricultura, a lei está inserida no Programa de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que prevê a adoção de ações sustentáveis para a produção de alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio